A crônica é um gênero textual tipicamente brasileiro que trata de acontecimentos cotidianos com tema, espaço e personagens reduzidos e que acumula muitos fãs, principalmente entre os adultos. Mas como introduzir a crônica para os pequenos e despertar a paixão pelo gênero nas crianças? Uma boa dica que o nosso clube de leitura infantil dá é começar ler crônicas infantis com as crianças desde cedo. Dessa forma, o pequeno já vai se familiarizando com o gênero ou, caso já esteja aprendendo o que é crônica na escola, ele pode ir identificando as características da obra enquanto lê crônicas infantis com você.
Na próxima das crônicas infantis conhecemos Luíz Rodolfo, um menino que vive entediado porque nada acontece na rua dele. Porém, enquanto acompanhamos as reclamações desse menino, vemos através da leitura das imagens que, na verdade, muitas coisas estão acontecendo na rua dele. Luíz Rodolfo só não as percebe porque está sempre reclamando de como sua vizinhança é um tédio. Essa é uma ótima obra para estimular nas crianças a leitura de imagens já que por meio delas acompanhamos muitas narrativas paralelas ocorrendo atrás do protagonista. Fonte
Nunca acontece nada em minha rua foi escrito pela autora, ilustradora e designer Ellen Raskin. A obra traz a história de um garoto, o Luís Rodolfo, que não consegue perceber as situações ocorridas em sua rua.
Sentado à beira da calçada, o menino, com mal-humor, menciona ao leitor situações extraordinárias ocorridas em outras ruas: casas mal- assombradas, piratas e tesouros enterrados, monstros, astronautas, espiões, leões, tigres ferozes e montanhas nunca antes escaladas. Mas nunca nada acontece na Rua das Amoreiras, 52, onde mora Luís Rodolfo. Será? Continua: AQUI
Aula: Marcos históricos do lugar onde vivo: AQUI
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Tem de tudo nesta rua: AQUI
Sugerindo um sarau
Compartilhar literatura é também uma forma de enriquecer o contato com ela. Por isso, sugerimos que você organize um sarau em que os alunos escolherão um ou dois textos do livro para ler ou declamar aos colegas. Como a escolha da crônica será feita previamente, o aluno pode optar por decorar o texto ou treinar a sua leitura em voz alta. O interessante é que não haja crônicas repetidas, mas, como a escolha fica a cargo do aluno, isso pode acontecer, e é uma excelente oportunidade para você explorar as diferentes interpretações que um mesmo texto pode ganhar de acordo com o leitor.
Instrua os alunos sobre todas as nuances da crônica. Para tanto, peça a eles que selecionem palavras-chave e explorem as imagens que o texto lhes transmitem; que prestem atenção à pontuação do texto e às intenções que as acompanham; que se o texto escolhido tiver diálogos, imaginem quem são essas pessoas e que intenção teriam na voz ao falar as frases; que procurem palavras desconhecidas no dicionário e entendam o uso delas no contexto, e assim por diante. Esta etapa também é importante para que eles percebam que o texto terá um efeito positivo no ouvinte quanto melhor compreendermos o que ele diz e melhor interpretarmos todas as suas nuances como leitores ativos.
Quando chegar o momento do sarau, explique como ele funciona e o seu objetivo, principalmente se for a primeira vez que os alunos participam de um. Em um sarau, as pessoas costumam se reunir para compartilhar textos literários de que gostam e, assim, ampliar seu repertório literário. Você pode preparar o ambiente da sala de aula a fim de torná-lo mais aconchegante para a atividade. Leve cangas coloridas, por exemplo, que podem servir de “palco” para quem for ler/recitar a crônica. Os alunos poderão se sentar em almofadas, o espaço pode ser decorado com flores e/ou folhas secas, a iluminação natural da sala pode ser substituída por lanternas ou lâmpadas/luzinhas coloridas, pode haver uma sutil trilha sonora de fundo, que ajude a ambientar as apresentações etc.
É interessante que os alunos participem de todas as etapas da organização, a fim de se sentirem acolhidos pela atividade. Durante a atividade, deixe que eles se apresentem espontaneamente para a leitura/declamação, como costuma acontecer normalmente em eventos desse formato. Concluída essa etapa, você pode convidar os alunos a falarem sobre suas impressões, tanto como leitores quanto como ouvintes: o que foi mais interessante, que aspectos lhes chamaram a atenção, o que pensaram que poderiam ter feito de diferente em suas leituras, se ouvir o conto apresentado pelo colega os fez entender melhor o texto ou criar diferentes imagens etc. Esse tipo de proposta pode se tornar recorrente em sala de aula, como um recurso de exploração de textos literários.
Essa atividade contempla as seguintes habilidades descritas na BNCC para o componente curricular Língua Portuguesa: EF69LP44, EF69LP46, EF69LP47, EF69LP53, EF69LP54 e EF89LP33. Fonte
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