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Colaboração e Direitos

Colaboração e Direitos Autorais
Olá amiga(o) ,
Fui professora dos projetos "Estímulo À Leitura",
"Tempo Integral" e a favor da leitura lúdica,
afinal, quer momento mais marcante que a fantasia da vida?
Portanto, será um prazer receber sua visita em mais um blog destinado a educação.
Nele pretendo postar comentários e apreciações de materiais didáticos de Língua Portuguesa, além de outros assuntos pertinentes, experiências em sala de aula, enfocando a interdisciplinaridade e tudo que for de bom para nossos alunos.
Se você leu, experimentou, constatou a praticidade de algum material e deseja compartilhar comigo,
esteja à vontade para entrar em contato.
Terei satisfação em divulgar juntamente com seu blog, ou se você não tiver um, este espaço estará disponível dentro de seu contexto.
Naturalmente, assim estaremos contribuindo com as(os) colegas que vêm em busca de sugestões práticas.
Estarei atenta quanto aos direitos autorais e se por ventura falhar em algo, por favor me avise para que eu repare os devidos créditos.
Caso queira levar alguma publicação para seu blog, não se
esqueça de citar o "Linguagem" como fonte.
Você, blogueira sabe tanto quanto eu, que é uma satisfação ver o "nosso cantinho" sendo útil e nada mais marcante que
receber um elogio...
Venha conferir,
seja bem-vinda(o)
e que Deus nos abençoe.
Krika.
30/06/2009

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Comemoração

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JUNHO 2019
17 ANOS DE LITERATURA INFANTIL
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sexta-feira, janeiro 27, 2023

A pirilampeia e os dois meninos de Tatipuruna>Reconhecimento geográfico>Pontos de vista>Gênero argumentativo>27/01/2023

 

Joel Rufino dos Santos
Literatura e conhecimento geográfico

No planeta Tatipurum, dois meninos vivem em pontos extremos do lugar. Ambos acham que estão certos e que o outro é que vive de cabeça para baixo. Até surgir Pirilampeia, do planeta Pirilampeu, que abala a certeza dos garotos.

Ouvindo: AQUI ; Leitura: AQUI

Pontos de vista

Propõe reflexões em torno de uma alfabetização cartográfica e histórica

Cabe destacar as linguagens cartográficas advindas do uso de instrumentos – planisfério e globo terrestre -, para construção de conceitos geográficos e desconstrução de concepções históricas. Tal trabalho oportunizou às crianças contarem suas experiências, seus entendimentos e suas dúvidas, por meio da provocação dos pesquisadores sobre como poderiam entender os lugares representados nos mapas a partir de diferentes pontos de vista. Com base nessas reflexões sobre o papel que a linguagem literária combinada a outras linguagens pode exercer, destacamos que tal procedimento metodológico auxiliou no processo de colocar em dúvida as certezas históricas sobre a representação geográfica do mundo nas superfícies plana e esférica. Fonte

Pontos de vista no dia-a-dia

Os dois meninos – Fulaninho e Sicraninho – viviam de dois lados opostos de Tatipurum, um planeta meio sem graça. Até que, depois de se cansar da mesma brincadeira, um deles resolveu falar: 

Página 12: AQUI

Se observarmos nossa vida, vamos ver que analisamos o mundo sempre a partir da posição que ocupamos. Dessa posição, tenderemos a ver as coisas sempre do mesmo jeito, e essa forma de ver sempre nos parecerá a certa ou a melhor. Acontece que a natureza, as pessoas, as coisas criadas pelo homem, tudo tem muitos lados, ou ângulos, e eles não são forçosamente iguais.

Atividade sugerida:

Pense em uma paisagem de sua cidade: 

a) O que você vê?

 b) Você observa essa paisagem sempre de um mesmo ponto? (De sua casa, de uma ponte, do alto de uma colina, por exemplo?)

c) Você a vê sempre num mesmo horário? (Ao amanhecer, ao entardecer, ao meio-dia, à noite?) 

d) O que essa paisagem tem de especial para você? Se você vê essa paisagem em horários diferentes e de variados lugares, você sabe que ela é diferente em cada situação. E, entre os vários ângulos e momentos dela, você vai preferir um. Outras pessoas podem olhar por outros ângulos essa mesma paisagem. Ela parecerá diferente e será apreciada de modo diferente também. Fonte







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segunda-feira, março 08, 2021

O frio pode ser quente?>Opostos>Sugestão remota>Gênero literário opinião>O jogo do contrário>08/03/2021


Jandira Masur

Essa leitura possibilita trabalhar a sensibilidade do individuo, sua visão de mundo, o antagonismo de ideias e coisas, comparações, proporções e o antes e o depois...

Tudo depende do ponto de vista. Tempo e espaço mudam de acordo com o olhar. As coisas podem ser grandes ou pequenas, depende de onde se vê. O melhor é conseguir ver dos dois (ou mais) jeitos.

Aula/Encontre seu par: AQUI
Identificando sinônimos e antônimos: AQUI
Aula remota: AQUI
Releitura:   AQUI   O frio pode ser quente? 
Atividades
O que é quente ou o que não é: Canção:  AQUI

Atividades com a obra/PDF/Caderno do aluno/PAIC/2ano:2ºbi: AQUI

Pontos de vista
Várias atividades, incluindo com esta obra acima e abaixo

Jandira Masur

E se as coisas não fossem como são? Manequinho criou um jogo para imaginar como seria se tudo fosse ao contrário. À noite, a escola serve para brincar. Estudo? Só na hora do recreio! No almoço, a sobremesa vem primeiro. No mundo do contrário, se de dia as pessoas são rabugentas, de noite são amigáveis.
Jogo do contrário( memória)  para baixar: AQUI /   Fonte
Atividade para imprimir: AQUI, AQUI
A história: AQUI








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terça-feira, maio 21, 2019

Os sete sábios cegos e o elefante>Estratégia cartográfica>Jogo>Reflexão>Parábola>21/05/2019

Gênero literário opinião

A história dos sete homens sábios e um elefante teve origem no subcontinente indiano. Diz a lenda que numa cidade viviam sete sábios cegos, que davam conselhos à todas as pessoas que os consultavam para resolver seus problemas. Os homens eram amigos, mas mantinham uma competitividade acirrada, e acabavam discutindo o tempo todo para evidenciar quem era mais sábio.
Um dia, depois de uma conversa cansativa sobre a Verdade, o sétimo sábio se aborreceu e resolveu ir embora para as montanhas, e disse aos amigos:
– Somos homens cegos e talvez possamos ouvir e entender melhor que as outras pessoas a verdade da vida. Mas vocês ficam discutindo como se quisessem ganhar uma aposta, um jogo. Cansei dessa competição! Vou-me embora.
Um dia, um comerciante chegou à cidade montado num belo elefante africano. As pessoas nunca tinham visto um animal daquele porte, nem mesmo os sábios cegos, e todos saíram à rua para vê-lo. Os cegos rodearam o elefante para tocá-lo e o primeiro sábio apalpou a barriga do animal e disse:
– É muito parecido com uma parede!
O segundo sábio, tocando nas suas presas, o corrigiu:
– É muito parecido com uma lança!
O terceiro sábio, que segurava a tromba do elefante, retrucou:
– É muito parecido com uma cobra!
A mão do quarto sábio acariciava o joelho do elefante, e o sábio contestou:
– É muito parecido com uma árvore!
O quinto sábio gritou, quando mexia nas orelhas do elefante:
– É muito parecido com um abano!
O sexto sábio irritado rebateu:
– Todos vocês estão errados! O elefante é muito parecido com uma corda! – disse, tocando a pequena cauda do elefante.
E, alvoroçados, os seis sábios ficaram discutindo. Até que o sétimo sábio cego, descendo das montanhas, apareceu conduzido por uma criança. Ao ouvir a contenda, pediu ao menino que desenhasse no chão a figura do elefante. Quando tateou os contornos do desenho, percebeu que todos os sábios estavam certos e iludidos ao mesmo tempo. Agradeceu ao menino e afirmou:
– É assim que os homens se comportam perante a verdade. Pegam apenas uma parte, pensam que é o todo, e continuam tolos!
(história adaptada de Heloisa Prieto e John Godfrey Saxe

Atividade cartográfica

Interpretando
Continua:  AQUI

Varal de história



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sexta-feira, maio 10, 2019

A menina que parou o trânsito>Mobilidade urbana>Proposta>Eixo filosófico pedagógico>PDF>Como vou?>10/05/2019




A menina que parou o trânsito
Fabrício Valério
Conto cumulativo que propõe uma reflexão sobre a questão da mobilidade urbana.
Empoderamento infantil.
Mais  AQUI
É uma história que nos convidam a refletir sobre o crescimento urbano, as adaptações que o mundo faz para receber as tecnologias, o concreto (os aranha céus), as paredes, os meios de movimentação como carros, motos, etc. Porém, pouca preocupação tem com as pessoas que se movimentam por todos os lados, como calçadas amplas e pavimentadas para as crianças que “ainda” jogam bola na rua, as bicicletas que circulam por todos os lados...

Mais AQUI

Atividades PDF: AQUI, AQUI , AQUI, AQUI, AQUI, AQUI

Na lata;;;AQUI

Interpretando/Opinando/
Texto de opinião
Defender. Livro coloca menina protagonista para falar de ocupação das ruas. "Numa grande cidade, tinha uma menina que parou o trânsito com sua bicicleta.

Eixo filosófico pedagógico
Caminhos para a cidadania
Proposta de trabalho
Segurança no trânsito

Fafá conta
AQUI
Ouvindo mais: AQUI, AQUI, AQUI
Imitando os sons: AQUI
Música
Como atravessar a rua
AQUI

Educação para o trânsito/poema e outros
AQUI

Projeto/cartilhas e afins
Pra lá e pra cá
AQUI
Atividades mobilidade urbana
AQUI
Bicicleta
AQUI

Tem mais:;;AQUI

Como vou? 
Mariana Zanetti

De bicicleta ou a pé? De ônibus ou de carro? De trem ou de metrô? Podemos nos deslocar das mais diversas formas, dependendo da distância e do tempo de que dispomos. E, com um pouco de imaginação, podemos até viajar de camelo pelo espaço.
Podemos ir de um canto a outro das mais diversas formas, dependendo de onde moramos, de quanto tempo temos e, às vezes, de algumas das nossas preferências também. Quando vamos a um lugar do ladinho de casa é bom ir a pé; se moramos em uma cidade grande, tem até metrô; se é preciso atravessar o oceano, só mesmo de avião ou navio; e quem não gosta de ir até a casa do amigo de bicicleta?
Nas brincadeiras infantis, os meios de transporte estão sempre presentes e levam as crianças até onde a imaginação mandar. Com um caminhão dá para atravessar estradas, os carrinhos formam filas imensas, os aviões voam alto, bem alto, e uma espaçonave pode transportar a gente para lugares incríveis.
Neste livro, três artistas arquitetos se uniram para falar sobre a nossa movimentação no espaço, seja embaixo da terra, na água ou no ar - para cada situação, um jeito diferente de se deslocar -, e usaram um pouco de tudo de que gostam na hora de ilustrar: colagem, lápis e tinta. É só apertar o cinto e botar o pé na estrada. Fonte 
Atividade/Sugestão: AQUI  PDF: AQUI
Ouvindo: AQUI, AQUI







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segunda-feira, abril 22, 2019

Pato!Coelho!>Qual sua opinião?>Qual seu ponto de vista?>Enquete>22/04/2019

Amy K Rosenthal

Este livro nasceu quando a escritora Amy Krouse Rosenthal viu seu amigo, o autor e ilustrador Tom Lichtenheld, desenhar a famosa figura do PatoCoelho - em que nossa percepção visual alterna entre os dois animais - durante uma palestra que davam juntos numa escola. 
Com humor e um jogo de diálogos informais entre duas pessoas, os autores nos lembram que, na verdade, tudo depende do nosso ponto de vista: pode ser o pato bebendo água ou "o coelho acalorado refrescando as orelhas". 
O pato se enfiou no brejo ou era o coelho se escondendo no mato?
 Quando a questão está quase apaziguada, aparece um tamanduá. Ou seria um brontossauro? Pato! Coelho! estimula a troca e o debate, deixando claro que, numa discussão, é importante o respeito pela opinião do outro, por mais divergente que seja.

Realizamos uma atividade de interação e criatividade a partir da história. 
Cada aluno ganhou um pedaço da imagem da capa e a partir dela deveriam criar algo novo, ou mesmo desenhar o que viram da história. 
É fantástico ver a té onde vai a imaginação dos pequenos.
Livro
Ouvindo: AQUI, AQUI, AQUI
Proposta de trabalho
  • Divertido e Inteligente: Usa uma imagem ambígua (baseada em Ludwig Wittgenstein) para mostrar que a mesma coisa pode ser vista de maneiras diferentes, dizem as fontes de notícias e a educação infantil.
  • Estimula o Diálogo: A narrativa convida as crianças a argumentar por que veem um pato (bico) ou um coelho (orelhas).
  • Fácil Leitura: As frases são curtas, tornando-o ótimo para leitores iniciantes ou contação de histórias.
Sugestões de Atividades:
  1. Votação e Debate: Após a leitura, faça uma votação: "Pato ou Coelho?". Peça para justificarem suas respostas com base nas características físicas (bico, orelhas).
  2. Desenho/Ilusão de Ótica: Peça para as crianças desenharem sua própria versão da criatura que parece duas coisas ao mesmo tempo. Mostre outras imagens ambíguas, como a da "velha e a moça", sugere o recurso educacional.
  3. Teatro de Fantoches: Use fantoches para encenar a discussão entre os personagens do livro sobre a identidade do animal, sugere o Canto Cidadão.
  4. Caça ao Tesouro (Pato ou Coelho): Esconda imagens de patos e coelhos e peça para que eles descrevam o que acharam antes de mostrar, incentivando a observação. Fonte Google

LEITURA DELEITE (2)
Dicas para estimular a criatividade das crianças

Acting out the story of a picture books is a fun way to connect reading and movement. Craft stick puppets go well with Duck! Rabbit! by Amy Rosenthal

Interessante!
Enquete!






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domingo, setembro 23, 2018

Eleições>Aulas>Projetos>Gênero/Opinião/Debate e afins>Notícias falsas> 23/09/2018


Plano de aula/Eleições
Leitura, Interpretação e produção textual
Resolução de situações problemas
Criação de gráficos
O papel dos poderes: Legislativo, Executivo e judiciário; e demonstrar a importância destes para consolidação da democracia

Cidadania

Identificar as funções do prefeito e vereadores de uma cidade. 
Discutir e analisar a propaganda eleitoral gratuita.
Eleger um representante de sala.

Vamos as urnas/Aula
Processo eleitoral na escola
Projeto Eleição
Debate/Opinião
Transformando o agora
O gênero oral enfatizado é discussão/debate e o trabalho acontecerá a partir da notícia Califórnia discute lei para punir uso de canudos (Joca, edição 109 - veja imagem abaixo), a fim de subsidiar a reflexão dos alunos para a discussão.
Nesta atividade, pretende-se mostrar que eles podem ser protagonistas de mudanças e criadores de soluções desde pequenos. Também será uma oportunidade para chamar a atenção dos alunos sobre a importância de avaliarmos as posições dos políticos candidatos a partir da forma como defendem suas propostas.   AQUI
Atividades sugeridas sobre notícias falsas
“A viralização de conteúdos/publicações fomenta fenômenos como o da pós-verdade, em que as opiniões importam mais do que os fatos em si. Nesse contexto, torna-se menos importante checar/verificar se algo aconteceu do que simplesmente acreditar que aconteceu (já que isso vai ao encontro da própria opinião ou perspectiva). [...]






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sábado, julho 21, 2012

Se eu fosse aquilo>Aquilo> Conto> Ricardo Azevedo> 21/07/12



Aquilo

Esse conto de Ricardo Azevedo é muito interessante pra trabalhar com:
O respeito aos diferentes pontos de vista;
A importância de consensos
Relação da linguagem verbal e a não-verbal
O professor pode dividir a sala em grupos e entregar o texto "Aquilo"
Pedir aos alunos para refletir a respeito de quem é aquilo?
O que aquilo faz?
 De onde aquilo veio? Etc
Pode pedir para representar aquilo através de imagens.
 E a partir daí trabalhar a linguagem não-verbal.


RESOLUÇÃO CONJUNTA:
UMA MANEIRA DE RESOLVER IMPASSES
 E CONFLITOS GRUPAIS

O que o aluno poderá aprender com esta aula
1. Compreender o que significa resolução conjunta frente a impasses e conflitos no relacionamento grupal.
2. Reconhecer que a resolução conjunta possibilita encontrar soluções que satisfaçam as necessidades das pessoas envolvidas na situação.
3. Desenvolver atitude de respeito pelas próprias necessidades e pelas necessidades do outro.
4. Avaliar situações vivenciadas em sala de aula e em outros espaços escolares em que foi possível ou não resolver os impasses e conflitos de forma conjunta.
Duração das atividades
Duas ou mais aulas de 50 minutos.
Estratégias e recursos da aula
Comentários para o professor:
Segundo Maldonado (1991), o manejo por resolução conjunta para resolver impasses e conflitos do relacionamento consiste em encontrar uma solução que satisfaça as necessidades das pessoas envolvidas.
Pode assumir várias formas, de acordo com a idade da criança: pode ser um simples acordo sugerido (“vamos fazer uma coisa: você guarda esse brinquedo e eu guardo aquele, está bem?”); pode ser uma substituição de atividades ou de objetos (“pode rabiscar nestas folhas, mas não naquelas”); pode assumir a forma de fazer uma “mesa-redonda” para decidir assuntos importantes ou mais complexos (por exemplo, como resolver brigas, como estabelecer horários de estudo e lazer, como distribuir tarefas).
Quando a criança participa ativamente do processo de decisão e resolução, sente-se tratada com mais consideração e igualdade.
Isto aumenta o senso de responsabilidade e compromisso.
Assim, pode se fazer uma espécie de “contrato” ou acordo a ser cumprido.
Por exemplo: os pais concordam em não controlar os deveres da escola quando a criança escolhe o horário para fazê-los e se responsabiliza por cumprir sua parte.
Isto permite que quando alguém não esteja cumprindo o “contrato”, possa ser “cobrado”.
(Referência bibliográfica: MALDONADO, Maria Tereza. Comunicação entre pais e filhos – a linguagem do sentir. Petrópolis: Vozes, 1991, p. 143-149).

1ª ATIVIDADE:
O professor deverá organizar os alunos em grupos.
Em seguida, entregará a cada grupo uma cópia do conto de Ricardo Azevedo intitulado “Aquilo”, que deverá ser lido e discutido pelos grupos (Professor, este conto é muito interessante para trabalhar com o respeito aos diferentes pontos de vista, a importância de consensos grupais, a tomada de decisões, a negociação de idéias, o potencial criativo dentre outros).


AQUILO
Ricardo Azevedo

Quando aquilo apareceu na cidade, teve gente que levou um susto.
Teve gente que caiu na risada.
Teve gente que tremeu de medo. E gente que achou uma delícia. E gente arrancando os cabelos. E gente soltando rojões. E gente mordendo a língua, perdendo o sono, gritando viva, roendo as unhas, batendo palma, fugindo apavorada e ainda gente ficando muito, muito, muito feliz.
Uns tinham certeza de que aquilo não podia ser de jeito nenhum.
Outros também tinham certeza. Disseram: — Viva! Que bom! Até que enfim!
Muitos ficaram preocupados. Exigiram que aquilo fosse proibido. Garantiram que aquilo era impossível. Que aquilo era errado. Que aquilo podia ser muito perigoso.
Outros, tranquilos, festejaram, deram risada, comemoraram e, abraçados, saíram pelas ruas, cantando e dançando felizes da vida.
Alguns, inconformados, resolveram perseguir aquilo. Disseram que aquilo não valia nada. Disseram que era preciso acabar logo com aquilo ou, pelo menos, pegar e mandar aquilo para bem longe.
Muitos defenderam e elogiaram aquilo. Juraram que aquilo era bom. Que aquilo ia ser melhor para todos. Que esperavam aquilo faz tempo. Que aquilo era importante, bonito e precioso.
Alguém decidiu acabar com aquilo de qualquer jeito.
Mas outro alguém disse não! E foi correndo esconder aquilo devagarinho no fundo do coração.
(Professor, você poderá acessar o sítio http://yeda-nunes.blogspot.com/2008/04/aquilo.html onde encontrará o conto “Aquilo”, de Ricardo Azevedo).
Após a leitura do conto, cada grupo deverá discutir e resolver conjuntamente: o que é aquilo? como é aquilo? o que aquilo faz? de onde aquilo veio? para onde aquilo vai?etc.
Em seguida, os participantes de cada grupo representarão o que significa “Aquilo” para eles, utilizando sucatas, papéis diversos, cola, tesoura, lápis de cor, giz de cera, canetinhas coloridas dentre outros materiais.
Com a produção concluída, cada grupo deverá fazer mímicas, utilizar diferentes expressões corporais para que a turma tente descobrir a representação do grupo sobre o que significa “Aquilo”. Em seguida, deverá socializar a produção feita.
Na sequência, os alunos farão comentários acerca da experiência vivida no grupo, focalizando, sobretudo, o processo de tomada de decisão, a forma como resolveram os impasses e como decidiram o que era “aquilo”: se chegaram a um consenso grupal, se consideraram as diferentes opiniões enfim, se resolveram de forma conjunta ou não.
Prosseguindo, o professor deverá perguntar:
Após vivenciarem esta atividade, o que significa para vocês o termo “resolução conjunta”?
O professor deverá anotar na lousa as opiniões dos alunos, complementando com informações importantes que ampliem o entendimento acerca desta forma de comunicação, tais como: busca de solução que satisfaça as necessidades das pessoas envolvidas e que seja aceita por elas, para que possam entrar em negociação; respeito pelas próprias necessidades e pelas necessidades do outro; expressão de sentimentos, senso de responsabilidade e compromisso dentre outras.

2ª ATIVIDADE:
O professor deverá entregar uma folha a cada aluno contendo a seguinte situação a ser lida e, em seguida, discutida e analisada coletivamente:
“Um professor conta as consequências dos três tipos de atitudes que utilizou com sua turma.
No início permitia tudo: marcava datas para entrega de trabalhos, mas os prazos nunca eram cumpridos – os alunos atrasavam e davam mil desculpas, tais como falta de tempo, acúmulo de trabalhos de outras disciplinas etc.
O professor se via atrapalhado e irritado com isso.
Decidiu, então, mudar de tática e passou a ser extremamente autoritário: quem não entregasse os trabalhos rigorosamente dentro do prazo ficava com zero, independente do motivo.
Por fim, o professor percebeu que estava usando o poder de modo muito arbitrário, desconsiderando os problemas dos alunos.
Decidiu lidar com o conflito por resolução conjunta: expôs a situação para a turma e passaram a buscar soluções que pudessem ser aceitáveis para ambas as partes.
Surgiram algumas soluções que foram adotadas: em caso de atraso, alguns alunos preferiam ficar só com a metade da nota e outros preferiam fazer dois trabalhos para compensar o atraso”.
(Professor, esta situação foi retirada e adaptada do texto “Resolução conjunta”, de Maria Tereza Maldonado, do livro Comunicação entre pais e filhos – a linguagem do sentir, p. 148-149).
Dando continuidade, o professor deverá solicitar aos alunos que identifiquem e avaliem situações vividas em sala de aula em que foi possível ou não resolver os impasses e os conflitos por meio de resolução conjunta.
Em seguida, os alunos deverão se organizar em pequenos grupos.
O professor solicitará a cada grupo que selecione uma das situações relatadas anteriormente, em que não foi resolvida por meio de resolução conjunta, registrando-a em uma folha.
O grupo deverá ler e discutir esta situação escolhida e redigir soluções para a mesma, de forma que caracterizem uma resolução conjunta, contando com a mediação do professor.
Os grupos poderão também ilustrá-las e organizá-las em um painel a ser colocado na sala de aula ou em outro espaço da escola.

3ª ATIVIDADE:
Professor e alunos deverão propor aos professores de Educação Física a realização de uma atividade integrada, tendo como referência o tema "Resolução conjunta" desenvolvido em sala de aula.
A atividade proposta poderá ser intitulada "Torneio de vôlei e futebol", em que os jogos acontecerão entre turmas da escola.
Para isto, os professores e alunos envolvidos no Torneio deverão decidir conjuntamente o local, dias e horários dos jogos e as regras referentes a este evento, destacando a importância de tomar decisões de forma conjunta.
Poderão ainda buscar informações relativas às modalidades de esporte que farão parte do torneio, a fim de ampliar os conhecimentos acerca de cada uma delas.
Os professores das outras áreas de conhecimento da escola poderão ser convidados a participar, de forma a desenvolver em suas aulas atividades relacionadas ao evento proposto e também participar das discussões coletivas referentes às situações vividas nos jogos.
Durante a realização dos jogos, é importante que os professores estejam atentos à forma como os alunos resolvem os impasses e conflitos surgidos na situação de jogo.
Posteriormente, os professores deverão organizar momentos de avaliação com os times, para que discutam e analisem como foi o jogo, se surgiram conflitos e como foram resolvidos (retomar o significado e a importância da resolução conjunta frente a impasses e conflitos grupais).

Recursos Complementares
Professor, você poderá propor aos alunos, distribuídos em pequenos grupos, o Jogo: "Palitos Racha Cuca", em que terão que resolver os desafios de forma conjunta, disponível no sítio http://arquivinho.com/racha-cuca-2
 (Clicar em "Palitos").
Sugerimos, também, um texto para a sua leitura:
"O jogo cooperativo na resolução de conflitos nas aulas de Educação Física", acessando o sítio http://www.labrinjo.ufc.br/phocadownload/ojogocooperativonaresoluodeconflitosnasaulasdeeducaaofsica.pdf
Avaliação
Avaliação contínua, processual e diagnóstica: acompanhar e avaliar os alunos nas diferentes etapas do processo de aprendizagem, compreender as estratégias utilizadas por eles na construção do conhecimento e organizar formas de intervenção adequadas às reais necessidades dos alunos e que possibilitem avanços cognitivos.
Auto-avaliação dos alunos (oral ou por escrito): Participação individual e grupal nos diferentes momentos da aula.
Em que a aula contribuiu para compreender a importância de se utilizar a resolução conjunta para resolver conflitos grupais.
Avaliação dos alunos pelo professor: Tendo como base a participação e envolvimento dos alunos em todas as atividades propostas na aula, o professor deverá verificar se eles conseguiram:
-respeitar os momentos de fala e de escuta e as opiniões dos colegas;
- compreender o que se entende por resolução conjunta;
-analisar de forma crítica a situação de comunicação apresentada; identificar e avaliar situações de conflitos vivenciados em sala de aula;
-propor soluções para situações em que não foram resolvidas por meio de resolução conjunta;
-participar de forma ativa na organização do "Torneio".



Mais aqui:
Veja outra sugestão de aula neste link
Retirado da Revista Nova Escola/Jan/2004
Ouvindo: AQUI, AQUI
E hoje a história veio em forma de poesia! E ela é de um dos escritores que eu mais admiro, o Ricardo Azevedo! Numa grande brincadeira com as palavras, Ricardo sugere outros nomes para o tal apagador. Aquele que a gente apaga as coisas do quadro na escola. AQUI
PDF: Se eu fosse aquilo: AQUI
Se eu fosse um tomate: AQUI





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