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Colaboração e Direitos Autorais
Olá amiga(o) ,
Fui professora dos projetos "Estímulo À Leitura",
"Tempo Integral" e a favor da leitura lúdica,
afinal, quer momento mais marcante que a fantasia da vida?
Portanto, será um prazer receber sua visita em mais um blog destinado a educação.
Nele pretendo postar comentários e apreciações de materiais didáticos de Língua Portuguesa, além de outros assuntos pertinentes, experiências em sala de aula, enfocando a interdisciplinaridade e tudo que for de bom para nossos alunos.
Se você leu, experimentou, constatou a praticidade de algum material e deseja compartilhar comigo,
esteja à vontade para entrar em contato.
Terei satisfação em divulgar juntamente com seu blog, ou se você não tiver um, este espaço estará disponível dentro de seu contexto.
Naturalmente, assim estaremos contribuindo com as(os) colegas que vêm em busca de sugestões práticas.
Estarei atenta quanto aos direitos autorais e se por ventura falhar em algo, por favor me avise para que eu repare os devidos créditos.
Caso queira levar alguma publicação para seu blog, não se
esqueça de citar o "Linguagem" como fonte.
Você, blogueira sabe tanto quanto eu, que é uma satisfação ver o "nosso cantinho" sendo útil e nada mais marcante que
receber um elogio...
Venha conferir,
seja bem-vinda(o)
e que Deus nos abençoe.
Krika.
30/06/2009

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JUNHO 2019
17 ANOS DE LITERATURA INFANTIL
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terça-feira, agosto 01, 2023

Acorde o sol Don Aderbal>Movimentos da terra>Noite e dia>O galo que cantava para fazer o sol nascer> 02/08/2023



Galo canta fraco e o Sol não nasce
 Um vilarejo se vê privado da luz e do calor do Sol porque o galo Don Aderbal de la Crista Roja canta muito fraco, e seu “cocoricó” não acorda o astro-rei.
 Autoridades do lugar tentam resolver a questão, mas apresentam sugestões que não dão certo. 
O garoto Duda diz ter a solução para o problema, porém ninguém na cidade lhe dá ouvidos. 
A situação se complica, e Don Aderbal corre o risco de virar canja...


Monika Papescu/Jean Claude Alphen

SUGESTÕES PARA O TRABALHO EM SALA DE AULA 
• Debate sobre relações e conflitos mais comuns entre adultos e crianças;
 • Pesquisa sobre profissões: médico, cantor, maestro, professor, cozinheiro, etc.;
 • Pesquisa sobre os movimentos da Terra, dia e noite, Sol e Lua; a relação entre o canto do galo e o amanhecer;
 • Soluções da ciência para compensar deficiências das pessoas; 
• Observação e análise das ilustrações. Fonte

Varal de histórias: AQUI e outra contação: AQUI
Dobradura do bico do galo: AQUI
Atividades PDF: AQUI

O galo que cantava para fazer o sol nascer/Rubem Alves

Ouvindo: AQUI
Interpretando: AQUIAQUIAQUI

Cantando a lua mora no céu: AQUI
No Linguagem:
O galo gago: AQUI
Galo, galo não me calo: AQUI
Coletânea especial rotação da terra: AQUI
A bruxa que roubou o sol: AQUI




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sexta-feira, abril 02, 2021

O soldadinho de chumbo>Hora da história>Atividade remota e afins>02/04/2021

 

Hora da história: AQUI

Soldadinho de papal/Quintal da cultura: AQUI

Aula/Remota/Era uma vez nossos contos de fadas: AQUIAQUI

Atividade remota: AQUIAQUI , AQUI

Feira literária: AQUI

Sequência didática: AQUI

Interpretação de texto: AQUI

Atividades: AQUI , AQUI

A montanha encantada dos gansos selvagens e O soldadinho de chumbo

AQUI

O soldadinho de chumbo/Turma da Mônica/A pastorinha/Pinóquio/João e o pé de feijão

AQUI

O patinho feio: AQUI

A princesa e a ervilha: AQUI

A roupa nova do rei: AQUI





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segunda-feira, fevereiro 03, 2020

Serafina e Virgulina>A formiga Dulce>Pequenos textos>Interpretação>O patinho que queria falar>Hora da história>03/02/2020



Serafina e Virgulina
As formigas iam velozes, em fila, para o novo formigueiro.
        Serafina, a formiga mais velha, dizia:
        – Não sei por que foi acontecer isso conosco! aquele formigueiro embaixo da figueira era muito bom! mas, infelizmente, ele ficou alagado.
      – Calma, serafina! o novo formigueiro perto da plantação de couve é bem melhor. Ele não tem as paredes mofadas, fica até mais perto do seu trabalho e você não precisa sair afobada – disse Virgulina.
        – Isso é verdade! posso até, de vez em quando, passar na casa da minhoca Filoca e comer um pouco de feijão com farofa.
                                    
                                                Graça Batituci

Apostila 2ºano/Textos curtos com interpretação

A formiga Dulce
AQUI

Formiguinha da roça
AQUI

O patinho que queria falar
Rubem Alves


Era uma vez um lindo patinho amarelo.

Um dia ele saiu de casa bem cedinho e foi passear na estrada.
A manhã estava clara, o céu azul e havia muitos animaizinhos passeando.
Não tinha ainda dado muitos passos e viu um gato engraçadinho.
O gato que era muito bem educado cumprimentou-o assim:
- Miau, miau!
O patinho ficou encantado e disse:
- Oh! Que modo bonito de falar você tem Senhor Gatinho. Quem me dera falar assim!
- É muito fácil, patinho, respondeu o gato. Vamos experimentar?

O patinho experimentou dizer "miau". Não conseguiu. Experimentou de novo, experimentou muitas vezes! Foi impossível! Então falou:
- É muito difícil, Senhor Gatinho! Isso não é conversa para patinhos!
Despediu-se do gato e continuou a passear.
Foi andando, andando e encontrou-se com Dona Galinha Carijó.

- Có, có, có, disse Dona galinha.
O patinho ficou encantado:
- Oh! Que modo bonito de falar a senhora tem, Dona Galinha! Quem me dera falar assim!
- Experimente falar assim, patinho.
O patinho tentou imitar Dona Galinha. Fez tudo que pôde e nada conseguiu. Depois de algum tempo, já bem desanimado, falou:
- Muito obrigado pela ajuda, Dona galinha, mas isto é muito difícil para patinhos.
Despediu-se de Dona Galinha e continuou o seu caminho.
Andou, andou e entrou na mata. De repente, ouviu a voz mais linda do mundo:

- Piu, piu, piu!...
O patinho ficou encantado! Olhou para cima e lá estava, no galho da árvore,
um lindo passarinho de penas coloridas.

- Que modo de falar bonito você tem, passarinho! Quem me dera falar assim!
- Experimente patinho! Experimente falar assim!O patinho abriu o bico. Fez tudo que pôde para dizer "piu, piu, piu!". Foi impossível. Já estava desanimado. Despediu-se e voltou triste para casa.
No meio do caminho encontrou Dona Pata.

- Quá, quá, quá, disse a pata.
-Oh! Mamãe, disse o patinho será que posso falar como a senhora?
- Experimente filhinho, experimente...
O patinho abriu o bico.
-Que vontade de falar como a mamãe!
E se não conseguisse?... Não falou como gato, nem como galinha, nem como passarinho. Será que poderia falar como pato? Fez um esforço, e...
- Quá, quá, quá... - Muito bem, filhinho! Disse-lhe a mamã pata, toda feliz. O Patinho ficou alegre, muito alegre. Depois, juntinho com a mamãe, voltou para casa e a todo instante, abria o bico para dizer mais uma vez:
- Quá, quá, quá...É bom sentir a Alegria de ser como somos...




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sábado, maio 20, 2017

Fábula>A libélula e a tartaruga 3>Estímulos fabulosos>A borboleta e a tartaruga>20/05/2017


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Uma tartaruga procura convencer uma libélula das vantagens de seu jeito “pesado” de viver. 
Mas a libélula não se dá por vencida e tenta, por sua vez, convencer a tartaruga que o melhor mesmo é a “leveza” de ser dos insetos.
E, neste verdadeiro embate de ideias à beira do lago, afinal, é possível ter certezas absolutas? 
A coleção Fábulas de Rubem Alves resgata histórias e personagens fascinantes deste que foi um dos maiores intelectuais brasileiros de nosso tempo. 
Cada livro aborda um conflito recorrente na infância em pequena fábula: leveza e seriedade, vida e morte, medo e coragem, alegria e tristeza.
 Em edição primorosa, que conta ainda com as ilustrações de Veridiana Scarpelli, a coleção irá surpreender todos os leitores, especialmente as crianças.

A história
Atividades

A borboleta e a tartaruga: Liliana e Michele Iacocca
Ouvindo a história: AQUI
Interpretação: AQUIAQUI


Ovo novo
Uma história de tartaruga +  vida das tartarugas+ A libélula e  a tartaruga
Quem sou eu(ovo novo)
AQUI
Sobre tartarugas
AQUI
Aula instrucional
A libélula e a tartaruga: AQUI
AQUI
MAIS RUBEM ALVES
A operação de Lili
AQUI
A montanha encantada
AQUI
A pipa e a flor
AQUI




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domingo, setembro 11, 2016

A brisa e a flor+A pipa e a flor+Amizade+Pequenas ternuras>11/09/2016

Resultado de imagem para historia a brisa e a flor


Descontente por ter de ficar presa ao chão por toda a sua vida, uma florzinha segue os conselhos do Girassol e pede à Fada Primavera que a ajude a se transformar numa flor voadora. ..

Compreender o que é ‘”lutar por aquilo que desejamos”, partilhando a aventura e o encanto da linguagem narrativa ficcional.

Identificar atitudes humanas nas personagens principais da história.


Atividade sugestiva

Nem a mais leve nuvem cobria o seu muito azul naquela manhã. Uma pequenina flor, mimosa e delicada, abria suas pétalas da mesma cor do céu. Exclamou admirada:
– Que lindo dia!
Tinha razão a florzinha. Era um belo dia de primavera. Os pássaros voavam e as abelhas zuniam por sobre as plantas floridas. A florzinha sentiu-se feliz por ter nascido em tão festiva época do ano. De repente arregalou os olhinhos espantada; piscou e tornou a olhar. Parecia-lhe que uma flor vinha voando como os passarinhos. Suas cores brilhavam ao Sol. Era um beija-flor que, de leve, beijava as flores. Rapidamente ele chegou até a florzinha azul, deu-lhe um beijo delicado com o seu longo bico e, antes que ela voltasse a si do espanto, o passarinho sumiu ao longe.
Nisto a Brisa Leve, que passava pelo campo, agitou suas pétalas e ela, por um instante, pensou que ia voar como o delicado colibri. Quis seguir a Brisa, mas sua haste prendeu-a.
A flor, que até aquele momento se sentia tão feliz, chorou a sorte que a obrigava a viver presa sempre no mesmo lugar.
“A Brisa e a Flor” – Isa R. Azevedo
Desdobramentos
O reino das borboletas brancas

A pipa e a flor
Turma da Mônica
Mais A pipa e a flor










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segunda-feira, fevereiro 09, 2015

A pipa e a flor>Gentileza>Amizade>Contação de histórias> 09/02/2015


A pipa e a flor
Rubem Alves

... Era uma vez um pipa.
O menino que a fez estava alegre, e imaginou que a pipa também estaria.
Por isso fez nela uma cara risonha, colando tiras de papel de seda vermelho: dois olhos, um nariz,uma boca...
Ô, pipa boa: levinha, travessa, subia alto...
Gostava de brincar com o perigo, vivia zombando dos fios e dos galhos das árvores.
Mas aconteceu um dia, ela estava começando a subir, correndo de um lado para o outro no vento, olhou para baixo e viu, lá no quintal, uma flor. 
Ela já tinha encontrado muitas flores. 
Só que desta vez seus olhos e os olhos da flor se encontraram, e ela sentiu uma coisa estranha. Não, não era a beleza da flor. 
Já vira outras, mais belas. Eram os olhos...
A pipa ficou enfeitiçada. Não mais queria ser pipa. 
Só queria ser uma coisa: fazer o que florzinha quisesse. 
Ah! Ela era tão maravilhosa. 
Que felicidade se pudesse ficar de mãos dadas com ela, pelo resto dos seus dias...
E assim, resolveu mudar de dono.
 Aproveitando-se de um vento forte, deu um puxão repentino na linha, ela arrebentou, e a pipa foi cair, devagarinho, ao lado da flor.
E deu a linha para ela segurar.
Ela segurou forte.
Agora, sua linha nas mãos da flor, a pipa pensou que voar seria muito mais gostoso. 
Lá de cima conversaria com ela, e ao voltar lhe contaria estórias para que ela dormisse.E ela pediu:
“- Florzinha me solta...”
E a florzinha soltou.
A pipa subiu bem alto e seu coração bateu feliz. 
Quando se está lá no alto é bom saber que há alguém esperando, lá embaixo.
Mas a flor, aqui de baixo, percebeu que estava ficando triste. 
Não, não é que estivesse triste. Estava ficando com raiva. 
Que injustiça que a pipa pudesse voar tão alto, e ela tivesse de ficar plantada no chão. E teve inveja da pipa. Tinha raiva de ver a felicidade da pipa, longe dela...
Tinha raiva quando via as pipas lá em cima, tagarelando entre si. 
E ela flor, sozinha, deixada de fora.
“- Se a pipa me amasse de verdade não poderia estar feliz lá em cima, longe de mim. Ficaria o tempo todo comigo...”
E a inveja juntou-se ao ciúme.
Inveja é ficar infeliz vendo as coisas bonitas e boas que os outros têm, e nós não.
Ciúme é a dor que dá quando a gente imagina a felicidade do outro, sem que a gente esteja com ele.
E a flor começou a ficar malvada.
Ficava emburrada quando a pipa chegava.
Exigia explicação de tudo.
E a pipa começou a ter medo de ficar feliz, pois sabia que isto faria a flor sofrer.
E a flor foi, aos poucos encurtando a linha e a pipa não conseguia mais voar.
Via, ali do baixinho, de sobre o quintal (esta era toda a distância que a flor lhe permitia voar) as outras pipas, lá de cima... E sua boca foi ficando triste. E percebeu que já não gostava da flor, como no início...
... A pipa percebeu que havia mais alegria na liberdade de antigamente que nos abraços da flor. Porque aqueles eram abraços que amarravam. 
E assim, num dia de grande ventania, e se valendo de uma distração da flor, arrebentou alinha, e foi em busca de uma outra mão que ficasse feliz vendo-a voar nas alturas...
ALVES, Rubem. A pipa e a flor. São Paulo: Loyola, 2004. p.12-24.

Essa história não terminou. 
Está acontecendo bem agora, em algum lugar... E há três jeitos de escrever o seu fim. Você é que vai escolher.

Primeiro: 
A pipa ficou tão triste que resolveu nunca mais voar.

- “Não vou te incomodar com os meus risos, Flor, mas também não vou te dar a alegria do meu sorriso”.
E assim ficou amarrada junto à flor, mas mais longe dela do que nunca, porque o seu coração estava em sonhos de vôos e nos risos de outros tempos.

Segundo: 
A flor, na verdade, era uma borboleta que uma bruxa má havia enfeitiçado e condenado a ficar fincada no chão. O feitiço só se quebraria no dia em que ela fosse capaz de dizer não à sua inveja e ao seu ciúme, e se sentisse feliz com a felicidade dos outros. E aconteceu que um dia, vendo a pipa voar, ela se esqueceu de si mesma por um instante e ficou feliz ao ver a felicidade da pipa. Quando isso aconteceu, o feitiço se quebrou, e ela voou, agora como borboleta, para o alto, e os dois, pipa e borboleta, puderam brincar juntos...


Terceiro: 
A pipa percebeu que havia mais alegria na liberdade de antigamente que nos abraços da flor. Porque aqueles eram abraços que amarravam. E assim, num dia de grande ventania, e se valendo de uma distração da flor, somos algumas vezes pipa e na outra flor, umas vezes estamos preso em uma corda e que alguém está agarrando e ñ quer nos largar  de jeito nenhum e na outra vez somos pipa quer ser livre , mas tem hora que  precisamos de alguém para segurar a nossa corda ou melhor a nossa vida.
Fonte:
Interpretação
A pipa e a flor: AQUI
Contação da história
Turma da Mônica
Slides
Livro
Teatro
Mais
AQUI





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segunda-feira, abril 14, 2014

Lagartixas e dinossauros > Estímulos literários e reflexivos > 14/04/14



Rubem Alves
Neste livro a serpente, com uma voz bem suave, 
prometeu às lagartixas beleza e grandeza ilimitadas.

Em seu  livro “A Gestação do Futuro”, Rubem Alves, descreve que nós (países em desenvolvimento) queremos ser dinossauros ao invés de lagartixas. 
Dinossauro em que sentido da grandiosidade? 
Lagartixa parece um dinossauro mas é pequeno demais porque? 
O que significa isto trazendo para nossa realidade? 
Ao longo de seu processo evolutivo as lagartixas invejavam seus primos Dinossauros, sempre maiores, mais fortes e poderosos, literalmente os donos do mundo. 
E elas, pobres seres minúsculos, teriam que se contentar com o seu universo diminuto e pouco complexo comparado com os grandes répteis. 
Hoje em dia alguém vê dinossauros hoje ou lagartixas? 
É exatamente isto, as lagartixas sobreviveram e assistiram o desaparecimento dos primos os grandes répteis. E porque?
 Como a seleção natural de darwin explicou isto?  
Mais simples ainda. Devido a complexidade de seus organismos, os dinossauros tinham uma série de exigências para manterem seus corpos descomunais (alimentos em abundância principalmente), força e tamanho lhes foram inúteis na hora mais crucial, enquanto que as pequenas lagartixas conseguiram sobreviver por eras alimentado-se apenas de algumas poucas moscas e um pequeno local sem maiores exigências.

FONTE
AQUI
Livro AQUI

Outras obras de Rubem Alves no Linguagem


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sexta-feira, junho 22, 2012

A menina e a pantera negra> Rubem Alves> Bullying>22/06/2012



A menina e a pantera negra

Uma menina me pediu que lhe interpretasse um sonho: vira uma pantera negra dentro de casa e estava com medo.
Pude escrever a história porque eu também vira a mesma pantera e também tivera medo.
Todos, se prestarem atenção e houver bastante silêncio, pelas noites, ouvirão os seus rugidos discretos e sentirão um calafrio pela espinha.
Ela mora em nosso mundo interior e freqüenta as nossas sombras.
É o nosso lado negro.
Os seus nomes são muitos, há um tempo fascinantes e amedrontadores.
 Porque a Pantera Negra é bela e terrível... mas há também a menina, Bianca, luminosa, diurna, sem sombras...
A Pantera Negra, sem a Menina, é selvagem e mortal.
A Menina, sem a Pantera, é fraca e ingênua.
É preciso que se tornem amigas.
 Reconciliação dos opostos: O Branco e o Negro, o Amor e a Força, a Vida e a Morte, Yin e Yang.
(O autor)

Esta história aborda a relação de cada um com seu lado mais obscuro.
Leia com olhos de adulto, imaginando com a mente (conectada ao coração) de criança e simplemente deixe a mensagem transitar no seu inconsciente.

A menina abriu a janela (seu nome era Bianca) e ela estava lá, deitada à sombra da figueira secular: uma pantera negra. Quieta, absolutamente tranqüila, pêlo reluzente. Apenas a cauda se mexia ritmicamente.
Seus olhos, profundos e terríveis, olharam a menina. E foi então que o felino a chamou pelo nome: Bianca...
Havia quase ternura em sua voz, mas a menina, aterrorizada, fugiu. Não tanto por medo da pantera, mas por medo do seu chamado. Bianca... Era como se ela já a conhecesse de longa data e estivesse voltando para um reencontro.
A menina correu para o pai. Para quem mais correria, num momento como esse?
- Papai, eu vi uma pantera negra. Deitada debaixo da figueira. E me chamou pelo nome...
Havia muito medo em sua voz. Seu pai não se assustou. Sabia que as panteras negras não aparecem assim, no quintal das casas. Panteras são animais que vivem longe, muito longe, nas matas.
- Acho que você teve um pesadelo, minha filha. Não há panteras negras por aqui. Sonho ruim na hora de acordar...
- Não, não – disse ela. Sei que não foi. Por favor, venha! – e puxou o pai pela mão.
Ele a acompanhou até a janela do quarto, para tranqüilizá-la. E, de fato, nada havia sob a figueira. Estava como sempre...
- Eu não lhe disse? Não há panteras por aqui – Sua voz era sábia e tranqüila. Tudo voltou ao normal. Bianca acreditou que tudo não passara de uma visão. Algumas pessoas vêem santos dos céus, e são beatificadas. Outras vêem feras selvagens das florestas e são aterrorizadas. Mas ela não conseguiu esquecer a forma como a chamara: Bianca...
No dia seguinte, já se esquecera de tudo. E, como sempre, abriu a janela que dava para a figueira. E lá estava de novo.
- Bianca... – repetiu, desta vez com um pouco mais de força. A menina correu para o pai.
- Venha, venha depressa...
Desta vez, ela não fugiu. Ficou lá, tranqüilamente. O pai correu para o seu rifle, mirou a pantera e atirou. Mas nada aconteceu...
A pantera levantou-se, sem pressa, e retirou-se vagarosamente, movimentando a cauda.
- Faremos tudo para espantar esse animal que está assustando minha filha. E assim penduraram nas árvores e cercas guizos, sinos e latas, pois animais da selva se assustam com ruídos diferentes. Acenderam fogueiras ao redor da casa, pois eles temem o fogo. E encheram o quintal de pessoas, já que eles fogem dos homens (por horror ao cheiro doméstico).
Era uma complexa rede de defesas, montada para afugentar a pantera que assustara a criança com seu chamado. – Bianca... – A pantera desapareceu. Não mais aparecia sob a figueira, pelas manhãs. Durante todo o dia, era como se não existisse. Mas logo que caía a noite os seus rugidos começavam a ser ouvidos, e ora pareciam ferozes, ora tristes, como se lamentassem algo.
Por vezes ouviam-se ruídos nas portas, patas arranhando, e pela manhã sinais de garras podiam ser vistos na madeira. Se algo assim acontecia durante a noite, e o pai de rifle em punho abria a porta, pronto para atirar e matar, não se via coisa alguma.
Lá fora tudo estava tranqüilo, as sombras das árvores, o ruído do vento. Depois de muito tempo, convenceram-se de que a pantera negra deveria ser um ser mágico, que nenhuma bala poderia matar e nenhuma armadilha prender.
Acontece que por ali havia um sábio (muitos o consideravam feiticeiro), conhecedor das coisas misteriosas do dia e da noite, da vida e da morte. E resolveram consultá-lo.
- Entendo o seu medo – disse ele a Bianca – Tudo o que se desconhece é terrível. E de forma especial a pantera negra. Por um lado, é tão linda e segura de si, pêlo macio e brilhante, que seria bom agradar. Mas é também coisa selvagem, que ataca de repente, filha da noite, carregando a morte nos dentes e garras.
- Que devemos fazer para nos livrar dela? – perguntou o pai de Bianca, ansioso por uma receita.
- Nada – respondeu o sábio. As panteras só conseguem falar quando estão amando. Ela está amando você, Bianca. E não a abandonará por nada neste mundo. Ela a escolheu. Agora é sua.
- Mas não a quero – disse a menina em desespero. Que é que posso fazer com uma pantera? Desejo mesmo é me livrar dela.
- Isto é impossível, respondeu o feiticeiro. Você só tem duas alternativas: ou a deixa de fora, e ela continuará a assombrar o seu sono durante a noite, ou você deixa que ela entre, e ela se tornará sua amiga...
- Mas como posso fazer isso? – perguntou Bianca.
- É simples. As panteras selvagens são domadas quando aprendemos a dizer seu nome. Descubra o seu nome e chame-o durante a noite. Ela virá...
- Mas como descobrir o nome da pantera? –perguntou Bianca.
- Isto eu não sei – respondeu o sábio. Você terá de descobrir por conta própria...
Com estas palavras, deu por encerrada a conversa. Bianca e seu pai voltaram perplexos para casa. Parecia coisa impossível e louca a tarefa que o sábio lhes dera: descobrir o nome da pantera. Consultaram domadores de animais, escreveram para jardins zoológicos, examinaram livros especializados, colecionaram dezenas de nomes. Tudo em vão. A pantera não atendia.
- É porque nenhum destes é o nome da pantera – disse-lhes o sábio, numa outra ocasião. São os nomes que os homens lhe deram. É preciso aprender o nome dela, que mora no seu corpo...
Naquela noite Bianca sonhou. A pantera estava lá, debaixo da figueira. Olhava para a menina e lhe dizia:
- Meu nome é o inverso do seu... E desapareceu.
Esta, pelo menos, era uma pista: o inverso do nome de Bianca. Brincou de inverter as letras, para ver se significavam algo. Leu o seu nome refletido no espelho. Investigou as razões pelas quais lhe haviam dado este nome.
- É porque você, ao nascer, era branca, muito branca, como a Branca de Neve. E assim, a batizamos de Bianca.
Mas tudo era inútil. O enigma continuava.
- Meu nome é o inverso do seu...
Aconteceu, entretanto, que houve uma noite em que Bianca e seu pai olhavam velhos retratos. Em um envelope estavam os negativos. Bianca tomou um deles e observou contra a luz. Era ela, não havia dúvidas.
- Que gozado, papai – disse ela. No negativo meu rosto está preto. É o inverso...
Subitamente ela parou, olhando no vazio, como se houvesse viso algo inesperado. E gritou:
- É isto, o inverso... O negativo é o inverso. O inverso do meu nome – Bianca, branca, é negro. O nome da pantera deve ser Negra, o meu lado noturno. Não é assim? Luz e escuridão, dia e noite, Bianca e Negra...
Exultante, num misto de alegria e medo correu para a porta, abriu-a para as sombras das árvores e o ruído do vento e disse:
- Negra, Negra...
Ouviu-se um leve barulho nas folhas do jardim e a pantera Negra se aproximou, tranqüila como sempre. Lambeu as mãos da menina e deitou aos seus pés. E quando Bianca acariciou o pêlo negro da pantera adormecida sentiu uma enorme sensação de felicidade. Nunca mais teria medo. Quem tem a pantera Negra como amiga não precisa temer mais nada.

http://contospontocomlcb.blogspot.com.br/2011/04/menina-e-pantera-negra.html

Linguagem sugere a história abaixo como complemento e
 também como abordagem ao  tema bullying

Ecos da vida
Coleção pequenas lições
Editora Soler

O autor nos leva a um grande aprendizado, a de que tudo o que fazemos na vida, mais cedo ou mais tarde, retorna para nós mesmos.
Este ensinamento é de suma importância quando falamos em combate ao bullying.
O espectador, aquele que assiste a cena de bullying, tem que ter claro que quando ele toma posição, quando ele diz para o agressor: “eu não concordo com o que você faz” ou diz para a vítima: “estou aqui para ajudar”, com certeza esta ação terá ecos na vida desta pessoa. Ela se posicionou e assumiu o bem. (http://marcosliba.com.br/?p=418)

Livro aqui:




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quinta-feira, junho 14, 2012

Sobre príncipes e sapos> Rubem Alves>Shakespeare> 14/06/12

Sobre príncipes e  sapos
Rubem Alves
Editora Paulus


Esta é a história de um príncipe vítima da inveja de uma bruxa. Ele era dotado de um maravilhoso dom de cantar e encantar. Por conta da inveja da bruxa, ele é transformado em sapo e obrigado a viver junto deles num lago. Ainda assim, descobre que não pode deixar de cantar, pois a magia de sua música está em sua alma, de modo que, quando abre a boca, o que sai não é um simples coaxar de sapos, mas lindas canções. Repreendido por outros sapos igualmente invejosos, se cala e se entristece cada vez mais, aprendendo a coaxar como os acomodados sapos da lagoa. Mas, talentos não podem ficar por muito tempo adormecidos.


“Era uma vez um príncipe de voz maravilhosa que encantava a todas as criaturas que o ouviam. Seu canto era tão belo que seduziu até a bruxa que morava na floresta negra e que por ele também se apaixonou. Mas, diferente de todos os outros, que se sentiam felizes só de ouvir, ela resolveu cantar também. Que lindo dueto faremos, ela pensou. E logo se pôs a cantar. Acontece, entretanto, que bruxas não conseguem cantar afinado. Bastava que ela abrisse a boca para que dela saíssem os sons mais bizarros, que soavam como o coaxar de sapos e rãs. A vaia foi geral. A bruxa se encheu de uma inveja raivosa e lançou contra ele o mais terrível dos feitiços: Se não posso cantar como você canta, farei com que você cante como eu canto. E o príncipe foi transformado num sapo. Envergonhado de sua nova forma, ele fugiu e se escondeu no fundo da lagoa, onde moravam os sapos e rãs. Ele ficou em tudo parecido aos batráquios. Menos numa coisa. Continuou a cantar tão bonito quanto sempre cantara. Mas desta vez quem não gostou do canto do novo sapo foram os sapos e as rãs que só sabiam coaxar. O canto novo soava aos seus ouvidos como coisa de outro mundo, que perturbava a concordância de sua monotonia sapal. Severos, advertiram: Quem mora com rãs e sapos tem de coaxar como rãs e sapos. O príncipe-sapo fez cessar o seu canto e não teve alternativas: teve de aprender a coaxar como todos os outros faziam. E tanto repetiu que acabou por se esquecer das canções de outrora. Não, não se esqueceu não... porque, quando dormia, ele se lembrava e ouvia a música antiga proibida que continuava a se cantar dentro dele. Mas quando ele acordava, se esquecia. Mas não de tudo. Ficava numa saudade indefinível. Saudade, ele não sabia bem de quê. Saudade que lhe dizia que ele estava longe, muito longe do lar...”




Dramas e Tragédias: Reescrevendo Shakespeare


O que o aluno poderá aprender com esta aula
■Conhecer as obras de Shakespeare;
■Identificar os sentimentos de raiva, inveja, amor, solidariedade, ciúme através dos dramas vividos pelos personagens da história;
■Vivenciar o jogo teatral através de brincadeiras;
■Vivenciar práticas de leitura e escrita.
Duração das atividades
8 aulas de 1 hora
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno
1.Leitura das obras de Shakespeare ( O Mercador de Veneza, Otelo );
2.Reescrita e produção de texto narrativo;
3.Jogo teatral.
Estratégias e recursos da aula
Primeira atividade
Breve justificativa
Por que fazer leituras de um autor como Shakespeare com crianças de 5 e 6 anos?
Em que contexto na educação infantil e séries iniciais do ensino fundamental isso se justifica?
Este trabalho foi desenvolvido no Núcleo de Educação da Infância - NEI-CAp/UFRN com crianças da sala de alfabetização - atualmente 1º ano do ensino fundamental. Leia a justificativa abaixo em que se deu este trabalho.






 
Shakespeare é considerado um dos mais importantes dramaturgos e escritores de todos os tempos. Seus textos literários são verdadeiras obras de arte e permaneceram vivas até os dias de hoje, onde são retratadas freqüentemente pelo teatro, televisão, cinema e literatura.
Os textos de Shakespeare fizeram e ainda fazem sucesso, pois tratam de temas próprios dos seres humanos, independente do tempo histórico. Amor, relacionamentos afetivos, sentimentos, questões sociais, temas políticos e outros assuntos, relacionados a condição humana, são constantes nas obras deste escritor.
Nasceu em 23 de abril de 1564, na pequena cidade inglesa de Stratford-Avon. Nesta região começa seus estudos e já demonstra grande interesse pela literatura e pela escrita.




Principais obras:
Comédias: O Mercador de Veneza, Sonho de uma noite de verão, A Comédia dos Erros, Os dois fidalgos de Verona, Muito barulho por coisa nenhuma, Noite de reis, Medida por medida, Conto do Inverno, Cimbelino, Megera Domada e A Tempestade.
Tragédias: Tito Andrônico, Romeu e Julieta, Julio César, Macbeth, Antônio e Cleópatra, Coriolano, Timon de Atenas, O Rei Lear, Otelo e Hamlet.
Dramas Históricos: Henrique IV, Ricardo III, Henrique V, Henrique VIII.
Considerando o contexto da sala e a importância de promover o contato das crianças com a literatura universal, promova a leituras de algumas obras de Shakespeare. Selecione histórias que possibilite o grupo exercitar através da reflexão - ainda que fugaz - juízos de valores sobre a conduta dos personagens e também experimentar sentimentos próprios da fragilidade humana. Observe o relato da professora sobre a circulação dos textos na sala de aula.






Atividade de leitura
O Mercador de Veneza
Leia o livro durante alguns dias despertando certo suspense e curiosidade sobre o que vai acontecer no dia seguinte.
Após o término da história promova uma conversa na roda possibilitando as crianças se colocarem no lugar dos personagens.
Lance várias perguntas relativas aos acontecimentos da narrativa para as crianças se colocarem no lugar de cada personagem para ampliar cada vez mais a capacidade de reflexão do grupo exercitando vários pontos de vista.
 Depois organize atividades para as crianças escreverem sobre as características dos personagens principais e como Antônio foi salvo do julgamento.
Sinopse do livro
Trata-se de uma das obras mais polêmicas do célebre dramaturgo inglês.
Escrito no findar dos anos 1500, época em que os judeus estiveram ausentes da Inglaterra (foram expulsos em 1290, e só seriam novamente aceitos em 1655), capta as chocantes caricaturas feitas pelos ingleses.
Em O Mercador de Veneza, o personagem que mais chama a atenção não é o mocinho, e sim o vilão, criado para dar um tom cômico à peça. Trata-se do agiota e judeu _ daí a polêmica _ Shylock, retratado como indivíduo desprezível.
A vítima, o cristão Antônio, cidadão bem sucedido de Veneza, faz um contrato atípico com o agiota, penhorando 453 gramas de sua própria carne. Agora, o vilão faz questão de tal medonha extração, o que levaria Antônio a morte.
O que se observa é a velha e infeliz máxima anti-semita. O judeu? Do mal? Quer sangue do bom cristão? Durante anos, tal peça foi encenada, sempre ascendendo discussões, ou mesmo pregando o anti-semitismo. Nos territórios nazistas, por exemplo, essa se tornou a peça mais popular de Shakespeare nos anos 30 e 40. Após a Segunda Guerra Mundial, a história tornou-se constrangedora e passou a ser exibida somente com interpretações mastigadas, tentando expor inclusive as mazelas do preconceito sofrido pelo próprio Shylock.
O autor, em seu original, também busca trabalhar com o emocional do vilão mostrando- o como humano em suas características sentimentais. O fato é que o dramaturgo inglês foi certamente influenciado pela onda deletéria aos judeus, presente em sua época. Todavia, é a índole e as convicções ideológicas do leitor ou do expectador de O mercador de Veneza, que vai relativizar ou aceitar a pilhagem anti-semita integralmente.
Segunda atividade
Assista antecipadamente ao filme o Mercador de Veneza. Selecione as cenas em que mostre os personagens, o julgamento e o final. Oriente que prestem atenção as cenas principais para fazer um resumo do filme.




Para conhecer algumas cenas do filme acesse:






Terceira atividade
Leia a história de Otelo durante alguns dias. Interrompa em partes que suscitem bastantes curiosidades nas crianças em saber o que vai acontecer. Retome no dia seguinte e continue. Ao término da leitura lance questões sobre amizade, traição criando situações em que as crianças se coloquem no lugar de Otelo e Iago. Depois organize atividades de desenho e registro escrito baseadas nas questões lançadas na roda.
Se você fosse Iago como agiria?
Como deveria ter se comportado Otelo frente às informações de Iago sobre sua esposa?
Sugestão de atividade escrita:






Sinopse do livro - Otelo
Otelo, estimado general da República de Veneza, apaixona-se por Desdêmona, jovem da nobreza, e é correspondido. Casam-se e partem para a ilha de Chipre, onde o general é designado para enfrentar os otomanos. Antes da viagem, porém, Otelo promove Cássio, um de seus homens, a tenente. Esse fato deixa seu alferes, Iago, furioso, pois desejava o cargo para si.
Quando Otelo retorna, passa a ser vítima das artimanhas e armações de Iago, que insinua a traição de Desdêmona, supostamente amante de Cássio. Num momento de extrema dor e insanidade, Otelo mata sua amada asfixiada, suicidando-se assim que percebe que fora manipulado e que sua amada era inocente e fiel.



Quarta atividade
Proponha uma brincadeira de Júri Popular para defender e acusar Iago. Divida os grupos.
Um grupo representará os jurados, uma outra irá representar Iago.
Duas crianças serão os advogados de defesa e duas atuarão como acusação. Após o resultado do julgamento, sugira um texto coletivo para registrar a brincadeira.
Proponha que os advogados organizem os argumentos para a defesa e os da promotoria para acusar.
Ainda se pode organizar um jogo teatral retratando o julgamento. Para tanto, o professor funciona como narrador.
 Organize as falas dos personagens junto com as crianças e defina quem serão os personagens e a multidão que assiste ao julgamento.
Mostra de teatro encenado por alunos



Recursos Complementares
Filme
O Mercador de Veneza
Titulo original: (The Merchandt of Venice)
Lançamento: 2004 (EUA)
Direção: Michael Radford
Atores: Lynn Collins , Joseph Fiennes , Jeremy Irons , Al Pacino , Zuleikha Robinson
Duração: 138 min gênero:
Drama status: arquivado
SINOPSE:
Na cidade de Veneza, no século XVI, Bassanio (Joseph Fiennes) pede a Antonio (Jeremy Irons) o empréstimo de três mil ducados para que possa cortejar Portia (Lynn Collins), herdeira do rico Belmont. Antonio é rico, mas todo seu dinheiro está comprometido em empreendimentos no exterior. Assim ele recorre ao judeu Shylock (Al Pacino), que vinha esperando uma oportunidade para se vingar de Antonio. O agiota impõe uma condição absurda: se o empréstimo não for pago em três meses, Antonio dará um pedaço de sua própria carne a Shylock. A notícia de que seus navios naufragaram deixa Antonio em uma situação complicada, com o caso sendo levado à corte para que se defina se a condição será mesmo executada.
Avaliação
Observar durante a leitura, a conversa na roda, as produções escritas realizadas:
■O envolvimento e a participação da criança durante a leitura dos livros de Shakespeare;
■As reflexões e os argumentos usados para julgar e resolver os problemas dos personagens;
■A produção de texto - elaboração das idéias, argumentos;
■A Criatividade e a improvisação durante o jogo teatral.




A história do Mercador de Veneza


O que o aluno poderá aprender com esta aula
1.Conhecer a história do mercador de Veneza na obra de Shakespeare;
2.Vivenciar através do jogo simbólico situações de resoluções de conflitos em que seja necessário se colocar no lugar do outro tais como: como reagir diante da raiva do colega, desejar o mesmo brinquedo, respeitar o direito de escolha do colega, etc;
3.Desenvolver noções sobre justiça, amizade, solidariedade através do comportamento dos personagens
4.Produzir texto narrativo.
Duração das atividades
6 aulas de 1 hora
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno
1.Leitura de Shakespeare - o mercador de veneza
2.Produção de texto narrativo;
3.Gênero de texto;
4.Práticas de leitura;
5.Falar e escutar.
Estratégias e recursos da aula
Primeira Atividade
Este é um livro bem ilustrado com uma quantidade de páginas que permite a leitura durante mais ou menos quatro dias.
Esse texto de Shakespeare, um dos mais populares do dramaturgo, surpreende pela modernidade e complexidade moral. Na Veneza do século XVI, o jovem Bassânio pede dinheiro emprestado ao amigo Antônio para ir a Belmonte pedir a mão de Pórcia. Por sua vez, o amigo procura o agiota judeu Shylock e garante um pedaço de sua própria carne caso o pagamento do empréstimo não seja feito como combinado. A partir daí, uma série de armações, disfarces e desencontros acontecem, aflorando o que há de melhor e pior na alma humana.
Orientações para a leitura
Comente quem foi Shakespeare. Cite o nome de algumas obras.
Contextualize o tempo em que viveu.
Leia o livro a cada dia. Interrompa de modo provocativo para despertar a curiosidade do grupo para a leitura no dia seguinte.
Escreva coletivamente na forma de um painel cada parte do livro com o objetivo de garantir que as crianças possam lembrar cada momento da leitura.
Durante os acontecimentos que envolvem os personagens principais lance questões para o grupo sobre:
■O comportamento dos personagens,
■Suas características,
■Vestimentas.








Capa do livro
Ao final da leitura, provoque o grupo para refletir sobre os motivos da raiva de Shylock por Antônio. Organize atividades de registros que permitam a criança se colocar sob diferentes pontos de vista. Tais como:









Fonte: O Mundo Mágico da leitura.NEI/UFRN.2001.
Segunda Atividade
Faça um mural com os nomes dos personagens principais, as características dos personagens - Quem era cada um - o que faziam - como forma de destacar o contexto de cada um dos personagens na trama. Proponha uma galeria com desenhos dos personagens em lápis grafite para ser exposto na sala.
Os personagens e suas histórias
Pórcia de Belmonte - Moça rica cujo pai deixa em testamento e o desejo de casá-la com aquele que, escolhendo dentre três escrínios (ouro, prata e chumbo), encontrasse o retrato da moça.
Bassanio - Moço de poucas posses pede ao amigo Antônio, rico mercador, uma quantia em dinheiro para que possa concorrer à mão da bela Pórcia.
Antônio - Rico mercador que empresta dinheiro sem cobrar juros. Amigo de Bassanio.
Shylock - Nutria certo ódio por Antonio que também emprestava dinheiro, porém sem cobrar juro algum.
Baltasar - Jovem advogado que defende Antônio.
Terceira Atividade
Combine com as crianças a escolha das cenas da história que elas querem vivenciar na brincadeira simbólica. Leia alguns trechos com as falas dos personagens relacionados com as cenas escolhidas, em seguida peça as crianças para recriarem os diálogos usando a improvisação.
Utilize lençóis, roupas, capas, chapéu que estiver disponível no canto do faz de conta ou solicite que tragam de casa.
Observem como foram organizadas as cenas, os diálogos do Conto de Inverno de Shakespeare com crianças de 5 e 6 anos.









Fonte: O Mundo Mágico da Leitura.NEI/UFRN.2001.
Quarta Atividade
Para finalizar o trabalho, proponha a criação de uma versão do mercador de Veneza. Digite e traga para a sala para que ilustrem cada parte da história contada. Veja uma versão do Conto do Inverno criado pelas crianças de 5 e 6 anos.








Fonte: O Mundo Mágico da Leitura.NEI/UFRN.2001.
Recursos Complementares
Livro: O Mercador de Veneza
Sinopse
Um dia, para ajudar um amigo, Antônio é obrigado a pedir um empréstimo a Shylock, e assina um contrato autorizando o agiota a apoderar-se de uma libra de sua carne numa parte do corpo à escolha de Shylock. Mas a esperteza de uma mulher livra Antônio da pena.
Dados Técnicos:
TÍTULO: O MERCADOR DE VENEZA. TÍTULO ORIGINAL: THE MERCHANT OF VENICEIDIOMA: Português.ENCADERNAÇÃO: Capa dura
Formato: 22,5 x 31
48 págs. ANO DA OBRA/COPYRIGHT: 1995ANO EDIÇÃO: 2006. EDIÇÃO: 1ª AUTOR: William Shakespeare ADAPTAÇÃO: Johnny Mafra
Lamby Mafra TRADUTOR: Sergio Godinho de Oliveira ILUSTRADOR: Dusan Kallay
Conheça a coleção com as obras de Shakespeare
A Coleção Shakespeare é uma verdadeira ponte para os mais jovens terem contato com as fabulosas peças do dramaturgo inglês William Shakespeare.
A adaptação fica por conta do casal Charles e Mary Lamb que deixam o texto acessível aos novos leitores.
 As ilustrações são obras primas a parte.
 Cada conto, traz um ilustrador diferente, deixando a história muito mais atrativa para os alunos.




Filme: O Mercador de Veneza titulo original: (The Merchandt of Venice)
lançamento: 2004 (EUA) direção: Michael Radford atores: Lynn Collins , Joseph Fiennes , Jeremy Irons , Al Pacino , Zuleikha Robinson duração: 138 min gênero: Drama status: arquivado




Avaliação
Observe a criança durante o processo do trabalho em relação aos seguintes aspectos:
■O envolvimento e a curiosidade durante a leitura do livro de Shakespeare;
■A participação na roda e as relações estabelecidas entre o comportamento dos personagens e a vivência na sala de aula;
■A produção de texto narrativo;
■Durante a brincadeira simbólica ( imaginação, representação, linguagem oral durante a encenação).


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