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Colaboração e Direitos

Colaboração e Direitos Autorais
Olá amiga(o) ,
Fui professora dos projetos "Estímulo À Leitura",
"Tempo Integral" e a favor da leitura lúdica,
afinal, quer momento mais marcante que a fantasia da vida?
Portanto, será um prazer receber sua visita em mais um blog destinado a educação.
Nele pretendo postar comentários e apreciações de materiais didáticos de Língua Portuguesa, além de outros assuntos pertinentes, experiências em sala de aula, enfocando a interdisciplinaridade e tudo que for de bom para nossos alunos.
Se você leu, experimentou, constatou a praticidade de algum material e deseja compartilhar comigo,
esteja à vontade para entrar em contato.
Terei satisfação em divulgar juntamente com seu blog, ou se você não tiver um, este espaço estará disponível dentro de seu contexto.
Naturalmente, assim estaremos contribuindo com as(os) colegas que vêm em busca de sugestões práticas.
Estarei atenta quanto aos direitos autorais e se por ventura falhar em algo, por favor me avise para que eu repare os devidos créditos.
Caso queira levar alguma publicação para seu blog, não se
esqueça de citar o "Linguagem" como fonte.
Você, blogueira sabe tanto quanto eu, que é uma satisfação ver o "nosso cantinho" sendo útil e nada mais marcante que
receber um elogio...
Venha conferir,
seja bem-vinda(o)
e que Deus nos abençoe.
Krika.
30/06/2009

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Comemoração

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JUNHO 2019
17 ANOS DE LITERATURA INFANTIL
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terça-feira, fevereiro 09, 2016

O ovo ou a galinha?>Artes>Animais>Gustavo Rosa>09/02/2016


Plano de Aula Artes Gustavo Rosa e os Animais
Maria C.R.Mello/Milton C.O.Filho/ Gustavo Rosa

Textos lúdicos, enxutos, criativos e rimados, somados às deslumbrantes ilustrações do renomado artista plástico Gustavo Rosa, resultam em um efeito mágico que encanta e diverte os pequenos leitores desta obra. Temas trabalhados: Curiosidade e descoberta.
Ouvindo: AQUI, AQUI, AQUI

Louco por bichos e mais
Releitura com retalhos
Cão 

Projeto
AQUI

Galinhas: AQUI
Milton C.O.Filho: AQUI






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quarta-feira, outubro 23, 2013

O pequeno príncipe > Estímulos literários eternos >Desenhos em cartazes> 23/10/13> Atividade

O pequeno príncipe
Trabalho realizado em 2009 
com alunos do Tempo Integral
Escola Estadual Coronel Casimiro Osório
Itajubá - MG

Recordando tempos felizes de oficinas literárias....
Colegas,eis aí uma velha sugestão...
Coloquei trechos desta obra em cartazes, dividi a turma em equipes e estas trabalharam motivos e personagens. Isto ocorreu após estudarmos o texto, interpretação,etc. 
Vejam demais postagens :




















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domingo, agosto 18, 2013

Luiz Gonzaga > Pintores e Afins > Atividade releitura de obra entre outras > 18/08/13



Luiz Gonzaga
Releitura
Atividades do blog
Espaço Educar
Tem muita atividade por lá...
Tudo sobre o rei do baião
Vejam

Projetos aqui:



  Muitas têm sido as representações artísticas que se inspiram na história de vida de Luiz Gonzaga. Abaixo, exponho algumas, em duas versões, colorida e logo abaixo, em preto e branco, caso seja necessário. 
   Atividade: A partir da compreensão da história de vida de Luiz Gonzaga,  (vídeos, textos, pesquisa, recortes etc), observar obras de arte dentro do tema e realizar a releitura. Ou ainda, criar livremente sua própria obra de arte.     
Pode ser feita em tela ou em cartolina, papelão etc. 
É importante expor os trabalhos!


Luiz Gonzaga Canta e conta o Nordeste







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terça-feira, janeiro 03, 2012

Teatro em sala de aula/3> Exercícios> 03/01/12

Atividades para sala de aula/Artes/Teatro
Representando pequenas histórias

Falando com emoção



 Brincando com a boca


Dona boca e seus convidados
Onomatopeias

Em frente ao espelho
 Falando de mim

Linguagem verbal escrita
Teatro em sala de aula
Betina Rugna
Editora Alaúde


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sábado, junho 11, 2011

Pintores e Afins/Expressionismo - 11/06/11

EXPRESSIONISMO


O Expressionismo é a arte do instinto, trata-se de uma pintura dramática, subjetiva, “expressando” sentimentos humanos. Utilizando cores irreais, dá forma plástica ao amor, ao ciúme, ao medo, à solidão, à miséria humana, à prostituição. Deforma-se a figura, para ressaltar o sentimento.
Predominância dos valores emocionais sobre os intelectuais.
Corrente artística concentrada especialmente na Alemanha entre 1905 e 1930.
Principais características:
* pesquisa no domínio psicológico;
* cores resplandecentes, vibrantes, fundidas ou separadas;
* dinamismo improvisado, abrupto, inesperado;
* pasta grossa, martelada, áspera;
* técnica violenta: o pincel ou espátula vai e vem, fazendo e refazendo, empastando ou provocando explosões;
* preferência pelo patético, trágico e sombrio
OBSERVAÇÃO:
Alguns historiadores determinam para esses pintores o movimento ”Pós Impressionista”.
Os pintores não queriam destruir os efeitos impressionistas, mas queriam levá-los mais longe.
Os três primeiros pintores abaixo estão incluídos nessa designação.
Principais artistas:
Paul Gauguin (1848-1903) - Depois de passar a infância no Peru, Gauguin voltou com os pais para a França, mais precisamente para Orléans.
Em 1887 entrou para a marinha e mais tarde trabalhou na bolsa de valores.
 Aos 35 anos tomou a decisão mais importante de sua vida: dedicar-se totalmente à pintura. Começou assim uma vida de viagens e boemia, que resultou numa produção artística singular e determinante das vanguardas do século XX.
Sua obra, longe de poder ser enquadrada em algum movimento, foi tão singular como a de seus amigos Van Gogh ou Cézanne. Apesar disso, é verdade que teve seguidores e que pode ser considerado o fundador do grupo
Navis, que, mais do que um conceito artístico, representava uma forma de pensar a pintura como filosofia de vida.
Suas primeiras obras tentavam captar a simplicidade da vida no campo, algo que ele consegue com a aplicação arbitrária das cores, em oposição a qualquer naturalismo, como demonstra o seu famoso Cristo Amarelo.

As cores se estendem planas e puras sobre a superfície, quase decorativamente.
No ano de 1891, o pintor parte para o Taiti, em busca de novos temas, para se libertar dos condicionamentos da Europa.
Suas telas surgem carregadas da iconografia exótica do lugar, e não faltam cenas que mostram um erotismo natural, fruto, segundo conhecidos do pintor, de sua paixão pelas nativas.
A cor adquire mais preponderância representada pelos vermelhos intensos, amarelos, verdes e violetas.
Quando voltou a Paris, realizou uma exposição individual na galeria de Durand-Ruel, voltou ao Taiti, mas fixou-se definitivamente na ilha Dominique.
Obra Destacada: Jovens Taitianas com Flores de Manga.
Paul Cézanne (1839-1906) - sua principal tendência foi converter os elementos naturais em figuras geométricas - como cilindros, cones e esferas – que se acentuou cada vez mais, de tal forma que se tornaria impossível para ele recriar a realidade segundo “impressões” captadas pelos sentidos.
Na França de 1870, Cézanne era conhecido como um artista subversivo, de difícil temperamento, que quebrou com a visão estereotipada de que a obra de arte tinha de ser uma cópia da realidade.
Mais do que reproduzir, Cézanne se preocupava em interpretar as cenas ao seu redor, violando, literalmente, a realidade do objeto.
A maioria dos seus quadros transmite uma emoção, por vezes, considerada intragável pelos críticos da época.
Colega dos principais artistas do movimento impressionista francês como Renoir, Monet e Degas, Cézanne diferenciava-se deles por sua técnica de construção rigorosa que mais tarde evoluiria para as formas geométricas.
Sua grande aspiração, dizia, era “fazer do impressionismo algo sólido e durável como as artes dos museus”.
A autonomia da arte, tão bem divulgada por ele, foi a premissa básica do Cubismo de Picasso e Braque que surgiria nos primeiros anos do século 20.
No começo da carreira artística ele chocou o público pintando temas sensuais, entre eles, “A Orgia” e a “Tentação de Santo Antão”, ambos pintados entre 1864 e 1868.
Neste último o pintor destacava mulheres nuas com enormes nádegas
As pessoas para ele eram tidas como objetos, da mesma forma que maçãs e laranjas.
Retratar banhistas virou uma obsessão para o pintor.
Irritava-se com frequência com os seus modelos. “Por que você se mexe?
Uma maçã por acaso se mexe?", implicava.
Nos diversos artigos que escreveu para os jornais da época, criticava o sistema artístico estabelecido e enaltecia a arte dos pintores impressionistas, Zola chamava Cézanne de o maior colorista do grupo.
 “As telas tão fortes e tão vívidas podem até provocar risos nos burgueses, mas de qualquer forma indicam os elementos de um grande pintor”, disse ele num artigo de 1877, publicado num jornal de Marselha.
Não conseguindo entrar na Escola de Belas Artes e tendo vários dos seus quadros recusados no Grande Salão de Paris, Cézanne volta para Aix, onde se casa e tem um filho.
Passa os últimos 30 anos de sua vida, morando em diferentes cidades do sul da França e indo eventualmente a Paris.
Manteve, na década de 1880, pouco contato com os pintores, entre eles Pisarro e Paul Gachet, artista amador, que comprou várias de suas obras.
Volta para Paris em 1874, por insistência de Pisarro, para a primeira mostra coletiva dos pintores impressionistas.
As suas telas são as que mais despertam zombarias do público.
Tanto na “A Casa dos Enforcados” , como na “Moderna Olympia”, exibidas no Grande Salão, Cézanne já esboça a sua tendência às formas geométricas.
Um exemplo do seu perfeccionismo pelas formas pode ser expresso pelos seus 60 quadros acerca do mesmo tema: o Monte Saint Victoire, próximo à Aix.
Ele ficou quase 30 anos aprimorando a “geometria” da montanha em aquarelas de traços retos e vigorosos e ângulos quase perfeitos.
Em outubro de 1906, foi surpreendido por uma tempestade em Aix, enquanto pintava no campo. Afetado por uma congestão pulmonar, morreu uma semana depois.
Paul Klee (1879-1940) - considerado um dos artistas mais originais do movimento expressionista.
Convencido de que a realidade artística era totalmente diferente da observada na natureza, este pintor dedicou-se durante a toda sua carreira a buscar o ponto de encontro entre realidade e espírito.
A exemplo de Kandinski, Klee estudou com o mestre Von Stuck em Munique.
Depois de uma viagem pela Itália, entrou em contato com os pintores da Nova Associação de Artistas e finalmente uniu-se ao grupo de artistas do Der Blaue Reiter.
Em 1912 viajou para Paris, onde se encontrou com Delaunay, que seria de vital importância para suas obras posteriores.
Klee escreveu: "A cor, como a forma, pode expressar ritmo e movimento".
Mas a grande descoberta ocorreria dois anos depois, em sua primeira viagem a Túnis.
As formas cúbicas da arquitetura e os graciosos arabescos na terracota deixaram sua marca na obra do pintor.
 Iniciou uma fase de grande produtividade, com quadros de caráter quase surrealista, criados, segundo o pintor, em cima de "matéria e sonhos".
Entre eles merecem ser mencionados Anatomia de Afrodite, Demônios, Flores Noturnas e Villa R.
Depois de lutar durante dois anos na Primeira Guerra, Klee juntou-se em 1924 ao grupo Die vier Blauen, mas antes apresentou suas obras em Paris, na primeira exposição dos surrealistas. Paralelamente, começou a trabalhar como professor em Dusseldorf e mais tarde na escola da Bauhaus em Weimar.
Em 1933, Klee emigrou para a Suíça.
Sua última exposição em vida aconteceu em Basiléia, em 1940.
Além de sua obra pictórica, Klee deixou vários trabalhos escritos que resumem seu pensamento artístico.
Vicent Van Gogh (1853-1890) - empenhou profundamente em recriar a beleza dos seres humanos e da natureza através da cor, que para ele era o elemento fundamental da pintura.
Foi uma pessoa solitária.
Interessou-se pelo trabalho de Gauguim, principalmente pela sua decisão de simplificar as formas dos seres, reduzir os efeitos de luz e usar zonas de cores bem definidas.
 Em 1888, deixou Paris e foi para Arles, cidade do sul da França, onde passou a pintar ao ar livre. O sol intenso da região mediterrânea interferiu em sua pintura, e ele libertou-se completamente de qualquer naturalismo no emprego das cores, declarando-se um colorista arbitrário.
Apaixonou-se então pelas cores intensas e puras, sem nenhuma matização, pois elas tinham para ele a função de representar emoções.
Entretanto ele passou por várias crises nervosas e, depois de internações e tratamentos médicos, dirigiu-se, em maio de 1890, para Anvers, uma cidade tranquila ao norte da França.
Nessa época, em três meses apenas, pintou cerca de oitenta telas com cores fortes e retorcidas.
Em julho do mesmo ano, ele suicidou-se, deixando uma obra plástica composta por 879 pinturas, 1756 desenhos e dez gravuras.
Enquanto viveu não foi reconhecido pelo público nem pelo críticos, que não souberam ver em sua obra os primeiros passos em direção à arte moderna, nem compreender o esforço para libertar a beleza dos seres por meio de uma explosão de cores.
Obras Destacadas: Trigal com Corvos e Café à Noite.



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segunda-feira, maio 16, 2011

Picasso >Experiência cubista>Geometria> 16/05/11


Experiência cubista

Apresente a obra de Pablo Picasso aos alunos e convide-os a pintar seguindo o estilo desse célebre artista.
Objetivos:
★ Apresentar a obra de Picasso aos alunos
★ Apresentar o cubismo com sua pintura geométrica
Você sabia que Picasso, o pintor espanhol que revolucionou as artes plásticas no século XX e foi um dos fundadores do cubismo, nasceu em 25 de outubro de 1881?
Então, que tal aproveitar que estamos atravessando o mês de seu nascimento para estudar o importante legado de sua obra com os alunos?
Inicie o trabalho pesquisando com os pequenos sobre a vida do criador de "Guernica" - sua obra mais famosa.
Quem foi Picasso?
Como ele se chamava realmente (os alunos irão se surpreender com a extensão de seu nome, pois Picasso foi registrado por seus pais como Pablo Diego José Francisco de Paula Juan Nepomuceno María de los Remedios Cipriano de la Santísima Trinidad Ruiz y Picasso)?
Em seguida, apresente algumas de suas telas e questione:
 "O que elas têm em comum?
Quais cores prevalecem?
E quais formas?
Registre todas as hipóteses.
Conclua o trabalho oferecendo muitos materiais de pintura às crianças, para que elas coloquem no papel (ou em telas) tudo o que aprenderam.
Pinturas geométricas
O cubismo é um movimento artístico que representa pessoas e figuras geometricamente, ou seja, em formatos de triângulos, cubos e quadrados.
Esse estilo deforma a imagem tal como a conhecemos.
Veja a proposta da arte-educadora Simone Faure Bellini, de São Paulo, para sua aula de Arte.

Materiais:
★ papel canson branco
★ papel color set preto
★ régua
★ caneta hidrocor preta
★ lápis de cor

1. Transfira a figura dos moldes para o canson com a hidrocor.
Com a régua, divida em partes. Peça aos alunos para colorir com lápis de cor.
2. Cole sobre um retângulo de color set preto.
Dica!
Exponha os trabalhos no mural da sala.
Fixe também as pesquisas sobre a vida de Picasso feitas em conjunto com a turma.

Meu nome é... Picasso
De Eva Bargalló e Violeta Monreal
Editora Publifolha

Resultado de imagem para livro meu nome é picasso

Notícia da Folha de São Paulo
Trinta e cinco anos sem Picasso; leia trecho de livro
sobre o pintor para crianças
O dia 08 de abril de 2008 marcou o aniversário de 35 anos da morte do espanhol Pablo Picasso (1881-1973), o instigante pintor --e também escultor, artista gráfico e ceramista-- que revolucionou as artes plásticas no século 20.
A importância e a relevância de Picasso podem ser medidas pelo interesse que sua obra desperta, inclusive entre "apreciadores" indesejados: um levantamento de 2008 do ALR (The Art Loss Register) revela que Picasso é o artista preferido dos ladrões de obras de arte.
O recente assalto ao MASP mostra que a "regra" vale também no Brasil.
O livro "Meu Nome é Picasso" apresenta Picasso para crianças em 64 páginas coloridas e ricamente ilustradas.
O volume revela a vida, a obra e o contexto em que Picasso viveu, com narração em primeira pessoa --como se o personagem conversasse com os jovens leitores.
O trecho de abertura do livro pode ser lido abaixo.
O volume faz parte da coleção "Meu Nome É...", editada pela Publifolha, que apresenta biografias de personagens universais como Albert Einstein, Alexandre, o Grande, Leonardo da Vinci, Marco Polo e Mozart em linguagem simples e acessível para as crianças.

Menino com barco

 Do livro Meu nome é Picasso:
Olá,
Fiquei muito famoso graças aos meus quadros, mas ouso dizer que parte da minha celebridade se deve ao fato de ter conhecido muitas pessoas interessantes e de ter vivido muitos anos em uma época - boa parte do século XX - que foi uma das mais produtivas do ponto de vista cultural.
Naqueles tempos, era como terminar um velho livro e começar outro, repleto de idéias novas, com o olhar apontando para o futuro.
Nós, os novos representantes da cultura, aprendemos com nossos antecessores, mas também questionamos seus conhecimentos e buscamos uma nova linguagem mais parecida com os tempos modernos.
No entanto, infelizmente, esse período também foi cheio de guerras sangrentas, com povos de vários países enfrentando-se entre si.
Vivi todas as grandes mudanças dessa época, e fui inclusive um de seus protagonistas.
Meu caráter inquieto e independente, somado ao meu talento inato para a criação artística, me levou a buscar novas formas de expressão, sem me comprometer com nenhuma, e fez de mim um dos maiores artistas do século XX. Pelo menos é o que dizem os entendidos!
Enfim... não posso me queixar!
Tive uma vida intensa, sendo a pintura, as mulheres e as touradas minhas principais paixões e, às vezes, minha perdição.
Além do mais, minhas lembranças permanecerão na mente de todas as pessoas que se detiveram diante de uma obra assinada por mim.

Picasso e as mulheres
Um jovem rodeado por mulheres
Nasci no século XIX, exatamente no dia 25 de outubro de 1881, em Málaga, no sul da Espanha. Essa cidade da Andaluzia é banhada pelo mar Mediterrâneo, que enche de alegria e cor a vida de seus habitantes.
 Graças a seu porto, já foi próspera e dinâmica.
Durante minha infância, porém, Málaga atravessou uma crise econômica que só foi superada muitas décadas depois, mas isso já é outra história.
Só quero deixar claro que, no fim do século XIX, Málaga era uma cidade provinciana e culturalmente atrasada.
Dizem que eu era um menino muito despachado e que meu talento para a pintura aflorou muito cedo.
Meu pai, José Ruiz Blasco, era professor de desenho na Escola de Belas Artes de San Telmo, e dele herdei o amor pela arte.
Já era um homem maduro quando eu nasci (tinha 43 anos) e seu temperamento era introvertido e às vezes um tanto sombrio.
Já Maria Picasso López, minha mãe, 17 anos mais nova, era risonha e otimista.
Meus primeiros anos neste mundo foram felizes, apesar das dificuldades econômicas pelas quais passávamos, pois na Espanha o salário de professor era bem baixo naqueles tempos.
 O carinho que recebi das incontáveis figuras femininas da minha família fizeram de mim um moleque alegre e vivo, cujos passatempos favoritos eram brincar e desenhar.
Além disso, logo tive mais duas companheiras de divertimento: minhas irmãs Lola e Concepción.
Herdei do meu pai não só a afeição pela pintura, mas também pelos touros e pelas pombas.
 Agora vocês entendem por que representei essas figuras tantas vezes nas minhas obras?
Aliás, um dos meus primeiros quadros, O Picador, descreve uma cena inspirada em uma tourada.
Não me lembro exatamente quando o pintei, mas acho que foi lá por 1890, aos 8 ou 9 anos de idade.
E, quanto às pombas, haveria melhor homenagem a elas do que colocar o nome na minha filha de Paloma (que significa "pomba" em espanhol), ou realizar as pinturas que deram várias vezes a volta ao mundo e têm servido como símbolo da paz?
De todas as minhas obras em que aparecem pombas, lembro-me com ternura especial de Menina com Pomba, que pintei em Paris no início do século XX, durante minha segunda estada na capital mundial da arte daquela época.

Menina com pomba

O céu se tinge de cinza
Em 1892 meu pai conseguiu um emprego de professor na Escola de Belas-Artes da Guarda, em A Coruña, o que nos obrigou a mudar para a região da Galícia, no norte da Espanha, e abandonar o Mediterrâneo e sua luminosidade.
Nessa viagem também deixei para trás a inocência da infância para sempre.
Dizem que aí me apaixonei pela primeira vez.
É possível, mas isso já faz tanto tempo...
Por conta do meu entusiasmo e de minha aptidão para a pintura, meu pai decidiu que eu deveria começar a estudar arte para valer, e por isso me matricularam na escola onde ele dava aula; foi então que ele passou a ser não só meu conselheiro, mas um dos meus muitos mestres.
Durante esses anos de adolescência sob o céu encoberto de A Coruña se confirmaram meus dotes excepcionais como artista.
Pelo menos assim pensava meu pai, que resolveu me dar seus pincéis e renunciar para sempre ao prazer de pintar.
Dessa época (1894-95) são A Doente e Cena do Campo, obras que já manifestavam minha inquietação para criar diferentes formas de expressão.
Nossa permanência na Galícia não foi tão tranqüila quanto esperávamos.
O salário do meu pai não dava para viver tranqüilamente (aliás, passei dificuldades econômicas até fazer 25 anos), e tínhamos saudade da terra que nos viu crescer.
O pior, entretanto, ainda estava por vir, pois no fim de 1894 minha irmã caçula, Concepción, contraiu difteria e acabou morrendo no dia 10 de janeiro de 1895.
A morte de um ser tão jovem e querido foi uma experiência traumática que cobriu de tristeza nosso lar e nossos corações. Mais tarde, nesse mesmo ano, fiz um retrato do médico que a atendeu, o doutor Pérez Costales, amigo da família.
Acho que consegui captar a imponência do personagem, cujos traços e cores escuras expressam a tristeza que me paralisava naquele momento.
Alguns meses mais tarde, fizemos as malas e seguimos rumo a Málaga, para passar as férias e mudarmos para nosso novo destino: Barcelona. No caminho, passamos por Madri e, como ainda não tínhamos parado para dormir, ali visitamos o Museu do Prado.
 Pela primeira vez meus olhos puderam se deliciar com as obras dos antigos mestres: El Greco, Velázquez, Goya...
Tal foi minha admiração que anos mais tarde voltei ao Prado para aprofundar meus conhecimentos sobre a obra desses grandes pintores espanhóis.




Guernica




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sábado, maio 14, 2011

Pintores e Afins - Almeida Junior - 14/05/11

O dia do artista plástico, 8 de maio, foi dado em homenagem ao dia em que nasceu Almeida Junior.
Um homem simples do interior, que tinha ido estudar na Europa mas que não deixou de retratar o homem e a natureza brasileiros em sua stelas.
Por isso, muitos anos depois os modernistas o consideraram o primeiro a ter criado a autêntica pintura barsileira.
Guia prático educação infantil nº98
Editora Oceano

Traços travessos
Adriana Abujamra e Sylvain Barré
Editora Geração

Itu pode se orgulhar em ter como filho da terra o pintor José Ferraz de Almeida Junior, um dos mais importantes pintores brasileiros no século XIX.Biografia:
Mesmo tendo estudado na Escola de Belas Artes de Paris, Almeida Junior não perdeu o vínculo com o regional.

José Ferraz de Almeida Júnior (Itu, 8 de maio de 1850 – Piracicaba, 13 de novembro de 1899) foi um pintor e desenhista brasileiro da segunda metade do século XIX.
É frequentemente aclamado pela historiografia como o precursor da abordagem de temática regionalista, introduzindo assuntos até então inéditos na produção acadêmica brasileira: o amplo destaque conferido a personagens simples e anônimos e a fidedignidade com que retratou a cultura caipira, suprimindo a monumentalidade em voga no ensino artístico oficial em favor de um naturalismo.
Foi certamente o pintor que melhor assimilou o legado do Realismo de Gustave Courbet e de Jean-François Millet, articulando-os ao compromisso da ideologia dos salons parisienses e estabelecendo uma ponte entre o verismo intimista e a rigidez formal do academicismo, característica essa que o tornou bastante célebre ainda em vida.
De forma semelhante, sua biografia é até hoje objeto de estudo, sendo de especial interesse as histórias e lendas relativas às circunstâncias que levaram ao seu assassinato: Almeida Júnior morreu apunhalado, vítima de um crime passional.

Moça com livro


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