segunda-feira, março 24, 2025

Uma história atrapalhada>Especial 100 anos de Gianni Rodari>Contos e poesias> 24/03/2025

 
Gianni Rodari/Alessandro Sanna

Alguma vez contaram pra você uma história bem conhecida, daquelas preferidas, e o contador errou tudo, tudinho do princípio ao fim? A menina que era ouvinte dessa história foi ficando irritada com tantos erros. Toda hora tinha que corrigir as trapalhadas, e a história estava virando uma coisamuito diferente. O contador se apressou porque não queria briga com a menina e tratou de arranjar um outro final. E adivinhem quem saiu ganhando?
  • Temas: Quotidiano de crianças nas escolas, nas famílias e nas comunidades (urbanas e rurais); Relacionamento pessoal e desenvolvimento de sentimentos de crianças nas escolas, nas famílias e nas comunidades (urbanas e rurais); Animais da fauna local, nacional e mundial; Fábulas e lendas locais, nacionais e universais; Jogos, brincadeiras e diversão; Aventuras em contextos imaginários ou realistas, urbanos, rurais, locais, internacionais.
  • Sobre a obra: Uma história atrapalhada faz uma brincadeira com a conhecida história de Chapeuzinho Vermelho. Gianni Rodari, o autor da história, subverte o clássico conto, bem conhecido das crianças de 4 anos a 5 anos e 11 meses. O texto é organizado como um diálogo entre alguém que está contando a história e alguém que a escuta. A característica desse diálogo é que o narrador conta a história de forma atrapalhada, inventando fatos e trazendo personagens que não existem na narrativa original, sendo o tempo todo corrigido por quem está ouvindo. O texto já começa com uma afirmação provocadora para as crianças que conhecem a história: “Era uma vez uma menina que se chamava Chapeuzinho Amarelo”, provocando os pequenos ouvintes ou leitores a questionar a afirmação. Ao longo da narrativa, os fatos conhecidos vão sendo “trocados”, sugerindo um esquecimento, distração ou mesmo provocação, que com certeza não passam despercebidos pelas crianças.
    Todas as vezes que o narrador conta um fato atrapalhado, é corrigido pela voz do ouvinte. Assim, o narrador se refere a Chapeuzinho Vermelho como Amarelo, depois como Verde, depois como Negro, sendo sempre “lembrado” de suas distrações malucas. Displicentemente, ou de propósito, a vovó vira “tia Palmira”, o lobo vira uma girafa, a fatia de bolo que deve ser levada para a vovó vira um pão de batata, e o lobo, ao invés de perguntar aonde vai Chapeuzinho Vermelho, pergunta a ela “quanto é seis vezes oito”.
    O efeito cômico do texto é contagiante, provocando as crianças a corrigir o leitor o tempo todo e criando um jogo envolvente para o leitor e os ouvintes.
    Ao final da história, a criança que lê ou escuta descobre que, na verdade, quem está contando a história atrapalhada à sua netinha é um avô, que acaba dando a ela uma moeda para que vá comprar um chiclete, deixando-o sossegado para terminar de ler seu jornal.

Ouvindo: AQUIAQUI
Tutorial do professor: AQUI
Sugestão de atividades: AQUI
Biografia: AQUI

Esse é o primeiro da série de cinco vídeos com cinco histórias do autor italiano Gianni Rodari.
Uma forma do @muralpedagogia prestigiar o poeta da fantasia e das infâncias no ano de seu centenário. AQUI - Conto: A estrada que não levava a lugar algum.

A história nº02, dessa série, é O pintor. Uma história um pouco mais simples, menos densa, que agrada muito as crianças pequenas devido à repetição que acontece ao longo dela. Rodari teve fases e momentos diferentes no estilo de sua escrita, assim conseguimos perceber com facilidade, as diferenças entre uma e outra. AQUI. O pintor. Rimas/Cores. AQUI

A 3a história da série especial em comemoração ao centenário do autor italiano Gianni Rodari é O Trólebus 75. AQUI.

4ª história: Um e sete: AQUI

Essa é a última história da semana, gratidão por quem acompanhou esses cinco dias, espero que a escolha das histórias tenha lhe tocado de alguma forma. AQUI. Tiago de cristal

+ Gianni Rodari: AQUI
Filosofia: AQUI

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