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Colaboração e Direitos Autorais
Olá amiga(o) ,
Fui professora dos projetos "Estímulo À Leitura",
"Tempo Integral" e a favor da leitura lúdica,
afinal, quer momento mais marcante que a fantasia da vida?
Portanto, será um prazer receber sua visita em mais um blog destinado a educação.
Nele pretendo postar comentários e apreciações de materiais didáticos de Língua Portuguesa, além de outros assuntos pertinentes, experiências em sala de aula, enfocando a interdisciplinaridade e tudo que for de bom para nossos alunos.
Se você leu, experimentou, constatou a praticidade de algum material e deseja compartilhar comigo,
esteja à vontade para entrar em contato.
Terei satisfação em divulgar juntamente com seu blog, ou se você não tiver um, este espaço estará disponível dentro de seu contexto.
Naturalmente, assim estaremos contribuindo com as(os) colegas que vêm em busca de sugestões práticas.
Estarei atenta quanto aos direitos autorais e se por ventura falhar em algo, por favor me avise para que eu repare os devidos créditos.
Caso queira levar alguma publicação para seu blog, não se
esqueça de citar o "Linguagem" como fonte.
Você, blogueira sabe tanto quanto eu, que é uma satisfação ver o "nosso cantinho" sendo útil e nada mais marcante que
receber um elogio...
Venha conferir,
seja bem-vinda(o)
e que Deus nos abençoe.
Krika.
30/06/2009

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JUNHO 2019
17 ANOS DE LITERATURA INFANTIL
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Mostrando postagens com marcador Paul Klee. Mostrar todas as postagens
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quinta-feira, fevereiro 22, 2018

Projeto de vida >Artes com vários pintores>Autorretrato>Identidade>22/02/2018


10 atividades inspiradas nos grandes mestres da Arte - monet

Lírios de água
Monet

Projeto artes retrato e autorretrato

Atividades com grandes mestres da arte
Van Gogh/massa de modelar
10 atividades inspiradas nos grandes mestres da Arte - van gogh



Picasso
Fase azul
Quem sou eu?
Qual é sua fase azul? Inspiração na fase azul de Picasso. Um trabalho de introspecção e autoconhecimento através da Arte. Cores Frias, sentimentos tristes. autorretratos inspirados nos de Vangogh

A importância da contextualização numa atividade artística
A arte nos dias atuais vem se destacando de maneira significativa. Copiar o que já existe ficou pra trás, hoje é valorizada toda forma de expressão que seja inédita, criativa, diferente.

O professor de Artes desempenha papel fundamental nessa nova busca artística, sendo assim, é necessário que ele:
a)    Conheça bem os conteúdos artísticos que serão abordados junto aos alunos e busque sempre diferentes maneiras de ensinar cada uma das linguagens artísticas.
b)    Tenha conhecimento artístico que possibilite identificar o momento que cada aluno está vivenciando em seu percurso criativo para fazer as intervenções necessárias que permitam a ampliação de repertório.
c)    Seja construtor de conhecimentos, semeador de ideias e práticas que resultem na aprendizagem artística significativa dos seus alunos.
d)    Consiga valorizar o potencial criativo dos estudantes.
e)    Saiba perceber, compreender e avaliar as ideias que os alunos transmitem nas diferentes linguagens artísticas.
f)     Incentive os estudantes na sua formação cultural para que possam perceber-se como sujeitos participantes do mundo.
g)    Mostre a importância de entender que a arte tem conteúdos e objetivos próprios e que na educação atual não há lugar para se fazer “qualquer coisa” ou para “copiar”. Continua


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sexta-feira, setembro 28, 2012

Artes>Miró>Surrealismo>Sonhos>Pintores e Afins>28/09/12


Artes Surrealismo
O mundo pelo avesso




O ponto principal do pensamento surrealista é não ficar preso às formas, ao cotidiano e a mesmice do modo mundo.
O movimento surrealista chegou nos anos 20 com o objetivo de mudar a vida da época, transformar o mundo e quebrar regras e foi justamente isso que conseguiu: mostrar uma nova visão de mundo, visão que vem do inconsciente e não poupa a imaginação.
A principal característica dos artistas surrealistas é fazer com que o mundo real se misture com o irreal, sem limites, deixando a emoção expressar-se em todas as possibilidades.
A obra é criada a partir do ponto em que a razão humana perde o controle.
Principais artistas
Sem dúvida, Salvador Dali é o mais conhecido pintor surrealista.
Nasceu na Espanha e começou pintar aos 13 anos já mostrando muito talento. Com 18 anos ingressa na Academia de San Francisco, em Madri, onde conhece o futuro cineasta Luis Buñuel.
A identificação de ambos com o surrealismo faz com que futuramente participe da produção do filme surrealistas, sendo que os principais são: "Um Cão Andaluz" (1929) e "A Idade do Ouro" (1930). Morreu em 1989, em consequência do Mal de Parkinson.



Outro surrealista bastante conhecido no meio artístico é Joan Miró.
Nascido em Barcelona, Espanha, desde criança passava o tempo desenhando ou colecionando pedras e plantas. Aos 14 anos ingressou na Escola de Belas Artes, em Barcelona, mas contrariou-se com o currículo e desistiu dessa escola, voltando a ter contato com as artes somente onze anos depois, quando mudou-se para Paris e passou a ter contato com as ideias surrealista.
Morreu aos 90 anos, rico e bem-sucedido, reconhecido em todo mundo como um dos principais de sua época.



Rene Magritte é outro pintor que, apesar de não seguir a risca as características surrealistas, também teve grande participação neste movimento.
O que diferencia Magritte dos demais surrealistas é o fato de reproduzir o que se chamou de "realismo fantástico", usando a contradição de imagens na forma de enigmas.
Sem dúvida um estio de pintura muito inteligente.



Curiosidade
Salvador Dali realmente se dedicava ao trabalho!
Ao longo de sua vida produziu cerca de 1.500 pinturas.













Projetos escolares nº88
Editora On Line
Muito mais Miró:  

AQUI



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segunda-feira, fevereiro 20, 2012

Pintores e Afins> poema> Paul Klee> 20/02/12

O equilibrista

Residência no ar
Roseana Murray
Editora Paulus

Vamos conhecer Paul Klee e suas obras?

Autor: Pricilla Cristine Trierweiller
O que o aluno poderá aprender com esta aula
- Perceber as obras de arte como uma forma de conhecer e observar o mundo;
- Trabalhar o seu olhar sensível, admirando não só o que lhe é familiar, mas o que sai das formas comuns;
- Desenvolver a criação e a imaginação por meio do desenho e da pintura.
Duração das atividades
Nos três momentos planejados, as propostas podem variar entre 30 minutos e 1 hora.
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno
A proposta prevê que os professores habitualmente levem o grupo a museus ou galerias de arte e que, na escola, as crianças tenham acesso a livros, catálogos ou imagens de obras de arte.
 A sugestão é indicada para crianças de 04 a 06 anos.

Estratégias e recursos da aula
1ª momento:
Colocar, à disposição das crianças, imagens de obras de Paul Klee.
Chamar a atenção para cada imagem observando-a e pensando sobre o que ela significa, sempre privilegiando o olhar e a fala das crianças.
Sobre algumas obras, perguntar: Se tivéssemos que dar um título a ela, qual seria?
Registrar a fala das crianças por meio de anotações.
Esclarecer que nosso olhar também é importante para obra de arte, portanto podemos pensar em diferentes significados e títulos para ela, sem desrespeitar a autoria do artista.
 Se for possível, deixar as imagens das obras exposta na sala.

2ª momento:
Ler previamente um texto ou um livro sobre Paul Klee e contar às crianças um pouco sobre a vida do artista e sobre seu estilo e métodos de pintar. Apresentar mais algumas obras.

Sugestão:
Livro: Paul Klee. Autor: Mike Venezia. Coleção Mestre das Artes. Moderna. http://www.livrariacultura.com.br/scripts/busca/busca.asp ?

O livro sugerido conta que Paul Klee sempre gostou de desenhar.
Quando era criança, sempre que ia ao restaurante de seu tio Ernest, observa as configurações dos mármores das mesas e depois passava o que havia imaginado para o papel.
Convidar as crianças para criarem desenhos a partir das configurações que poderão observar no muro, na calçada ou até mesmo nas nuvens.
Sugiro que o professor lance as opções para decidir uma junto ao grupo.
Entregar, para cada criança, folhas A4 (podem ser reutilizadas, aproveitando seu verso) juntamente com uma prancheta para apoio do papel.
Escolher um local na sala para expor os desenhos para que cada criança apresente o seu.


3ª momento:
Assim como Paul Klee, também podemos utilizar outras texturas para desenharmos e pintarmos.
Tingir gaze com café e deixar secar por um dia.
Depois de seca, cobrir a cartolina, deixando uma pequena margem.
As crianças participam de todas as etapas, tanto no tingimento, quanto na cobertura do papel.
O momento deve ser registrado com fotografias e anotações das falas.
Cada criança retomará seu desenho (feito no momento anterior) e, utilizando tinta guache e pincel fino (também podem optar por cola colorida, ou as duas tintas juntas), transporá seu desenho para a folha de cartolina A3.


Recursos Complementares

Sugerimos que o professor consulte a aula do Portal do Professor sobre desenho infantil da mesma autora:

 Imagens de Paul Klee -

Paul Klee - Biografia disponível em:


VIGOTSKI, Lev Semionovitch. Imaginação e Criação na infância. Trad. Zoia Prestes. São Paulo: Editora Ática, 2009.


Avaliação
A Avaliação será processual e terá como fundamento os objetivos propostos e os registros escritos e fotográficos.



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sábado, junho 11, 2011

Pintores e Afins/Expressionismo - 11/06/11

EXPRESSIONISMO


O Expressionismo é a arte do instinto, trata-se de uma pintura dramática, subjetiva, “expressando” sentimentos humanos. Utilizando cores irreais, dá forma plástica ao amor, ao ciúme, ao medo, à solidão, à miséria humana, à prostituição. Deforma-se a figura, para ressaltar o sentimento.
Predominância dos valores emocionais sobre os intelectuais.
Corrente artística concentrada especialmente na Alemanha entre 1905 e 1930.
Principais características:
* pesquisa no domínio psicológico;
* cores resplandecentes, vibrantes, fundidas ou separadas;
* dinamismo improvisado, abrupto, inesperado;
* pasta grossa, martelada, áspera;
* técnica violenta: o pincel ou espátula vai e vem, fazendo e refazendo, empastando ou provocando explosões;
* preferência pelo patético, trágico e sombrio
OBSERVAÇÃO:
Alguns historiadores determinam para esses pintores o movimento ”Pós Impressionista”.
Os pintores não queriam destruir os efeitos impressionistas, mas queriam levá-los mais longe.
Os três primeiros pintores abaixo estão incluídos nessa designação.
Principais artistas:
Paul Gauguin (1848-1903) - Depois de passar a infância no Peru, Gauguin voltou com os pais para a França, mais precisamente para Orléans.
Em 1887 entrou para a marinha e mais tarde trabalhou na bolsa de valores.
 Aos 35 anos tomou a decisão mais importante de sua vida: dedicar-se totalmente à pintura. Começou assim uma vida de viagens e boemia, que resultou numa produção artística singular e determinante das vanguardas do século XX.
Sua obra, longe de poder ser enquadrada em algum movimento, foi tão singular como a de seus amigos Van Gogh ou Cézanne. Apesar disso, é verdade que teve seguidores e que pode ser considerado o fundador do grupo
Navis, que, mais do que um conceito artístico, representava uma forma de pensar a pintura como filosofia de vida.
Suas primeiras obras tentavam captar a simplicidade da vida no campo, algo que ele consegue com a aplicação arbitrária das cores, em oposição a qualquer naturalismo, como demonstra o seu famoso Cristo Amarelo.

As cores se estendem planas e puras sobre a superfície, quase decorativamente.
No ano de 1891, o pintor parte para o Taiti, em busca de novos temas, para se libertar dos condicionamentos da Europa.
Suas telas surgem carregadas da iconografia exótica do lugar, e não faltam cenas que mostram um erotismo natural, fruto, segundo conhecidos do pintor, de sua paixão pelas nativas.
A cor adquire mais preponderância representada pelos vermelhos intensos, amarelos, verdes e violetas.
Quando voltou a Paris, realizou uma exposição individual na galeria de Durand-Ruel, voltou ao Taiti, mas fixou-se definitivamente na ilha Dominique.
Obra Destacada: Jovens Taitianas com Flores de Manga.
Paul Cézanne (1839-1906) - sua principal tendência foi converter os elementos naturais em figuras geométricas - como cilindros, cones e esferas – que se acentuou cada vez mais, de tal forma que se tornaria impossível para ele recriar a realidade segundo “impressões” captadas pelos sentidos.
Na França de 1870, Cézanne era conhecido como um artista subversivo, de difícil temperamento, que quebrou com a visão estereotipada de que a obra de arte tinha de ser uma cópia da realidade.
Mais do que reproduzir, Cézanne se preocupava em interpretar as cenas ao seu redor, violando, literalmente, a realidade do objeto.
A maioria dos seus quadros transmite uma emoção, por vezes, considerada intragável pelos críticos da época.
Colega dos principais artistas do movimento impressionista francês como Renoir, Monet e Degas, Cézanne diferenciava-se deles por sua técnica de construção rigorosa que mais tarde evoluiria para as formas geométricas.
Sua grande aspiração, dizia, era “fazer do impressionismo algo sólido e durável como as artes dos museus”.
A autonomia da arte, tão bem divulgada por ele, foi a premissa básica do Cubismo de Picasso e Braque que surgiria nos primeiros anos do século 20.
No começo da carreira artística ele chocou o público pintando temas sensuais, entre eles, “A Orgia” e a “Tentação de Santo Antão”, ambos pintados entre 1864 e 1868.
Neste último o pintor destacava mulheres nuas com enormes nádegas
As pessoas para ele eram tidas como objetos, da mesma forma que maçãs e laranjas.
Retratar banhistas virou uma obsessão para o pintor.
Irritava-se com frequência com os seus modelos. “Por que você se mexe?
Uma maçã por acaso se mexe?", implicava.
Nos diversos artigos que escreveu para os jornais da época, criticava o sistema artístico estabelecido e enaltecia a arte dos pintores impressionistas, Zola chamava Cézanne de o maior colorista do grupo.
 “As telas tão fortes e tão vívidas podem até provocar risos nos burgueses, mas de qualquer forma indicam os elementos de um grande pintor”, disse ele num artigo de 1877, publicado num jornal de Marselha.
Não conseguindo entrar na Escola de Belas Artes e tendo vários dos seus quadros recusados no Grande Salão de Paris, Cézanne volta para Aix, onde se casa e tem um filho.
Passa os últimos 30 anos de sua vida, morando em diferentes cidades do sul da França e indo eventualmente a Paris.
Manteve, na década de 1880, pouco contato com os pintores, entre eles Pisarro e Paul Gachet, artista amador, que comprou várias de suas obras.
Volta para Paris em 1874, por insistência de Pisarro, para a primeira mostra coletiva dos pintores impressionistas.
As suas telas são as que mais despertam zombarias do público.
Tanto na “A Casa dos Enforcados” , como na “Moderna Olympia”, exibidas no Grande Salão, Cézanne já esboça a sua tendência às formas geométricas.
Um exemplo do seu perfeccionismo pelas formas pode ser expresso pelos seus 60 quadros acerca do mesmo tema: o Monte Saint Victoire, próximo à Aix.
Ele ficou quase 30 anos aprimorando a “geometria” da montanha em aquarelas de traços retos e vigorosos e ângulos quase perfeitos.
Em outubro de 1906, foi surpreendido por uma tempestade em Aix, enquanto pintava no campo. Afetado por uma congestão pulmonar, morreu uma semana depois.
Paul Klee (1879-1940) - considerado um dos artistas mais originais do movimento expressionista.
Convencido de que a realidade artística era totalmente diferente da observada na natureza, este pintor dedicou-se durante a toda sua carreira a buscar o ponto de encontro entre realidade e espírito.
A exemplo de Kandinski, Klee estudou com o mestre Von Stuck em Munique.
Depois de uma viagem pela Itália, entrou em contato com os pintores da Nova Associação de Artistas e finalmente uniu-se ao grupo de artistas do Der Blaue Reiter.
Em 1912 viajou para Paris, onde se encontrou com Delaunay, que seria de vital importância para suas obras posteriores.
Klee escreveu: "A cor, como a forma, pode expressar ritmo e movimento".
Mas a grande descoberta ocorreria dois anos depois, em sua primeira viagem a Túnis.
As formas cúbicas da arquitetura e os graciosos arabescos na terracota deixaram sua marca na obra do pintor.
 Iniciou uma fase de grande produtividade, com quadros de caráter quase surrealista, criados, segundo o pintor, em cima de "matéria e sonhos".
Entre eles merecem ser mencionados Anatomia de Afrodite, Demônios, Flores Noturnas e Villa R.
Depois de lutar durante dois anos na Primeira Guerra, Klee juntou-se em 1924 ao grupo Die vier Blauen, mas antes apresentou suas obras em Paris, na primeira exposição dos surrealistas. Paralelamente, começou a trabalhar como professor em Dusseldorf e mais tarde na escola da Bauhaus em Weimar.
Em 1933, Klee emigrou para a Suíça.
Sua última exposição em vida aconteceu em Basiléia, em 1940.
Além de sua obra pictórica, Klee deixou vários trabalhos escritos que resumem seu pensamento artístico.
Vicent Van Gogh (1853-1890) - empenhou profundamente em recriar a beleza dos seres humanos e da natureza através da cor, que para ele era o elemento fundamental da pintura.
Foi uma pessoa solitária.
Interessou-se pelo trabalho de Gauguim, principalmente pela sua decisão de simplificar as formas dos seres, reduzir os efeitos de luz e usar zonas de cores bem definidas.
 Em 1888, deixou Paris e foi para Arles, cidade do sul da França, onde passou a pintar ao ar livre. O sol intenso da região mediterrânea interferiu em sua pintura, e ele libertou-se completamente de qualquer naturalismo no emprego das cores, declarando-se um colorista arbitrário.
Apaixonou-se então pelas cores intensas e puras, sem nenhuma matização, pois elas tinham para ele a função de representar emoções.
Entretanto ele passou por várias crises nervosas e, depois de internações e tratamentos médicos, dirigiu-se, em maio de 1890, para Anvers, uma cidade tranquila ao norte da França.
Nessa época, em três meses apenas, pintou cerca de oitenta telas com cores fortes e retorcidas.
Em julho do mesmo ano, ele suicidou-se, deixando uma obra plástica composta por 879 pinturas, 1756 desenhos e dez gravuras.
Enquanto viveu não foi reconhecido pelo público nem pelo críticos, que não souberam ver em sua obra os primeiros passos em direção à arte moderna, nem compreender o esforço para libertar a beleza dos seres por meio de uma explosão de cores.
Obras Destacadas: Trigal com Corvos e Café à Noite.



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quinta-feira, junho 09, 2011

Pintores e Afins/Klee e seus gatos - 09/06/11

Carta de Klee para seus gatos

Cats and birds

Queridos Nuggi,Bimbo e Fritzy,

Chegado ao fim da minha vida, dirijo-vos esta carta para vos dar conta da importancia que tiveram no meu atribulado percurso como pintor.
Creio que não teria chegado onde cheguei como artista do meu tempo sem o vosso amor e a inspiração que nunca me regatearam.
Fiz questão de vos manter presentes em tudo quanto fiz, desde as cartas aos poemas, passando, naturalmente, pelos quadros em que tentei modestamente representar-vos.
Vocês acompanharam-me nas horas de sofrimento e incerteza, de exílio e de privação, mas também naquelas que me deram a ilusão da felicidade.
Primeiro o meu querido Nuggi, cinzento e meigo, ainda nos anos da juventude; depois, Fritzy, tigrado, brincalhão e matreiro a que tambem chamei Fripouille, nos tempos mais intensos da criação pictórica e tambem do reconhecimento artístico pelo público e pela crítica; por fim, Bimbo, branco e discreto, já nos anos da doença e da decadência física, sempre dedicado, sempre presente, sempre terno e atento.
Devo confessar que sempre vislumbrei em vós um toque do sagrado, porque não hesito em considerar-vos seres divinos, que eu não fui capaz de retratar com o talento nas telas e nos desenhos em que vos tentei eternizar.
Sim, é verdade que vos escrevi cartas, sobretudo a Bimbo, já no fim da vida, e que não tinha sossego nos meus telefonemas sempre que me diziam que algum de vocês estava doente ou andava fugido.
 Isso nunca foi uma fraqueza minha e sim uma das principais manifestações do amor que consegui compartilhar com outros seres.
Ainda assim, alguns dos quadros de que mais gosto são precisamente aqueles em que vos reservei lugar, com títulos como O Gato e o Pássaro ou A Montanha do Gato Sagrado.
Os gatos ajudaram tambem a fortalecer amizades com artistas e poetas que comungavam comigo esse amor e essa admiração irrenunciáveis.
 Foi o que aconteceu com Rainer Maria Rilke.
Até isso eu vos fiquei a dever, tributo reservado a um pintor que tentou estar sempre à altura da vossa ternura e infinita capacidade de dádiva.
Agora que estou de partida, levo comigo a recordação do que vocês foram para mim e a convicção de que não teria sido o que fui, nem teria chegado onde cheguei, sem o vosso amparo e dedicação. No meu íntimo, sei que voltaremos a encontrar-nos, porque não pode acabar no perecível mundo material e terreno um amor como o nosso.
Eternamente vosso
PAUL KLEE
Extraído de "Amados Gatos" de José Jorge Letria - Oficina do Livro

 


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Pintores e Afins/Paul Klee- 09/06/11

“A expressão plástica e a matemática”.

Autor :Thalita Carlos Moreno Tomé Peres
Co-autor:Rita de Cássia Roger Mariano
Estrutura Curricular
Educação Infantil :Matemática :Espaço e forma
Dados da Aula
O que o aluno poderá aprender com esta aula:
Explorar as figuras matemáticas através da obra de Paul Klee;
Trabalhar a nomenclaturas das figuras geométricas planas;
Trabalhar a enumeração;
Proporcionar um contato das crianças com as artes plásticas;
Desenvolver a criatividade.
Duração das atividades:3 aulas de 1 hora cada.
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno
Conhecimentos iniciais sobre Figuras Geométricas Planas.
Estratégias e recursos da aula
Problematização


Leia a biografia de Paul Klee encontrada no site: http://www.pintoresfamosos.com.br/?pg=klee  


BIOGRAFIA

Paul Klee nasceu em 18 de dezembro de 1879 em Münchenbuchsee, perto de Berna, na Suíça. 
Quando garoto, adorava ouvir os contos de fadas de sua avó, muitos dos quais ela mesma ilustrava.
Logo se interessou por desenhar e pintar - mas sempre fantasia, nunca a partir da natureza.
A morte de sua avó, quando ele tinha apenas cinco anos de idade, foi um golpe triste; sentiu-se "abandonado, um artista órfão".
Klee desenhava constantemente - em geral trabalhos fantásticos e satíricos nas margens de seus livros de exercícios. Nas férias, começava a desenhar paisagens a lápis com esmerada exatidão e sombreado sutil.
Em setembro de 1898, beirando os 19 anos, ele partiu para Munique para estudar arte. Apresentou-se na Academia, mas foi aconselhado a freqüentar primeiro um escola de arte particular.
Klee juntou à escola Knirr e produziu vários nus e retratos.
Conheceu Lily Stumpf, uma pianista, no outono de 1899, e suas afeições tornaram-se arraigadas. No entanto, só se casariam alguns anos depois.
Os primeiros passos em direção ao movimento que mais tarde ficaria conhecido como Expressionismo foram dados nesta época.
É notável que as paisagens de Klee mudaram, perdendo sua objetividade e tornando-se mais monumentais e românticas.
No outono de 1901, Klee foi para a Itália com o escultor Hermann Haller.
Viajaram para Gênova, Nápoles, Roma e Florença. A viagem foi uma revelação.
Naturalmente, Klee explorou os tesouros artísticos da Itália.
Ficou impressionado com os mosaicos do começo da arte cristã, com a arquitetura renascentista e os trabalhos de Michelangelo.
Também foi fortemente influenciado pelo gótico internacional, como o manifestado por Fra Angelico.
Durante esta viagem, além da forte influência visual e estética da pintura italiana, passou por um profunda revisão de todas as suas crenças e teorias sobre arte.
Klee não retornou a Munique, mas voltou para Berna.
Trabalhou duro para completar seus estudos, o que culminou em uma série de quinze gravuras satíricas a água-forte, altamente detalhadas.
De vez em quando ele visitava Munique, e durante uma dessas viagens, em 1904, encontrou os trabalhos de Beardsley, Blake, Goya e Ensor.
A influência de Goya, em particular, foi extremamente forte.
Em outubro de 1906, Klee retornou mais uma vez a Munique para se casar com Lily Stumpf.
Um filho, Felix, nasceu em novembro de 1907.
Neste estágio, sua carreira, como as de muitos artistas, era uma mistura de "sucessos" e "fracassos".
Durante este período, sua fascinação de toda a vida por linha e tonalidade foi consolidada.
Isto é particularmente aparente nas 25 ilustrações que ele fez para Candide, de Voltaire, em 1911 e 1912.
Neste ínterim, 56 dos seus trabalhos foram expostos no Berne Museum, na Kunsthaus, de Zurique, e em uma galeria em Winterthur.
Em 1911, ele conheceu Kandinsky e outros artistas do grupo chamado Der Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul).
Klee acreditava que eles compartilhavam um impulso profundamente arraigado para transformar a natureza em um equivalente do mundo espiritual e pictórico.
Um encontro ainda mais marcante, com Robert Delaunay, aconteceu em Paris, em abril de 1912. Delaunay dava uma importância igual e independente a cor, luz e movimento em seus trabalhos.
Em resumo, Klee, nesta época, estava em contato com a maioria dos artistas experimentais da Europa Ocidental, muitos dos quais profundamente interessados na questão da cor.
Esta preocupação foi fomentada em uma curta viagem à Tunísia em 1914.
Cores brilhantes e luz forte cristalizavam as idéias de Klee sobre cor e tonalidades.
Depois, a vida foi interrompida pela Primeira Guerra Mundial, durante a qual Klee serviu como oficial.
Embora tenha produzido alguns trabalhos durante a guerra, ele não começou a pintar seriamente até 1918.
Nesta época já estava ficando bem conhecido.
Em 1919 assinou um contrato com Goltz, o comerciante de arte que atuou como patrono de uma grande exposição dos trabalhos de Klee em 1920.
Em 25 de novembro de 1920, o arquiteto Walter Gropius convidou-o para juntar-se ao grupo Bauhaus.
Então, em 1921, Klee mudou-se de Munique para Weimar para assumir seu papel de mestre de forma na oficina de artefatos de vidro.
Na década seguinte, Klee lecionaria nos institutos de Weimar e Dessou Bauhaus.
Além do aumento do reconhecimento e de várias exposições na Europa, o trabalho de Klee atravessou o Atlântico e foi exibido em Nova York, pela primeira vez, em 1924.
Em 1931, o pintor deixou a Bauhaus e foi nomeado para a Düsseldorf Academy. A Bauhaus, nesta época, foi forçada pelos nazistas a deixar Dessau e a se estabelecer em Berlim.
Em 1932, Klee foi violentamente atacado pelos nazistas e, próximo ao Natal daquele ano, retornou a Berna, onde desenvolveu sua fase artística derradeira, baseada em um desejo pro simplicidade.
 Agora ele também se encontrava perto da pobreza, pois seus recursos financeiros na Alemanha haviam sido confiscados.
Seus trabalhos desse período são muito mais amplos, com uma boa qualidade linear e traços geométricos em negrito.
Em 1934, aconteceu sua primeira exposição inglesa, e uma ampla retrospectiva foi apresentada em Berna em 1935.
No mesmo ano, ele desenvolveu os primeiros sintomas de câncer de pele.
Por algum tempo sofreu de depressão, resultante de sua doença, mas, em 1937, retornou o trabalho com ímpeto e energia fenomenais.
Enquanto isso, na Alemanha, alguns de seus trabalhos foram expostos em uma "exibição de arte degenerada", e mais adiante 102 deles seriam confiscados de coleções públicas.
Em 10 de maio de 1940, Klee foi acolhido por um sanatório perto de Locarno e, menos de um mês depois, transferido para a clínica Sant'Agnese.
 Morreu em 28 de junho do mesmo ano.
Klee experimentou a mistura de meios artísticos, usando aquarela e pintura a óleo ou tinta, cola e verniz, por exemplo.
No entanto, nem sempre é possível especificar o meio utilizado em alguns trabalhos.
Informações retiradas do livro "VIDA E OBRA DE KLEE" de Linda Doeser.
(c) Ediouro Publicações S.A.

Mostre algumas de suas obras e inicie uma Roda de Conversa com as crianças.
Fale sobre o pintor, recorrendo ao texto lido anteriormente e explore as figuras geométricas que aparecem nas obras. Explore também as cores.
Destaque com as crianças cada figura geométrica de forma isolada: os triângulos, quadrados, etc. Instigue as crianças a observar e a apreciar a pintura.
Faça os seguintes questionamentos:
Que cores Paul Klee utilizou para pintar o fundo da obra?
Que movimentos fez?
Ele usou todo o espaço ou apenas uma parte?
Há espaços em branco?
Atividades
1º Momento: Releitura de Paul Klee
Entregue a cada criança uma folha de papel Canson branca e tinta aquarela.
Deixe a obra exposta e proponha que façam um fundo em suas obras;
Em outro momento, mostre a obra novamente e chame a atenção para as figuras geométricas.
Entregue folhas de “Filipinho” colorido e diga para desenharem e recortarem figuras geométricas.
Redistribua as folhas que eles fizeram o fundo com aquarela e proponha uma colagem.
2º Momento: Móbiles de Figuras Geométricas
Organize a turma em grupos de cinco alunos e proponha a construção de um móbile;
Distribua Folhas de E.V.A para as crianças e solicite que elas desenhem e recortem figuras geométricas planas: quadrados, retângulos, círculos e triângulos;
Solicite que cada criança recorte apenas 4 (quatro) figuras;
Entregue dois palitos de churrasco (sem ponta) para cada criança;
Ajude as crianças a colocarem um palito sobre o outro, cruzando-os e colando-os;
Passe um fio de nylon e o amarre nas extremidades dos palitos;
Cole as figuras geométricas nas pontas de cada fio de nylon, deixando-as penduradas, variando o tamanho dos fios;
Quando todos os móbiles estiverem prontos, pendure-os na sala de aula e exponha para a toda a turma.
3º Momento: Hora da brincadeira! Quebra – Cabeça das Figuras Geométricas
Construa quatro quebra-cabeças com as figuras geométricas exploradas nas obras de Paul Klee (quadrado, retângulo, triângulo e círculo).
 Cada quebra-cabeça deve ser composto de quatro peças e formar o desenho e o nome da figura.
De forma similar, construa os quebra-cabeças para o retângulo, o triângulo e o círculo.
É importante que cada figura esteja pintada de uma cor diferente para facilitar a identificação das partes.
Organize grupos de 3 ou 4 crianças por mesa;
Distribua as peças misturadas de 3 ou 4 quebra-cabeças.
Os outros alunos do grupo devem procurar entre as peças da mesa aquelas que devem juntar à peça escolhida pelo colega para formar uma figura.
Repita o processo até que todas as figuras tenham sido montadas.
Galeria de Artes
Faça uma exposição na escola, exponha a releitura e os móbiles.
Convide a comunidade escolar para visitar a exposição.
Recursos Complementares
Avaliação
É fundamental uma avaliação minuciosa acerca do desenvolvimento das crianças.
É preciso estar atento, para propor e mediar desafios, além de sugerir reflexões em vários momentos da aula, principalmente sobre a necessidade de conhecer mais, de expressar-se por meio de diferentes linguagens.
Sugestão de links/Blog da professora Elizete Arantes
Paul Klee – O diário de um artista/O uso do vídeo na prática pedagógica
Gostaria de apresentar a produção para TV Escola que venho realizando nos últimos tempos.
São várias análises de vídeos e dicas pedagógicas com atividades inovadoras para o ensino de arte fundamental e médio.
Seguem  os links:
Os Impressionistas: Edourd Manet:
O Diário de um artista: Paul Klee
Mais vinte vídeos da série Um minuto no Museu 3- com Arte da Civilização Islâmica.
(em fase de publicação).
Veja também em PDF as dicas e os resultados das aulas.
Os Tapetes de Dorian Gray
Devaneio do Olhar: Newton Navarro
Além dos cursos de produção de vídeo com 86 produções sobre cultura e arte potiguar, curso de fotografia digital, concurso fotográfico, curso de animação em vídeo com a técnica de Stop Motion (massa de modelar), ministrados no NTE- Núcleo de Tecnologia Educacional do Natal.


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segunda-feira, junho 06, 2011

Pintores e Afins/Van Gogh/ Monet/06/06/11


Biografia Van Gogh
Van Gogh
Traços Travessos
Adriana Abujamra
Sylvain Barré
Editora Geração

Paul Klee
Ele não sabia se queria ser músico ou pintor.
Quando ele decidiu, tornou-se um artísta único,
capaz de aprender tudo dos mestres da pintura
mas seguindo um caminho só dele.

Monet
 O jardim de Monet
Revista Guia Escolar nº3
Editora Alto Astral


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