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Olá amiga(o) ,
Fui professora dos projetos "Estímulo À Leitura",
"Tempo Integral" e a favor da leitura lúdica,
afinal, quer momento mais marcante que a fantasia da vida?
Portanto, será um prazer receber sua visita em mais um blog destinado a educação.
Nele pretendo postar comentários e apreciações de materiais didáticos de Língua Portuguesa, além de outros assuntos pertinentes, experiências em sala de aula, enfocando a interdisciplinaridade e tudo que for de bom para nossos alunos.
Se você leu, experimentou, constatou a praticidade de algum material e deseja compartilhar comigo,
esteja à vontade para entrar em contato.
Terei satisfação em divulgar juntamente com seu blog, ou se você não tiver um, este espaço estará disponível dentro de seu contexto.
Naturalmente, assim estaremos contribuindo com as(os) colegas que vêm em busca de sugestões práticas.
Estarei atenta quanto aos direitos autorais e se por ventura falhar em algo, por favor me avise para que eu repare os devidos créditos.
Caso queira levar alguma publicação para seu blog, não se
esqueça de citar o "Linguagem" como fonte.
Você, blogueira sabe tanto quanto eu, que é uma satisfação ver o "nosso cantinho" sendo útil e nada mais marcante que
receber um elogio...
Venha conferir,
seja bem-vinda(o)
e que Deus nos abençoe.
Krika.
30/06/2009

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JUNHO 2019
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quarta-feira, agosto 06, 2025

Doutora era uma vez>Revisitando histórias>O lobo Lobato e os sete anões> Três porquinhos>Releituras de clássicos>06/08/2025


 Catherine Jacob/Hoang Giang

Nesta narrativa rimada e muito divertida, uma garota prestativa é a médica responsável por atender aos mais queridos personagens dos contos de fadas.

A Doutora Era Uma Vez atua no mundo encantado dos contos de fadas. 
Dentre seus pacientes estão Cinderela ― que machucou o pé quando perdeu o sapatinho ―, Rapunzel ― que está com dor de cabeça de tanto carregar a mãe e o príncipe pelas tranças ― e o Lobo Mau ― que chamuscou o pelo na lareira dos três porquinhos. 
A rotina da doutora é muito agitada e o número de pacientes só aumenta. 
Mas, quando a garota fica doente, quem será que cuida dela?
As autoras Catherine Jacob e Hoang Giang tornam realidade um dos faz de conta favoritos de muitas crianças: brincar de ser médico. 
Além disso, conseguem deixar a brincadeira ainda mais divertida ao transformar personagens clássicos da literatura infantil em pacientes, nos convidando a revisitar as suas histórias.
Ouvindo: AQUI
Sobre a obra: AQUI


Donaldo Buchweitz/Vanessa Prezoto

O lobo Lobato já encontrou a Chapeuzinho Vermelho, os três porquinhos, João e Maria... Agora ele vai dar de cara com os sete anões na floresta? E como será esse encontro? Será que o lobo é amigo ou inimigo? Alguns dos pequenos trabalhadores desconfiam... Mas... será que eles poderão ser amigos de verdade? Nesta história incrível, escrita por Donaldo Buchweitz e ilustrada por Vanessa Prezoto, você vai descobrir como a amizade pode mudar tudo ao redor.

Neste vídeo, a educadora Kátia Pardal apresenta o livro “O lobo Lobato e os sete anões”, escrito por Donaldo Buchweitz e ilustrado por Vanessa Prezoto. Uma história cativante e divertida que encanta adultos e crianças.

E os três porquinhos>Ouvindo: AQUI
E João e Maria: AQUIAQUIAQUI
O lobo lobato e a chapeuzinho vermelho: AQUI
Releitura de clássicos: AQUI
Contos de fadas: AQUI
Lobos: AQUI
Reconto de contos: AQUI
Contos de Andersen: AQUI
Obras de José Roberto Torero: AQUI
Obras de Flávio de Souza: AQUI
Gênero humor: AQUI
Coletânea de contos: AQUI
Cinderela e o baile dela: AQUI
Cachinhos dourados: AQUI



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sexta-feira, novembro 15, 2024

Este é o lobo>Releitura de clássicos>Destaque para a mediação de leitura>Lendo para crianças> 15/11/2024


Alexandre Rampazo

Para saber onde foram parar os personagens deste livro e entender o verdadeiro sentido da história é preciso acompanhar atentamente cada aparição do lobo. A resposta, você descobre no final!

“Eis uma história distinta de todas as atravessadas por lobos. Aqui não há medo, mas solidão. Alexandre Rampazo sacode, com lindas imagens e palavras, a rede onde estão, presos a velhos sentidos, personagens singulares do nosso imaginário, como a Chapeuzinho Vermelho, sua avó e o caçador, o príncipe, a princesa e os três porquinhos. Ao lado do lobo ou dele apartadas, elas ganham um inédito significado ― graças, sobretudo, à sensibilidade de um menino. Um menino que não é senão o próprio Rampazo e todos nós, leitores, que, por meio de narrativas, redescobrimos (mesmo em condições suspeitas) as maravilhas da amizade.” ― João Anzanello Carrascoza

Este livro é indicado para crianças a partir de 3 anos.

Quando achamos que o Lobo Mau já apareceu das mais variadas formas, eis que Alexandre Rampazo cria um lobo bastante diferente. Não é um Lobo mau, como em A Chapeuzinho Vermelho ou em "Os três porquinhos". Mas um Lobo que, apesar do jeitão de Lobo, carão de lobo, olhão de lobo, sente-se, à medida que vai ficando sozinho, pequeno com a solidão.
Quantas vezes, nós não nos sentimos pequenos. Nestas horas , o que nos salva é a amizade.
Fica a dica: "Este é o Lobo", de Alexandre Rampazo, editora DCL. AQUI, AQUI

Mediação de leitura: Muito bom! AQUI, AQUI
Sobre a história: AQUI

Vem aí o lobo: História cantada
O coelho vem a correr para a casa do veado porque o lobo está a chegar. O veado abre rapidamente a porta e apertam as mãos. E o mesmo acontece com o porquinho e o ursinho. Quando o lobo finalmente chega…. Surpresa! O que é que lhe prepararam? AQUI
Dramatizando: AQUI

Lobo: AQUI
Chapeuzinho vermelho: AQUI
Mais Alexandre Rampazo: AQUI
Solidão: AQUI
"Experimente literatura"
Ler é uma atividade prazerosa e capaz de nos levar a um mundo fantástico. Estimular a leitura desde a infância é a principal ferramenta para o desenvolvimento intelectual de uma criança. Desenvolver esse hábito é importante, pois auxilia no aprendizado escolar e na integração com outras pessoas.
As experiências vividas pelos pequenos influenciam o seu desenvolvimento. Todas as descobertas e vivências desempenham um papel importante na constituição do indivíduo, e a leitura é uma delas. Essa prática contribui para a alfabetização e a formação do vocabulário das crianças.
O hábito da leitura deve começar com os pais, que precisam criar rotinas e momentos certos para essa atividade. É recomendado, inclusive, que mães leiam para os filhos enquanto elas estiverem grávidas. Esse momento ajuda o bebê a reconhecer a voz da mãe e a criar laços emocionais com ela. Fonte


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sábado, setembro 18, 2021

Uma chapeuzinho vermelho>Uma visão contemporânea do clássico>Releitura>18/09/2021


Marlonaine Leray

A reinvenção de uma história clássica aguça a percepção das crianças de que o mundo é feito de múltiplos pontos de vista. No caso deste livro, a Chapeuzinho ingênua e inocente do conto tradicional se transforma numa garota corajosa e perspicaz, que engana um Lobo Mau incapaz de causar medo na menina. Tendo início na parte do conto em que o lobo está prestes a papar a garotinha, que então faz as clássicas perguntas a respeito daqueles olhos, orelhas e dentes tão grandes, esta versão da história tem um final inesperado, muito divertido.

“Uma Chapeuzinho Vermelho” foge ao conto original no qual uma menina indefesa sai para visitar sua avó e é aterrorizada por um lobo. Nesta versão da autora e ilustradora Marjolaine Leray, Chapeuzinho é uma menina sabida, delicada, aparentemente indefesa, mas que sabe se virar e enfrentar perigos com recursos próprios.

Ouvindo a história: AQUIAQUI

Lendo: AQUI

Sandra Medrano acredita que o último parágrafo reverbera por muito tempo depois da leitura. O livro "Uma Chapeuzinho Vermelho", escrito por Marjolaine Leray, traz um último parágrafo muito surpreendente. No universo dos contos clássicos das crianças o último parágrafo é muito forte, com o "E viveram felizes para sempre". Mas a releitura de Marjolaine do conto clássico de "Chapeuzinho Vermelho" repensa essa característica.
Que incentivar a leitura é importante todo mundo sabe, mas que livros comprar? Quais são os mais recomendados? E quando? E por quê? Seus problemas acabaram. Nesse quadro três escritores infanto-juvenis indicarão leituras indispensáveis ao desenvolvimento da criança.

"Não há história que só possa ser contada de uma única maneira. Mas, então, se de algum modo ela é alterada, continua a ser a mesma história? Reinventar histórias conhecidas aguça a percepção de que o mundo é feito de múltiplos pontos de vista."

Obras de Flávio de Souza: AQUI

Obras de J. Roberto Torero: AQUI

Mais obras sobre chapeuzinho vermelho e lobo: AQUI




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História meio ao contrário> Uma, duas ,três princesas>As doze princesas dançarinas>Gênero contos>Uso da vírgula>18/09/2021


Ana Maria Machado

 Nessa história o príncipe e a princesa não se contentam em ser felizes para sempre e decidem fazer sua própria história, numa trama encantada com dragão, gigante, castelo, rei e rainha. 

Trata-se de um conto desconstruído, é importante que as crianças estejam em contato com histórias que tratem do limiar (morte, loucura, mentira) e de erros, perdas, velhice, limitações... pois assim a criança tem no conto a saída para suportar suas dores, indecisões, perdas e imperfeição.
Com muito humor, rimas e  carnavalização Ana Maria Machado trata desses assuntos  no conto História meio ao contrário,  definitivamente não há assunto proibido numa literatura infantil.

Ouvindo: AQUIAQUIAQUIAQUI e Lendo: AQUI

Sequência didática: AQUI

Sobre a obra: AQUI

Aula: Uso da vírgula: AQUI

Uma, duas três princesas

Ana Maria Machado
História com inovações críticas e bem-humoradas
Um rei e uma rainha tinham três filhas e nenhum filho para herdar o reino. Então, a rainha sugeriu ao marido alterar a lei para que as mulheres tivessem o direito de governar. E então, o que será que vai acontecer?

Roteiro de leitura: AQUI

Ouvindo a história: AQUIAQUI

Confrontando o "antigo tradicional":

As doze princesas dançarinas/Irmãos Grimm

Um rei viúvo tinha doze princesas que gostavam muito de dançar, porém, o rei só permitia um baile real por semana e as meninas queriam dançar todos os dia.
Começou um mistério no palácio: todos os dias, os sapatos das meninas apareciam com as solas gastas. Mas como isso era possível se não houve baile na noite anterior? Quem vai desvendar esse mistério?

Ouvindo a história com as princesas da Turma da Mônica: AQUI

Lendo o conto/Reconto: AQUI    Irmãos Grimm: AQUI

Ouvindo a história: AQUI

Atividades PDF:AQUI

Adjetivos/Dicionário:  AQUI

Livro: Barbie e as 12 dançarinas: AQUI

Obras de José Roberto Torero:

Nessa coleção, José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta deixaram sua marca em clássicos da literatura infantil, sem, no entanto, descaracterizar o principal destas histórias. Os autores transformaram as narrativas, inserindo elementos do mundo contemporâneo e diferentes visões de mundo.

Livros integrantes:
– Branca de Neve e as sete versões (José Roberto Torero, Marcus Aurelius Pimenta e Bruna Assis Brasil (ilustr.)
– Chapeuzinhos coloridos – José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta
– O Patinho Feio Que Não Era Patinho Nem Feio – José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta
– Os 33 porquinhos – José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta
– Os oito pares de sapatos da Cinderela – José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta
–  “Joões e Marias” e “Branco, Belo e Cinderelo”.  AQUI

  Obras de Flávio de Souza: AQUI



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sexta-feira, abril 26, 2019

Oito pares de sapatos de Cinderela>Escolha da narrativa>Feira literária>Aulas remotas>26/04/2019

Nessa coleção, José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta deixaram sua marca em clássicos da literatura infantil, sem, no entanto, descaracterizar o principal destas histórias. Os autores transformaram as narrativas, inserindo elementos do mundo contemporâneo e diferentes visões de mundo.
Livros integrantes:
– Branca de Neve e as sete versões (José Roberto Torero, Marcus Aurelius Pimenta e Bruna Assis Brasil (ilustr.)
– Chapeuzinhos coloridos – José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta
– O Patinho Feio Que Não Era Patinho Nem Feio – José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta
– Os 33 porquinhos – José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta
– Os oito pares de sapatos da Cinderela – José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta
–  “Joões e Marias” e “Branco, Belo e Cinderelo”.

Chapeuzinhos coloridos: AQUI

Os 33 porquinhos


Neste livro, a história de Cinderela ficou um pouquinho diferente. Ela continua querendo muito ir ao baile e, sem ter o que vestir, conta com a ajuda mágica da Fada Madrinha. 

Mas e se ela fosse ajudada pela Fada do Verão? Iria de chinelos à grande festa? 
E se por acaso aparecesse a Fada do Inverno e inventasse de calçar botas em nossa gata borralheira?
Com a interatividade promovida pelos autores, o leitor pode escolher o que acontece a cada momento na história. 
Cada detalhe é trabalhado para permitir que Cinderela e os acontecimentos à sua volta tomem um novo rumo.
 Em Os oito pares de sapatos de Cinderela, é só trocar o calçado dessa divertida princesa que tudo pode acontecer.


Aulas da Nova escola têm adaptação para aulas remotas
1ªaula
2ª aula
Diferentes contos de fadas/Oito pares de sapatos de Cinderela
Conhecendo outros contos de fadas: AQUI

Este PDF tem vários títulos com atividades
A escolha do rumo da narrativa
P.67

FEIRA LITERÁRIA
Neste projeto trabalhamos com “versões” dos Contos de Fadas, 
em especial com o livro “Os oito pares de sapato da Cinderela” 
do autor José Roberto Torero. 
Sistema de numeração decimal
+ Atividades


”O Livro nos transporta a mundos distantes, fantasiosos, desconhecidos ou até mesmo conhecidos. Por meio da imaginação podemos tudo. Por fora ele tem uma dimensão real, mas dentro dele cabe um castelo, floresta, uma cidade inteira…” (Tatiana Belinky) 







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sexta-feira, janeiro 18, 2019

Chapeuzinho adormecida no país das maravilhas>Projeto>Príncipes e princesas,sapos e lagartos>18/01/2019


Você deve estar se perguntando: “Mas que confusão é essa? 
Parece que alguém se enganou com o nome do livro!” Não precisa se espantar! 
No mundo mágico da literatura há espaço para todo tipo de imaginação.
 É o caso desse surpreendente livro.

Desta vez quem conta, ou melhor, tenta contar-nos uma história é um pai, muito atrapalhado, e por isso engraçado.
Sobre o autor

Projeto


O conto “Miranda e Leo Lorival” trata da história de uma princesa e um príncipe que se apaixonam na infância. Quando ficam sabendo do casamento combinado pelos pais, pensam que perderão para sempre seu grande amor e fazem tudo para escapar do compromisso assumido. Esse conto se desenvolve em cinco capítulos, intercalados por outros pequenos contos, e o livro pode ser lido de várias maneiras. De forma muito criativa, o autor conta sobre reinos em guerra, príncipes, princesas, sapos, um lagarto metido a dragão, um dragão de verdade e muito mais...

Aula: Interpretando um conto
Atividades
Texto 3
O príncipe desencantado

O problema de Clóvis
AQUI
A princesa e o sapo do jeito que o príncipe contou



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domingo, abril 22, 2018

Os 33 porquinhos>Novos rumos e interatividade>Joões e Marias + outros clássicos>22/04/2018


José Roberto Torero e Macus Aurelius Pimenta são os autores desta série de contos populares, com infinitas possibilidades de recontos. Trata-se da coleção Fábrica de fábulas.



Os três porquinhos é um conto popular muito antigo, que há séculos fascina e diverte crianças e adultos. Foram inúmeras as suas versões e interpretações, mas nesse livro a história ganha contornos inusitados. A dupla de escritores José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta não se contentou com os três personagens principais e resolveu criar novos porquinhos.

Agora, os personagens da clássica história infantil se multiplicaram e estão dando um trabalho danado para o Lobo Mau. 
A família cresceu e cada porquinho construiu uma casa que combinava com seu jeito de ser. 
O porquinho Apolo, por exemplo, alugou uma estação espacial, Porcoátl fez sua casa em forma de pirâmide asteca, Lorde Bacon tinha tanto dinheiro que morava numa mansão e Granulfo levou um tempão para levantar seu castelo de areia.
Mas os autores não pararam por aí: o livro permite que o leitor cruze as tirinha em que foram divididas as páginas para descobrir uma história diferente. 
É possível até criar o próprio porquinho e misturar a história de todos eles. São incontáveis combinações e, em cada uma delas, um novo enredo.


O livro conta com ilustrações de Edu Oliveira, responsável pelas imagens da adaptação de Jorge Furtado e Liziane Kugland para Alice através do espelho, de Lewis Carroll. 
O ilustrador de livros, revistas e jornais, como a portoalegrense Zero Hora, dá um tom bem humorado à história. As imagens dele, junto ao texto dos autores, mostram que o Lobo não tem vez contra os porquinhos, no final das contas


Sobre a obra
Vejam que interessante os autores falarem da obra
Muitas possibilidades de conteúdos e afins
Uma história interativa,você escolhe o final,ouvindo:



Toda criança já sonhou com a famosa casa de doces e guloseimas do clássico conto infantil de João e Maria. 
Mas e se ela fosse feita de legumes? 
Ou de frutas? 
Ou, quem sabe, de picolés? 
Em Joões e Marias você encontrará muitos outros modos de contar essa história. 
Há versões para todos os gostos, e cada uma tem um sabor especial.

A história de João e Maria é uma só. Mas em Joões e Marias são quatro. 
Ou 1.024, dependendo dos caminhos que você escolher. 
Ler este livro é mais ou menos como fazer um bolo. 
E ele pode ser de chocolate, banana, sorvete ou... brócolis.

Ouvindo: AQUI


O conto de fadas "João e o pé de feijão" é de origem inglesa e foi publicado pela primeira vez no início do século XIX. Desde então, ganhou inúmeras versões e adaptações. Neste livro, há todo tipo de feijão mágico. Rosinha, roxinho, preto, bolinha, vermelho...
 Mas não é só isso. Dependendo da qualidade do feijão, os destinos de João, sua mãe e o gigante tomam rumos bem diferentes.

Um parque de diversões, um casamento inusitado, um besouro gigante, sete vaquinhas coloridas e até um desfecho triste, mas muito triste, compõem essas criativas reinterpretações da clássica história infantil. Você só tem que escolher seu feijão predileto para saber aonde essa aventura vai te levar.


João e os 10 pés de feijão faz parte da coleção Fábrica de Fábulas, que recria com muito humor os grandes clássicos da literatura infantojuvenil. 
Da coleção, conheça também Chapeuzinhos coloridos, O Patinho Feio que não era patinho nem feio, Branca de Neve e as sete versões, Os oito pares de sapatos de Cinderela, Os 33 Porquinhos e Joões e Marias.

Obs: Decidi colocar esta postagem,apenas para que conheçam novas possibilidades de incentivos literários para seus alunos que já conhecem estas histórias originais. Não conheço os livros,mas minha imaginação fica no ar por aqui... Para trabalhar linguagens e afins.Opa! 









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terça-feira, dezembro 06, 2011

A garota do capuz vermelho> Conto>Suspense> 06/12/11


A GAROTA DO CAPUZ VERMELHO

As aparências enganam...
Vamos ler?



Descrição do texto
A aventura de uma garota que precisa levar uma encomenda para a avó através da floresta.
 Você conhece essa estória, mas não desse jeito...

Manhã de sábado, a polícia vasculha a área ao redor da casa que teria sido palco de um estranho e inexplicável episódio. O interior da casa apresentava sinais evidentes de luta; marcas e rastros de sangue se espalhavam por toda a parte, no entanto não havia qualquer vestígio da proprietária ou da menina que supostamente teria se dirigido para lá na noite anterior. Mais dois jovens também eram dados como desaparecidos. Uma capa de chuva com capuz de cor vermelha encontrada no quintal teria sido a única pista que teriam.
Na noite anterior...
A menina seguia com passos firmes e decididos, sua pressa era legítima. Recebera uma missão da mãe, uma tarefa importante para ela e crucial para alguém por quem nutria um sentimento muito especial, a avó. Dentro da mochila carregava os remédios imprescindíveis para a manutenção da saúde da senhora. Era para ela ter seguido para lá mais cedo, no entanto os hormônios em ebulição, sinais típicos da fase na qual recém entrara, a detiveram além do tempo usual na companhia do namorado, agora seria necessário correr para evitar maiores problemas em casa.
A noite havia caído há algumas horas e junto dela uma chuva insistente e fria, a falta de condução para aquela parte da cidade agravava-se consideravelmente com a chegada do final de semana, nas noites de sexta-feira o subúrbio se tornava um verdadeiro deserto urbano, a agitação ficava do outro lado, na zona sul mais especificamente.
Uma longa via não pavimentada levava até a residência da senhora, uma pequena casa quase esquecida que ficava incrustada ao pé da serra, não seria prudente para ela seguir pela trilha que passava por dentro do parque da cidade apenas para ganhar tempo, pois rumores davam conta de que o local seria freqüentado por toda sorte de maus elementos: viciados em drogas, delinqüentes e assaltantes oportunistas.
A escuridão proporcionada pela ausência do poder publico colaborava e servia de abrigo para ações desse tipo. Na verdade, até mesmo atravessar a estrada àquela hora já seria um ato arriscado, ainda mais com a queda de energia elétrica naquela região, fato causado pela tempestade insistente.
Embora gostasse de exaltar sua modernidade e maturidade, e de clamar pela independência, a menina sentia-se desprotegida e receosa, de fato estava preenchida pelo medo. Olhava constantemente para o aparelho celular na esperança tola de que por algum milagre o sinal de recepção surgisse na tela, algo que nunca acontecera naquela área.
Ela tentava assobiar uma canção enquanto buscava aumentar o ritmo das passadas, nada de visualizar a casa da avó, o vento cortante acoitava-lhe o rosto, a água gelada a fazia tremer. O silêncio quase absoluto agigantava até mesmo o mais leve ruído, e isso a permitiu perceber o som característico de passos logo atrás dela.
O ritmo dos seus batimentos cardíacos aumentou em proporção semelhante à violência da cascata que era derramada pelas nuvens, suas pernas perderam as forças e começaram a bambear. Petrificada como estava, temia em virar a cabeça e encarar quem ou o que estava às suas costas, mas mesmo assim sabia que não tinha escolha, e desta forma o fez. Seus olhos mal puderam acreditar no que via:
- Você?!?
O medo da menina imediatamente fora substituído por outro sentimento, algo mais próximo à repulsa.
- Quem você esperava, queridinha? O lobo mau?
O tom debochado era uma característica inerente a personalidade de Igor.
- Seria bem melhor do que me deparar com você!
Bianca detestava o rapaz, desafeto declarado do namorado no colégio. Na realidade Igor era ignorado por quase todos, a esquisitice não era uma particularidade muito apreciada.
- Cuidado, Bia! Você não sabe o que diz. Vai que você é atendida nos seus desejos. A propósito, onde está seu namorado? Como ele te deixa andar por essas ruas debaixo dessa chuva?
- Ele, ele, ele disse que não poderia, pronto! Mas você não tem nada a ver com isso! Não é da sua conta! E me deixe que preciso seguir meu caminho, não posso perder tempo. E não me chame de Bia!
- Para onde você vai?
- Vou te responder, mas me deixe em paz. Preciso ver minha avó, ela está doente, diabetes, tem problemas com o açúcar...
- Então nada de doces na mochila para ela...
- Idiota!
- Tudo bem, Bia. Mas, cuidado, esse percurso é longo e deserto. Fique atento com o que pode estar por perto.
A garota se virou sem nem ao menos ouvir o comentário, muito menos perceber o sorriso do rapaz no canto da boca, nem o leve aceno de cabeça, em sinal de negativa.
Bianca seguia furiosa, porém um pouco menos tensa, o bastante para se encher de confiança e atravessar a trilha pelo meio do bosque. Uma vez lá dentro, se sentia uma tola por não ter tomado essa decisão anteriormente. Nada havia ali, talvez os meliantes tão destacados nas recomendações da mãe tivessem fugido da tempestade.
A fúria da água tornava a capa da garota, supostamente impermeável, um mero adereço, sobretudo o capuz que lhe ocultava a cabeça e que mesmo assim não evitava que seus cabelos, de cor tão escarlate quanto o acessório, ficassem totalmente ensopados.
A monotonia fora quebrada por uma incômoda sensação, era claro, perceptível, quase palpável que estava sendo acompanhada de perto. Praguejou pela existência do irritante rapaz, ele não havia desistido de segui-la, assim pensou. No entanto, um grito aterrador seguido por um urro, um uivo que se assemelhava às trombetas do inferno invadiu-lhe os tímpanos, de modo que todos os temores que havia sentido até então naquela noite se tornassem insignificantes.
Então correu, correu como pôde, tentava se concentrar única e exclusivamente na missão de vencer os domínios daquele mar de trevas, precisava chegar à casa da avó. Conforme se aproximava, ficava mais nervosa e então fora acometida por uma constatação terrível e desesperadora, o som que ouvia não se originava do complexo de árvores e arbustos, ele se espalhava pelo local a sua frente, na direção de onde seguia.
Chegando ao descampado nos arredores da pequena residência, sentiu-se vulnerável e solitária, ficou estagnada. A essa altura a chuva deixava de cair e as nuvens carregadas abriam-se lentamente permitindo que os contornos de uma lua redonda e tímida fossem visíveis.
Ainda que a área estivesse mergulhada nas trevas, Bianca, com os olhos lavados pelas lágrimas, conseguiu distinguir no gramado as manchas escuras e o rastro de um líquido pegajoso que seguia para os fundos da casa.
Ela não precisava ver a cor viva e rubra do líquido, sabia muito bem o que era, e essa certeza a fez perder o chão, desabou completamente as suas estruturas. A jovem estava ciente de que não haveria escapatória, e por isso decidiu entrar na casa e enfrentar o que lá estivesse. Seguiu lentamente, com passos calculados, até a pequena varanda cujo assoalho era revestido por pedras polidas e envernizadas, mesmo com toda a cautela, se descuidou e seu equilíbrio foi traído pela armadilha úmida do piso.
Com a queda feriu os joelhos e gritou de dor, o sangue derramado deixou ainda mais ativo aquele que a aguardava. A porta da sala estava destrancada, algumas velas acesas davam um tom mórbido ao lugar.
- Vovó? - Chamou a menina com a voz cortada por soluços e choramingos. Não encontrou resposta, como o seu coração previra.
Continuou em direção aos aposentos da idosa, não tinha esperança em encontrá-la viva, mas precisava conferir com os próprios olhos e encarar o algoz. Dobrou o corredor, e então visualizou uma sombra que começava a se projetar na parede alimentada pela luminosidade tênue das velas. Conforme a sombra se aproximava, mais a angústia se apoderava dela. Fechou os olhos e apertou os punhos contra o peito, iniciou uma oração com um tom de voz inaudível, ela sentia a presença maligna mais perto, já não conseguia mais rezar, desabou num choro incontido, então, sentiu um toque gelado no seu braço, soltou um grito.
- Bianca!
Ela abriu os olhos e chorou ainda mais, desta vez de alegria.
- Marcelo! Ah, Marcelo! Que bom que você está aqui...
A menina saltou sobre ele enlaçando-o num abraço apertado, a felicidade era tamanha que demorou a perceber algo que não se encaixava: o que o namorado fazia na casa da avó?
Como se pudesse antecipar-se ao questionamento, Marcelo começou a falar baixinho, bem próximo do ouvido da jovem.
- Sabe, Bia, eu poderia falar para você que estou aqui porque me senti mal por deixá-la sair sozinha a essa hora, que fiquei preocupado e tudo mais...
Nesse momento Bianca caiu em si e tentou virar o rosto para fitar o namorado, mas fora contida pela força do abraço, cada vez mais potente, impossível de se libertar.
- No entanto, eu estaria mentindo se dissesse isso. Na verdade, o motivo que me traz aqui é o mesmo que escorre agora pelos seus joelhos. Sim, querida, o seu sangue. Sabe, esta manhã você se cortou no treino na escola e pela primeira vez o perfume do seu sangue invadiu a minha mente. Eu juro que não tinha intenção de fazer isso com você, afinal, eu a amo, mas não consigo tirar essa idéia da cabeça, é mais forte do que eu. Desta forma, aproveitei essa oportunidade para fazer essa visita e te encontrar aqui.
- A minha...minha avó...
- Não se preocupe com ela, Bia. Logo você a encontrará, só espero que você tenha um gosto mais saboroso do que a carne insossa daquela velha...
O rapaz empurrou a namorada sobre a cama e posicionou-se em frente a porta a fim de evitar qualquer tentativa de fuga. Arrancou as roupas e abriu os braços, imediatamente bolhas surgiram sobre toda a sua pele. Espasmos e convulsões o dominaram, seu corpo contorcia-se incontrolavelmente, ele emitia sons estranhos, uma mescla de gritos, gargalhadas, rosnados. Parecia sentir uma dor infernal, a expressão de seu rosto era a própria tradução da histeria. Seus olhos eram duas esferas incandescentes, amedrontadoras. Bianca não conseguia desviar o olhar, estava estarrecida, como alguém poderia ter os olhos tão grandes?
As orelhas que se projetavam não ficavam atrás, certamente a criatura poderia ouvir bem melhor com elas. O som de ossos sendo partidos, um ranger seco se propagando, um uivo agudo se espalhando, era uma canção do inferno.
Bianca fitava a criatura revestida por pêlos escuros e fartos, o rosto do namorado havia desaparecido, seu nariz costumava ser tão bonito, agora estava disforme, um focinho hediondo e perturbador. Para que ele precisaria de um nariz tão grande?
Possivelmente para completar-se com a mandíbula escancarada de onde escapava uma gosma esbranquiçada e fétida que espumava entre os dentes longos e afiados. A garota temia pela certeza que tinha mediante a cena que estava diante de si. A boca da fera era enorme e estava preparada para devorá-la.
O lobo saltou sobre ela, a garota jogou-se no chão conseguindo livrar o pescoço, que era o alvo da fera, mas não com eficiência suficiente para evitar que as lâminas em forma de dentes resvalassem sobre a pele de sua perna.
Bianca levantou-se ignorando a dor e tentou escapar pela porta, mas fora alcançada pelo golpe potente efetuado por uma das patas do demônio. Quatro valas foram abertas nas frágeis costas da garota. Ela sentia que não haveria jeito de fugir, desta vez não evitaria o golpe derradeiro do namorado, estava conformada com o destino.
A besta projetou novo salto, voou pelo ar, mas sua investida fora frustrada por algo que riscou o ar e a atingiu entre os olhos. O corpo gigantesco do lobo tombou no solo e lá ficou, parado ao lado da garota estava o carrasco.
O rapaz segurava um revólver calibre .38, o único artefato de prata que estava no tambor fora projetado por ele e agora estava alojado no crânio de Marcelo, encerrando, assim, os ciclos amaldiçoados da fera e também a sua vida.
- Você está bem, Bianca?
- Acho que estou, Igor e, por favor, me chame de Bia.
O garoto esboçou um sorriso e esticou a mão para ela. Dirigiram-se para a porta, lá fora a noite não dava sinais de que uma terrível tempestade havia infestado os céus instantes antes. A lua se apresentava plena e radiante, tornando mais amena a situação para Bianca. Igor falava incessantemente enquanto andava, a menina quase não o ouvia, estava entretida, fascinada por aquele brilho suave, que de alguma forma estranha deixava tudo tranqüilo.
- Então, Bia, conforme eu falava, há algum tempo eu desconfiava das atitudes estranhas do Marcelo, eu o segui várias vezes e descobri...Bia? Bia?
A menina estava imóvel, nenhuma roupa revestia seu corpo, a capa de chuva com capuz vermelho estava jogada próximo aos seus pés, ela exibia um olhar estranho e perdido. Contra todo o bom senso, Igor se aproximou, logo a menina soltou um grito, bolhas surgiram no seu corpo esguio enquanto se contorcia involuntariamente. Igor nunca mais seria visto, o corpo de Marcelo, que jazia no quarto da avó desapareceria vítima do apetite feroz que surgia, o ciclo renasceria mais voraz do que nunca e se instalaria em um outro lugar, longe dos olhos conhecidos. Nem sempre o caçador vence no final, às vezes, em alguns contos, os caldeirões são manipulados pelas fadas...
Os direitos autorais deste texto pertencem à Flávio de Souza
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