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Colaboração e Direitos

Colaboração e Direitos Autorais
Olá amiga(o) ,
Fui professora dos projetos "Estímulo À Leitura",
"Tempo Integral" e a favor da leitura lúdica,
afinal, quer momento mais marcante que a fantasia da vida?
Portanto, será um prazer receber sua visita em mais um blog destinado a educação.
Nele pretendo postar comentários e apreciações de materiais didáticos de Língua Portuguesa, além de outros assuntos pertinentes, experiências em sala de aula, enfocando a interdisciplinaridade e tudo que for de bom para nossos alunos.
Se você leu, experimentou, constatou a praticidade de algum material e deseja compartilhar comigo,
esteja à vontade para entrar em contato.
Terei satisfação em divulgar juntamente com seu blog, ou se você não tiver um, este espaço estará disponível dentro de seu contexto.
Naturalmente, assim estaremos contribuindo com as(os) colegas que vêm em busca de sugestões práticas.
Estarei atenta quanto aos direitos autorais e se por ventura falhar em algo, por favor me avise para que eu repare os devidos créditos.
Caso queira levar alguma publicação para seu blog, não se
esqueça de citar o "Linguagem" como fonte.
Você, blogueira sabe tanto quanto eu, que é uma satisfação ver o "nosso cantinho" sendo útil e nada mais marcante que
receber um elogio...
Venha conferir,
seja bem-vinda(o)
e que Deus nos abençoe.
Krika.
30/06/2009

Linguagem social...

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Comemoração

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JUNHO 2019
17 ANOS DE LITERATURA INFANTIL
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Mostrando postagens com marcador Lúcia P.Góes. Mostrar todas as postagens
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sexta-feira, julho 25, 2025

Roda que roda>Roda pião>Histórias/Cantigas brincantes> 25/07/2025

 

Vera Lúcia Dias/Romonty Willy

Todos nós temos habilidade para fazer algo: alguns são ótimos em quebra-cabeças e têm aqueles que são imbatíveis em jogos de tabuleiro.
A Bia não fica para trás: ela é ótima em rodar!
A menina é tão habilidosa que a vovó até fez um vestido rodadeiro para ela rodar por aí.
O papai resolveu entrar na brincadeira e levou um pião para que todos pudessem brincar de girar juntos.
Porém, ele era tão bom, que tinha dificuldade em deixar os outros brincarem... até que a mamãe solucionou o problema.

Sugestões de atividades:

1 – Pedir às crianças que pesquisem junto aos pais e avós quais os brinquedos que tinham e que brincadeiras eles faziam quando crianças.
2 – Recolher brinquedos antigos e fazer uma exposição em sala de aula. Convidar pais e avós para uma visita à exposição.

3 – Promover brincadeiras com brinquedos que giram (dado, bola, pião).

 Temas abordados: brinquedos, brincadeiras

Transversalidade: pluralidade cultural. Fonte
Ouvindo: AQUI
Roda pião/Lúcia Pimentel Góes: AQUI
Cantando roda pião: AQUI, AQUI
Cantigas de invento: AQUI
De roda em roda: AQUI
Pião: AQUI
Como trabalhar com brinquedos: AQUI
Zé pião: AQUI
Parlendas para brincar: AQUI



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domingo, julho 21, 2024

Draguinho, diferente de todos, parecido como ninguém>PNLD literário>Conto de encantamento>21/07/2024

 

Claudio Galperim/Opentheddor
Draguinho não consegue soltar fogo pela boca nem pelo nariz – só água! Cansado das gozações dos colegas, foge de casa em busca de outros dragões como ele. 
Na floresta, porém, vai tomando contato com as vantagens de ser diferente.

Ouvindo sobre a obra: Draguinho sente-se humilhado na escola porque não consegue soltar fogo pela boca ou pelo nariz.
Cansado de ser ridicularizado pelos colegas, decide sair de sua aldeia, Dragz, para procurar um lugar onde encontrar dragões como ele. AQUI

A história: AQUI
Atividade/culminância: Cantando e dançando: AQUI
Atividade artística: Cenário e apresentação: AQUI
Baixar a obra: AQUI

Atividades propostas : 
Quem sou? AQUI  Zé ninguém/Lúcia Pimentel Góes: AQUI
Mais atividades sugeridas
Neste link: AQUI tem sugestão de artes para Draguinho. Preencha o formulário, é gratuito.

Através do livro “Draguinho – diferente de todos, parecido com ninguém”, as crianças problematizaram o tema através de metodologias ativas.
Draguinho é um personagem que dialoga com as crianças sobre o respeito às diferenças. No 4º ano do Ensino Fundamental, muitas abordagens sobre empatia foram trabalhadas a partir da história desse pequeno dragão que não consegue soltar fogo pela boca nem pelo nariz, só água. Ele descobre o quanto é interessante ser diferente quando chega à floresta.

 “Em um primeiro momento, elas construíram o Draguinho e, posteriormente, realizaram uma sequência de atividades de pesquisa buscando encontrar soluções conjuntas para o respeito e o acolhimento às diferenças”, descreve a professora Renata Castelo Branco.

As características do gênero textual conto de encantamento também foram trabalhadas através da leitura do livro. Para encerrar a leitura, o Núcleo de Artes preparou uma apresentação teatral com os alunos, proporcionando um momento divertido de aprendizado. “Outros contos de encantamento tradicionais também foram apresentados de forma dinâmica e interativa, despertando o envolvimento e o interesse dos alunos”, observou a professora Mariana de Castro. Fonte

Material sugerido: Sussurrofone uma ferramenta de percepção sonora:
O Whispher Phone (telefone de sussurro) ou simplesmente “sussurrofone” é um instrumento que permite a captação individual da voz, a ampliação e o retorno desse som somente para quem o esteja utilizando. Ferramenta “construída” artesanalmente com tubo de PVC faz a vez de um telefone de “brinquedo” para ajudar no desenvolvimento das crianças no momento da leitura e no reconhecimento sonoro. Continua: AQUI

Espetáculo infantil do grupo de cômicos cariocas "Centro Teatral e Etc e Tal' e adaptado do livro de Claudio Galperin "Draguinho-Diferente de todos parecido com ninguém". Teatro Mímica e Humor em sintonia com a atuação solo de Marcio Moura e direção de Alvaro Assad e Melissa Teles-Lôbo: AQUI


Tudo bem ser diferente: AQUI
Lúcia P.Góes: AQUI
Dragão: AQUI
Dramatizações: AQUI
Coletânea teatro: AQUI



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terça-feira, novembro 03, 2020

O bolo de Belinha>Atividade literária e instrucional> Educação Infantil>03/11/2020


Lúcia Pimentel Góes

Belinha adora brincar de casinha. Um dia resolve fazer um bolo de verdade com sua amiga Diva. As duas vão para a cozinha e a aventura começa.

Ouvindo a história

AQUI

Lendo: AQUI

Atividades: Sistema monetário/Leitura e interpretação

AQUI

Sequência didática

AQUI

-COMPREENDER E USAR COM MAIOR PRECISÃO O IDIOMA, INSTALANDO E AMPLIANDO REPERTÓRIO VOCABULAR;

 -DESENVOLVER ATIVIDADES DE EXPRESSÃO CORPORAL E ARTÍSTICA PERCURSORAS DA ESCRITA;

 -COMPREENDER E DIFERENCIAR A NOÇÃO DE POSIÇÃO: DENTRO E FORA; DOMÍNIO MOTOR E DESENVOLVIMENTO DA COORDENAÇÃO MOTORA.

AQUI

Aula/Transportando uma história narrada para receita

AQUI

Mais Belinha/Vamos fazer um bolo?

AQUI

Avaliação

Compreender as duas partes do gênero receita;
 Identificar a relação imagem-palavra;
 Compreender o uso social do gênero receita;
 Inferir informações implícitas no texto;
 Localizar informações explícitas.

AQUI




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quarta-feira, junho 28, 2017

Ponto por ponto costura pronta>Estímulos literários cumulativos>PDF>28/06/2017


Lúcia P.Góes

A lenga-lenga tem origem na oralidade e trata-se de um texto com frases curtas que normalmente rimam. Além disso, tem muitas repetições que permitem decorá-lo com muita facilidade. 
Alguns escritores da literatura infantil utilizam o recurso para produzir histórias muito inspiradoras. 

Em Ponto por Ponto Costura Pronta, Lúcia Pimentel Góes - Professora Titular de Literatura Infanto-juvenil da USP - mostra, passo a passo, todo o processo da confecção da blusa de Gerusa principal personagem do livro.
 Mostra a agulha, leva o leitor até a fazenda onde é produzido o algodão e nos apresenta ao agricultor que cuida da planta que é transformada em tecido.
 Nesta interessante história escrita para as crianças, a autora revela os instrumentos, movimentos e trabalho necessário para permitir que a blusa de Gerusa fique pronta e linda. 
Uma lenga-lenga divertida que pode ser lida em vários ritmos e encantar todas as criança.



"Aqui está o boi, que chifra o cão, que morde o gato, que come o rato, que rói a calça, que veste o homem, que cuida da planta, que dá o algodão, que produz a linha, que vai na agulha, que costura a blusa da Gerusa"

Livro
Ouvindo: AQUI
Atividade PDF: AQUI

Aprofundando mais sobre o tema algodão
Texto informativo
Como o algodão é colhido e transformado em tecido

Algodão

A planta algodão


A velha a fiar




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domingo, junho 04, 2017

A maior boca do mundo>Estímulos animais>+Alimentação dos animais>04/06/2017

Laurinha é uma menina muito curiosa, adora perguntar. 
Um dia, cansada de tantas perguntas, a avó promete que lhe dará uma caixa de bombons se ela disser qual a maior boca do mundo. 
A menina pensa mas não acha resposta, por isso decide perguntar à lagartixa.
 Ela também não sabe e vão juntas perguntar ao sapo, que vai com elas perguntar ao tubarão. 
Vão os quatro perguntar ao hipopótamo, que acha que deviam perguntar ao jacaré, que acha que a maior boca deve ser a da baleia. 
A baleia diz que já não sabe, mas conhece um velhinho que com certeza saberá. 
Vão todos perguntar a ele, que se assusta com a menina e tantos bichos...


Aula: Introduzindo o tema animais através da literatura
Resgatar os conhecimentos prévios sobre animais;
Identificar os animais presentes na história;
Classificar os animais da história segundo a sua espécie (peixes, mamíferos, vertebrados) de acordo com suas hipóteses;
Pesquisar as características dos animais da história;
Confrontar as hipóteses levantadas com o conhecimento científico;
Representar por meio de desenhos os animais da história;
Sistematizar por meio de um texto coletivo ou relatório o que aprenderam sobre os animais da história.


Atividade com massa de modelar
Conhecendo a história

Projeto Animais

Aula


Nome: ____________________________________________ Data: _________________
   - Como nascem os animais?
       Alguns nasc...
O sanduíche da Maricota
Nesta história a galinha Maricota fez seu sanduíche com milho,pois é seu alimento.
Vieram os amigos animais e colocaram,cada um,seu alimento preferido...
Sugestão acima, de conhecermos os alimentos dos animais.
AQUI
+Atividades





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terça-feira, novembro 22, 2016

A girafa e o mede - palmo>Grandezas e medidas> E mais girafas>22/11/2016

Lúcia Pimentel Góes
Como um pequeno mede-palmo pode soltar uma girafa presa no alto de uma árvore?
Livro
Ouvindo: AQUI AQUI, AQUI
Aula medida de comprimento
Sequência didática

Projeto
Jogo Pedagógico A Girafa Problemática com Modelo de Painel

Sequência didática
A girafa problemática
Vogais
A girafa no trenzinho
A girafa Geralda
Poema/História
AQUI


Ouvindo
Girafa Fafá
AQUI









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terça-feira, novembro 13, 2012

A curiosidade premiada>Falando pelos cotovelos>Figuras de linguagem,Estímulos interrogativos e literários>PDF>13/11/12



Fernanda L.Almeida

A criança pergunta sobre tudo, incomodando todo mundo.
Mas logo todos percebem que esse é um bom jeito de descobrir o mundo.

Para trabalhar com as expectativas dos alunos para o novo ano escolar.
Ouvindo: AQUI
Proposta de leitura: AQUI
Livro: AQUI

Assunto: Curiosidade
Toda criança possui um batalhão de ideias na cabeça, está sempre descobrindo as coisas, disse Ruben Alves que "olho de criança parece aqueles radares nos aeroportos... são olhos inquietos, estão olhando para todas as coisas..."
Freire nos orienta a buscar os interesses dos alunos como forma de motivá-los, incentivá-los na participação.
Percebo que as curiosidades que as crianças possuem, quando trabalhadas em aula, podem despertar o interesse da criança, tornando-a mais participativa.
" É o papel do professor cultivar o espírito de curiosidade" (DEWEY, 1953), por isso devemos sempre incentivar a criança a pensar "PORQUÊ?"
Indicamos o livro "A Curiosidade Premiada", para ser trabalhada na hora do conto.
Nele a personagem principal, Gigi, é uma menina que quer saber sobre tudo.
Com base nessa estória, podemos gerar um momento de interação com a turma sobre o tema curiosidade, levando-os a perceber que a curiosidade surge sobre tudo aquilo que inda não descobrimos, conforme afirma Ruben Alves "a curiosidade é isso, uma coceira que dá na cabeça da gente... a gente quer saber".
Algumas atividades que podem ser propostas nos momentos seguintes são:
Um livro de curiosidades da turma: um trabalho em grande grupo, onde os alunos elaborarão perguntas as quais eles não sabem as respostas, mas gostariam de saber.
Será interessante vê-los elaborando e compartilhando questões.
A Caixa dos Curiosos: uma caixa colocada em um local de fácil acesso das crianças, que sempre fica em aula, onde as crianças podem escrever suas dúvidas e depositar ali, onde mais tarde o professor terá acesso.
O importante dessa proposta é o incentivo as perguntas, tornar o aluno mais participativo, e com base nisso, o professor poderá incrementar suas aulas e abordar temas que sejam de interesse dos seus alunos.
Pesquisa: Incentivar a curiosidade também é incentivar a pesquisa, afinal como podemos obter informações que nos ajudem a descobrir coisas novas?




Que menina curiosa era  Glorinha!
Tudo queria saber!
__Por que você está de camiseta azul? - perguntava ao moço que que passava na rua.
__Por que você tem o cabelo cacheado? - perguntava à prima mais velha.
__Por que você é careca? - perguntava ao vovô.
Em casa, quando estavam fazendo a janta, Glorinha perguntava:
__Como é que se faz feijão?
__Glorinha, vai brincar, vai! Estou ocupado agora...
Era o telefone tocar para a menina sair pulando e cutucando quem falava:
__Com quem você está conversando, hein? Com quem? Com quem? - pedia Glorinha.
__Pare de amolar, menina!
Na escola, era a mesma coisa. O professor dizia:
__Podem guardar os cadernos!
E Glorinha pedia:
__POR QUÊ?
A mãe e o pai de Glorinha já não suportavam tantas perguntas.
__Querido! - disse a mãe de Glorinha numa noite - Estou exausta!
__E eu, então, querida! - suspirou o pai de Glorinha nessa mesma noite - Hoje Glorinha me fez passar uma vergonha enorme no mercado. Tudo ela quer saber. Tudo ela pergunta...
__Será que nossa filha tem algum problema?! - assustou-se a mãe.
__Quem poderia nos ajudar? - perguntou o pai.
__Já sei! A Dona Domingas!!!
Dona Domingas era a velhinha mais simpática da rua. Simpática e muito, muito sábia. Quando chegaram lá, Dona Domingas ouviu o problema e sorriu carinhosamente, dizendo:
__Ora, meus amigos, o que Glorinha tem é CURIOSIDADE ACUMULADA...
__E isso é grave, Dona Domingas? - perguntaram os pais.
__Pode se tornar grave se vocês não responderem as perguntas que ela faz.
__E o que pode acontecer?? - perguntaram de novo os pais mais assustados ainda.
__Glorinha pode começar a inchar, inchar, inchar até explodir.
__Nossa!!! - exclamaram os pais.
E, daquele dia em diante, eles passaram a responder a todas as perguntas da menina... que foram muitas. Como as perguntas continuavam a aumentar e os pais de Glorinha continuavam cansados.
__É assim mesmo! - explicou Dona Domingas. - Glorinha precisa gastar toda a curiosidade que acumulou. Depois, ela vai passar a perguntar menos e com mais calma.
E foi assim mesmo. Glorinha foi perguntando menos... mas, em compensação, suas perguntas foram ficando mais difíceis.
__Por que o vento venta?
__Por que o arco-íris é colorido?
__Como é que foi que eu nasci?
Desesperados, foram consultar, novamente, Dona Domingas. Ela abriu aquele seu sorriso carinhoso e explicou com calma:
__Ora, se Glorinha faz perguntas que vocês não sabem responder, comecem a perguntar junto com ela!
__Nós?! - espantou-se a mãe.
__Mas já somos adultos! Gente grande não sai perguntando as coisas. - concluiu o pai.
__Quem foi que disse que gente grande não pergunta? - ralhou Dona Domingas - Eu sou gente grande há muito tempo e continuo fazendo perguntas até hoje. Vão e perguntem junto com a Glorinha!
E foi exatamente isso que eles fizeram. Uma manhã, durante o café, ela cismou de saber:
__Onde terminam as estrelas?
Os pais não sabiam, então levaram a menina até a universidade onde havia um astrônomo que estudava as estrelas. O homem entregou a Glorinha um telescópio!
__Tele o quê?
__Te-les-có-pio, Glorinha! Com ele conseguimos olhar as estrelas que estão muito distantes da Terra. E,sabe, a gente acredita que além dessas estrelas existem outras e outras e mais outras.
__Puxa! Que interessante! - murmurou Glorinha.
Um dia, durante o almoço, a menina cismou de saber:
__Como nascem as árvores?
Os pais não sabiam, então, num domingo, encontraram o jardineiro cuidando da praça da cidade. Ele, gentilmente, respondeu:
__Ora, Glorinha, as árvores nascem das sementes! - e entregou à menina uma sementinha.
- A semente vai pra debaixo da terra, começa a inchar, um broto escapa lá de dentro e vai crescendo, crescendo, criando folhinhas e galhos até que se transforma numa árvore!
__Puxa! Que incrível! - murmurou Glorinha.
Uma tarde, durante o lanche, a menina cismou de saber:
__Para que serve aquela mangueira que o elefante tem na frente do rosto?
Os pais não sabiam, então levaram a filha até o zoológico. O tratador dos bichos, muito paciente, explicou:
__Esta mangueira na frente do rosto do elefante se chama TROM-BA, Glorinha. Ela é o nariz do elefante, serve para ele respirar, coçar a cabeça e tomar banho.
__Puxa! Que demais! - gritou Glorinha.
Os pais, contentes, voltaram à casa de Dona Domingas.
__Estamos tão orgulhosos de Glorinha, Dona Domingas! Ela aprendeu tantas coisas em casa e lá fora que queríamos dar um prêmio a ela.
__Meus filhos, a Glorinha já recebeu o prêmio!
__Já?! - pediram os pais, espantadíssimos!
__Sim, perguntem a ela...
E os pais perguntaram.
__Qual foi o prêmio que você ganhou, Glorinha?
__Papai, mamãe! Eu ganhei o maior prêmio que uma criança pode querer... O prêmio é VIVER NUM MUNDO INTERESSANTE!
__Só?
__E vocês acham pouco!?
Os pais não achavam, tinham perguntado por perguntar, porque toda a família tinha aprendido como é importante ter curiosidade e fazer um montão de perguntas.
E Dona Domingas continuou a receber pais preocupados.
__Para falta de curiosidade de filho, o que eu faço, Dona Domingas?
__Ora, meu filho - dizia Dona Domingas para o pai. - É só plantar bananeira! A curiosidade descerá até a cabeça porque, com certeza, ela mora no dedão do pé.



FALANDO PELOS COTOVELOS
 LÚCIA PIMENTEL GÓES

Alguém já conseguiu cortar as unhas do "pé da mesa"?
E alguém já penteou os cabelos de alguma "cabeça de alho"?
É possível jogar futebol com um "pé de vento"?
Este livro brinca com as expressões de nossa linguagem coloquial, com as nossas "maneiras de dizer" as coisas.
Rui fica muito encafifado quando a avó lhe diz “não vá esfolar o pé da mesa!”, e logo depois avisa que “vem vindo um pé-de-vento”. A mãe, para complicar, ainda acrescenta: “Vá num pé e volte noutro!”. É muito pé para a cabecinha de Rui. Assim não dá pé! Onde estará a cabeça do alho que a mãe mandou buscar? E a
coitada da irmã, que tem que fazer boca de siri? Isso sem falar na cabeça dele que, alguém falou, está nas nuvens. Ai, meu Deus, será que ninguém fala coisa com coisa? E, de confuso, o pequeno passa a assustado, achando que a avó vai espetá-lo e assá-lo na brasa só porque tirou notas baixas. Rui chora, a mãe põe a culpa nos filmes de horror da televisão e explica que ele não pode levar tudo ao pé da letra. Mas a avó se zanga com ele. “Não tem jeito”, se conforma o menino. “Eles têm que falar comigo como se eu fosse do tempo da onça!”
Durante a leitura:
1. Antecipar aos alunos que o texto trará muitas outras expressões como as do título. Orientá-los para que tentem identificálas e que anotem as que não entenderam.
2. Peça para observarem como as ilustrações produzidas no livro e que traduzem o sentido literal das expressões e provérbios, mostrando as confusas interpretações que Rui produz a respeito do que a avó e a mãe falam.
Depois da leitura:
1. Faça, junto com os alunos, um levantamento de todas as ocorrências de expressões populares e provérbios que aparecem no texto, e aproveitem para observar quais foram ilustrados. Solicite que expliquem oralmente o que querem dizer. Assim, você terá oportunidade de esclarecer dúvidas.
2. Proponha que, durante a semana, recolham expressões desse tipo, prestando atenção ao que ouvirem na rua, em casa, nos comerciais de tevê etc.
3. Peça que cada aluno escolha uma das expressões pesquisadas e a ilustre como fez Negreiros para as do livro. Promova depois uma exposição dos trabalhos chamada “Ao pé da letra”.
4. Pé de mesa, céu da boca são catacreses, expressões metafóricas que já caíram em domínio público, isto é, já se transformaram em nome popular para o que designam. Fazer com a classe um levantamento de outras (sugestões: asa da xícara, pé da montanha, boca da noite etc.).
5. Desenvolva com a classe o trabalho com os provérbios, pedindo que procurem outros junto aos familiares ou mesmo em livros que os relacionem, como O livro dos provérbios, ditados populares de Ciça Alves Pinto, da Editora SENAC, São Paulo. Esclareça o seu significado, pois nem todos são fáceis de entender.
6. Brincando de encontrar o par
Aproveitando a estrutura binária dos provérbios, escreva-os em tiras de cartolina e recorte-os separando suas duas partes. Depois, embaralhe as tiras e peça que os alunos encontrem o par.
Exemplos:
Em boca fechada nada tem.
Quem tem pressa espeto de pau.
Quem tudo quer não entra mosca.
Em casa de ferreiro come cru.
Uma outra proposta seria a de simplesmente completar os provérbios que eles já trabalharam. Sugestão:
Quem não tem cão ............................
Filho de peixe ....................................
De grão em grão, ...............................
7. Verificar se eles prestaram atenção que um dos provérbios que aparecem no texto (“Macaco velho não bota a mão em cumbuca”) foi modificado pela avó: “Sou macaca velha e ainda boto a mão em cumbuca!” A mudança provoca, evidentemente, uma alteração de sentido.
 O que a avó quis dizer com aquilo?
8. Jogos de mímica

Organize a classe em grupos. Sorteie um provérbio para cada um.
O grupo deverá apresentá-lo sem usar palavras, apenas recursos teatrais, como mímica ou ruídos. A classe deve adivinhar de que provérbio se trata.

Atividade PDF: AQUI, AQUI
Ficha literária: AQUI
História quadrinhos/Onomatopeia: PDF: O prisioneiro: AQUI
Interpretando tirinhas: AQUI
Que confusão: Figura de linguagem: PDF: AQUI


Explorando expressões na literatura infantil
■Aprimorar a linguagem oral através da identificação de expressões que possuem duplo sentido.
■Registrar as expressões do texto que possuem duplo sentido.
■Identificar personagens principais do livro, correlacionando-os às expressões que utilizam.
■Explicar o significado das expressões presentes no livro.
Duração das atividades3 aulas de 50 minutos aproximadamente
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o alunoJá ter tido um contato com expressões metafóricas.
 Um trabalho nesse sentido pode ser visto na aula intitulada:
"Expressões Metafóricas: como trabalhar".
Estratégias e recursos da aula
1ª aula:
a) Conversar com os alunos sobre as expressões que usamos e que podem ter duplo sentido.
Pedir que eles falem algumas expressões de que se lembram.
b) Convidá-los a assistir ao vídeo baseado na história presente no livro "Falando pelos cotovelos" de Lúcia Pimentel Góes, disponível no link:
http://www.youtube.com/watch?v=qjGBHZuHuUA
c) Caso a escola disponha do título, a professora poderá convidar os alunos a fazer uma leitura dialogada do livro, onde cada criança representará uma personagem da história.
Nesse momento, a professora poderá trabalhar o reconhecimento das personagens principais: o menino (Rui), a mãe e a avó.
d) Pedir aos alunos que registrem, numa folha, uma expressão do texto que não sabem o significado. Cada criança lerá a expressão que anotou e, com o auxílio da professora e dos colegas da sala, tentará descobrir o seu significado.
Em seguida, poderá fazer uma ilustração.
Após a apresentação de todos os alunos, a folha poderá ser colocada no mural da sala, com o título: Expressões que aprendemos com o livro "Falando pelos Cotovelos".

2ª aula: a) Recordar a história da aula anterior pedindo aos alunos que recontem oralmente.
b) Escrever no quadro ou distribuir uma folha xerocopiada com as atividades abaixo.
O dicionário poderá ser utilizado.
1) Explique o que significam as expressões:
* Vá num pé e volte noutro.
* Me dá uma mão.
* Traga uma cabeça de alho.
* Rui tem a cabeça nas nuvens.
* Ele é um língua-de-trapo.
* Fala pelos cotovelos.
2) Substitua as palavras grifadas por um sinônimo:
* Não vá esfolar os pés da mesa!
* Vem vindo um pé-de-vento.
* Vovó ralhou comigo.
* Rui começou a resmungar.
c) Quando todos tiverem feito a atividade, a professora fará a correção oralmente, pedindo aos alunos que expressem suas respostas.

3ª aula: a) Propor aos alunos que escolham uma das expressões do livro.
Essa expressão será o título de um texto narrativo que irão escrever em duplas.
EXEMPLO:
Pedir que os alunos pensem:
■Onde e quando acontecerá a história?
■Quem serão os personagens?
■Qual o problema a ser enfrentado pelo personagem principal?
■Como se resolverá o problema?
b) Após a produção de texto, a professora fará a correção e poderá propor que os alunos digitem suas histórias corrigidas no computador, ilustrem e confeccionem um livro da turma com as expressões de duplo sentido.
(Caso a escola não possua computadores, a produção poderá ser refeita pelos alunos, ou seja, cada membro da dupla fará a cópia de um parágrafo.)
Recursos Complementares Significado de palavras com duplo sentido, assim como diversos exemplos podem ser acessados a partir do link:
http://www.colegioweb.com.br/portugues/metafora
Avaliação: Verificar se os alunos entenderam a história, bem como as expressões contidas a partir de sua participação oral.
Verificar se os alunos foram capazes de expressar o significado das expressões oralmente e por escrito.
Observar se os alunos foram capazes de identificar as personagens da história, bem como se foram capazes de identificar a quem pertencia as falas contidas no livro, fazendo a dramatização da história.
Avaliar a clareza do texto produzido, se o título (a expressão escolhida) teve relação com o texto produzido.
Observar se conseguiram trabalhar em dupla, interagindo e participando ativamente da atividade proposta.
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=23207

Atividades  para imprimir: Ficha literária AQUI





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