Ruth Rocha/ Camila Carrossine
Você certamente conhece a história daquela menina de cachinhos dourados que, andando pela floresta, encontra uma linda casinha de ursos e faz ali uma baita bagunça, não é?
Mas, com certeza, nunca viu essa deliciosa aventura contada dessa forma. Neste livro, Ruth Rocha reconta em rimas e versos tão bonitinhos o clássico Cachinhos Dourados.
Os versos de Ruth, uma das maiores escritoras de literatura infantil brasileira, são acompanhados pelas belas, coloridas e fofas ilustrações de Camila Carrossine. Desenhos que contribuem para trazer um novo encanto para as crianças.
Com quatro versos em cada estrofe, Ruth Rocha conta a aventura da menina que entrou e fez uma verdadeira farra por toda a casa dos ursos. Vemos aqui a importância sobre o respeito aos pertences de outros.
Cachinhos Dourados é mais um lançamento da coleção Recontos Bonitinhos. Na série, a consagrada autora empresta seu olhar e talento para criar poemas e apresentar histórias clássicas para às novas gerações de pequenos leitores.
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Cantando: AQUI
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Mais Cachinhos no Linguagem: AQUI
.Ingrid B.Bellinghausen
Cores, ilustrações feitas com recortes, texto curto e grande formato do objeto livro, elementos privilegiados para chamar a atenção dos pequenos leitores. Ingrid Biesemeyer Bellinghausen, com delicadeza nos traços e nas palavras, reconta a história de Cachinhos Dourados e a casa da família Urso.
Ouvindo: AQUI
Ingrid B. Bellinghausen: AQUI
Reconto de contos: AQUI
Pertencimento: AQUI
Ruth Rocha: AQUI
“Quando a plantinha deu flor,
se abriu e dentro, surpresa!
Havia uma menininha
que era mesmo uma beleza!”
O pequeno polegar: Ouvindo: AQUI
O livro dialoga diretamente com o clássico europeu “O Pequeno Polegar”, conto popularizado por Charles Perrault, no qual um garoto minúsculo, nascido em uma família muito pobre, é abandonado pelos pais junto dos sete irmãos. Mesmo sendo o menor de todos, é ele quem lidera os irmãos em situações perigosas, salva-os de um ogro e termina encontrando um grande tesouro.
Em sua nova versão, Ruth Rocha então inverte o ponto de vista e apresenta “A pequena Polegar“, uma história sobre pertencimento e coragem. Nascida dentro de uma flor, a menina é encontrada por Mariana, uma garota que faz de tudo para garantir à pequena o conforto que merece. Mariana constrói uma casinha, prepara roupas e cuida dela com carinho, até que um sapo curioso a vê pela janela e decide que a pequena Polegar deve se casar com seu filho.
Levando-a à força para o rio, o sapo a obriga a boiar sobre uma folha, dando início a uma jornada inesperada. No caminho, a pequena Polegar encontra peixes, uma toupeira e pássaros, que a ajudam em sua busca por um lugar onde finalmente possa se sentir parte de algo. Cada encontro traz uma nova lição, transformando a aventura em uma história de autodescoberta e liberdade. “A pequena Polegar” é uma leitura que encanta desde as primeiras páginas. Dessa forma, Ruth Rocha, com sua habilidade em transformar narrativas clássicas em histórias próximas da realidade das crianças, cria uma versão acessível repleta de leveza e humor, sem perder a delicadeza que marca sua escrita. A autora faz o leitor rir, se emocionar e, principalmente, se reconhecer nas pequenas descobertas da protagonista.
O texto é fluido, com um ritmo que então convida à leitura em voz alta, ideal para momentos de partilha entre adultos e crianças. Há algo de musical na maneira como Ruth constrói as frases, alternando entre o cotidiano e o mágico, sem jamais perder o olhar humano que define sua obra. As ilustrações de Veridiana Scarpelli dialogam perfeitamente com essa proposta: são vivas, expressivas e cheias de movimento, como se cada página respirasse junto com a história.
Assim, mais do que um conto infantil, o livro é uma reflexão poética sobre pertencimento, identidade e liberdade. A pequena Polegar começa sua jornada cercada de conforto e cuidado, mas é apenas quando precisa enfrentar o desconhecido que encontra o que realmente buscava, um lugar onde possa ser ela mesma. A obra é então uma metáfora sobre crescer, partir, descobrir o próprio valor e entender que o amor verdadeiro não está em quem nos protege do mundo, mas em quem nos inspira a desbravá-lo. Por fim, a sensação é de aconchego. É o tipo de história que desperta a vontade de dividir, de deixar ecoar. A obra confirma o talento de Ruth Rocha em unir imaginação e afeto, oferecendo à nova geração uma narrativa que fala de coragem e gentileza, sem jamais subestimar a inteligência emocional das crianças. Fonte
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