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Olá amiga(o) ,
Fui professora dos projetos "Estímulo À Leitura",
"Tempo Integral" e a favor da leitura lúdica,
afinal, quer momento mais marcante que a fantasia da vida?
Portanto, será um prazer receber sua visita em mais um blog destinado a educação.
Nele pretendo postar comentários e apreciações de materiais didáticos de Língua Portuguesa, além de outros assuntos pertinentes, experiências em sala de aula, enfocando a interdisciplinaridade e tudo que for de bom para nossos alunos.
Se você leu, experimentou, constatou a praticidade de algum material e deseja compartilhar comigo,
esteja à vontade para entrar em contato.
Terei satisfação em divulgar juntamente com seu blog, ou se você não tiver um, este espaço estará disponível dentro de seu contexto.
Naturalmente, assim estaremos contribuindo com as(os) colegas que vêm em busca de sugestões práticas.
Estarei atenta quanto aos direitos autorais e se por ventura falhar em algo, por favor me avise para que eu repare os devidos créditos.
Caso queira levar alguma publicação para seu blog, não se
esqueça de citar o "Linguagem" como fonte.
Você, blogueira sabe tanto quanto eu, que é uma satisfação ver o "nosso cantinho" sendo útil e nada mais marcante que
receber um elogio...
Venha conferir,
seja bem-vinda(o)
e que Deus nos abençoe.
Krika.
30/06/2009

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sexta-feira, junho 17, 2022

Capelinha de melão> Dança>Música>Significado>Leitura a partir de textos conhecidos> 17/06/2022

 

Myriam Brindeiro

Vamos redescobrir as cantigas de roda que marcam nossas tradições? E aproveite para conhecer mais com as crianças sobre nossos pais e avós se divertiam nesta festa que marca o nordeste.

Ouvindo: AQUI

Significado da capelinha de melão

Texto informativo

Flor do melão - São - Caetano

"Capelinha de melão" não é o diminutivo de capela, tampouco é feito com melão. Segundo Câmara Cascudo, o termo capelinha de melão designa um "grupo de foliões dos festejos populares sanjoanenses, ornados de capelas de folhagens, marchando em grupos em demanda do milagroso banho, e de volta em animadoras passeatas. É portanto, um folguedo popular em um pequeno povoado. Em Portugal "capela pode ser uma coroa de flores ou folhas. Como na canção a coroa pode ser de cravo, de rosa ou de manjericão. Em Caraúbas "a capela" é uma pequena coroa de flores feitas com flores do melão-são-caetano, que eram usados como ornamento nesses folguedos.

De origem asiática, esse arbusto do gênero Momordica, foi trazido para o Brasil pelos escravos africanos. É encontrado facilmente em cercas de terrenos abandonados. Seus frutos, quando maduros tem cor amarelo ouro com sementes vermelhas comestíveis apreciado pelas crianças, As folhas eram usadas pelas lavadeiras para clarear a roupa. Os escravos usavam o chá em banhos para facilitar o parto e para baixar a febre. Seu nome foi dado pelos negros mineiros do século XVIII, que o plantavam em volta de uma capelinha em Mariana-MG. A Capelinha tinha como padroeiro São-Caetano. 

Dança/Folguedo/Coreografia

A Capelinha de Melão é um Auto popular encontrado na praia de Caraúbas no Rio grande do Norte, com cânticos pastoris e danças, realizado na noite de São João. Acompanhado por orquestra de violão, rabeca e clarineta e por vezes incluem-se  sanfona e pandeiro. A coreografia imita a Lapinha, na disposição das pastoras em cordões e no elenco das jornadas. Enquanto na Lapinha  se homenageia Jesus Cristo, na Capelinha a homenagem é para S. João. Na dança um grupo de moças, em número par, exibe-se num tablado, ao ar livre, com roupas e sapatos brancos. tendo à cabeça uma capelinha de flores de melão-são-caetano, em torno de um diadema enfeitado com papel crepom. Cada dançarina possui uma tira larga de cetim, ou papel crepom vermelho ou azul, que partindo do ombro esquerdo, termina por um grande laço na cintura. As participantes se dividem em duas alas, entre as quais caminha a Diana, que se apresenta com as faixas azul e vermelha entrecruzadas no busto. Todas cantam e dançam  tendo à mão uma lanterninha com vela acesa e uma bandeirola com a efígie do santo.
O bailado desse folguedo tem de oito a dez partes, com coreografia e cantos próprios, terminando todas com o estribilho da música "Capelinha de melão". No fim da última parte, duas dançarinas retiram o diadema da cabeça e, o substitui por panos enfeitados com canutilhos, ou moedinhas de papelão dourado, assim se transformam em ciganas ( hoje em dia as baianas são comuns). Com uma bandejinha na mão, percorre a plateia masculina pedindo dinheiro, ao som de um canto entoado pelas outras participantes que permaneceram no tablado.   Fonte

Você sabe o que é capelinha de melão? 
“coroa de flores ou folhas ”
Vejam imagens e mais significados 
"Por conta disso, em algumas regiões do Brasil, o termo Capelinha de Melão foi considerado de forma literário, e então virou tradição (principalmente na nossa região Sudeste) homenagear São João no dia 24 de junho com um relicário feito de melão, cravo, rosa e manjericão. Exatamente como na música!"  AQUI

A capelinha é de melão mesmo? AQUI

Aula: Rimas: AQUI

Cantigas de roda para leitura: 

As cantigas de roda são ótimas alternativas para ajudar os pequenos a explorarem o imaginário. Confira agora como trabalhar a cantiga 'Capelinha de melão' para leitura. AQUI


Atividade musical: AQUI

Texto fatiado

Audição e leitura da música Cai, cai balão / Capelinha de melão para atividade de texto fatiado e escrita de lista de palavras que trazem a rima. AQUI

Atividades PDF: AQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUI

Aula: Leitura a partir de textos conhecidos: AQUI



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sexta-feira, maio 27, 2022

Mês de junho tem São João>Atividades literárias>Contextualizadas>Diferentes festas juninas>27/05/2022

 

Fábio Sombra

Quando chega o mês de junho é hora de a gente começar a preparar uma verdadeira festa junina, afinal é mês de São João!

Neste livro superanimado e colorido, vamos conhecer todos os detalhes de um verdadeiro "arraiá": os músicos, as comidas típicas, as brincadeiras, o casamento e os enfeites.

Os autores, Fábio Sombra e Sérgio Penna, são violeiros de verdade e nos convidam a um fascinante passeio pelo universo das tradições populares, relembrando - com imagens e versinhos bem rimados - as festas juninas que conheceram na infância.   AQUI

Livro: PDF: AQUI
Atividade PDF: AQUI

Contos de Abu: AQUI

Pipocas das adivinhações: AQUI

Brincadeiras para animar a festa de São João: AQUI

Alegrias de São João: AQUI

Noite de São João: AQUI

Atividades contextualizadas/Festa juninas: AQUI
Festa junina +Matemática: AQUI
Aulas: AQUI
Diferentes festas juninas: AQUI
Festas juninas uma tradição nordestina em nosso lugar de vivência: AQUI

Fubazinho: AQUI



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segunda-feira, outubro 18, 2021

A menina que ia para longe>Sequência didática>Atividade literária>Cotidiano>A menina da lanterna>Gratidão> 18/10/2021

 

Autora: Marta Lagarta
Ilustrador: Guto Lins

Sinopse:
Uma menina caminha, caminha, caminha e tem divertidas conversas com os personagens que aparecem em seu percurso: a vaca, a galinha e o , entre outros. Fazendo diversas trocas pelo caminho, ela aprende a lidar com suas perdas, seguindo sempre em frente pelo caminho florido comprido até que…

Trecho:
Era uma vez uma menina que adorava caminhar. Todos os dias ela ia para longe muito longe. A menina era mais ou menos do seu tamanho e vinha de uma terra que ninguém sabe onde. A menina subia morro, descia serra, dançava nas águas do rio. Às vezes sentia frio, às vezes sentia calor. Porém o clima não a incomodava em nada. Gostava mesmo era de uma longa caminhada. Até que um dia

Sobre esta obra: AQUI

Ouvindo a história: AQUI

Sequência didática: AQUI

A menina da lanterna

Na busca de sua luz interior a menina caminha por longos caminhos...

História/texto : AQUI

PDF: AQUI

 São João/PDF: Sugestão para esta festa entre outras atividades AQUI

Ouvindo a história: AQUI ,  Teatro sombras: AQUI  musicado: AQUI

Interpretação: PDF

A história fala de solidariedade e gratidão

Quais animais a menina encontrou pelo caminho? Alguém quis ajudar a menina a acender a sua lanterna?  Quem acendeu a lanterna da menina?  No caminho de volta, várias pessoas precisaram da ajuda da menina. Ela ajudou?  Você acha importante ajudar as pessoas? Você gosta de ajudar em casa, na escola? Em que você mais gosta de ajudar?  AQUI , AQUI

Projeto:  A menina da lanterna: AQUI




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quinta-feira, abril 26, 2012

Aprendendo com poesia> Jogral> São João>Espantalhos> 26/04/12




Milho,Espantalho e São João

Os ritmos, os sons rimados e o falar coletivo constituem elementos de equilíbrio e concentração, e permitem às crianças aprender através da vivência lúdica dos conteúdos.
 Uma fala permeada de vida com forma e plena de beleza sonora atua como o fundamento que alimenta e sustenta o desenvolvimento do ser.
O adulto em geral não presta atenção aos órgãos que produzem a fala, pois está voltado para o conteúdo da mesma, querendo expressá-lo.
 Quando a criança, no entanto, começa a sentir os movimentos dos sons a partir dos lábios, da língua e do palato, quando a fluidez e o ritmo da fala se regulam na respiração e a expressão da fala é exercitada, ela vivencia uma grande alegria.
Este sentimento atua nas forças da fantasia da criança, que a protegem do envelhecimento precoce.
As crianças de hoje recebem um excesso de linguagem prosaica em detrimento da linguagem poética.
Esse excesso assusta e retrai a criança, e ela se torna rapidamente um adulto sem sê-lo.
A poesia ilumina interiormente o ser humano e o fortalece, preparando-o para lidar vigor nas tarefas do dia a dia.
A fala ritmada vitaliza a criança e abarca seu próprio corpo, atuando na relação entre o ritmo da respiração e o da pulsação.
Isso permeia seu ser interior.
Assim o artista, com a poesia, introduz o homem em outro ambiente, diferente do da fala prosaica.
Pedagogia Waldorf

A lenda do milho
Maria Luiza Freitas Guimarães   
Tema: Festa de São João - adaptação livre em verso

Há tempos que há muito se foram,
dois índios amigos viviam
em busca da caça e da pesca
e todos os seus bens repartiam.

Num dia houve extrema escassez,
a pesca e a caça sumiram,
rezaram ao Deus Nhandeyara
e um novo alimento pediram.

Então numa noite escura
em meio a um clarão prateado,
surgiu um valente guerreiro
por Nhandeyara enviado.

“Tereis vós o vosso alimento,
mas antes tereis que lutar
e aquele que for o mais forte
ao outro irá sepultar”.

Avaty, que era o mais fraco,
no embate foi derrotado
e, pelo seu fiel amigo,
seu corpo foi enterrado.

O pranto de dor do amigo
a cova de Avaty regou,
e um dia, em pleno inverno,
uma verde folhagem brotou.

E nela, espigas doiradas,
suculentos grãos escondiam,
cabelos de luz encarnada
que à luz do sol reluziam.

O nutritivo cereal
passou a ser cultivado
e, em homenagem ao Índio,
de Avaty foi chamado.

E aqui nesta noite tão bela
onde reina amor e união,
vem saborear Avaty
E celebrar o São João!


Festa de São João - Jogral
Ruth Salles

A sugestão para este jogral, é que, entre cada estrofe, classes de crianças menores se apresentassem com cantos e danças típicas de cada região do Brasil.
A classe pode se dividir em 7 coros.

CORO 1:
- Êh, São João,
deixe um pouco sua barca no rio Jordão
e venha ver o que fez para você
esta moçada que aqui se vê
nesta terra de sol e de praia,
de pampa que se espraia,
de mata e de flor.
Com muito amor,
a terra coleciona
o que o vento do tempo foi deixando
e a memória do povo está lembrando...
Êta jongo, cateretê, abanhenhenga!
Êta Mongo Véio cirandando em mito e lenda!
Quem foi que dançou?
Quem foi que contou?
Foi o índio, foi o negro, foi o branco?
Foi essa mistura de raça,
essa trindade que se entrelaça?
Êta bonita lenga-lenga,
jongo, ciranda, cateretê, abanhenhenga!

CORO 2:
- Êh, São João viajante!
Teu coração não se expande
ao passar por terra tão grande?
Olha a sudeste, a Natureza em festa,
que o violeiro canta em sua seresta.
Ouve o pronto desafio, aprecia o recortado,
o vai-vem do sapateado!
- Puxa a fieira, companheiro!
Êh caixa, reco-reco e pandeiro!

CORO 3:
- Viajante, olha agora o centro-oeste,
o pantanal agreste,
o joão-de-barro, o jaburu,
o saci-pererê fazendo um sururu,
deixando na clareira e na espessura
seu rastro de travessura.
Olha o garimpeiro,
o caçador de onça brava
e o peão de boiadeiro
tocando a boiada!
Vamos, viajante, apronta a vista
e escuta a viola do repentista!

CORO 4:
- Vamos agora para o norte, viajante,
lá onde a pororoca é alucinante,
onde o Amazonas ao sol dourado
é uma lista de prata
riscando o verde da grande mata!
Olha o boi, olha o boi, olha o boi bumbá!
Êh, meu boi surubim, êh boi brabo!
Se ele foge de mim, eu o pego pelo rabo!

CORO 5:
- Olha os pampas do sul, São João,
o gaúcho com seu chimarrão!
Olha a estância apinhada de gauchada,
a tomar mate e correr eguada!
O boi cai com boleadeira e tudo!
Êta, divertimento macanudo!
Olha a gauchinha, prenda minha,
que vai dançar, pra gente apreciar!

CORO 6:
- Olha bem o nordeste, viajante:
dunas claras, soalheiras rubras,
o babaçu, a carnaúba.
Olha a rês mandigueira subindo o oiteiro!
Cuidado! Tens boas alpercatas?
Há um pé de oiticoró entre os cactos chatos.
O vento dança um maracatu
com seu zumbe-zumbe.
Será mesmo um zumbido que está soando?
Ou será o Zumbi chamando?

CORO 7:
- Já mostramos nossa mostra,
já cantamos nosso canto,
mas o Brasil brasileiro, terra grande,
abre as portas para fora –
se espalha por todo canto.
Veio da França uma dança!
Vamos ver como se dança!
É a quadrilha do salão imperial,
e contra-dança era o nome oficial,
mas é mudança de palavra, é mudança sim!
Contra-dança quer dizer:
“COUNTRY-DANCE”!
É a dança do campo!
Vamos ver a quadrilha, pessoal!


O espantalho com o paletó xadrez
Marciano Vasques
 
Debaixo da aba
do chapéu do espantalho
o sol doura ternos trigais.
 ( Sugestão para milharais)
 
Verduras em seus olhos repousam.
 
Ele colhe almas leguminosas e asas luminosas.
Seu tórax azul aquece aves e invernos.
Pipas desfiam azuis,revelando manhãs.
 
O espantalho,com seu paletó xadrez,
cravo vermelho na lapela,
guarda horizontes,romãs,
moinhos,montes de feno,a capela.
Enquanto a infância
empina o dia.,
seu espelho.
 
Livro Espantalhos
Editora Noovha America
 



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