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Colaboração e Direitos Autorais
Olá amiga(o) ,
Fui professora dos projetos "Estímulo À Leitura",
"Tempo Integral" e a favor da leitura lúdica,
afinal, quer momento mais marcante que a fantasia da vida?
Portanto, será um prazer receber sua visita em mais um blog destinado a educação.
Nele pretendo postar comentários e apreciações de materiais didáticos de Língua Portuguesa, além de outros assuntos pertinentes, experiências em sala de aula, enfocando a interdisciplinaridade e tudo que for de bom para nossos alunos.
Se você leu, experimentou, constatou a praticidade de algum material e deseja compartilhar comigo,
esteja à vontade para entrar em contato.
Terei satisfação em divulgar juntamente com seu blog, ou se você não tiver um, este espaço estará disponível dentro de seu contexto.
Naturalmente, assim estaremos contribuindo com as(os) colegas que vêm em busca de sugestões práticas.
Estarei atenta quanto aos direitos autorais e se por ventura falhar em algo, por favor me avise para que eu repare os devidos créditos.
Caso queira levar alguma publicação para seu blog, não se
esqueça de citar o "Linguagem" como fonte.
Você, blogueira sabe tanto quanto eu, que é uma satisfação ver o "nosso cantinho" sendo útil e nada mais marcante que
receber um elogio...
Venha conferir,
seja bem-vinda(o)
e que Deus nos abençoe.
Krika.
30/06/2009

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segunda-feira, dezembro 17, 2012

Menino brinca de boneca?>Estímulos literários> 17/12/12

Menino brinca de boneca?
Com muito sabor e leveza o livro leva a criança a
 discutir e rever velhos preconceitos machistas

O livro esclarece que brincadeira não tem sexo, por isso, meninos e meninas devem brincar do que tiverem vontade. O brincar não exerce influência alguma sobre a opção sexual simplesmente porque, para as crianças, não tem essa conotação.  O autor desmistifica os papéis de homem e de mulher atribuídos aos sexos desde a infância, estimulando o jovem a refletir e opinar sobre o tema e respeitar as diferenças.

Livro

“Uma obra importante para crianças de 0 a 60 anos.
Menino brinca de boneca? é uma obra oportuna que marcos ribeiro – autor de mamãe, como eu nasci? – oferece ao público infanto-juvenil.
Com muito sabor e leveza, o autor mexe com todos os nossos preconceitos machistas (sem ignorar que o machismo é também um problema da mulher, da mãe que ensina aos filhos ‘papéis’ masculinos e femininos).
uma das causas da infelicidade de muitas pessoas é essa mania de se pautar por atitudes alheias.
Desde pequena, a criança aprende a imitar e a competir com seus colegas, prejudicando o desenvolvimento de sua própria personalidade. ser o que se é – eis um desafio difícil até mesmo para os adultos.
Estamos tão condicionados pelo comportamento vigente que trocamos a liberdade pela opinião consensual. a frustração muitas vezes tem esta origem absurda: surge da nossa incapacidade de corresponder ao que julgamos que os outros esperam de nós.
Neste livro, marcos ribeiro coloca a questão do masculino-feminino de forma muito didática, acessível a leitores de qualquer idade. sobretudo, ele estimula o jovem leitor a refletir, decidir, opinar. esta é, portanto, uma obra muito educativa, porque aborda, num estilo muito agradável, um aspecto fundamental da nossa cultura ainda impregnada de heranças patriarcais.
Frei Betto
Menino brinca de boneca? é uma obra lúdica e muito séria.”

O texto não se refere diretamente à homossexualidade, mas joga luz num assunto que merece reflexão e cuidado por parte de todos. quantos adultos hoje compreendem perfeitamente que se em sua infância tivessem sido "autorizados" a brincar com bolas e bonecas, sem um viés machista e consequentemente separatista, poderiam ter vivido uma infância muito mais saudável e muito melhor.
Cuidar da saúde mental de uma criança é investir em um adulto mais íntegro e muito mais feliz.
Ataulfo Santana
 
Para nosso conhecimento
Questão de gênero
Para a maioria dos pais, o sexo da criança define muito mais do que as escolhas do enxoval. Transmitir conceitos e modelos de educação diferentes para meninos e meninas pode acabar contribuindo para uma sociedade mais desigual.
Rosinha ou azulzinho?

Muitos pais, ao descobrirem no exame de ultrassonografia o sexo do bebê, começam logo a montar o enxoval, a imaginar como será o garotão ou a princesinha que está por vir, e – por que não? – a pensar até na educação que vão dar.
Como dizia Cazuza, na música Exagerado, “nossos destinos foram traçados na maternidade”.
Mas será que eles ainda estão sendo realmente traçados nos berçários, ou melhor, nos exames de ultra?

 Se esperar algo de quem ainda nem nasceu já é perigoso, pior é correr o risco de transmitir idéias opacas e ultrapassadas, e contribuir para uma sociedade ainda mais preconceituosa.

Professores, vale a pena clicar aqui e ler a reportagem completa:

Menino brinca de boneca?

- Largue essa boneca, menino! Homem não brinca de boneca!!!
Quando se é criança, as pessoas costumam dizer: Menino e menina são diferentes! Menino é mais esperto, mais corajoso, mais inteligente. "Forte como o papai!" Menina é mais obediente, mais sensível, mais comportada. "Boazinha como a mamãe!"
E aí, quando o menino é mais obediente, dizem logo que ele é bobão; mais sensível: mulherzinha! mulherzinha!
- Lá vai ela de novo jogar bola com os meninos!
- Essa garota é estranha ...
E a menina: quando é mais valente, "essa menina parece um menino!", mais desinibida, "que menina saliente!"
Muita gente fala que menino (homem) é superior, melhor que a menina (mulher). Que ele, como já vimos, é mais esperto, corajoso e inteligente. "Homem se vira em qualquer lugar!"
E a menina? "Elas são muito chatas, choram à toa. Parecem manteiga derretida."
Não é verdade. O que acontece é que as pessoas são diferentes. Assim como há pessoas altas, magras, baixas ou gordas, há aquelas que são mais espertas, corajosas, ou indefesas.
Essa diferença, preste atenção, a gente vai encontrar de pessoa para pes­soa, e não por ser homem ou mulher. Não é por serem meninos, que todos vão ser iguais. Ou por serem meninas, que todas terão o mesmo jeito.
Cada um é diferente do outro. E o que devemos fazer é aceitar as pessoas do jeito que elas são.

[...]
- Senta direito!! Fecha as pernas, menina! Você já está ficando uma mocinha!!!
Desde cedo, as meninas vão aprendendo que têm que ser quietinhas e boazinhas. A se comportar como mocinhas.
"Ah! não fica bem menina ficar correndo e pulando. Isto é coisa de menino.”
Ou então,
"Qualquer coisa, chame o seu irmão!"
- Por que tem sempre que ter um irmão, um menino, para tomar conta das meninas?
Você já notou que isso acontece várias vezes, mesmo que o irmão ou o menino seja menor, mais novo?
Com isso, algumas meninas vão sendo criadas como indefesas e bobinhas. E a gente sabe que não é verdade. Não é por ser menina que vai ser assim.
Você acha que as meninas são mais frágeis que os meninos? Você conhe­ce alguma menina que é mais esperta que muito menino? Há alguma coisa de errado nisso?
Algumas pessoas pensam que ser menina significa ser fraquinha, não saber nem brigar. Engano.
Existe muita menina valente e brigona - e ela não deixa de ser meni­na por isso. Assim como muitos meninos se defendem, brigando, muitas meninas têm que se defender.
Agora, melhor seria se as pessoas pudessem se entender conversando, sem precisar brigar, se atracar, não é mesmo?
É verdade que a maioria das meninas prefere brincadeiras mais calmas, com bonecas, danças e jogos. É verdade, também, que a maioria dos meni­nos prefere brincadeiras mais movimentadas, mais brutas. O que não é verdade é que todas as meninas têm que brincar só disso e que todos os meninos têm que brincar só de luta e jogo de bola.
Por que se incentivam brincadeiras de briga entre os meninos e, quando entram as meninas, passa a ser brincadeira "sem modos"?
Qual a diferença entre briga e competição?
Muita gente fica falando: "menino não brinca de boneca!"
Mas de boneco tipo He-man, Rambo, Thundercats, pode. Já notaram?

Adaptado de Menino brinca de boneca?, de Marcos Ribeiro. Rio de Janeiro, Salamandra, 1990.
Quem é o autor?
Marcos Ribeiro mora no Rio de Janeiro. É autor e consultor na área de orientação sexual.
Seus livros tratam de temas muito polêmicos, como preconceitos, sexualidade, a questão do mas­culino-feminino, etc.

Dialogando com o texto
1) No caderno, separe, em duas colunas, as diferenças entre meninos e meninas apontadas nos dois primeiros parágrafos do texto.
Meninos =
Meninas =
2) Segundo o texto, o que acontece quando o menino ou a menina fogem desse padrão de comportamento destacado na questão anterior?
3) A partir do 12º parágrafo do texto, há uma série de ordens que são dadas às meninas.
a) Localize no texto algumas dessas ordens. Escreva-as no caderno.
b) Qual terá sido a intenção do autor ao escrever essas frases no texto?
4) No final do texto, de que maneira se mostra que menino também brinca de boneca?
Estudando o texto argumentativo
1) Como já vimos, texto narrativo é aquele que conta uma história ou narra uma ação, um acontecimento. Já o texto argumentativo é aque­le que discute ideias, argumenta, tentando convencer o leitor a respei­to do que está sendo dito.
a) De que assunto o texto "Menino brinca de boneca?”' trata?
b) O objetivo principal do texto é narrar uma história ou argumentar sobre o assunto? Explique sua resposta.
2) Nos textos argumentativos, para defender sua opinião sobre o assun­to que está discutindo, o autor apresenta como argumento exemplos, dados ou informações.
a) Leia novamente o trecho abaixo, prestando atenção na maneira como a argumentação foi organizada pelo autor:
Muita gente fala que menino (homem) é superior, melhor que a menina (mulher).
Que ele, como já vimos, é mais esperto, corajoso e inteligente.
"Homem se vira em qualquer lugar!"
E a menina? "Elas são muito chatas, choram à toa. Parecem mantei­ga derretida."
Não é verdade. O que acontece é que as pessoas são diferentes.
Assim como há pessoas altas, magras, baixas ou gordas, há aquelas que são mais espertas, corajosas, ou indefesas.
Essa diferença, preste atenção, a gente vai encontrar de pessoa para pes­soa, e não por ser homem ou mulher. Não é por serem meninos, que todos vão ser iguais.
 Ou por serem meninas, que todas terão o mesmo jeito.
b) No trecho acima, o autor afirma que as pessoas costumam falar que os meninos são de um jeito, e as meninas, de outro. Qual a opinião dele sobre isso? Escreva sua resposta explicando com suas palavras.
c) Que explicação (argumento) ele apresenta para convencer os leitores de sua opinião?
d) Observe o uso dos parênteses no trecho. Com que objetivo foram utilizados?
3) Releia a introdução do texto e responda às questões no caderno:
- Largue essa boneca, menino! Homem não brinca de boneca!!!
Quando se é criança, as pessoas costumam dizer: Menino e menina são diferentes! Menino é mais esperto, mais corajoso, mais inteligente. "Forte como o papai!" Menina é mais obediente, mais sensível, mais comportada. "Boazinha como a mamãe!"
E aí, quando o menino é mais obediente, dizem logo que ele é bobão; mais sensível: mulherzinha! mulherzinha!
a) Por que algumas frases foram escritas entre aspas ou introduzidas por um travessão?
b) Que efeito o uso desse recurso provoca na leitura? Você acha que ajuda na argumentação feita pelo autor? Explique sua resposta.
4) Leia os parágrafos, observando os recursos utilizados pelo autor na sua argumentação.
Em seguida, responda às questões no caderno:
Você acha que as meninas são mais frágeis que os meninos?
Você conhece alguma menina que é mais esperta que muito menino?
Há alguma coisa de errado nisso?
Algumas pessoas pensam que ser menina significa ser fraquinha, não saber nem brigar. Engano.
Existe muita menina valente e brigona - e ela não deixa de ser meni­na por isso.
Assim como muitos meninos se defendem, brigando, muitas meninas têm que se defender.
Agora, melhor seria se as pessoas pudessem se entender 
conversando, sem precisar brigar, se atracar, não é mesmo?
a) A quem o pronome você se refere?
b) Que efeito o uso desse recurso provoca?
Em todo o texto são muito frequentes as frases interrogativas, como no trecho acima.
Que efeito elas provocam na leitura?
5)Observe as três telas de pintura.
Quem é o pintor?
John Singer Sargent nasceu em Florença em 1856 e morreu em Londres em 1925.
 Este seu quadro é de influência impressionista.
Impressionismo:  Movimento artístico que surgiu na França no século XIX e criou uma nova visão da natureza, dando ênfase à luz e ao movimento.







Quem é o pintor?
Cândido Portinari nasceu em Brodósqui, São Paulo, em 1903, e faleceu no Rio de Janeiro em 1962. Este seu quadro pertence à arte moderna brasileira.
Modernismo: Estilo de arte em que o artista tem mais liberdade para criar, sem copiar fielmente a realidade, como era comum antes da Semana de Arte Moderna brasileira de 1922
 
 

Quem é o pintor?
Milton Dacosta nasceu em Niterói em 1915 e morreu no Rio de Janeiro em 1988, tendo trabalhado com Portinari. Este seu quadro pertence também à arte moderna brasileira.
5.1)Localize o título de cada uma e o nome dos pintores.
Que cena as telas representam?
Como são os ambientes em que Portinari e Milton Dacosta retrataram as cenas pintadas?
Nas telas, há movimento ou as cenas são estáticas? Por quê?
Quais as semelhanças e as diferenças entre as personagens retratadas?
6) Que diferença existe entre o texto “Menino brinca de boneca?” e as pinturas, em relação à forma como são apresentados?
Atividade
Aula: questões de gênero na infância
Dicas para trabalhar esta obra
Proposta de trabalho






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segunda-feira, janeiro 16, 2012

Pintores e afins> Dacosta> 16/01/12


Pintores e Afins
Dacosta

Ouro Preto. Óleo sobre tela-1943

a) O quadro acima retrata qual forma de paisagem:
( ) cultural ( ) natural
b) Escreva os elementos presentes na mesma que confirmam a sua escolha.
c) O ambiente retratado demonstra hábitos de saúde? _____________________. Quais?
d) Há quanto tempo esta tela foi pintada
e) Usando o material dourado escreva quais peças foram necessárias para formar este número.
f) A paisagem abaixo retrata um ponto muito importante em nossa cidade. Você sabe qual é?
 
 
 
 
 
Reproduza a paisagem acima ou outra de algum lugar da cidade que você julga interessante.
Capriche pois a mesma formará mais uma página do nosso Almanaque, onde o título poderá ser:


Link para essa postagem


O Cravo e a Rosa> Cantiga popular>Escrita de palavras>16/01/12



Escrita de palavras através da
música O Cravo e a Rosa
Obras Dacosta e Portinari


Co-autores: Ana M. F. da Silva Nunes, Denize D. C. Rizzotto, Luciana S. Muniz, Mariane É. da Silva
Dados da Aula
O que o aluno poderá aprender com esta aula
O aluno poderá aprender:
■desenvolver as áreas afetivas, social, e a cognitiva, principalmente no que diz respeito à linguagem escrita e oral;
■ relatar cantigas de roda que já conhece;
■ interpretar texto de uma história com personagens de cantigas de roda;
■ampliar conhecimentos gramaticais;
■sistematizar o uso de palavras com encontros consonantais a partir da letra r.
Duração das atividades
Aproximadamente 300 minutos – cinco (5) atividades de 60 minutos cada uma.
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno
Para a realização desta aula é necessário que o aluno esteja no nível alfabético, ou seja, o aluno atingiu a compreensão do sistema da representação da linguagem escrita.
E também consiga identificar as vogais e as consoantes do alfabeto da Língua Portuguesa.
É importante que saiba como entrevistar uma pessoa, assim, professor retome os dados necessários para a realização das atividades descritas a seguir.
Estratégias e recursos da aula
Professor, inicie esta atividade apresentando algumas imagens de crianças brincando de roda. Você poderá utilizar a imagem do artista brasileiro Milton Dacosta através do sítio



Oriente os alunos de maneira que eles possam observar/interpretar a tela cuidadosamente, atentando para as cores, as formas, os planos entre outras características.
Explique que fazemos uma interpretação não só de um texto, mas também de tudo aquilo que expressa uma ideia ou mensagem.
Aproveite e faça comentários sobre o autor da obra, para outras informações utilize o sítio


Quando os alunos detectarem que se trata de uma brincadeira de roda, estimule-os a dizer se essa brincadeira é apenas para meninas ou se meninos também podem brincar.
Permita que expressem suas opiniões sobre o assunto.
Explore bastante a questão de gênero abordando outras atividades.
Nesse momento, é oportuno explicitar que se deve respeitar a opinião do outro mesmo quando não concordamos com ela.
Em seguida, faça uma investigação dos conhecimentos prévios que os alunos têm em relação a cantigas de roda.
 Para isso, estabeleça um diálogo com a turma.
Você poderá constituir o diálogo através dos seguintes questionamentos:
■Vocês já ouviram falar em cantigas de roda?
■Por que o nome cantiga de roda?
■Vocês conhecem algumas cantigas de roda?
■Brincam ou já brincaram de cantigas de roda?
■Quais as cantigas que vocês se lembram?
Após o diálogo esclareça a quem ainda não conhece o que é cantiga de roda.
Informe-os que muitas vezes as cantigas falam da vida dos animais, usando episódios fictícios, que comparam à realidade humana com a realidade daquela espécie, fazendo com que nossa atenção fique presa à história contada pela música, o que pode estimular a imaginação e a memória.
E que cantigas, cirandas ou brincadeiras de roda são brincadeiras infantis, onde de mãos dadas cantamos melodias folclóricas e executamos ou não coreografias acerca da música.
Apresente algumas cantigas de roda para os alunos, você poderá usar os discos compactos (CD) O cravo e a rosa- Sucessos da Música Infantil (cantigas de roda), Manaus: JR Music ou ainda o CD de LACERDA, Nilza. 26 cantigas de roda: para brincar e manter viva a cultura popular. Responsabilidade Fundação Victor Civita. São Paulo: Abril, 2005.
Para finalizar este momento, peça para os alunos conversarem em casa com seus pais e avós sobre como eram as cantigas de roda no seu tempo de escola, se também brincavam de roda quando estavam em casa, onde e com quem brincavam.
Instrua-os a trazer anotado no caderno as respostas dos questionamentos feitos aos familiares e mais alguns exemplos de cantigas utilizadas por seus pais, avós e/ou outros familiares.
Esta atividade poderá ser realizada no final de semana para que as famílias se organizem a fim de responder os questionamentos.
Se preferir você poderá fazer o roteiro sugerido abaixo para os alunos seguirem ao realizarem a entrevista:
a- Qual é o seu nome?
b-Qual a sua idade?
c-Você sabe o que é cantiga de roda?
d- No seu tempo de criança você participou de brincadeiras com cantigas de roda? Quais eram as preferidas?
e-Na escola você e seus colegas brincavam de cantigas de roda? Qual delas você gostava mais?
f-Você se lembra de algumas cantigas de roda que você e seus colegas brincavam na escola? Quais são elas?
g- Você gostaria de fazer uma visita em nossa escola a fim de nos ensinar alguma cantiga de roda? Justifique sua resposta.

2ª Atividade: aproximadamente 60 minutos
Professor, retome a pesquisa realizada com os pais e avós, para isso faça uma roda de conversa.
Divida os alunos em duplas ou em equipes de quatro ou mais alunos. Solicite que observem as semelhanças nas respostas trazidas de casa. Depois de realizado este momento permita que todos falem um pouco sobre sua pesquisa.
Para finalizar, leve os alunos até o pátio para vivenciarem algumas das cantigas relatadas em suas pesquisas.
Se julgar interessante, e tiver oportunidade, convide outra turma de alunos, que poderá ser do mesmo ano ou não, para participar da brincadeira.
 Caso não tenha sido citada em nenhuma pesquisa a cantiga “O cravo e a rosa” sugerimos que você a acrescente, pois a próxima atividade que planejamos será baseada nesta cantiga.
Antes de voltar para sala de aula, faça uma grande roda e promova uma avaliação da atividade.
Indague sobre o que acharam e o que sentiram ao realizá-la.
Se alguma pessoa entrevistada pelos alunos se dispuser a ir até a escola para ensinar cantigas de roda para sua turma, agende um horário com ela, instrua seus alunos a como se comportar e elabore novos questionamentos.
Faça um roteiro junto com os alunos e permita que eles elaborem suas próprias questões.

3ª Atividade: aproximadamente 60 minutos
Utilize as cantigas de roda pesquisadas e registradas pelos alunos, sugerimos para esta terceira atividade um trabalho com a cantiga de roda “O cravo e a rosa”.
Apresente a letra da cantiga aos alunos e peça para que em forma de desenho registrem o que entenderam da música.

O cravo e a rosa
Cantiga popular
O cravo brigou com a rosa
Debaixo de uma sacada
O cravo ficou ferido
E a rosa despedaçada
O cravo ficou doente
A rosa foi visitar
O cravo teve um desmaio
A rosa pôs-se a chorar.

Quando os alunos terminarem de fazer seus desenhos você poderá fazer uma exposição na sala de aula através de um mural.
Finalizando essa etapa retome com os alunos nossas diferenças e que cada um tem sua forma de pensar.
Assim, você poderá apresentar através de data show imagens que outras pessoas fizeram sobre a cantiga ou poderá utilizar desenhos feitos por você.
Veja algumas imagens e seus respectivos sítios:




4ª Atividade: aproximadamente 60 minutos
Para iniciar essa atividade você deverá retomar com os alunos a letra da cantiga “O cravo e a rosa”.
Ao trabalhar diferentes atitudes e valores o discurso argumentativo é importante, pois propicia a socialização de diversas opiniões, possibilitando a interação entre os alunos, assim, diga os quatro primeiros versos da cantiga “O cravo e a rosa”. Logo após questione:
a- Na opinião de vocês é bom ou ruim brigar? Por quê?
b- Será que quando alguém sai ferido de uma briga ele acha ruim ou bom? Por quê?
c- O que significa a rosa ter saído despedaçada?
d- Vocês já viram alguém brigando aqui na escola? O que vocês fizeram?
e- Vocês acham certo brigar para resolver algum problema?
f- O que poderemos fazer para não brigar com ninguém?
Quando os argumentos estiverem esgotados, leia os outros quatro versos da cantiga “O cravo e a rosa” e faça indagações do tipo:
a- Qual foi o motivo da visita da rosa para o cravo?
b- Que sentimento a rosa teve ao visitar o cravo?
c- Por que será que a rosa pôs-se a chorar?
d- O que vocês pensa sobre a letra desta cantiga de roda? Briga, reconciliação, lágrimas, o que significa tudo isto para vocês?
e- Vocês aprenderam alguma coisa com a cantiga de roda “O cravo e a rosa”? O que foi?
Professor, faça a leitura dos textos sugeridos abaixo para os alunos.
Em seguida, faça uma interpretação oral de cada um deles.
Proponha também comparação com a cantiga de roda “O cravo e a rosa”.
No final você poderá solicitar que os alunos elaborem uma produção de texto sobre as leituras feitas, a mesma poderá ser a reescrita de um deles.
Ou se preferir poderá solicitar que produzam um texto retratando valores e atitudes abordadas nos textos, por exemplo, respeito, amizade, solidariedade, compreensão, paciência, calma, amabilidade, dentre outros.
O cravo e a rosa
Zé do Cravo se chamava Zé da Silva até que arranjou um cravo no pé, que doía o bastante para fazer mancar.
Foi aí que ganhou o apelido. E gostou.
Comprou um paletó de segunda mão e passou a usar um cravo na lapela. Pois bem, ele se apaixonou pela Rosa assim que soube o seu nome.
De cara, a pediu em casamento.
Casaram? Que nada!
Namoraram e brigaram.
Brigam e namoram. Há anos.
Põe anos nisto. Há décadas!
A última briga foi debaixo de uma sacada.
O Cravo saiu ferido e a Rosa, despedaçada.
O Cravo ficou doente. A Rosa foi visitar.
O Cravo teve um desmaio e a Rosa pôs-se a chorar.

Fonte: LAGO, Ângela. Uni, duni, tê. São Paulo: Compor, 1982, p.6-7.

O outro texto a ser explorado oralmente é:
Intriga
A briga foi assim:
Disseram à rosa
que o cravo beijou
a camélia cheirosa.
Pronto!
Foi o fim.
Nunca mais o cravo e a rosa
viveram felizes no jardim.
A rosa sempre chorosa,
o cravo quase sem cor
e a rosa se despetala
e o cravo morre de amor.
No canteiro, margaridas
ficam zombando, atrevidas,
desse romance sem fim.
E mais; poetas perversos,
à falta de novos versos, catam rimas no jardim.

Fonte: FERREIRA, Celina. Papagaio Gaio. Belo Horizonte: Formato, 1998. p. 23

5ª Atividade: aproximadamente 60 minutos
Nesta atividade propomos que seja realizado um registro no caderno de Língua Portuguesa contemplando diferentes conteúdos.
Indicamos os seguintes:
1) Respondam:
a- Quais são as vogais do alfabeto da Língua Portuguesa?
b- Quais são as consoantes do alfabeto da Língua Portuguesa?
2) Observe as palavras abaixo:
cravo rosa brigou ferido visitar chorar
Agora, circulem a letra r que aparece em cada uma delas.
Em quais palavras a letra r está logo após outra consoante?
Isso mesmo!
 As palavras são: cravo e brigou.
Vocês podem observar o encontro de duas consoantes seguidas.
Quando temos a reunião de duas ou mais consoantes seguidas numa palavra denominamos de encontro consonantal.
O encontro consonantal pode aparecer numa mesma sílaba, por exemplo: bran-co, blo-co, cri-na-ça, vi-dro, tri-bo, pa-la-vra. Ou em sílabas separadas: dig-no; rit-mo, ad-je-ti vo.
3) Agora, é com vocês!
Escrevam no mínimo oito palavras que conhecem que têm encontro consonantal.
4) Para finalizar nossas atividades sobre cantigas de roda pense em todas as atividades que foram desenvolvidas ao longo da aula.
Em seguida, produza um texto destacando o que você considerou importante.
Vocês poderão inclusive (re) criar uma nova cantiga de roda.
Ao finalizarem seu texto destaquem os encontros consonantais que apareceram.
Não se esqueçam de ilustrar o texto.
Recursos Complementares
Para acessar música instrumental da cantiga “O cravo e a rosa” visite o sítio

você encontrará uma atividade para colocar a cantiga “O cravo e a rosa” na sequencia dos fatos.

são encontrados jogos com encontros consonantais.

Para ampliar conhecimentos sobre encontro consonantal

 você poderá ampliar seus estudos sobre ortografia, que é muito mais do que ensinar um conjunto de regras que visam à descrição da língua de acordo com a norma-padrão.
Avaliação
Professor, os momentos de avaliação realizadas em todas as atividades foram desenvolvidos com a intenção de que você percebesse as características e necessidades concretas de seus alunos.
Em cada situação concreta, você deve considerar o que o aluno foi capaz de fazer por sua conta e o que foi capaz de fazer com sua ajuda ou com ajuda de um colega.
Através dos registros e diálogos você poderá observar a linguagem oral e escrita dos alunos e se estão conseguindo ampliar seus conhecimentos gramaticais.


 
Sequência didática
Desdobramentos para artes
BRINQUEDOS CANTADOS QUE ANIMAM NOSSA VIDA

 Co-autores: Maria Núbia Pessoa e Maria da Conceição de Oliveira Andrad
Dados da Aula
O que o aluno poderá aprender com esta aula
■Aprender a ouvir e cantar as cantigas de roda presentes na cultura popular.
■Valorizar a cultura popular.
■Desenvolver a linguagem oral e ampliar o repertório de palavras.
Duração das atividades
2 aulas com duração de 30 minutos cada atividade.
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno
As crianças de 3 e 4 anos gostam de brincar e cantar.
Observamos que na atualidade a brincadeira de roda é pouco utilizada pelas crianças nos momentos de brincadeiras livres.
Para resgatar as brincadeiras de roda na escola e na vida das crianças, os professores podem propor aulas ensinando tais brincadeiras.
Estratégias e recursos da aula
Nessa aula inicial, procure fazer um levantamento dos conhecimentos prévios que os alunos possuem acerca das brincadeiras de roda.
1º MOMENTO:
Para motivar as crianças mostre obras de arte que retrate brincadeiras de roda.
Durante a apreciação dos quadros, convide os alunos a identificarem a brincadeira que aparece nos quadro e anote numa cartolina. Questionamentos:
■O que as crianças do quadro estão fazendo?
■Onde as crianças do quadro estão brincando?
■Quem já viu esses quadros antes?

 
Ciranda. Milton Dacosta.1942.



Ronda Infantil. Portinari.


Em seguida, ler a biografia dos pintores dos quadros apreciados.
Segue sugestão de biografia, mas o(a) professor(a) poderá pesquisar outras ou fazer a leitura de trechos de um livro auto-biográfico.

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2º MOMENTO:
O (A) professor(a) deve levar um CD ou DVD com uma coletânea de cantigas de roda para ouvir e cantar com as crianças em sala de aula.
Outra possibilidade é ouvir as músicas ao acessar o link sugerido.


Ao acessar o site top músicas, escolha a que deseja escutar e click no símbolo de ouvir.
Após a escuta das músicas o(a) professor(a) faz alguns questionamentos tais como:
■Quais dessas cantigas vocês conhecem?
■Como vocês aprenderam essas cantigas?
■Será que todos os adultos que vocês conhecem também brincaram/cantaram quando crianças?
Professor (a) anote as respostas das crianças numa cartolina.
Depois sugira aos alunos realizar uma entrevista com os seus pais.
Envie o questionário para casa solicitando aos pais ou reponsáveis pela criança que anotem as brincadeiras, brinquedos e cantigas que eles conheciam/brincavam na sua infância.
 Em outro momento, os pais poderão ir a escola ensinar brincadeiras, fazer uma oficina de brinquedos para a turma.
Para contextualizar a origem das cantigas de roda o(a) professor(a) poderá ler informações no site abaixo:

Recursos Complementares
Livros:
Roda Sinhá!. Diva Dorethy de Safe A. Carneiro. Gutemberg Editora.
Folclore Infantil. Verissimo de Melo.

Avaliação
Observar se os alunos:
■Demonstram interesse pelas cantigas apresentadas.
■Conhecem e respeitam as regras da brincadeira.
■Usam novas palavras com o aprendizado das cantigas.

 

Interpretando a obra Roda:
 Pedir que os alunos identifiquem e circulem as figuras que não pertencem a obra.


 - Pedir que os alunos identifiquem o pedaço que está faltando na obra. A,B, ou C.


- Solicitar que os alunos usem cores primarias para colorir a obra.


- Você pode sugerir aos alunos que cantem e brinquem canções de roda, como:
Ciranda, cirandinha.... (patati,patata)
Ciranda Cirandinha
Cantigas Populares
Ciranda, cirandinha,
Vamos todos cirandar!
Vamos dar a meia volta,
Volta e meia vamos dar.
O Anel que tu me destes
Era vidro e se quebrou;
O amor que tu me tinhas
Era pouco e se acabou,
Por isso dona Rosa
Entre dentro desta roda,
Diga um verso bem bonito,
Diga adeus e vá se embora.




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