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Colaboração e Direitos

Colaboração e Direitos Autorais
Olá amiga(o) ,
Fui professora dos projetos "Estímulo À Leitura",
"Tempo Integral" e a favor da leitura lúdica,
afinal, quer momento mais marcante que a fantasia da vida?
Portanto, será um prazer receber sua visita em mais um blog destinado a educação.
Nele pretendo postar comentários e apreciações de materiais didáticos de Língua Portuguesa, além de outros assuntos pertinentes, experiências em sala de aula, enfocando a interdisciplinaridade e tudo que for de bom para nossos alunos.
Se você leu, experimentou, constatou a praticidade de algum material e deseja compartilhar comigo,
esteja à vontade para entrar em contato.
Terei satisfação em divulgar juntamente com seu blog, ou se você não tiver um, este espaço estará disponível dentro de seu contexto.
Naturalmente, assim estaremos contribuindo com as(os) colegas que vêm em busca de sugestões práticas.
Estarei atenta quanto aos direitos autorais e se por ventura falhar em algo, por favor me avise para que eu repare os devidos créditos.
Caso queira levar alguma publicação para seu blog, não se
esqueça de citar o "Linguagem" como fonte.
Você, blogueira sabe tanto quanto eu, que é uma satisfação ver o "nosso cantinho" sendo útil e nada mais marcante que
receber um elogio...
Venha conferir,
seja bem-vinda(o)
e que Deus nos abençoe.
Krika.
30/06/2009

Linguagem social...

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Comemoração

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JUNHO 2019
17 ANOS DE LITERATURA INFANTIL
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terça-feira, setembro 08, 2026

Ratolândia>PNLD Literário>Fábula política>Para pensar>Eleição/Voto/Representatividade>08/09/2026


Alice Méricourt/Ma Sanjin

Bem-vindos a Ratolândia, o país onde ratos e ratas elegem seus representantes a cada cinco anos. Mas os eleitos são sempre grandes gatos, mais interessados em suas próprias demandas do que nas necessidades da grande maioria da população: os ratos. 
E eles seguem nesse dilema até o dia em que uma ratinha tem uma ideia ousada, capaz de abalar as estruturas de Ratolândia.

Um país em que os governantes trabalham para benefício próprio, dificultando a vida da população... Estamos falando de Ratolândia, onde a eleição acontece a cada cinco anos, mas, por alguma razão, os líderes eram sempre gatos, ora brancos ora pretos, e a vida dos moradores nunca mudava, nem melhorava. 
Chegaram até a votar em gatos malhados, que falavam como ratos... contudo comiam como gatos! Em uma situação já insustentável, uma ratinha teve a ideia de os ratos passarem a se governar. Infelizmente, encontrou forte resistência, a ponto de ser presa pela sua posição. 
A ratinha ficou presa, só que sua ideia se espalhou. 
Junto com a função artística, a literatura pode trazer reflexões sobre a realidade. 
Essa narrativa retrata aquele que tem o poder e o dever de liderar, porém usa o cargo para outros fins; também mostra a força dos indivíduos, quando se unem, e apresenta uma eleição democrática, em que o povo faz uso de seu verdadeiro poder a partir do voto. 
A história também evidencia a alternância de governos, em que os únicos eleitos são gatos brancos ou pretos, como se fossem as únicas opções. Resta-nos questionar o motivo de os ratos não votarem em outros representantes, se isto seria um indicativo do medo de mudanças.

Liderança, Representatividade, Política, Sociedade, Rato, Gato, Democracia, Governantes, Forte vs. Fraco, Poder, Opressão, Liberdade de pensamento, Conflitos políticos, Exploração  Fonte
Ouvindo: AQUI, AQUI
Manual do professor: AQUI

Como explicar a política para uma criança?

Mostrar a elas que cada pessoa tem o direito de pensar diferente, de ter uma opinião diferente é uma das grandes conquistas da democracia. Bem como estimular que elas expressem suas ideias e aprendam a ouvir as ideias dos amigos é um jeito de construir a mudança social. 

Acredito muito no poder da escuta. E é por isso que as crianças deveriam ser ouvidas quando falamos sobre política. E se as crianças tivessem voz nas eleições? O que elas estariam aprendendo? E se ouvíssemos quais são suas ideias para melhorar a convivência na escola, em casa, no parque, será que não teríamos adultos mais preparados e dispostos a debater processos de mudança coletiva? Fonte

 A importância de escutar as crianças: " O pequeno que é escutado, aprende a escutar; o que é respeitado, aprende a respeitar; o que é que é acolhido, aprende a acolher; o que é estimulado a falar sobre si, aprende a narrar a sua própria história."  Continua: AQUI

"Criar cenários onde seja estimulado o debate sadio e respeitoso sobre ideias para o coletivo é uma das formas que podemos explicar as eleições para as crianças." 

Trabalhar democracia e eleições na Educação Infantil significa ensinar o respeito às regras de convivência, a escuta ativa e a importância de fazer escolhas coletivas de forma lúdica.
Princípios Básicos
  • Foco na convivência: Ensinar a esperar a vez, dividir brinquedos e escutar o colega.
  • Sem partidarismo: Evitar partidos ou candidatos reais, focando nos conceitos de cidadania e escolha coletiva.
  • Linguagem simples: Usar histórias, brincadeiras e situações do cotidiano da sala de aula.     
Propostas Práticas de Atividades
1. Eleição do Livro de Histórias ou Brincadeira
  • Como fazer: A turma precisa escolher qual história a professora vai ler ou qual será a brincadeira do parque no fim do dia.
  • Dinâmica: Apresentar duas ou três opções visuais (com capas de livros ou desenhos). Cada criança vota na sua preferida levantando a mão, colocando um adesivo em um painel ou usando uma urna de papelão simples.
  • Objetivo: Mostrar que a maioria decide o grupo, mas que a opinião de todos é ouvida e respeitada.
2. Contação de Histórias Temáticas
  • Livros sugeridos: Obras como A Eleição dos Bichos ou livros que abordam a organização e o respeito no parquinho.    A eleição dos bichos: AQUI
  • Dinâmica: Ler a história e promover uma roda de conversa perguntando: "Como os animais resolveram o problema?", "O que acontece quando ninguém escuta o outro?".
  • Objetivo: Desenvolver a empatia e o pensamento crítico sobre regras justas.
3. Construção de Combinados da Turma
  • Como fazer: Em vez de impor regras prontas, o professor propõe uma assembleia infantil para definir as normas de boa convivência da sala.
  • Dinâmica: As crianças sugerem o que pode e o que não pode (ex.: guardar os brinquedos, não bater, pedir por favor). O grupo vota quais combinados entram no cartaz da turma.
  • Objetivo: Vivenciar a democracia participativa na prática diária da escola. Fonte Google
Projeto " Eleição no jardim" através do livro " O mistério no jardim"( Sistema de ensino Anglo)
Aproveitem esta ideia! Eleição do personagem preferido!
 Ouçam a professora: AQUI  AQUI, AQUI

O jardim curioso: AQUI
O prefeito perfeito: AQUI
Eleições: AQUI
Políticas públicas: AQUI
Eleições/aulas: AQUI
A canção de Brisa: AQUI
O muro no meio do livro: AQUI
Eleição na mata: AQUI
A eleição da criançada: AQUI
Convivência/Respeito: AQUI
Democracia: AQUI
Liberdade: AQUI
Juntos e misturados: Uma história de galinhas:  AQUI
Lá fora: AQUI
O tratado da aranha: AQUI
O que fazer? Eu e os outros: AQUI
Fugindo das garras do gato: AQUI






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segunda-feira, junho 29, 2026

A semana da bicharada>O recreio da bicharada>Estímulos literários> 29/06/2026

Frederico Brito/Thais Evangelista

Quer conhecer os dias da semana e animais da fauna brasileira? Então venha com a gente, pois vai começar a brincadeira!
Temas abordados: dias da semana/calendário, fauna silvestre, cuidados com o planeta/meio ambiente.
Atividades: AQUI, AQUI
Poesia calendário: AQUI

Luciana Garcia

Todo mundo adora a hora do recreio – principalmente pelas brincadeiras! 
Mas, quando os coleguinhas começam a apontar os defeitos uns dos outros, o que era diversão vira uma grande confusão! 
A Cobra, com a língua afiada, o Elefante, com seu peso, a Girafa, de pescoço grande... ninguém fica de fora. Será que alguém vai conseguir trazer a paz de volta para a bicharada? 
Uma fábula perspicaz que aborda o tema do bullying, da amizade, e ensina a importância do respeito pelos outros.
Ouvindo: AQUI
Só um minutinho: AQUI
Dino Samuel: AQUI
As cores e os dias da semana: AQUI
Bullying: AQUI
Amizade: AQUI
Calendário: AQUI
Dias, meses, ano: AQUI
Hoje é domingo: AQUI
A girafa que queria ter listras: AQUI
Coração que bate sente: AQUI
Uma lagarta muito comilona: AQUI
A lagarta comilona: AQUI
O disfarce dos animais: AQUI



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quarta-feira, junho 18, 2025

Amigos do folclore brasileiro>O livro de ouro do folclore brasileiro>Folclore + Preservação ambiental>Diversidade cultural>18/06/2025

 
Jonas Ribeiro/Laerte Silvino

Este livro reúne lendas das cinco regiões brasileiras. Algumas são bastante familiares para nós. Pensando bem, essas lendas existem em nosso imaginário desde que nascemos.
 Existiram na história de nossos antepassados e ainda existem no imaginário e na história de nossos pais, avós, bisavós. 
A propósito, há algum personagem deste livro que você ainda não conhece? Vamos descobrir?
O livro reúne lendas das cinco regiões do país.
Região Norte: Curupira, Iara, Vitória-Régia.
Região Nordeste: Lobisomem, Barba Ruiva.
Região Centro-Oeste: Mula Sem Cabeça, Potira.
Região Sudeste: Chico Rei, Anhangá.
Região Sul: Negrinho do Pastoreio, Boitatá, Saci-Pererê.
Ouvindo: AQUI, AQUI, AQUI
Amigos do folclore brasileiro ouvindo: AQUI
Curupira: AQUI
Yara: AQUI
Saci: AQUI
Lobisomem: AQUI
Potira: AQUI
Chico Rei: AQUI
Sugestão/Pintura/Lendas: AQUI

No dia 22 de agosto comemoramos o dia do folclore, mesmo o folclore não se resumindo apenas nas lendas, resolvi apresentar uma história da professora Alba Marília, na qual apresenta alguns personagens das lendas folclóricas brasileiras. AQUI AQUI

Sylvio Panza/André Valle

O folclore brasileiro é o resultado da mistura de diversas culturas, como a indígena, a portuguesa, a africana e de todos os povos de imigraram para o Brasil. 
Neste livro, você contará com a ajuda dos personagens do nosso folclore para aprender sobre literatura, lendas atividades, pratos típicos e costumes populares de todas as regiões do nosso país.

Ouvindo sobre a obra + atividade:   AQUI

O folclore do Brasil é fruto da miscigenação entre os saberes tradicionais dos nativos indígenas, povos africanos e europeus. Dessa união, nasceram as nossas lendas.

A relação entre folclore e a educação ambiental

Há um universo mágico que habita as mentes das crianças, repleto de personagens fantásticos e histórias que atravessam gerações. 
O folclore brasileiro é uma parte essencial desse mundo encantado, pois por intermédio dele revelamos nossas raízes culturais repletas de lendas e mitos que intrigam e fascinam as crianças. Mas você já imaginou como essas narrativas que encantam os pequenos podem também ser utilizados para conscientizá-los sobre a importância da preservação da natureza? 
Neste artigo, exploraremos a profunda relação entre o folclore e a educação ambiental, descobrindo como essas duas temáticas podem se entrelaçar para criar um aprendizado significativo.

O folclore brasileiro é um tesouro de histórias e personagens que têm raízes profundas em nossa cultura. Do Saci-Pererê ao Lobisomem, esses seres mágicos povoam o imaginário infantil e, ao mesmo tempo, podem ser pontes para ensinamentos valiosos sobre o meio ambiente. 
A relação entre o folclore e a educação ambiental reside na capacidade dessas narrativas de transmitir conceitos e valores fundamentais para a sustentabilidade. 
Vamos explorar na sequência como essa conexão pode ser trabalhada por pais e educadores junto às crianças.
Nossas lendas folclóricas são ricas em personagens que desempenham papéis fundamentais na defesa da natureza. 
O Curupira, por exemplo, é um guardião das florestas, que nos ensina a respeitar e preservar esses ecossistemas. 
Temos também a Iara, uma figura mítica associada às águas, cuja lenda pode nos lembrar da importância do cuidado e preservação de rios e lagos. 
Ao contarmos histórias sobre esses seres mágicos, possibilitamos um diálogo sobre a importância de proteger nossa fauna e flora, mantendo o equilíbrio ecológico. 
Assim, as crianças aprendem que a natureza não é apenas um cenário para as aventuras destes personagens, mas um elemento vital que merece cuidado e respeito, o que ajuda a incentivar nelas também uma ligação mais profunda com o mundo natural.
As lendas do nosso folclore frequentemente retratam interações entre seres humanos e seres mágicos, enfatizando a valorização de todos os seres vivos, independentemente de como eles se apresentam. 
Essas narrativas oferecem uma visão única sobre como nossa convivência com todas as formas de vida é fundamental para o equilíbrio da natureza. 
Ao explorarmos essas histórias, podemos transmitir às crianças a importância de respeitarmos não apenas os animais, mas também insetos e plantas que compartilham nosso planeta. 

Essa perspectiva enriquece a visão delas sobre a interdependência de todos os organismos e espécies, fortalecendo seu compromisso com a conservação e o respeito pela biodiversidade.

Nosso folclore e a educação ambiental encontram mais um ponto em comum quando falamos sobre as lições de responsabilidade identificadas em lendas como a da Caipora e do Boitatá. 
Personagens que têm como missão principal conservar e proteger as florestas e afastar pessoas mal-intencionadas que degradam esses ambientes. 
Suas histórias podem inspirar nas crianças um senso de dever em relação à natureza e aos animais silvestres. 
Ao narrar essas lendas, ajudamos nossos pequenos a compreenderem que eles também têm um papel vital na preservação da fauna e na manutenção dos habitats naturais.
Inúmeras histórias folclóricas estão profundamente entrelaçadas com a temática das colheitas e também das más práticas da agricultura. 
Podemos utilizar essas narrativas para introduzir com as crianças conversas sobre práticas agrícolas mais sustentáveis, inspirando-as a compreender como a agricultura pode coexistir harmoniosamente com a natureza. 
Ao fazer isso, as crianças aprendem que a preservação da terra é essencial para garantir que ela continue fértil para as gerações futuras. 
Compreendem, ainda, a importância de cultivar alimentos de forma responsável e respeitosa com o meio ambiente, contribuindo para um futuro onde a produção de alimentos seja sustentável e em equilíbrio com os recursos naturais que sustentam a vida no planeta.

Mitos folclóricos, como a fascinante história da Vitória-Régia, frequentemente exploram o ciclo da vida, proporcionando uma valiosa oportunidade de integração entre o folclore e a educação ambiental. 

Ao mergulharmos nessas lendas, podemos ajudar os mais jovens a compreenderem como todas as formas de vida estão intrinsecamente conectadas e como a saúde do ambiente natural tem um impacto direto no ciclo de vida de todas as criaturas. 

Essas histórias nos permitem cultivar uma apreciação mais profunda da interdependência entre todos os elementos da natureza e reforçar a conscientização sobre como nossas ações podem influenciar o destino das diversas espécies com as quais compartilhamos espaço.

Explorando essa intrigante conexão entre o nosso folclore e a educação ambiental, percebemos que as narrativas que cativam nossas crianças têm potencial para serem muito mais do que simples contos!
 Elas são ferramentas poderosas para transmitir valores, conhecimento e sensibilização sobre a importância da preservação da natureza. 
À medida que exploramos os mitos e lendas do folclore brasileiro, encontramos lições valiosas que podem moldar uma nova geração de cidadãos comprometidos com o nosso planeta.   Fonte

Exemplos de personagens folclóricos e sua relação com a natureza:
  • Curupira: Personagem conhecido por proteger as florestas, punindo aqueles que desrespeitam a natureza com ações como desmatamento e caça predatória. 
  • Iara: Guardiã das águas, a Iara protege os rios e lagos, sendo associada à beleza e à força da natureza. 
  • Saci-Pererê: Apesar de ser conhecido por suas travessuras, o Saci também é visto como um protetor das matas, sendo capaz de afastar aqueles que causam danos ao meio ambiente. 
  • Boitatá: A cobra de fogo protege os campos e animais, evitando incêndios e outros danos causados por ações humanas. 
  • Ouvindo: Em nosso Coperil On de hoje, nós vamos conectar as histórias encantadoras do folclore brasileiro com a preservação da natureza. Descobriremos como nossa cultura pode ser uma aliada na construção de um futuro mais sustentável. AQUI
  • Ouvindo/Cantando a turma do folclore:
    Na floresta com boitatá: AQUI
  • Na floresta com caipora: AQUI
  • Na floresta com curupira: AQUI
  • Na floresta com saci-pererê: AQUI
  • Super coleção/Músicas/Lendas: AQUI
  • Atividades para imprimir/Folclore: AQUI, AQUI
Hoje eu conto 3 histórias do folclore brasileiro, que fazem parte do livro Lendas Brasileiras de Maurício de Sousa, em homenagem ao Dia do Folclore. Aprenda quem é o Boitatá, o Curupira e o Saci! AQUI

Iara e a poluição das águas: AQUI
Curupira: AQUI
Mitos: AQUI
Boitatá: AQUI
Jonas Ribeiro: AQUI



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domingo, março 23, 2025

Gramática da fantasia>Gianni Rodari>(2009)



GRAMÁTICA DA FANTASIA

AUTOR :GIANNI RODARI - TRADUÇÃO: ANTONIO NEGRINI
SUMMUS EDITORIAL

Colegas professoras, recebi de presente da amiga Betty,
lá do Canto do Conto esta gramática recheada
de técnicas para o jogo da linguagem.

Por meio da análise de variadas técnicas de invenção, Rodari oferece um eficaz instrumento para os que acreditam na criatividade infantil. Mostra como uma aula pode se tornar criativa, agradável, instigante. E não se restringe ao universo 'clássico' da literatura infantil, pois também propõe técnicas a partir de notícias de jornais, fatos históricos, geográficos etc.

Ouvindo: AQUI, AQUI, AQUI

Rodari apresenta várias técnicas e exercícios para o desenvolvimento da imaginação e da criatividade, com propostas práticas e simples que podem resultar na produção de narrativas orais ou escritas.
Recursos surpreendentes, apoiados em personagens tradicionais, ou histórias em quadrinhos,etc. O autor apresenta várias sugestões de atividades voltadas à imaginação, dando margens para a criatividade de alunos.
Por exemplo:
Chapeuzinho Vermelho no helicóptero:
Inventar uma história partindo das cinco palavras que sugerem a história de chapeuzinho: “menina, bosque, flores, lobo, avó”. A sexta palavra rompe a série: “helicóptero”.
O objetivo é juntar a história tradicional aos (jogo – exercício, e reação dos alunos) novos elementos inesperados.
Os alunos poderão colocar outras palavras e acrescentar invenções à elas, tendo como base a tradicional história. No exemplo do autor: O lobo é surpreendido por um helicóptero no momento em que estava batendo a porta da vovó. Nele estavam policiais, que desceram rapidamente. O lobo, sem saber de nada saiu correndo em direção ao caçador.
Salada de fábulas:
Chapeuzinho encontra o Pequeno Polegar e seus irmãos no bosque. As aventuras se misturam, escolhendo uma nova estrada, criando assim novos fatos, dando asas a imaginação.
Fábulas copiadas:
O autor cita o exemplo da tradicional história de João e Maria que se perdem no bosque. Uma bruxa os encontra e os recolhe, tencionando assá-los no forno...
Daí vem o exercício: Extraia da trama a expressão: A e B perdem-se no lugar C, são recolhidos por D em um lugar E, onde existe um forno F...
E eis a trama nova:
Dois irmãos foram abandonados na catedral de uma cidade pelo pai, que não sabendo mais o que fazer para alimentá-los, resolveu recorrer à caridade pública. As crianças ficaram aturdidas pela cidade. De noite, refugiaram-se num pátio e adormeceram sobre um montão de caixotes vazios. Foram descobertos pelo padeiro que ali saiu apenas para, aproximar-se do forno, recuperar-se do frio...
De acordo com o nível de seus alunos pode-se dificultar mais a trama, através de uma história origem.
Cartas na mesa:
Com gravuras variadas de revistas, você pode fazer leituras coletivas, oral ou escrita.
Um aluno começa a história com a primeira gravura, o segundo pega outra gravura juntando a história iniciada pelo primeiro colega. Assim vai seguindo até todos participarem. A história consiste em interpretar aquela gravura que foi escolhida, coligando-se com o episódio precedente, formando-se no final um painel ou mural.
Técnica de animação:
Trazer três objetos diferentes, exemplo: garrafa vazia, pá, e panela. Convide os alunos a criarem a história ou representar uma cena a partir destes objetos. Os objetos apresentarão um suporte mais sólido à imaginação do que palavras, pois podem ser manuseados, manipulados, fornecendo inúmeras sugestões fantásticas.

PRÍNCIPES E PRINCESAS, SAPOS E LAGARTOS
HISTÓRIAS MODERNAS DE TEMPOS ANTIGOS
FLÁVIO DE SOUZA
EDITORA FTD


Falando de fantasias, este livro segue o ritmo de Rodari.
Flávio de Souza nos leva para viajar de uma forma hilária pela sua imaginação a “dentro”, ou seja, ele brinca com personagens conhecidos, mistura fatos e no final é tudo muito engraçado.
Ele cria histórias de dragões, sapos com princesas e príncipes na maior naturalidade. Você pode ler o livro por capítulos independentemente de seguir a risca folha por folha.
Ao contrário, como ele próprio recomenda.
Uma das histórias que mais gosto é a da princesa que foi acordada pelo príncipe com um beijo. Ela desfia um rosário de perguntas para ele, do tipo: se ele tem um castelo, como é o castelo, de que tamanho. Faz críticas e reclama que deseja ter muitas amas, porque afinal, ela não pediu pra ele a beijar e tirar-lhe do sono de cem anos. Por fim, o príncipe arrependido de tê-la beijado aproveita-se de um momento de distração dela, dá-lhe outro beijo bem forte fazendo-a cair num sono profundo novamente. Além disso, o príncipe espalhou a notícia para outros príncipes, que ao passarem pela frente do castelo,até assobiavam e olhavam para outro lado...
Na segunda parte desta história intitulada DOIS BEIJOS, este segundo beijo aconteceu na beira de uma lagoa: Uma linda princesa passando por ali, beijou um sapo que cantava uma canção de chamar princesas que beijam sapos que são príncipes encantados em troca de uma pepita de ouro. No entanto ela se transforma em sapa imediatamente após o beijo. O sapo não entendeu nada... Mas a sapa explicou-lhe que ela era uma sapa encantada e que não se interessava na pepita... E assim os dois foram para o fundo da lagoa para outros beijos mais.
A história da princesa Úrsula é outra revelação, pois no final, ela escolhe uma odalisca pra viver com ela no castelo... Só lendo para saber o que acontece, ok?
A princesa linda de laço de fita é outra que de tanto rejeitar os príncipes que apareciam no reino, ela continuou, linda, velha e sozinha...
Confiram aqui a peça de teatro:
http://www.marcioaraujo.com.br/Textos/principes.pdf
Recuperando esta postagem antiga( 23/03 /2025)


+ Gianni Rodari: AQUI



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