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Colaboração e Direitos Autorais
Olá amiga(o) ,
Fui professora dos projetos "Estímulo À Leitura",
"Tempo Integral" e a favor da leitura lúdica,
afinal, quer momento mais marcante que a fantasia da vida?
Portanto, será um prazer receber sua visita em mais um blog destinado a educação.
Nele pretendo postar comentários e apreciações de materiais didáticos de Língua Portuguesa, além de outros assuntos pertinentes, experiências em sala de aula, enfocando a interdisciplinaridade e tudo que for de bom para nossos alunos.
Se você leu, experimentou, constatou a praticidade de algum material e deseja compartilhar comigo,
esteja à vontade para entrar em contato.
Terei satisfação em divulgar juntamente com seu blog, ou se você não tiver um, este espaço estará disponível dentro de seu contexto.
Naturalmente, assim estaremos contribuindo com as(os) colegas que vêm em busca de sugestões práticas.
Estarei atenta quanto aos direitos autorais e se por ventura falhar em algo, por favor me avise para que eu repare os devidos créditos.
Caso queira levar alguma publicação para seu blog, não se
esqueça de citar o "Linguagem" como fonte.
Você, blogueira sabe tanto quanto eu, que é uma satisfação ver o "nosso cantinho" sendo útil e nada mais marcante que
receber um elogio...
Venha conferir,
seja bem-vinda(o)
e que Deus nos abençoe.
Krika.
30/06/2009

Linguagem social...

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JUNHO 2019
17 ANOS DE LITERATURA INFANTIL
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sábado, julho 12, 2014

É preciso saber perder> Estímulos para aulas > 12/07/2014


Saber perder , um aprendizado essencial
Gostar de vencer não é exatamente um problema. 
Algumas crianças, entretanto, não sabem perder
O comportamento é comum na infância, porque nessa fase, eles são naturalmente egocêntricos. 
Mas é preciso conversar, sempre. 
Os especialistas afirmam que os esportes são um exemplo simples e prático para falar sobre isso com a criança. 
Você pode mostrar campeões, como o nadador César Cielo, ou até o mesmo o time de futebol que seu filho torce, para dizer que nem sempre dá para vencer, mas não quer dizer que a pessoa deixou de ser boa: naquela hora, naquele jogo, ele não estava tão bem. 
Também não significa que no próximo vai ser igual. 
É preciso mostrar que pode dar certo em uma próxima vez. 
"O resultado não pode ser mais valorizado que a brincadeira em si", diz Patrícia Escanho, coordenadora pedagógica da Escola de Educação Infantil Red Brick.
Quando jogar com seu filho, não deixe que ele ganhe de você sem mérito - as crianças percebem quando os pais as deixam vencer e podem achar que só vão ganhar com a ajuda alheia. 
No final da partida, Patrícia recomenda que os pais conversem sobre as jogadas que fizeram a diferença, para que todos aprendam com os próprios erros.
 "Se na primeira vez foi difícil lidar com o fracasso, na próxima não será tão sofrido", afirma. 
Outra dica, no caso dos jogos de azar, é rir da própria sorte, mostrando à criança que não temos culpa de ela não estar ao nosso lado sempre.
É preciso saber perder

Além de conversar com os alunos, professores podem realizar atividades para mostrar que a vida é feita de vitórias e derrotas.

Por Mariana de Viveiros


Objetivos:★ Aprender a lidar com a frustração
★ 
Aprender a ouvir não
★ Entender que "errar é humano" e que todo mundo erra

Vejam tudo AQUI




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sábado, novembro 10, 2012

Literatura>Conhecimento Lógico>Educação infantil> Dicas pedagógicas>10/11/12


Em homenagem aos professores do ensino infantil que estão cada vez mais assíduos  nos blogs Linguagem, trago esta postagem didática, que aborda a importância da literatura agregada aos conceitos matemáticos.

A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO LÓGICO-MATEMÁTICO:
EXPLORANDO AS SITUAÇÕES COTIDIANAS


Geralmente as crianças já sabem contar quando chegam à escola, e a grande maioria dos/as professores/as apenas realiza exercícios de escrita dos numerais e de correspondência entre eles e conjuntos.
No entanto, contar de memória é diferente de contar com significado, o que exige uma estrutura lógico-matemática construída pela criança.
A criança não constrói o número fora do contexto geral do pensamento do seu cotidiano.
Para Piaget, os conceitos lógicos precedem os numéricos.
O conceito de número baseia-se na formação e sistematização da mente em duas operações: classificação e seriação.
A simples observação de classificações ou seriações prontas não são suficientes para a criança.
Cabe ao/a professor/a oportunizar desde a Educação Infantil várias situações que permitam ao/a aluno/a elaborar estes processos.
Para Kamii, o ensino do número deveria encorajar a criança a colocar todos os tipos de coisas em todas as espécies de relações.
Segundo Rangel, é somente agindo intensamente sobre os objetos em atividades como quantificar coleções significativas para ela que a criança poderá ir progressivamente construindo a estrutura do número que é a base para todo o conhecimento lógico-matemático.

Nestas atividades cotidianas o que fará a diferença será a intervenção do/a professor/a ou a sua intencionalidade pedagógica.

Para isto, ele/a deve conhecer a maneira de pensar da criança a fim de fazer intervenções adequadas que possibilitem a elas confrontarem suas hipóteses, desequilibrando-se cognitivamente, e a partir de sua ação sobre o objeto possam estabelecer conexões entre o que sabem e o novo, construindo assim um novo conhecimento, e aos poucos possam ir conquistando a tão desejada autonomia intelectual.
Segundo Piaget, os adultos estimulam o desenvolvimento da autonomia intelectual da criança quando intercambiam pontos de vista com as crianças, ou seja, a interação entre professor/a e aluno/a é fundamental.
Contextualizar o aprendizado da criança e fazer com que ele se amplie é um grande desafio do professor.
Segundo Marincek o papel do/a professor/a é planejar boas atividades de aprendizagem.
 Por exemplo, ao trabalhar com situações problemas os/as alunos/as estarão envolvidos com a essência da atividade matemática e estarão utilizando diversas habilidades para resolvê-los, como antecipação das soluções, formulação de resultados, justificação de escolhas, argumentação de postos de vista, e, desta forma, acaba por construir um conhecimento contextualizado.
Conforme destaca Zabala, é uma das funções sociais da escola; fazer com que o conhecimento cotidiano fique melhor.
O/a professor/a deve aproveitar a bagagem cultural que a criança traz de seu meio social e a partir desta explorar suas concepções de mundo tornando-a consciente de seus atos e do motivo das coisas se constituírem como são, mas acima de tudo utilizar esses conhecimentos cotidianos como uma forma de progresso, propiciando que estes evoluam para o nível dos conceitos científicos, pois, a aprendizagem dirigida pelo educador/a é qualitativamente superior aos processos espontâneos de aprendizagem.
Segundo Smolle (2000) além de habilidades lógicas matemáticas é necessário que os/as alunos/as tenham a oportunidade de ampliar suas competências espaciais, corporais, intelectuais, intrapessoais e interpessoais.
As brincadeiras infantis possibilitam explorar idéias referentes a número de um modo diferente do convencional, pois brincar é mais do que uma atividade lúdica é um modo de obter informações, além de aquisição de hábitos e atitudes importantes.


Sugestões de atividades:
Desta forma, considerando que a falta de noção de número impede a compreensão das relações numéricas podemos organizar uma seqüência de atividades relacionadas com a vida cotidiana da criança, para que a construção numérica tenha sentido, favorecendo assim o estabelecimento de diversas relações:
- Encorajar as crianças a quantificar objetos logicamente e a comparar conjuntos em atividades como a de levar lápis para todos os colegas do grupo em que ela senta.
- Organizar cinco, dois ou três grupos com as cadeiras da sala.
- Comparar o grupo de meninos e meninas. - Distribuição das merendas, observando como realiza esta tarefa, desafiando-a a distribuir de forma igual para todos os colegas certa quantidade de biscoitos, bolo, balas, pirulitos etc.
- Propor a ida a um supermercado onde cada criança terá a tarefa de comprar pirulitos ou balas para certa quantidade de pessoas, observando como realiza a compra e se usa a relação termo-a-termo para efetuar a compra.
- Construção de gráficos sobre as letras do nome, a quantidade de pessoas da família, meio de transporte utilizado para ir à escola, mês de nascimento, idade, altura, cor dos olhos, cabelos etc.; explorando e analisando com os alunos os dados obtidos.
- Explorar a escrita e a leitura do nome, em que as crianças devem identificar cada letra do seu nome, recortando-as e destacando-as.
Reconstruir a escrita do nome colando as letras com o apoio de um pequeno crachá, ordenado-as em correspondência termo-a-termo.
Quantificar as letras do nome separando com o apoio na correspondência termo-a-termo, um palito de picolé ou forminha de doce para cada letra do nome, estabelecendo relações do tipo:
Quantos palitos ou forminhas recebeu?
Quantos ganhou? Quantos faltam?
Quantos sobram? Quem ganhou mais, menos, a mesma quantidade?
Nesta atividade pode-se realizar um jogo de memória com os palitos ou forminha, tentando formar o seu nome e explorando os mesmos aspectos que foram descritos acima.
- Construção de um álbum do nome mostrando quais as diversas maneiras com que podem mostrar quantas letras tem o seu nome.
- Para crianças de 2 a 3 anos uma atividade interessante é construir uma chamadinha com um desenho duplicado de bicho de EVA para cada criança, exemplo dois cachorros, dois macacos, dois tigres etc.
A cada dia pode-se fazer a chamadinha de uma maneira; com os desenhos virados para baixo onde a criança tem de achar o seu (tipo memória), ou virados para cima bem misturado e solicitar que achem os dois bichos que são seus. Ou ainda, enfileirar os desenhos e recolher um dos desenhos e solicitar que descubram qual está faltando.


- Outra atividade interessante para crianças bem pequenas é a utilização da história :

“Barulho na Caixa” da autora Clélia Machado.
Conta-se a história com o auxílio de um flanelógrafo, dos animais da história e a caixa.
A cada vez que a história é contada um dos animais é escondido dentro da caixa e pode-se questionar as crianças qual é o bichinho que agora está faltando.
Apesar de ser uma atividade muito simples ela é muito interessante, pois provoca equilíbrio mental e estimula o raciocínio lógico-matemático destas crianças bem pequenas.


" MEDO DO ESCURO "Antonio Carlos Pacheco - Editora Ática
A partir desta história o/a professor/a pode propor às crianças um jogo que envolverá a quantificação de sílabas dos nomes dos personagens.
Materiais : - Dado com o desenho dos personagens.
- Tabuleiro com o desenho de uma trilha. - Um pino para deslocar na trilha.
Procedimento:
Após a história a turma pode ser dividida em equipes que ganharão cada uma um tabuleiro com o desenho de uma trilha e um pino.
 Cada equipe deverá jogar o dado, o qual indicará o nome do personagem.
O grupo deverá falar o nome do personagem que o dado indicou contando a quantidade de sílabas deste, ou quantos pedacinhos esta palavra tem.
A contagem pode ser feita através de palmas.
Após a contagem o grupo deve deslocar o pino de acordo com a quantidade de sílabas da palavra que sorteou.
Exemplo: a palavra é estrela – Três pedacinhos ou sílabas, anda três casas para frente na trilha.
O/a professor/a pode questionar quantos pedacinhos tem cada nome, que outros nomes tem o mesmo tanto de pedaços do que este etc.
Após o término do jogo pode-se fazer um registro individual do jogo em uma planilha.
A partir destas histórias o/a professor/a pode propor a confecção de jogos de memória, quantificação, seriação, classificação e bingo.

"UM AMOR DE CONFUSÃO" Dulce Rangel - Editora Moderna.
Materiais : - Desenho de um ninho que pode ser feito pelos alunos.
- Dado de quantidades.
- Papéis recortados em forma de ovos (6 cores).
- Dado de cores (6 cores).
Procedimento:
Após o/a professor/a contar a história, cada criança recebe um ninho.
Elas deverão jogar o dado de quantidades e o de cores que indicarão quantos ovos serão comprados e qual a cor destes.
 Os ovos serão colocados no ninho.
O professor pode solicitar no final do jogo que as crianças classifiquem os ovos por suas cores verificando qual a cor que tem mais, a que tem menos, quanto a mais, quanto a menos.
Se as crianças forem maiores o/a professor/a pode introduzir um terceiro dado de tamanhos.
Assim poderão fazer atividades de seriação (do maior ao menor).
Vejam no Linguagem:


"O HOMEM QUE AMAVA CAIXAS" Stephen Michael King - Editora Brinque-book
Materiais : - Caixas de diferentes cores e tamanhos.
Procedimento: Após ouvirem a história o/a professor/a pode fazer diversas atividades com sucatas de caixas.
1º) Noção de tamanho: O/a professor/a identifica duas caixas de papelão vazias, uma com a palavra grande e a outra com a palavra pequena.
As crianças vão pegando as sucatas e relatando se são grandes ou pequenas e colocam na caixa referente ao tamanho.
2º) Noção de cor e espessura:
Dividir as crianças em grupos e colocar as sucatas à disposição dos grupos.
Cada grupo terá uma tarefa:
Grupo 1 - separar todas as caixas que forem da cor amarela, por exemplo;
Grupo 2 - separar todas as caixas que forem finas;
Grupo 3 - separar as que forem grossas.
3º) Após explorar as sucatas o professor pode promover um oficina de construção de brinquedos.
Vejam na listagem do Linguagem:


"ROMEU E JULIETA" Ruth Rocha - Editora Ática
Materiais:
- Dado de quantidades.
- Dado de cores (6 cores).
- Dado com o desenho de borboleta e de flor (intercalando as faces do dado, uma com borboleta, a outra com flor etc.).
- Desenhos de borboletas e flores (6 cores) que podem ser feitos pelos próprios alunos.
Procedimento:
Cada criança irá jogar os três dados simultaneamente.
Estes indicarão a quantidade a ser comprada, o tipo de personagem, a cor.
O/a professor/a pode solicitar que as crianças classifiquem os materiais.
Após o jogo verifica-se quem ganhou mais flores, quem ganhou mais borboletas, quem ganhou menos, qual a cor que mais saiu etc.
Após o jogo os/as alunos/as podem utilizar suas fichas para montar um lindo desenho.


"MANECO, CANECO, CHAPÉU DE FUNIL" Luiz Camargo - Editora Ática
Materiais: - Dado com o desenho dos objetos que formam o Maneco. - Desenhos dos objetos para serem comprados.
- Moedinhas.
Procedimento:
Cada criança recebe seis moedinhas.
Deverá jogar o dado e ver qual o objeto que irá comprar para montar o seu Maneco.
A cada objeto tirado no dado deve efetuar sua compra dando uma moedinha.
Desta forma, o professor pode ir explorando quantas moedinhas ainda resta, quantas foram gastas, quantos objetos já foram comprados, quantos ainda faltam etc.
O jogo acaba quando todos os participantes compraram todos os objetos necessários para montar o Maneco caneco.
-Conclusão:
Tendo em mente que a aprendizagem se torna significativa quando o indivíduo dá um significado pessoal a ela, exige que o ato de aprender seja visto como compreensão de significados, que se relacione com as experiências pessoais, promova o estabelecimento de relações e a utilização do que aprendeu em diversas situações.
Portanto, a qualidade do ensino depende da postura do/a professor/a, uma postura compromissada com seu trabalho; no entanto, não é apenas uma questão referente a ele/a, diz respeito à natureza do currículo e à organização da escola.
Ester Schaly Cardoso Pedagoga graduada em Educação Infantil e séries iniciais. Pós-graduada em Educação Infantil.
Referências bibliográficas:
KAMII, Constance. A criança e o número. São Paulo: Ed. Papirus,1985.
MARINCEK, Vânia (coord). Aprender matemática resolvendo problemas. Porto Alegre: Artmed, 2001.
PIAGET, Jean. A gênese das estruturas lógicas matemáticas. São Paulo: EPU, 1976.
RANGEL. Ana Cristina. Educação matemática e a construção do número. Porto Alegre: Artes Médicas, 1992.
SMOLLE, Kátia Stocco e Outros. Coleção matemática de 0 a 6 anos. Porto Alegre: Artmed, 2000.
ZABAlZA, Antoni. Enfoque globalizador e pensamento complexo: uma proposta para o currículo escolar. Porto Alegre: Artmed, 2002.


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sábado, outubro 20, 2012

Nós> Eva Furnari>Estímulos literários>Projetos>Hora da história> 20/10/12

Eva Furnari


Para os "nós" que todos temos...

Eva Furnari é uma das autoras que vagam com maestria pelo universo da literatura infanto-juvenil... e como se não bastasse as rimas divertidas... idéias criativas e falas precisas... ainda consegue capacidade para ilustrar os próprios trabalhos. Neste livro... os nós que nos embargam por dentro... surgem por fora... deixando o (aspecto) físico estranho e a convivência impossível...
Mas, como há saída, para qualquer problema e/ou mal-estar... uma boa amizade... e um pouquinho de auto-confiança... fazem com que os nós sejam desatados
Leia... e desate os seus

Conta que, uma menina diferente andava rodeada de borboletas e bolinhas de sabão sendo ela motivo de gozação de todas as outras crianças.
Um dia de tanto caçoarem dela, foi dando uns nós no seu corpo, até que deu aquele nó na garganta que ela não conseguia nem falar e nem chorar.
Ela decidiu então ir embora daquele lugar onde ela morava.
No caminha acontecem algumas aventuras até que ela encontra um menino diferente que começa elogiá-la. No começo ela achava que ele iria rir dela, mas depois ela vê que ele é legal e que ele também tinha nós e aprendeu a desfazê-los.
Ao final da história, ele ensina a menina como desatar estes nós e eles tornam-se grandes amigos!

Este livro é quase humano!
Se tivesse braços, ele teria os braços mais calorosos do mundo.
Se tivesse coração, ele teria o coração mais bondoso do mundo.
Se tivesse cabeça, ele teria a cabeça mais sábia do mundo.
Enfim, ele não é gente, mas se fosse seria muito gente fina!
Sem mais delongas, esse livro fala de nós, isto é, aquele imbróglio que costuma acontecer no cabelo das crianças, e dos adultos também, quando não é penteado.
Ou aquela confusão no novelo da lã quando se começa a usá-lo do lado de fora.
Há também um nó positivo (há controvérsia!), aquele que o noivo recebe na gravata na hora do casamento.
Não sei fazer, mas há o nó que o marinheiro dá na corda; ele garante que é difícil desmanchar. Pois é, os nós (assim mesmo no plural, porque foram sete) de Eva Furnari não aconteceram no cabelo, nem na roupa, nem na corda.
Eles foram surgindo em várias partes do corpo da menina Mel após as humilhações que ela vai passando pelas ruas de uma cidade chamada Pamonhas.
Uma espécie de bullying que fez com que a personagem fosse se afastando cada vez da sua comunidade.
Falando dessa maneira, talvez o leitor possa imaginar que o texto desse livro seja pesado e angustiante, visto que o assunto é sério!
Não, Eva sem didatismo e pieguice, traz a tona esse assunto de maneira leve e saudável.
Com a sua vara de condão encanta, alegra e diverte! Eva Furnari é sempre Eva Furnari!

http://www.ofaj.com.br/colunas_conteudo.php?cod=556

Nós, Eva Furnari

Desenvolver o prazer pela leitura, pelo livro, pela literatura.
• Socialização da turma.
• Conhecer a biografia da autora.
• Trabalhar com as múltiplas linguagens
Duração das atividades
50min
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno
• Alunos alfabetizados, a partir do 3º ano.
Estratégias e recursos da aula
• Livro “Nós” da Eva Furnari
• Alunos sentados em semicírculo.
• Biografia
• Leitura em “capítulos”. O professor lê parte do livro e propõe atividades.
• Novelo de lã.
• Papel colorido, tinta caneta colorida.
Atividade 1
A professora conversa sobre o livro Nós.
Fala sobre a autora, Eva Furnari, e pergunta quem conhece outros livros desta autora.
Falando sobre biografia.
 A professora explica que biografia é um gênero de texto que conta a história da vida de alguém. (bio é vida, e grafia é escrita).
Conhecer a biografia de uma personalidade permite entender um pouco melhor o tempo em que ela viveu, como ela viveu, o que a fez ser famosa, como alcançou o sucesso, conversar sobre o assunto exemplificando com a biografia da Eva Furnari.
Explicar para os alunos que o livro será contado em etapas.
Dar início a contação.
A professora conta a história com um novelo de lã e vai fazendo nós no próprio corpo tal a personagem da história.
“Dias depois aconteceu outra vez ─... Repolho repolhudo!...
 Em casa sentada na cama, olhou o pai- de- todos. Era nó.”
Atividade 2
Após contar a primeira parte da história a professora promove um debate sobre os nós de tristeza que a Mel, personagem do texto, adquire ao longo da história.
Entrega pedaços de lã para os alunos amarrarem pelo corpo e papel colorido e pede para que eles registrem no papel seu nó, alguma coisa que eles não gostem, e que falem um pouco sobre isso.
Atividade 3
Colocar os trabalhos no mural.
Atividade 4
Preencher uma ficha com curta biografia da autora.
Nota: Se o professor quiser conhecer um pouco mais sobre a vida da Eva Furnari é só entrar nos seguintes sites:
pt.wikipedia.org/wiki/Eva_Furnari
Avaliação
A avaliação será ao longo do processo.
 Observando e analisando as colocações dos alunos.
Promover um debate livre sobre as respostas da ficha da biografia da autora e analisar o que os alunos entenderam.



A fuga da Mel (livro Nós / Eva Furnari)

• Desenvolver o prazer pela leitura, pelo livro, pela literatura.
• Socialização da turma.
• Aprender a pesquisar no dicionário.
• Trabalhar com as múltiplas linguagens.
Duração das atividades
50 min
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno
• Os alunos devem ter escutado a primeira parte da história
• O aluno deve conhecer a utilidade do dicionário.
• Aula 3 – Nós, Eva Furnari.
Estratégias e recursos da aula
• Livro “Nós” da Eva Furnari.
• Alunos sentados em semicírculo.
• Leitura em “capítulos”. O professor lê a 2ª parte do livro e propõe atividades.
• Cola, papéis coloridos, caixas, sucata, palitos de churrasco.
• Dicionários.
• Ficha sobre ordem alfabética.
Atividade 1
A professora relembra oralmente com os alunos a primeira parte do livro Nós que foi contada na última aula de língua portuguesa. Inicia a segunda parte da contação.
"Adeus, Pamonhas, ─ a mágoa era tanta que ela emendou baixinho─ até nunca mais.
Foi disfarçada de geladeira para que ninguém a notasse."
Atividade 2
Quando chegar a parte da fuga da Mel a professora para de contar e promove o debate da segunda etapa da história. Após o debate, pede para eles imaginarem como eles fugiriam e o que eles levariam dentro da mala. Distribui material para eles executarem as ideias.
Atividade 3
Apresentação dos disfarces e arrumação deles no mural.
Atividade 4
A professora distribui dicionários e pede para os alunos observarem como as palavras estão ordenadas para eles concluírem que é em ordem alfabética.
Atividade 5
Trabalhar uma ficha sobre ordem alfabética.
A ficha deve estar contextualizada com o trabalho do livro Nós.





Avaliação
Auto-avaliação falando do processo de criação: pontos positivos e negativos.
A ficha de ordem alfabética deve ser discutida em grupo e realizada em conjunto, caracterizando um trabalho cooperativo.
 O professor ao longo da discussão poderá perceber e anotar as dificuldades mais significativas para o grupo.

 Transformando nós em laços

Autor :Maria Teresa Lopes da Cruz
Desenvolver o prazer pela leitura, pelo livro, pela literatura.
• Socialização da turma.
• Aprender a pesquisar no dicionário.
• Trabalhar com as múltiplas linguagens
Duração das atividades
50min
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno
• O aluno deve conhecer a utilidade do dicionário.
• Aula 3 – Nós, Eva Furnari.
• Aula 4- A fuga da Mel (livro Nós / Eva Furnari)
Estratégias e recursos da aula
• Livro “Nós” da Eva Furnari.
• Alunos sentados em semicírculo.
• Leitura em “capítulos”. O professor lê a 3ª e última parte do livro e propõe atividades.
• Cola, canetas coloridas, emborrachado Eva, mural.
• Dicionários.
• Ficha sobre o uso do dicionário.
• Dividir o grupo em duplas.
Atividade 1
A professora conta a última parte do livro Nós onde a personagem Mel desfaz seus nós.
"Kiko ensinou a Mel como desfazer nó de nariz. Mel, agradecida, dividiu com ele suas borboletas."
Atividade 2
A professora lança a pergunta: Como vocês transformariam os nós em laços?
Entrega de material para confecção dos laços.







Atividade 3
Os alunos apresentam seus laços para o grupo.
E compõem o mural.






Atividade 4
Distribuição dos dicionários e dividir a turma em duplas para a execução da tarefa.
Entregar a ficha de trabalho.
Pedir que as duplas façam os registros na ficha.
A ficha também estará contextualizada com o tema do livro que está sendo trabalhado─ Nós.








 



 
 
 
 
Nota: O professor pode usar os trabalhos feitos pela turma para ilustrar a ficha contextualizando o tema trabalhado.
Avaliação
A avaliação será formativa visando identificar se os recursos e estratégias usadas ao longo dos trabalhos com o livro Nós e a ordem alfabética─ uso do dicionário, foram positivas.

Projeto: AQUI
Aula: AQUI
Ouvindo: AQUI
  

 




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sábado, junho 16, 2012

Situações problemas>Cidadania>Matemática>Ciências>Dicas> 16/06/12

Não vale empurrar!
A hora do recreio também é um
momento de aprender conceitos
de respeito e cidadania
Por Vanessa Prata

Objetivos:
★Ensinar as crianças a brincar no pátio de forma segura e com respeito mútuo
★Elaborar regras de convivência no pátio
★Orientar os alunos a respeitar essas regras e resolver de forma pacífica os conflitos que vierem a acontecer

Duração: O recreio (cerca de 45 minutos)

Não é muito difícil que algumas brincadeiras acabem virando motivo de choro, ou porque uma criança foi empurrada e se machucou, ou porque um amiguinho xingou o outro ou simplesmente porque alguém ficou de fora do time. Como a professora deve reagir numa situação dessas e fazer com que as próprias crianças aprendam a lidar com essas dificuldades? Esse é um dos temas abordados pelo livro 25 Situações-problema na Educação Infantil no capítulo O Pátio do Recreio, que foi base da proposta sugerida pela coordenadora pedagógica Celina Botana e pela psicóloga educacional Isabel Cristina Rocha, da escola O Mundo da Criança, em São Paulo (SP).

O pátio do recreio
★ Duas vezes por semana, deixe as crianças brincar livremente no pátio, criando suas próprias brincadeiras e se divertindo sob a supervisão de um adulto.
★ Uma vez por semana, peça que as crianças tragam brinquedos de casa. Deixe-as brincar livremente, sozinhas ou em grupo, e também participe das brincadeiras quando solicitado.
★ Duas vezes por semana, faça um recreio dirigido, com as professoras e monitoras sugerindo atividades, sempre visando o desenvolvimento da criança e melhorando a sua sociabilidade. Proponha várias brincadeiras, como corre cutia, a galinha do vizinho, elefante colorido, brincadeiras de roda, eu sou pobre, pobre de marré, marré, marré, estátua, circuito nos brinquedos do pátio, entre outras.
★ Antes da saída para o recreio, em qualquer um dos casos acima, estabeleça algumas regras numa roda de conversa com o grupo. Por exemplo:
- Não empurrem os amigos
- Não briguem
- Não gritem com os amigos
- Tomem cuidado para não machucar os colegas
- Aguardem a sua vez de subir nos brinquedos
- Não excluam coleguinhas das brincadeiras
- Brinquem todos juntos ou respeite quando o amigo quiser brincar sozinho
★ Nessas rodas, estimule os alunos a respeitar e a ser respeitado e oriente-os, quando surgirem conflitos, a resolver a situação conversando com o colega.
★ Quando as crianças não conseguirem resolver o conflito, oriente-as a chamar a professora ou outro adulto para que ele ajude a esclarecer o conflito e resolvê-lo.

Para saber mais

25 Situações-problema na Educação Infantil

O livro propõe atividades para cada situação-problema, de forma a levar as crianças, ao se deparar com um obstáculo durante a realização de uma tarefa, a tentar resolver o problema recorrendo aos seus conhecimentos, às suas competências e à ajuda do professor.
Autoras: Denise Chauvel e Isabelle Lagoueyte
Editora: Vozes

 Ao conversar com os alunos:
★ Reforce por que é importante respeitar as regras para evitar brigas e discussões.
★ Enfatize a importância de todos serem amigos e que, às vezes, é necessário ceder a sua vez para o colega brincar, exercendo assim a solidariedade.
★ Explique também que a violência é prejudicial e estimule o aluno a falar o que sente verbalmente ao colega antes de agredi-lo fisicamente.
★ Reforce esses conceitos de respeito e cidadania não apenas nas rodas de conversa, mas no dia a dia, na rotina escolar e por meio de brincadeiras com bonecos, fantoches etc.

Dica de leitura!

O Livro das Virtudes e O Livro das Virtudes para Crianças
Os livros reúnem textos, contos e poemas de várias épocas, que abordam virtudes essenciais para a formação moral de qualquer cidadão.
Autor: Willian J. Bennett
Editora: Nova Fronteira

Vejam postagens neste blog :
Toque'sGuia: Valores, virtudes, cidadania


Induzir a curiosidade em ciências.
Vejam aqui:


Resumo do livro Resolução de Problemas: a matemática de 0 a 6.

O objetivo do livro é a reflexão das questões referente às possibilidades do ensino da resolução de situações problema, subsidiadas nas questões:
 Quais os tipos de experiências com a resolução de problema as crianças deveriam ter?
O que é resolver um problema?
Mesmo antes de serem leitoras as crianças são capazes de resolver problemas?
As autoras do livro encetam atribuindo o ensino da matemática como suporte de progresso das potencialidades da inteligência e cognição, e neste contexto os problemas assume um caráter interrogador e explorativo.
Portanto no bojo deste contexto de problematização na Educação Infantil está o acréscimo dos contornos do pensamento e da inteligência, do que nos conceitos aritméticos, ou seja, os conteúdos são concebidos de forma mais abrangente vão além de conceitos e fatos específicos de matemática.
A lacuna da problematização na vida escolar de crianças não alfabetizadas tem implicações em longo prazo, nas séries posteriores, traduzindo uma construção errônea do que é problema em matemática.
Observa-se que diante de uma situação problema as crianças não compreendem todas as informações e literalidade no problema e concluem que não dispõem de arquétipo para resolução. Porém quando se alarga a concepção de problema para situação- problema e os objetivos da matemática na Educação Infantil sucumbem sentenças de que para resolver problemas é necessário, que as crianças sejam leitoras isso porque, não ter domínio leitor ou escritor não é unívoco de inabilidade de compreensão e pensamento.
Consoante também é refutado, que há carência de cotação numérica, porquanto se podem problematizar situações não numéricas, e por último, necessitam-se ter ciência sobre operações e sinais matemáticos, visto que a aritmética não procede do processamento técnico e sim da envergadura de ponderar logicamente.
Reavaliar estas visões é favorecer a abordagem de situações problemas, onde as crianças são cativadas no fazer matemática, tornando-se hábeis na formulação e resolução de questões pelas possibilidades de questionar, levantar hipóteses, relacionar e aplicar conceitos matemáticos. Segundo as autoras o planejamento diligente das atividades, bem como a orientação dos questionamentos, admite a comparação entre resultados produzidos e os objetivos.
Isso implica em adequação ou reorientação da prática, sobretudo incita a busca em novos horizontes. Assim as crianças avaliam os resultados de suas ações.
A função da Educação Infantil neste cenário é compartilhar idéias, fazer colocações, investigar relações e adquirir confiança, em suma é um momento para cultivar conhecimento, procedimentos e atitudes frente à matemática, dando por esta via sentido a conceitos, as habilidades, as relações que são essenciais no currículo.
O planejamento do trabalho com resolução de problema parte da problematização oral de conjunturas adjacentes as crianças.
Este trabalho deve envolver números, contagem, noções de operações e situações não numéricas, revelando que a problematização não se restringe a situações convencionais, mas abre um leque para o uso de diversas linguagens como: oral, gestual, pictórica e textual.
Diante disso a disposição da sala estará sujeita ao objetivo da atividade sendo: pequenos grupos, duplas ou individual.
 Para as crianças não leitoras, a professora fará uma leitura livre sem ressaltar palavras chaves, pois muitos não examinam o que lêem e se sustenta nestas palavras chaves, levando a dificuldades e erros posteriores, contudo a leitura dever fornecer elementos para a busca da solução.
Surgindo empecilhos de apreensão a professora pode recorrer à lista de termos desconhecidos com respectivos significados, dramatizar a situação ou optar por uma leitura mais lenta.


A matemática no ensino infantil
A Educação Infantil é um período extremamente fértil em relação à construção de novos conhecimentos, sejam eles sociais, afetivos ou cognitivos, sendo a criança dessa faixa etária capaz de estabelecer relações complexas entre os elementos da realidade que se apresenta.
Assim, freqüentar uma classe de Educação Infantil significa, além da convivência entre pares, ter acesso a muitas oportunidades para a construção de novos conhecimentos, graças às ações que a criança exerce sobre o mundo real.
Dentre os conhecimentos que serão construídos nessa etapa da escolaridade, a Matemática ocupa um lugar de destaque.
Numerosas pesquisas têm apontado a relevância do trabalho com essa disciplina para as crianças pequenas, especialmente no que diz respeito à construção do conceito de número, além das noções ligadas às grandezas e medidas, bem como espaço e forma.
A Matemática está presente em muitas das atividades realizadas pelas crianças, por exemplo, dividir porções de lanche; distribuir materiais entre os colegas; calcular a distância entre sua posição e um alvo a ser atingido; pensar no trajeto mais curto para se deslocar de um lugar a outro.
A literatura tem demonstrado que, desde muito pequenas, as crianças já elaboram conhecimentos sobre Matemática, fato que vai ao encontro de nossas observações de crianças pequenas brincando, conversando, resolvendo situações-problema que se apresentam no dia-a-dia.
O que fazer, por exemplo, quando há mais pessoas do que lugares à mesa?
Onde se posicionar para que a bola acerte o cesto?
Como dividir entre os amigos as balas?
Não parece acertado qualificar esse ramo de atividade como uma disciplina formalizada que deveria ser reservada aos anos seguintes da escolaridade, uma vez que, desde a Educação Infantil, as crianças já sabem muito sobre relações matemáticas, pois estão expostas todo tempo a esse gênero de conhecimento.
Assim, uma questão que merece atenção, frente às freqüentes críticas ao modelo de ensino de Matemática vigente, é fundamentalmente pensar como torná-la significativa para os alunos.
Deixar para o Ensino Fundamental e para o Ensino Médio a discussão sobre os motivos que levam vários alunos a fracassar nessa disciplina pode ser perigoso, uma vez que a Educação Infantil faz parte da formação escolar das crianças e desempenha um importante papel na construção de conhecimentos.
Assim, a reflexão sobre os processos de ensino e aprendizagem nessa etapa da escolaridade poderá fazer parte de um quadro de referência sobre como as crianças aprendem Matemática, por que não aprendem e o que aprendem.
Na Educação Infantil, a sala de aula deve ser um lugar de exploração dos elementos da realidade que cerca os alunos.
 O educador deve estar constantemente preocupado em desenvolver nas crianças a curiosidade e o interesse pela interpretação dos fenômenos que ocorrem no meio em que estão.
Assim, “experimentar e descobrir” pode ser uma maneira muito rica e interessante de aprender. Para que isso ocorra, a criança deve ter a oportunidade de agir sobre sua realidade.
Proporcionar à criança dessa faixa etária situações ricas e desafiadoras, as quais possam gerar a necessidade de resolver um problema efetivo, parece ser fundamental.
 O papel do professor é de grande importância nesse processo, uma vez que, além de deixar a criança livre para manipular e experimentar os materiais, como também observar as reações decorrentes, deve, em seguida, propor à criança problemas reais a serem resolvidos, criando, assim, uma situação de aprendizagem significativa.
O trabalho de Matemática na Educação Infantil deve, dessa forma, garantir que as crianças façam mais do que recitar números e decorar os nomes de figuras geométricas.
É preciso que possam, partindo dos conhecimentos prévios de cada uma, avançar em seus conhecimentos mediante situações significativas de aprendizagem.
Várias são as possibilidades para que isso ocorra: as situações de jogos; as resoluções de problemas; as atividades lógicas etc.
O que vai garantir um aprendizado efetivo é que a criança possa ser o protagonista desse processo, ou seja, um ser ativo que busca respostas a questões verdadeiras e instigantes.
Tomando como base o Referencial Nacional Curricular (RCN), destacam-se três blocos de conteúdos a serem trabalhados na Educação Infantil: “números e sistema de numeração”; “grandezas e medidas”; “espaço e forma”.
Durante muitos anos (especialmente durante as décadas de 70 e 80), as propostas de trabalho de Matemática para as crianças pequenas tinham como ponto principal a idéia de que não se devia ensinar números, mas sim propor atividades “pré-numéricas”, desconsiderando tudo aquilo que as crianças já sabiam sobre eles.
Essa idéia tinha como pilar de sustentação interpretações bastante particulares da teoria piagetiana, as quais preconizavam que não se podia ensinar números antes da noção de conservação estar construída.
Assim, todo o trabalho de numeração era centrado, mesmo nas séries iniciais, nos aspectos lógicos do número em detrimento daqueles ligados à sua aplicabilidade.
Atualmente, considera-se que para aprender sobre numeração as crianças devem lidar com os números e com o sistema de numeração, trabalhando com resolução de problemas, contagem e regras do sistema decimal.
Assim, as crianças devem ser capazes de pensar e discutir sobre as relações numéricas utilizando as convenções de nossa própria cultura, tendo familiaridade com números e desenvolvendo as habilidades matemáticas que capacitem o indivíduo a enfrentar as demandas práticas do dia-a-dia, além de compreender informações matemáticas, tais como gráficos e tabelas.
Em relação à geometria, faz-se necessário considerar que a criança constrói o espaço a partir de seu próprio corpo e de seus deslocamentos, construindo paulatinamente noções geométricas mais complexas.
 Dessa forma, o trabalho envolvendo espaço e forma não deve limitar-se ao reconhecimento e memorização de formas geométricas.
Há que se desenvolver propostas que considerem o espaço sob a perspectiva do esquema corporal, da percepção do espaço, além das noções geométricas propriamente ditas.
O trabalho de grandezas e medidas propicia que as crianças possam estabelecer relações entre objetos, comparando-os de acordo com um padrão (não convencional nesse momento da escolaridade).
Assim, cabe ao professor organizar situações nas quais o uso da medida seja uma necessidade para as crianças. A própria marcação do tempo, por meio de um calendário adequado, constitui importante momento de reflexão para os alunos.
Por fim, não se pode deixar de considerar a importância de atividades tais como classificar, ordenar, seriar e corresponder, as quais não se referem especificamente a nenhum conteúdo da Matemática, mas que servem como organizadores do raciocínio lógico matemático.
Essas atividades visam desenvolver as operações intelectuais que permitem à criança estabelecer relações entre os elementos da realidade.

MAÍSA PEREIRA PANNUTI -Psicóloga (USP), Mestre em Educação (UFPR), Doutoranda em Educação Matemática (UFPR). Coordenadora pedagógica da Escola Anjo da Guarda, Curitiba, PR.
SALTO PARA O FUTURO / TV ESCOLA
Autor: Samuel de Sousa Santos





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