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Colaboração e Direitos

Colaboração e Direitos Autorais
Olá amiga(o) ,
Fui professora dos projetos "Estímulo À Leitura",
"Tempo Integral" e a favor da leitura lúdica,
afinal, quer momento mais marcante que a fantasia da vida?
Portanto, será um prazer receber sua visita em mais um blog destinado a educação.
Nele pretendo postar comentários e apreciações de materiais didáticos de Língua Portuguesa, além de outros assuntos pertinentes, experiências em sala de aula, enfocando a interdisciplinaridade e tudo que for de bom para nossos alunos.
Se você leu, experimentou, constatou a praticidade de algum material e deseja compartilhar comigo,
esteja à vontade para entrar em contato.
Terei satisfação em divulgar juntamente com seu blog, ou se você não tiver um, este espaço estará disponível dentro de seu contexto.
Naturalmente, assim estaremos contribuindo com as(os) colegas que vêm em busca de sugestões práticas.
Estarei atenta quanto aos direitos autorais e se por ventura falhar em algo, por favor me avise para que eu repare os devidos créditos.
Caso queira levar alguma publicação para seu blog, não se
esqueça de citar o "Linguagem" como fonte.
Você, blogueira sabe tanto quanto eu, que é uma satisfação ver o "nosso cantinho" sendo útil e nada mais marcante que
receber um elogio...
Venha conferir,
seja bem-vinda(o)
e que Deus nos abençoe.
Krika.
30/06/2009

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Comemoração

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JUNHO 2019
17 ANOS DE LITERATURA INFANTIL
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domingo, setembro 08, 2024

As peripécias de Pilar/Diário de Pilar>Mitologia para crianças>PNLD Literário>Aventuras>Grécia/Amazônia e outros>08/09/2024

 

Flávia Lins E. Silva/Joana Penna

Em seu livro de estreia, a autora conta a história de Pilar, uma menina muito esperta que um dia descobre em seu armário uma passagem secreta. Transportada diretamente para a Grécia, faz amigos como Helena, Tirésias, Orfeu e Eurídice, conhece os deuses do Olimpo e do Hades. Descobre ainda a importância da amizade e a emoção do primeiro amor. Inclui glossário de mitologia grega para crianças.

Sobre como surgiu Pilar: AQUI


Diário de Pilar na Grécia/PNLD literário
Manual digital, etc: AQUI
O MUNDO NATURAL E SOCIAL/ ENCONTROS COM A Diferença,FAMÍLIA, AMIGOS E ESCOLA
GÊNERO: MEMÓRIA, DIÁRIO, BIOGRAFIA
Pilar mal pode imaginar que está prestes a embarcar na maior aventura!
Depois que seu avô parte para a Grécia, ela sente muita saudade e quer viajar também. 
É quando encontra uma rede mágica que pode levá-la a qualquer lugar. 
Junto com o gato Samba, Pilar embarca na incrível rede em busca do avô e, junto com seus amigos, descobre o fascinante mundo da mitologia grega, repleto de deuses e heróis.
Pilar vive grandes momentos ao conhecer Midas, o ambicioso rei que transforma tudo em ouro; Hércules, o mais forte dos homens; Zeus, o deus dos deuses, e até Pégaso, o cavalo alado que a levará ao Olimpo.
Nessa viagem, descobre também alguns dos maiores mistérios da vida. Fonte
Sobre a ilustradora: AQUI
Joana Penna fala sobre seus desenhos no livro sobre a Índia: AQUI
Atividade PDF: Roteiro de viagem ( página 14) AQUI
Diários de Pilar: AQUI
Projeto de leitura/Baseado nos diários de Pilar: 
Conhecimentos linguísticos, sociais, histórico- geográficos, mitológicos e culturais.

Vlog da Pilar/Disney: AQUI

Baseado no best-seller infantil de Flávia Lins e Silva, Diário de Pilar chegou no Nat Geo Kids. Embarque nesta aventura mágica por mundos e épocas diferentes com Pilar, Breno e o gato Samba. AQUI

Diário de Pilar : Sobre a obra: 
África: AQUI, AQUI, AQUI
Grécia: AQUI
Egito: AQUI
China: AQUI
Machu Picchu: AQUI
Índia: AQUI

Diário de Pilar na Amazônia

Preocupados com as consequências nocivas do desmatamento, Pilar, Breno e o gato Samba se transportam para a floresta amazônica, onde ficam amigos de Maiara e Bira. Juntos, eles ajudam Maiara a reencontrar sua família e enfrentam um perigoso grupo de mateiros que quer destruir a floresta, colocando pessoas, flora e fauna em risco.
Navegando em grandes embarcações ou em pequenos barcos pelos rios Amazonas, Solimões, Negro e Tapajós, os amigos têm encontros surpreendentes com a Iara e o Curupira, além de momentos inesquecíveis em meio à natureza local.
Nessa viagem repleta de aventuras e descobertas, Pilar vive experiências incríveis e transformadoras, que ficam registradas em detalhes nas páginas de seu diário. AQUI
Sobre a obra: AQUI
Ouvindo uma das histórias: AQUI
Ouvindo os encantos da sereia: AQUI, AQUI
Música: Ama, ama Amazônia/Teatro: AQUI 
Cantando águas/Amazônia/Pilar: AQUI
Interpretando: AQUI
Atividades PDF: AQUI, AQUI, AQUI


Mitologia: AQUI
A jornada heroica de Perseu: AQUI
Cordel  na terra e do  céu: AQUI
Divinas aventuras: AQUI
Mitologia para crianças: AQUI
Gênero diário: AQUI
Aventura: AQUI



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segunda-feira, fevereiro 20, 2023

As frutas do meu quintal>Frutas da Amazônia> Meu quintal>Estímulos saudáveis>20/02/2023

 

Ana Peixoto

O quintal, onde moram as árvores que abrigam as frutas de Ana, é o lugar de encontro entre a imaginação e a realidade. As crianças aprenderão os nomes, as formas, as cores e os sabores de algumas frutas da Amazônia. O quintal é o mundo criado pela escritora para falar da vida, do encontro entre a imaginação e a realidade. Neste livro, as frutas são descritas em suas formas, cores e sabores.

Ouvindo a história: AQUI, AQUI

PDF: AQUI

Meu quintal

Autora: Neusa Sorrenti Ilustradores: Sami e Bill

 

Quando as frutas, legumes & companhia inventam de farrear num quintal, o resultado é uma salada de dar gosto! A banana quer ser berinjela; o tomate, um abacate; a cenoura quer ser professora. E na hora da chamada... só lendo pra ver!

 Atividades sugeridas: AQUI

Cantando: Palavra cantada: AQUI

Quer conhecer meu quintal? AQUI

A menina que não gostava de frutas: AQUI

Cores da Amazônia: AQUI

Dia de feira: AQUI

Mais frutas no Linguagem: AQUI




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Sinfonia da Amazônia>Cores da Amazônia>Identidade brasileira>Obras/Guataçara Monteiro>20/02/2023


Lalau e Laurabeatriz

Do que é feita a imensa floresta amazônica? Quando você pensa nela, o que imagina? E já pensou quais sons ouvimos ali? Lalau e Laurabeatriz pensaram em tudo isso junto, ao compor uma harmoniosa sinfonia. A cada página, encontramos um pedacinho da floresta, uma nota em cada animal, em cada planta, em cada gota de rio ou de chuva, em que cada ser que vive ali, real ou fantasiado. Todos no mesmo tom, em diálogo sonoro, mexendo com nossos sentidos e nos levando para dentro da selva, para os fundos de rios, para as copas de árvores e muito mais além, para os rios voadores. Quer ouvir, ver e e deixar-se levar por essa sinfonia?

Proposta de trabalho: AQUI

Algumas músicas e atividades sobre Amazônia: AQUI

Rios voadores: AQUI

Paisagem sonora no Linguagem: AQUI

E mais sonoridades: AQUI, AQUI

Qual o som da Amazônia? AQUI

César Obeid e Guataçara Monteiro

Quem já ouviu falar em tucumã, uxi, buriti? E na aperema, no guará e na sucuri? Neste livro, o leitor descobrirá os sabores e as cores de algumas frutas e bichos da Amazônia, contados em poemas divertidos e imagens encantadoras, que trazem todo o o brilho e o colorido da nossa amada floresta. Músicas inspiradas pelos ritmos amazônicos estão disponíveis no site da editora para acesso dos leitores.

Proposta de trabalho: AQUI

Frutas da Amazônia: AQUI

Conheçam Guataçara Monteiro

As imagens encantadoras de Guataçara Monteiro mostrando a riqueza das cores em suas obras e suas histórias.
O objetivo da minha a aula é fazer com que o aluno perceba que, através de desenhos, pinturas e até mesmo esculturas, ele pode se expressar e dizer algo. ... A pintura também estimula a comunicação, a criatividade, sensibilidade e aumenta a capacidade de concentração e expressão das crianças.


Mundo lúdico do artista e muito mais
As obras do artista são produzidas sobre três pilares: natureza, cultura popular e as suas diferentes manifestações. Ligado ao povo amazonense, Monteiro traz em sua arte, a missão de revelar ao mundo a sua raiz, o jeito de viver do povo da floresta, a sua culinária e a fé, patrimônios imateriais da humanidade."Meu trabalho tem a função de divulgar a região Norte. Porque a gente só cuida daquilo que a gente conhece e respeita", afirmou ele, que realiza palestras e oficinas para crianças de todo o país.

O universo artístico de Guataçara Monteiro é o assunto dessa edição do programa Arte na Tela. O pintor, busca apresentar a brasilidade através das formas e cores das suas telas. A produção artística de Guataçara Monteiro carrega uma infinidade de significados, que apesar de ter doses de fantasia, exprime o viver de um povo. Um Brasil vivo e alegre, repleto de cores e histórias para contar.
PDF para imprimir e pintar: AQUI
Releitura/Cobra grande/Sugestão: AQUI




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quinta-feira, maio 16, 2019

A mata Atlântica>PDF>O ciclista e o pantaneiro>Uma aventura no Pantanal>De olho na Amazônia>16/05/2019

Patrícia Secco

Este livro é dedicado a todas as crianças, guardiãs da natureza. Olá! Meu nome é João Carlos, mas você pode me chamar de Juca, Juca Brasileiro! E, olha só, eu gosto tanto da natureza que um dos meus esportes favoritos é caminhar, caminhar em meio à natureza!
PDF: AQUI




Ricardo Dreguer

Esta série tem como objetivo mostrar a grande diversidade cultural existente em nosso país. 
Em cada livro, os personagens precisam se mudar para uma cidade brasileira distante e de costumes bem diferentes. 
Os encontros e desencontros advindos dessa mudança brusca permitem abordar as diferenças no modo de vida dos habitantes de cada região: alimentação, brincadeiras, expressões linguísticas, festas, tradições... 
Após um ano, cada personagem leva um grande amigo para conhecer sua cidade natal. 
Só que essa história quem vai contar é o leitor. 
Quando estiver pronta, ele poderá publicá-la no blog www.modernaliteratura.com.br/encontrosbrasileiros e interagir com os colegas, os professores e até com o autor do livro. 
Fred é um garoto ciclista que adora pedalar em trilhas de montanhas, e precisa se mudar para o Pantanal.
 Lá, ele encontra Pedro, um pantaneiro que adora andar a cavalo.
 Quer saber como essa história continua? 
Então, venha participar desse encontro do vale com o Pantanal...

Falando da obra: AQUI

Proposta de trabalho


Temas abordados: animais, ecologia, cuidados com a natureza.
Este é um conto e ao mesmo tempo uma aproximação bem-humorada à ecologia e ao Pantanal, um dos mais importantes biomas do Brasil. 
Nele, os bichos nos mostram como são necessários a proteção dos animais selvagens e o cuidado com a natureza, pois nela não há nada em excesso, todos têm seu lugar em harmonia com os outros.
 Proposta de trabalho

Filó, Chico, Sofia, Pedrinho, Professora Bia e Sr. Lobão embarcam em uma aventura pra lá de divertida pelas águas do Pantanal. Durante o caminho encontram uma diversidade enorme de animais da fauna brasileira. É uma supresa atrás da outra! Quem será que vai encontrar mais bichinhos?AQUI

Cantando : Os animais do Pantanal: AQUI

De olho na Amazônia: Ouvindo: AQUI, AQUI
Amazônia é vida: Ouvindo: AQUI
A magia dos biomas: AQUI
Brasileirinhos: AQUI





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sexta-feira, junho 22, 2018

Férias na floresta>Dia da Amazônia>Estímulos literários>Projeto nossa amiga Miroca>22/06/2018


Miroca é tia e tem sete sobrinhos - Joãozinho, Pati, Nina, Enjoão, Minimin, Eugênio e Ira.
Os sobrinhos só sabiam incomodar, então ela resolveu tirar umas férias e ir lá para a Amazônia, visitar a sua prima Gertrudes.
Mas, chegando lá, ela não sabia onde sua prima morava.
Agora a Miroca vai ter que minhocar bastante para achar.

Ouvindo: AQUI, AQUI
A história
Projeto Nossa amiga Miroca

Atividade
Dia da  Amazônia
05/09
Aula: A eleição na mata
Com tampinhas



Vamos cantar?










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quinta-feira, maio 24, 2012

Textos instrucionais e expositivos>Sugestões e dicas> 24/05/12

Conhecer textos expositivos
e instrucionais para questionar
Conhecendo o livro didático

Mergulhar nos textos expositivos e instrucionais é o caminho para que a garotada compreenda a linguagem da ciência, seu método de produção e seus limites.

Lorena Verli

Antes de começar a ler esta reportagem, pare um pouco.
 Olhe à sua volta. Agora, verifique o seguinte: nesse rápido passeio, quanta ciência há ao redor? Pense nas roupas que usamos, nos móveis do ambiente e, é claro, nas páginas desta revista - para produzir e levar este exemplar às suas mãos, foram mobilizados saberes de diversas áreas de conhecimento, da Matemática dos computadores em que estas letras foram digitadas à Química da composição dos pneus dos caminhões que transportaram os exemplares até as bancas.
Para onde quer que se olhe, há ciência.
"Hoje, os estudantes já nascem inseridos num mundo científico-tecnológico.
Para que eles o entendam, têm de aprender o conteúdo científico e como ele é produzido, até para poder criticá-lo", diz Marcos Engelstein, professor de Biologia e assessor de Ciências do Colégio Anglo-Brasileiro, na capital paulista.
Essa preocupação inclui usar esse saber para fazer escolhas - como comer ou não alimentos com gordura trans - e também para entender seu limites - como identificar propagandas em que afirmações como "testado cientificamente" não passam de engodo.
A ciência, afinal, não é neutra nem detentora de verdades absolutas.
Levar a turma a perceber isso é uma das principais tarefas da leitura na disciplina apoiada principalmente no uso do livro didático (leia o quadro "Todos os recursos do livro didático").
Em sala de aula, os gêneros mais explorados (veja o quadro abaixo) têm características próprias do discurso científico: a busca da objetividade, precisão e uso de terminologia específica, sem espaço para a polissemia (quando uma palavra assume diversos significados).
Embora haja lugar para textos jornalísticos e até literários, os principais materiais de leitura na disciplina seguem sendo o texto expositivo e o livro didático.
Ao "traduzir" o artigo científico para um público mais amplo (lembremos que, na academia, um pesquisador escreve para seus pares, também especialistas no assunto), o livro didático o modifica, tornando-o mais palatável e compreensível pelo público leigo na forma de textos expositivos científicos.
Usar esse recurso como um material de apoio para ensinar o conteúdo faz todo o sentido.
O problema é que muitos professores acabam transformando-o na aula em si. Isso faz com que o livro seja a única fonte de conhecimento e, nesse caso, em vez de contribuir para ampliar a visão de mundo do aluno, acaba por fechá-la.
Tanto pior se o docente apenas pedir à turma para que leia determinado capítulo e responda um questionário sem se preocupar com a compreensão do conteúdo lido.
Há ainda outra consideração importante: mesmo que seja mais simplificado, o texto do livro didático requer um processo de interpretação complexo.
Por envolver diversos gêneros tanto em linguagem verbal quanto imagética, sua leitura exige do aluno um conjunto de habilidades que permitem a ele contemplar a diversidade de cada tipo de texto e perceber as relações entre eles.
 Por isso, vale a pena criar oportunidades para que, no início do ano, todos possam explorar o livro. Algumas perguntas ajudam a chamar a atenção para as condições de produção e para a organização da obra.
Quem são os autores?
Eles deixam alguma mensagem para nós?
Que assuntos vamos estudar?
 Há figuras e tabelas? Para que servem?

Gêneros privilegiados em Ciências

Texto instrucional
Típico das experiências práticas, caracteriza-se por uma sequência de instruções que, se mal interpretadas, podem levar a conclusões incorretas. Investigar as imagens que geralmente acompanham o texto escrito, complementando seu sentido, auxilia na compreensão do conteúdo.

Texto jornalístico
Ao aproximar o conteúdo escolar dos fatos cotidianos, reportagens de jornais e revistas (sobretudo as de divulgação científica) possibilitam discussões sobre saúde, alimentação, meio ambiente e tecnologia.
Ele têm linguagem mais simples e permitem que assuntos controversos entre os cientistas sejam discutidos pelos alunos.

Texto expositivo
Característico dos artigos científicos, também aparece nos livros didáticos. É um texto fechado, sem espaço para várias interpretações. "Baseado em comprovações obtidas por meio de experiências, o autor deixa claro o caminho que fez para chegar à conclusão, comprovando ou refutando uma hipótese inicial", diz Marcos Engelstein. O livro didático tem a vantagem de simplificar o discurso científico. Mas, para fazer os alunos avançarem, é preciso colocá-los em contato com textos que circulam no meio acadêmico, mais complexo.


Todos os recursos do livro didático

Na EMEF Mauro Faccio Gonçalves-Zacaria, a professora promove uma exploração das páginas antes de ler um texto sobre a água
1 - Destaque
As palavras grafadas no texto em cores diferentes fornecem pistas sobre o tema tratado ("a água está presente na sua vida", "salvar nossas fontes de água")
2 - Texto
Com informações sobre o uso da água no planeta, funciona como uma amarração entre os recursos gráficos e textuais da página
3 - Fotos
As três abordam o tema água, cada uma de uma perspectiva (histórica, econômica e ambiental). As legendas contextualizam o local de produção - somos informados que a imagem da poluição, por exemplo, é do rio Tietê
4 - Atividades
As duas propostas de trabalho (elaboração de lista e produção de um texto) pedem a participação ativa do aluno, incentivando a ampliação de conhecimentos
5 - Tabela
Recurso bastante presente nos textos científicos, apresenta dados numéricos para comprovar uma ideia ou fazer uma comparação

Antes da leitura, explorar textos e imagens do capítulo

Nesse caminho, antes de pedir que os estudantes leiam, questione-os sobre os elementos mais chamativos da página.
Mostre o título, as imagens, os gráficos e as tabelas que aparecem no livro e pergunte: do que esses elementos tratam?
 Anote no quadro as principais hipóteses - que, aliás, são características fundamentais na prática da disciplina.
 Considerá-las no início da leitura reforça o aprendizado do próprio método científico.
Maurina Izabel, professora da EMEF Mauro Faccio Gonçalves-Zacaria, na capital paulista, adota essa perspectiva. "Antes da leitura, promovo uma análise exploratória dos gêneros e recursos gráficos das páginas estudadas para aproximá-los do assunto que será tratado", explica.
Durante a leitura, sua tarefa principal é levar os alunos a comprovar ou refutar as hipóteses prévias.
"Se a opção for uma leitura compartilhada, paradas estratégicas para ver como eles estão compreendendo o conteúdo evita que se percam em meio a tantas proposições, algo comum nos textos de livros didáticos", comenta a professora Raquel Suiene, que usa esse procedimento com as turmas de 7ª série da EE Ministro Jarbas Passarinho, em Camaragibe, na região metropolitana de Recife.
Para auxiliar na construção do sentido global do texto, uma boa estratégia é sugerir que destaquem as partes do texto que trazem respostas para as dúvidas principais.
Se o tema for a presença da água no cotidiano, por exemplo, você pode incentivar a localização de dados que mostram a importância desse recurso na vida das pessoas, além de trechos sobre os problemas do mau uso dele.
Em seguida, a elaboração de um esquema ajuda a compreender as relações de causa e efeito.
Uma possibilidade de realização é a seguinte:

Resumos e relatos também são procedimentos de estudo que ajudam na compreensão do texto.
 No caso dos resumos, para evitar as cópias, vale apostar na estrutura sugerida na reportagem O Desafio de Ler e Compreender .
 Quanto aos relatórios (veja o quadro abaixo), eles são especialmente úteis para organizar as informações de atividades práticas, em que os alunos precisam seguir textos instrucionais.
Muito comuns em experiências e atividades práticas, eles também merecem atenção em sala.
Uma primeira decisão importante é justificar a própria função das instruções, mostrando a relevância de cada uma.
 Isso evita que os alunos as executem como se fossem uma receita sem significado.
Outra necessidade é explicar palavras técnicas que invariavelmente aparecem.
Nesse ponto, uma saída é combinar a leitura do texto com as imagens que geralmente o acompanham, o que já ajuda a esclarecer muitas dúvidas.
Trabalhando assim, Maria Regina Martins, da EE Professor Leon Renault, em Belo Horizonte, consegue esclarecer muitas dúvidas.
"Nos casos em que a imagem não ajuda, debatemos as possibilidades e registramos o significado mais adequado em um banco de palavras, que cresce a cada experiência", explica.
Procedimento de estudo - Relatório
Comum em laboratórios e centros de pesquisa, ele resume e sistematiza o passo a passo das experiências da moçada

Ter clareza: Linguagem objetiva e descrição clara de tudo o que ocorreu na atividade são o segredo para a classe produzir relatórios de boa qualidade. Foto: Leo Drummond


Ter clareza: Linguagem objetiva e descrição clara de tudo o que ocorreu na atividade são o segredo para a classe produzir relatórios de boa  qualidade.

Texto típico da área científica, pede uma linguagem precisa, sempre deve ser vinculado a algum experimento ou observação de campo e serve para apresentar os resultados que foram coletados durante esses procedimentos.
 A precisão e a objetividade na escrita dos relatórios garantem que todas as etapas da atividade prática sejam transmitidas de maneira compreensível e exata pelo autor da pesquisa.
Você deve deixar claro que as opiniões pessoais dos alunos não devem ser apresentadas nesse tipo de texto, já que a ênfase recai na observação de tudo o que ocorreu durante o procedimento.
Uma sugestão interessante de organização para apresentar as informações é dividi-las em tópicos: hipótese (a suposição provisória do resultado da experiência), objetivo da experiência (uma descrição resumida do que se pretende investigar), desenvolvimento (a descrição do passo a passo do experimento) e resultados e conclusão (parte em que se discute a hipótese à luz dos resultados). Essa estrutura é comum em trabalhos acadêmicos, aproximando a moçada dos procedimentos usados pelos cientistas.
No fim, pesquisar para cobrir lacunas do livro didático
Depois da leitura, tanto de textos expositivos como de instrucionais, é hora de fazer uma síntese do que foi lido.
 Retome as hipóteses iniciais e questione quais foram comprovadas e quais foram refutadas. Também é o momento de preencher certas lacunas decorrentes da simplificação, especialmente nos livros didáticos.
Ao traçar um histórico da construção de uma teoria, por exemplo, é comum que os livros mencionem apenas os "figurões" e deixem de lado diversas contribuições de muitos outros cientistas igualmente importantes para que o conhecimento avançasse.
Cabe a você identificar esses buracos e orientar formas de mostrar as condições de produção do saber científico.
Do contrário, vai prevalecer a ideia de que ele é composto somente de uma sequência específica de procedimentos, desenvolvida por alguns poucos iluminados - quando o processo geralmente envolve muita discussão, observação, estudo e diálogo para aceitar ou combater as hipóteses que foram apresentadas.
Além disso, você não deve se contentar apenas com o texto oferecido pelos livros didáticos.
 Para preparar a moçada para a vida acadêmica, é fundamental apresentar, pouco a pouco, textos realmente utilizados nos meios acadêmicos.
A medida é ainda mais importante porque a leitura de textos mais complexos é um dos gargalos na passagem do Ensino Fundamental para o Médio - justamente por encontrarem muitos problemas para interpretar os tipos mais complicados, vários jovens acabam engrossando as taxas de evasão.
No dia a dia da sala de aula, a leitura de textos difíceis pode ocorrer em diversas situações, como nas pesquisas que complementam as informações dos livros, em atividades de compartilhamento de curiosidades científicas lidas em revistas especializadas ou na análise de artigos de divulgação científica em jornais, por exemplo.
Uma maneira de fazer isso é orientar pesquisas para ampliar o entendimento do texto.
"Depois de conversarmos sobre o assunto, levanto as dúvidas que ainda restam e, com base nelas, indico outras fontes que podem ser encontradas na internet para complementar a aula", diz a professora Raquel, da EE Ministro Jarbas Passarinho.
Se o assunto for polêmico, vale investir em textos que discutam as informações a que os alunos tiveram acesso - reportagens de divulgação científica são uma ótima pedida (leia a sequência didática  abaixo).
Assim, você contribui para mostrar que o conhecimento científico, em vez de se apoiar em verdades eternas, depende do permanente direito à dúvida.

Leitura de reportagens e produção de resumo sobre a Amazônia
Objetivo
Ler reportagens para aprofundar o conhecimento sobre polêmicas envolvendo a Amazônia.
Conteúdos
- Ecossistemas ou biomas brasileiros.
- Resumos de textos jornalísticos.
Tempo estimado Quatro aulas.
Material necessário
Textos que tratem sobre a Amazônia. Algumas sugestões são:
- especial Amazônia, da revista Veja

- reportagem Amazônia, do Verde às Verdinhas, da revista Super Interessante


- reportagem A Verdade sobre a Saúde da Floresta, de Veja


Desenvolvimento
1ª etapa
Após ler o capítulo do livro didático que trata das características da Amazônia, proponha à turma investigar mais a fundo os interesses envolvidos na manutenção ou destruição da floresta. Nesse debate, poderão surgir aspectos como pesquisa da indústria farmacêutica, preservação da floresta contra o efeito estufa, biodiversidade (do lado da preservação), geração de empregos para moradores da região, agronegócio e corte de madeira (do lado da destruição). Anote as hipóteses no quadro.
2ª etapa
Forme pequenos grupos, apresente os textos jornalísticos sobre a Amazônia e peça que cada um pesquise um dos temas levantados durante o debate, enfocando vantagens e desvantagens. Na exploração do material, oriente-os a fazer uma primeira leitura rápida, sem aprofundamentos, atentando para elementos como o título, subtítulo e legendas para selecionar quais reportagens ler com profundidade.
3ª etapa
Indique que cada grupo leia os textos selecionados procurando destacar, por meio de anotações ou esquemas, dados, conceitos e argumentos principais. Em seguida, oriente-os a fazer um resumo que reúna as informações principais sem que haja cópia.
4ª etapa
Para socializar as diferentes apurações, promova um debate entre os grupos, em que cada um conta à turma as descobertas que fez com a reportagem. Sugira que os alunos anotem no caderno os principais argumentos utilizados. No final, peça um texto individual em que cada um se posicione sobre a seguinte questão: Amazônia - preservação ou destruição? Em que medida e por quê?
Avaliação
Nas anotações e esquemas, verifique se o estudante consegue retirar dos textos as informações mais relevantes para a compreensão do assunto. Na confecção do resumo, verifique se dados igualmente importantes foram incorporados de maneira clara e coesa. Finalmente, no debate e nos textos opinativos, avalie se os argumentos se amparam em dados da pesquisa. Repetir a atividade com outros temas polêmicos é uma boa opção para que a turma crie familiaridade com os procedimentos de pesquisa e estudo apresentados.




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