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Colaboração e Direitos

Colaboração e Direitos Autorais
Olá amiga(o) ,
Fui professora dos projetos "Estímulo À Leitura",
"Tempo Integral" e a favor da leitura lúdica,
afinal, quer momento mais marcante que a fantasia da vida?
Portanto, será um prazer receber sua visita em mais um blog destinado a educação.
Nele pretendo postar comentários e apreciações de materiais didáticos de Língua Portuguesa, além de outros assuntos pertinentes, experiências em sala de aula, enfocando a interdisciplinaridade e tudo que for de bom para nossos alunos.
Se você leu, experimentou, constatou a praticidade de algum material e deseja compartilhar comigo,
esteja à vontade para entrar em contato.
Terei satisfação em divulgar juntamente com seu blog, ou se você não tiver um, este espaço estará disponível dentro de seu contexto.
Naturalmente, assim estaremos contribuindo com as(os) colegas que vêm em busca de sugestões práticas.
Estarei atenta quanto aos direitos autorais e se por ventura falhar em algo, por favor me avise para que eu repare os devidos créditos.
Caso queira levar alguma publicação para seu blog, não se
esqueça de citar o "Linguagem" como fonte.
Você, blogueira sabe tanto quanto eu, que é uma satisfação ver o "nosso cantinho" sendo útil e nada mais marcante que
receber um elogio...
Venha conferir,
seja bem-vinda(o)
e que Deus nos abençoe.
Krika.
30/06/2009

Linguagem social...

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Comemoração

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JUNHO 2019
17 ANOS DE LITERATURA INFANTIL
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segunda-feira, fevereiro 03, 2025

Letras de carvão>Interação literária>Literacia familiar>Alfabetização>Grafismo/carvão>02/02/2025

 
Irene Vasco

Na pequena cidade de Palenque quase ninguém sabia ler.

Com o propósito de ajudar a irmã a decifrar as cartas que recebia, e contando com a ajuda do dono da mercearia, a menina começa a descobrir o que as letras e as palavras significam, e não demora muito para que um mundo novo de possibilidades se abra para ela e para todos os habitantes de seu povoado. Essa é a história que a mãe conta ao filho ao se lembrar da própria infância e de como aprendeu a ler e a escrever.

Livro do professor: AQUI

Sobre a obra e atividade:
Um desenho com carvão para crianças é o que propõe a atividade pedagógica que a Ana Cancello preparou para esse vídeo. Tudo baseado no livro 'Letras de Carvão', da autora colombiana Irene Vasco, e do ilustrador mexicano Juan Palomino.
A educação infantil é magnífica, e podemos realizar atividades com as crianças das mais variadas formas. E o livro Letras de Carvão (Editora Pulo do Gato) propõe um exercício de arte muito legal. É isso que você vai encontrar nesse vídeo da Casinhadubem neste domingo de sol.
O vídeo propõe a reflexão sobre a importância da alfabetização da criança para que ela possa compreender melhor o mundo ao seu redor e assim tornar-se um cidadão consciente da sua existência.
A ideia é oferecer diversos materiais artísticos para a criança exercitar o grafismo, o que faz parte do processo de alfabetização. É na diversidade gráfica que o pequeno vai registrar suas marcas, ideias, vontades e fantasias.
Além da pintura com carvão, a sugestão também de uma pintura ainda utilizando o giz pastel, que provoca um efeito muito bonito quando usado junto com o carvão. Ainda mais se ela for recheada de literatura para crianças. AQUI

A narrativa é linda e apaixonante, com personagens que assumem uma estética negra rica em detalhes.
Motivada em ajudar a irmã a compreender as cartas que recebia, e com o auxílio do dono da mercearia, a menina começa a descobrir o que as letras e as palavras significam, e logo percebe a dimensão de possibilidades. AQUI Ouvindo: AQUI

Mediação da leitura
Uma história real, linda e emocionante que fala sobre a inclusão de pessoas por meio da leitura e da escrita. AQUI
Brincando com carvão: AQUI, AQUI AQUI, AQUI, AQUI

Grafismo/Carvão
Expressar-se livremente por meio de desenho, pintura, colagem, dobradura e escultura, criando produções bidimensionais e tridimensionais. AQUI
Desenho com carvão vegetal: AQUI
Fazendo tinta com carvão: AQUI
Desenho livre: AQUI
Arte rupestre: AQUI
Vale a pena conferir: Valores/Perdoar
Perdoar sempre/Coleção: Pequenas lições: AQUI
Uma coleção que busca agregar valores importantes na formação da criança, com temas que abordam a ética, o autocontrole, a sensibilidade e a prática de atitudes nos relacionamentos com as pessoas e com a vida.
A história do carvão: Uma linda historinha para ensinar nossos pequenos a importância dos nossos pensamentos. AQUI



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domingo, abril 16, 2023

Carta da terra>Direitos humanos>Diversidade>Erradicação da pobreza>Paz mundial>16/04/2023

 

Ellen Pestili

Escrita em 1994, a Carta da Terra estabelece os principais fundamentos do desenvolvimento sustentável. O projeto foi iniciado sob a coordenação do governo da Holanda, em parceria com Maurice Strong, subsecretário da Organização das Nações Unidas (ONU) na época, e o então presidente da Rússia, Mikhaul Gorbachev. Lançada em Haia no ano 2000 com a intenção de se tornar o documento oficial da ONU, a Carta da Terra, nesta publicação da Editora Gaia, enriquecida pelas belíssimas ilustrações da artista plástica Ellen Pestilo, pretende que o jovem leitor conheça o documento e reflita sobre sua participação na construção de um planeta melhor. Estamos diante de um momento crítico da história da Terra. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio de uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum.

Ler integralmente a Carta da Terra; 

Discutir e refletir sobre o conteúdo; 

Pensar em algumas ações; 

Divulgar a Carta da Terra na escola, no bairro, na família, por exemplo, através de encontros, de palestras, das redes sociais etc; 

Saber mais sobre o desenvolvimento sustentável.

O que é a carta da terra e o que ela tem a ver com os nossos dias?
Os principais temas abordados pelo documento são: 
Direitos humanos, democracia, diversidade, desenvolvimento econômico e sustentável, erradicação da pobreza e paz mundial.

Com informações da Wikipédia A Carta da Terra é uma declaração de princípios éticos fundamentais para a construção, no século XXI, de uma sociedade global justa, sustentável e pacífica.
Ela busca inspirar todos os povos a um novo sentido de interdependência global e responsabilidade compartilhada, voltado para o bem-estar de toda a família humana, da grande comunidade da vida e das futuras gerações. É uma visão de esperança e um chamado à ação.
A carga da terra é um marco assinado e divulgado em 2003 e reconhece que os objetivos de proteção ecológica, erradicação da pobreza, desenvolvimento econômico equitativo, respeito aos direitos humanos, democracia e paz são interdependentes e indivisíveis.
A Carta da Terra está intimamente ligada à Agenda 21 e todas as outras agendas que se seguiram - a ODM - Agenda 2015 e agora a ODS - Agenda 2030.
O documento é resultado de uma década de diálogo intercultural, em torno de objetivos comuns e valores compartilhados. O projeto começou como uma iniciativa das Nações Unidas, mas se desenvolveu e finalizou como uma iniciativa global da sociedade civil. Em 2000 a Comissão da Carta da Terra, uma entidade internacional independente, concluiu e divulgou o documento como a carta dos povos.
A redação da Carta da Terra envolveu o mais inclusivo e participativo processo associado à criação de uma declaração internacional. Esse processo é a fonte básica de sua legitimidade como um marco de guia ético. A legitimidade do documento foi fortalecida pela adesão de mais de 4.500 organizações, incluindo vários organismos governamentais e organizações internacionais.
E quais são os princípios da Carta da Terra?
Ela está estruturada em quatro grandes princípios. Estes princípios são interdependentes e visam um modo de vida sustentável como padrão comum.
Espera-se que através deles a conduta de todos os indivíduos, organizações, empresas, governos e instituições transnacionais seja dirigida e avaliada adequadamente.
Respeitar e cuidar da comunidade de vida
Integridade ecológica
Justiça social e econômica
Democracia, não-violência e paz
A Carta é um documento relativamente breve e conciso, escrito com linguagem inspiradora. É a articulação de uma visão que reflete valores universais e uma declaração de princípios fundamentais com significado perdurável e que pode ser compartilhada amplamente pelos povos de todas as raças, culturas e religiões. É uma chamada para a ação, que agrega novas dimensões significativas de valores às que já se encontram expressas em outros documentos relevantes e, ainda, uma Carta dos povos que deve servir como um código universal de conduta para pessoas, para instituições e para Estados.
Uma Declaração Universal dos Deveres Humanos, uma vez que o Homem é o grande agente modificador dos ecossistemas da Terra.

Sugestão de atividade: A TERRA É LUTA E CONQUISTA DE TODOS/ PARA TODOS!
A carta da terra é uma declaração de princípios fundamentais para a construção de uma sociedade global no sex XXI, que seja justa, sustentável e pacífica....responsabilidade humana compartilhada pelo bem de todos: é uma EXPRESSÃO DE ESPERANÇA!
IDEIA:
* APRESENTAR a CARTA DA TERRA para as criança em uma linguagem simples e lúdica.
* ELABORAR (texto coletivo) uma carta também. (Direitos humanos, proteção ambiental...) O QUE VOCÊ PODE PROPOR, de forma prática para você, família e escola?
Observação: Pode ilustrar também! Fonte: L. R. Assessoria Pedagógica

Ouvindo: AQUI

Para uma renovação planetária é necessário mudanças na mente e no coração das pessoas; um novo sentido de interdependência global e de auto- responsabilidade.
Conheça a Carta da Terra. Um documento que traz valores e princípios para um mundo sustentável, justo e pacífico.
Uma bússola para os novos tempos. AQUI

Sugestões de atividades sobre a carta da terra para crianças: PDF: AQUI, AQUI, AQUI
Nina e a carta da terra: Ouvindo: AQUI
Aula arte sustentável: AQUI

Vivência musical:
Ana Person e Gabriela Person semeando conceitos da Carta da Terra nos corações dos pequeninos. AQUI  + canções: AQUI. Sobre peça teatral "carta da terra": AQUI

E a terra escreveu uma carta/Jonas Ribeiro
Poderia ser por meio de trovões ou tempestades, mas a Terra preferiu mandar uma carta contando à humanidade o que está se passando com ela. Numa relação empática e de proximidade com cada ser humano, a Mãe Terra pede socorro entoando 100 verbos que precisam ser utilizados na prática. É claro que uma carta assim não poderia ficar sem resposta: a professora Carol, do 4º ano do Colégio Galáxia do Saber, tranquiliza a Terra contando-lhe sobre o que seus alunos estão fazendo.

Sobre a obra: AQUI, AQUI



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quarta-feira, março 22, 2023

Representatividade negra para as histórias infantis>Literatura infantil antirracista>22/03/2023


 Literatura infantil antirracista

A escola é um espaço de socialização e pode ser o primeiro local onde as crianças passam a conviver com as diferenças. Além disso, também é um lugar de construção de identidade, desenvolvimento de pensamento crítico e percepção do outro. O estigma racial ainda é um fator muito presente na sociedade e, por isso, desenvolver uma proposta pedagógica de educação antirracista  é essencial. AQUI

Já diziam os mais velhos: “A educação vem de berço”. Isso implica na ética, nos princípios, nos valores, respeito ao próximo e porque não na implementação de uma cultura antirracista? Afinal, quando mais jovens, tudo pode ser facilmente absorvido, resultando na base do caráter das novas gerações. As famílias podem e devem, desde muito cedo, despertar uma consciência racial nas crianças.

Esse processo de criação pode ser iniciado através da literatura infantil, uma ferramenta poderosa que conta com excelentes autores que não medem esforços quanto a temática. Mas atenção: Uma infância livre de preconceitos não se faz somente de livros que refletem o valor da cultura afro-brasileira. É preciso ter a consciência de ser espelho para o futuro dos pequenos, dentro e fora do ambiente familiar. Fonte

É bastante comum que, a cada vez que um caso de racismo ganha os holofotes da mídia ou toma grandes proporções, debates e discussões sobre preconceito racial sejam colocados em pauta. Porém, sabemos que não são episódios isolados e a problemática é estrutural, onde, diariamente, famílias, adultos e crianças ainda são vítimas dentro e fora do Brasil.

Exatamente por isso é que conversar sobre o tema com os pequenos deve ser uma constante para pais que buscam uma educação antirracista para os filhos. Uma maneira de plantar a sementinha sobre o tema é usar a literatura infantil como recurso, mostrando a elas que o mundo real é diverso e todos precisam ser respeitados, valorizados e exaltados. AQUI

Além de dar bons exemplos de representatividade para os pequenos, Linguagem e Afins pesquisa obras literárias de vários temas, inclusive, com protagonismo negro para expandir o leque de referências. Para auxiliar no processo da Educação antirracista, as obras estão lincadas como:  

Literatura afro-brasileira: AQUI / Conscientização negra: AQUI/ Preconceito: AQUI  E agora também Literatura antirracista: AQUI

No mesmo momento em que, trabalhando histórias que contem mais sobre a diversidade étnica e cultural, a escola garante que o aluno se sinta confortável e empoderado ao se ver representado nos livros. Proporcionando um ambiente de acolhimento, orgulho, aceitação e respeito da pluralidade.

Histórias que apresentam o protagonismo negro ou indígena colaboram com a educação antirracista e abrem espaço para o diálogo sobre raça, racismo e pertencimento. Esse processo deve ser realizado de acordo com a idade e o nível de compreensão das crianças. Sentar em roda, ler uma história e conversar sobre o tema do livro lido, vai agregar no processo de letramento e alfabetização e ao mesmo tempo tornar a literatura infantil um instrumento dessa transformação. Fonte 

Currículo da Cidade com orientações pedagógicas, conceitos e práticas para promoção de vivências antirracistas direcionadas à população negra. O documento apresentado está em consonância com a Lei nº 10.639/2003, que altera a LDB 9.394/96 e aponta a obrigatoriedade do ensino da história e cultura africana e afro-brasileira na escola. Baixar documento: AQUI

A literatura como estratégia para uma escola antirracista: AQUI

EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL ANOS INICIAS (1º ao 5º) “Para criar crianças não racistas” 

OBJETIVO: apresentar cotidianamente às infâncias a riqueza cultural dos povos originários e dos povos afro-diaspóricos. 

CONTEÚDOS A DESENVOLVER: sociabilidade, identidade, autoestima, representatividade. 

Página 22: AQUI

Atividades antirracista para trabalhar ano inteiro em sala de aula: AQUI

Conteúdos/Educação antirracista: AQUI

Aula:1º ano – “Self: o nosso eu com os outros” é um plano de aula de Ciências que tem por objetivo promover situações de autoconhecimento entre as crianças e estimular a reflexão das relações com colegas, adultos do convívio escolar, familiar e outros: AQUI



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domingo, maio 15, 2022

Como pode uma chuva de estrelas deixar a noite mais escura?>Tema guerra>Refugiados>Gênero narrativo>15/05/2022

 


Stella Battaglia/Roberto Weigand

Neste momento, pode-se considerar que as fases fundamentais da alfabetização já estão superadas e o processo de letramento, que se inicia ainda no berço, continua a ficar ainda mais complexo.

O leitor fluente tem mais autonomia e pode mediar com mais facilidade o próprio processo de leitura. Surgem aqui várias possibilidades de discussões aprofundadas: a abstração se torna mais atuante nos processos cognitivos da criança e o pensamento crítico e auto reflexivo está mais atuante.

Os livros podem ser mais densos em páginas e conteúdo; as ilustrações às vezes estão menos presentes – mas jamais perdem a importância.

Este leitor pode dialogar melhor com o livro e interpretá-lo com mais acuidade. 

Gênero romance

TCTs: cidadania e civismo (direitos da criança e do adolescente; educação e direitos humanos; vida familiar e social); multiculturalismo (diversidade cultural)

Tópicos para orientação do professor: animais de estimação; autoestima; conflitos existenciais; constituições familiares; construções de identidade; cultura judaica; enfrentamento do medo; genocídio; otimismo; perdas; relações sociais; respeito; Segunda Guerra Mundial.

 Editora Sowilo: AQUI     Ilustrações: AQUI

O horror da guerra, narrado pela perspectiva de uma criança que teve a família aprisionada por nazistas. Em síntese, esta é a proposta do livro “Como pode uma chuva de estrelas deixar a noite mais escura?” Escrito por Stela Maris Fazio Battaglia, com ilustrações de Roberto Weigand .

Finalista do prêmio Barco a Vapor de 2020, a narrativa traz o olhar de uma criança - Matheus - sobre acontecimentos sinistros que vive com sua família. Afastado de todas as suas referências – casa, escola, amigos, animal de estimação – o menino sofre diante das mudanças, da brutalidade, do espanto e da incompreensão da descoberta do mal.  

O enigma da estrela que ele passará a trazer costurada na roupa começará aos poucos a ser desvendado, mas sempre por seus olhos de criança.

A história:

Matheus traz seus pensamentos e muitas perguntas sem respostas, na visão do menino. Comovente a sua releitura, afinal era um menino, que sonhava e brincava com amigos. Vivia numa casa com seus pais, a vizinhança era próxima. A vida era boa e ele acreditava que assim seria para sempre. De repente as pessoas começaram a desaparecer. Era a guerra apagando a beleza das estrelas nas noites intermináveis de fome, frio e incertezas.

"(...)Além de eu achar as estrelas bonitas, elas ainda eram minhas companheiras nas festas de palavras de papai. Eu apreciava tudo que me fazia olhar para o alto e descobrir a estrela que tinha sido uma mulher que se apaixonou pela lua, imaginar a deusa Hera dizendo que queria ser a rainha do céu e tudo que a fantasia de meu pai me convidava a buscar. Dessas noites cheias de afeto e descobertas, veio meu fascínio por estrelas."

Sua imaginação era seu alimento diante de tanta violência, crueldade e brutalidade vinda dos soldados nazistas. Ele os chamava de "homens - aranhas". Sua mãe havia costurado em suas blusas uma estrela amarela. Ele se sentia orgulhoso e contente, ainda mais que seus amigos também passaram a usar estrelas em suas roupas. Era como um time, que foi crescendo. A partir daí as pessoas com estrela foram desaparecendo. Matheus não entendia. Seu pai não pode mais trabalhar em sua loja. Havia destruição pelas ruas. Até que foram levados aos campos de concentração. Era tudo pavoroso e triste. Ele e sua mãe foram separados de seu pai. Foram levados para um lugar escuro, mau cheiroso. O medo foi tomando conta. "Será que existe uma palavra que dê conta de tudo que estamos vivendo?"

A sobrevivência era necessária."(...)Sobreviver é apenas não morrer, de fome, frio, sede, medo e violência. Ter vida é outra coisa; é ir fundo na experiência de estar vivo, com liberdade e responsabilidade, como antes, na nossa casa, nossa cidade, nossa comunidade, escola, jardins, trabalho, nosso pedaço de céu e a poesia do seu pai."

Matheus sentia saudades do pai e de tudo, dormia abraçado a sua mãe enquanto apertava as três bolinhas de gude que conseguira trazer. Ele se perguntava por quê? Não havia fim, não havia esclarecimentos ao menos para uma criança de seis anos...Será porque usamos estrelas em nossas roupas? Por que minha mãe as costurou em nossas roupas?

"(...) Aprendi na pele, na dor, no corpo, no medo o significado da estrela que eu tanto gostava. Percebi que a estrela amarela mostrava quem não tinha mais nome, quem só tinha um número. A estrela acusava a gente de não sei o quê."

Matheus escureceu por dentro, ficou em silêncio durante muito tempo. Como pode uma chuva de estrelas deixar a noite mais escura?

Assim ele e sua mãe foram resistindo, dia após dia, através da força de uma plantinha que nasceu entre as pedras do lugar em que estavam. Aquela plantinha significava esperança. Sua mãe passou a regá-la diariamente, com resiliência. Depois de muito tempo os portões foram abertos. As pessoas ficaram espantadas, tanto as de estrelas quanto as de aranhas.

Por fim reencontraram seu pai, agora sem estrelas nas roupas, recomeçaram tudo em outro lugar. Devagar e com muito medo ele voltou a escola...Voltou a gostar das estrelas brilhantes e queria ser astrônomo. Ganhou uma irmãzinha de nome Mira e até voltaram a sorrir.

"(...)Desconfio que vou descobrir no céu a existência de estrelas de todas as cores. Será que ficam suspensas por estarem grudadas a fios invisíveis, tecidos pela arrogante princesa Aracne, transformada em aranha pela poderosa Atena?

Obs: História pra lá de comovente. Fiquei admirada com a sensibilidade da autora. Escrever de forma "lúdica" sobre o nazismo...Estrela amarela e aranha...Se existe uma forma de introduzir o tema guerra para criança, eis uma dica: "Como pode uma chuva de estrelas deixar a noite mais escura?"

Crianças, guerra e literatura

Se a guerra entre a Rússia e a Ucrânia não dá trégua, se as redes sociais seguem com seus bombardeios ensurdecedores de notícias misturadas à toda sorte de desinformação, aqui, em cada casa de família, em cada sala de aula, nós, adultos, tentamos explicar às crianças e adolescentes que história é essa. Tarefa inglória, não é verdade? E o que é pior, fadada ao fracasso, pelo menos à primeira vista. Como explicar às crianças que, até agora, a cada minuto, uma delas torna-se refugiada? Como fazê-las entender que há muitos outros interesses em jogo por entre bombas e tanques, que são maiores e mais preciosos que a vida humana?  Fonte

“Dois idiotas sentados cada qual no seu barril”, de Ruth Rocha  No Linguagem: AQUI

Refugiados no Linguagem: AQUI

Trabalhando o tema guerra na aula de artes/Impressionismo: O grito

Como trabalhar guerra em artes, expressionismo fácil 'O grito' de Munch, surge na intenção de apresentar uma opção aos educadores de como falar de guerra ensino fundamental 1, visto que, infelizmente é um assunto atual, por conta da guerra Ucrânia e Russia. É um plano de aula sobre expressionismo, onde sugiro uma atividade expressionismo com a obra 'O Grito' releitura. Considerado um ícone no expressionismo, o grito de edvard munch, retrata uma figura com expressão de medo e angústia, que são sentimentos que acompanham o contexto de guerra, neste plano de aula sobre guerra, você terá algumas informações básicas sobre expressionismo artes que podem ajudar a montar o seu plano de aula sobre a obra o grito.
Vamos educar para a Paz para afastar da realidade o grito expressionismo ( expressionista)!
Se você procura como trabalhar o expressionismo ensino fundamental 1, o grito plano de aula, plano de aula de artes de acordo com a bncc e ideias e atividades para artes, continue por aqui no Canal aula de artes.

AQUI



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sábado, agosto 28, 2021

Morro dos ventos>Eu estou aqui>Poderia>Atividade literária>Emoção/Perda>Paz>Refugiados>Releitura de obras>28/08/2021

 

Otávio Junior

De forma poética, esse livro oferece às crianças a chance de serem ouvidas: são várias as vozes clamando por paz. Mais do que falar de situações de violência que fazem parte da vida de tantos cidadãos brasileiros, esse livro resgata o desejo verdadeiro de uma criança de estar amparada e saber que os seus também estarão. Uma narrativa delicada sobre perda, violência e, principalmente, amor e esperança, escrita por Otávio Jr. e ricamente ilustrada por Letícia Moreno.

Sinopse: O livro é dedicado à mãe da menina Agatha Félix (preta, 8 anos), que morreu por disparo na PM no Complexo do Alemão. O livro, de um jeito muito delicado, narra sobre uma menina que mora numa favela onde há tiroteio o tempo todo. Quando estão na escola, as crianças precisam agachar no chão até que a “paz” volte. Uma paz efêmera, que apenas significa a volta ao padrão normal de um cotidiano sem tiros. Isso não é expressamente dito, mas sugerido, inclusive com a ilustração de Letícia Moreno. A protagonista sofre porque perdeu sua melhor amiga num tiroteio. Então, já não aguentando de tanta dor, sobe até o topo do morro e dá um berro bem alto. Em seguida, todas crianças começam a berrar também. E o que elas berram? Berram PAZ.

Curiosidade: o título do livro remete-nos ao livro de Emily Brontë, O Morro dos Ventos Uivantes. Apesar deste clássico tratar de um lar aristrocrata, ali vigora um clima de pessimismo. E o morro dos ventos da favela, apesar de todas as dificuldades, ainda é proclamado como um lugar otimista, onde crianças clamam pela paz.

CV Otávio Junior: (Rio de Janeiro, 1983) é um escritor, ator, contador de histórias e produtor teatral brasileiro que ficou conhecido por abrir a primeira biblioteca nas favelas do Complexo do Alemão e no Complexo da Penha, no estado do Rio de Janeiro. Nasceu e mora no Complexo do Alemão, onde faz muitos projetos com leitura, e no Complexo da Penha também. Aqui uma entrevista curtinha sobre seus projetos: AQUI

Sobre suas obras: AQUI

Suplemento literário: AQUI

A história: AQUI

O garoto da camisa vermelha: AQUI

Da minha janela: AQUI

Como seria se você tivesse nascido em outro lugar? E precisasse fugir? Mudar de país?

Maísa ZakZuk

Morar em um novo país, aprender uma nova língua, fazer novos amigos... Foram esses os desafios enfrentados por Sebastien, que veio do Haiti, por Rimas, nascida na Líbia, e pelas outras dez crianças que você irá conhecer neste livro. Todas elas precisaram deixar a sua terra natal por diferentes motivos, como guerra civil, conflitos políticos, desastre natural ou crise econômica. Seja como refugiadas ou imigrantes, essas crianças estão aqui, reconstruindo uma nova vida no Brasil. Confira a emocionante história de cada uma delas. São depoimentos repletos de coragem, sabedoria e esperança. Histórias de quem aprendeu, muito cedo, a lutar por seu lugar no mundo.

Livro PDF: Trecho: AQUI

Todo mundo é misturado: AQUI

Joana Raspall

Proposta de trabalho: AQUI
A obra permite trabalhar temas como empatia, identidade, solidariedade, compaixão, imigração e preconceito. Desde muito cedo, todos nós temos de aprender a conviver com o outro, seja em casa, na escola, em lugares públicos etc. Esse outro pode ser muito parecido conosco ou muito diferente. Afinal, cada um tem uma história e veio de determinado lugar. Mas será que só devemos ser amigos e ajudar aqueles com os quais nos identificamos? Como uma forma de aproximar e conscientizar os alunos, que tal cada um contar a história de um colega? Pode ser oralmente, com ilustrações, uma história em quadrinhos ou mesmo uma biografia. Depois disso, eles também podem pesquisar sobre a vida de outras pessoas – um jogador de futebol, um cientista, um autor. Partindo de nossas diferenças, vamos valorizar o que nos une!

Um porco vem morar aqui:

 De forma delicada e engraçada, essa fábula mostra como, muitas vezes, julgamos as pessoas por preconceitos, que nos impedem de enxergar a realidade. A rejeição do porco deixa à mostra também como muitos imigrantes são tratados nos países para onde vão.

AQUI

Explorando as obras da afegã Shamsia Hassani
Interpretação: Blog Arte e Manhas da Língua
São várias obras com questionamentos reflexivos
Refugiados: AQUI
Projeto juntos pela paz: AQUI






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terça-feira, dezembro 17, 2019

A pequena Carlota>Fugindo do medo>Educação emocional>Refugiados>17/12/2019


A importância da generosidade e da aceitação da diferença.


Guia do professor
A Pequena Carlota é uma unidade didática para crianças do 1º Ciclo. Inclui: 
 Livro “A pequena Carlota”; 
Vídeo de desenhos animados com legendas em português (7 minutos - No DVD incluído no livro);  Vídeo de desenhos animados versão original (7 minutos - No DVD incluído no livro); 
Livro de exercícios que contêm o material educativo necessário (texto, ilustrações).
Conta-se a história de uma pequena menina que se vê obrigada a fugir de sua casa. 
Antes de encontrar calor, proteção e afeto numa nova casa, a menina vive a rejeição e a insegurança. 
Não é fácil explorar o conceito de exílio com crianças pequenas. Assim, proporcionam-se diversas oportunidades para que se utilize a sua imaginação e se expressem. Contudo, o professor deverá estar atento perante a possibilidade da história da pequena Carlota perturbar algumas crianças. 
O livro de exercícios e estas notas, desenvolvidas para serem utilizados com o vídeo na sala de aula, oferecem várias atividades. 
Encoraja-se os meninos a observar, falar, desenhar, fazer mímica, disfarçar-se e imaginar, com o estímulo das imagens do livro e do vídeo.
 Sugerimos que as atividades se realizem na ordem proposta. Contudo, se for necessário, é possível reduzir algumas. Prevê-se que o estudo deste tema e das atividades que lhe dão forma, se realizem durante várias semanas. 
Os objetivos deste exercício são:
Incentivar a expressão de sentimentos e emoções que evoca a história da pequena Carlota e, assim, despertar a simpatia das crianças para com aqueles que vivem no exílio;
Enriquecer a sala de aula, estabelecendo relações entre as experiências das crianças e o que sentem quando alguém se vê forçado a viver no exílio; 
Tornar as crianças conscientes do conceito da diferença e da exclusão, juntamente com as necessidades básicas e universais das crianças.






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domingo, novembro 03, 2019

Eloísa e os bichos>Narrativa>Diversidade>Refugiados>03/11/2019


O texto conciso e poético associa-se às ilustrações simbólicas, coloridas e ricas em detalhes. Juntos, conseguem potencializar o sentimento de estranhamento da personagem em seu processo de adaptação à nova realidade.


Jairo Buitrago
Ao se mudar com o pai para uma nova cidade, Eloísa acaba por se defrontar com um mundo totalmente diferente do que conhecia, no qual se sente um verdadeiro bicho estranho.
Com o passar do tempo, tudo o que a assustava começa a ser incorporado com naturalidade a sua rotina. Autor e ilustrador oferecem um terno e renovado olhar sobre problemas sociais, como o deslocamento, o respeito à diversidade e a recusa à intolerância.



Sobre a obra
O que fazer quando a gente se sente perdida num lugar estranho?
Ser diferente a ponto de se sentir estranha?
Ser único num lugar onde tudo parece ser igual
Não achar pouso, e nem se sentir em casa?

Você consegue imaginar o que sente uma criança refugiada quando chega em seu novo país?





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segunda-feira, outubro 21, 2019

A menina que abraça o vento>Brincando de abraçar o vento>Refugiados>21/10/2019



Fernanda Paraguassu

A questão dos refugiados está todos os dias nos jornais, revistas, televisão,… em todo lugar. E, por isso mesmo, ao alcance dos olhos e ouvidos das nossas crianças. Mas esse não é um tema simples para abordar com elas. Então, como explicar? O livro “A menina que abraça o vento”, da jornalista, mãe e escritora Fernanda Paraguassu, cumpre essa função com muita sensibilidade e delicadeza. 

A menina que abraça o vento conta a história de Mersene, uma garotinha que teve que se separar de parte da família para fugir do triste conflito vivido na República Democrática do Congo. Enquanto se adapta à nova vida no Brasil, ela cria uma brincadeira para driblar a saudade.
Manual do professor: AQUI, AQUI
Mais possibilidades: AQUI, AQUI
Proposta de trabalho
 A leitura pode preencher de afeto o coração de leitores de todas as idades, desde os leitores que estão iniciando sua trilha na leitura até aqueles que já são mestres em devorar muitas e diversas narrativas. A beleza dessa história é capaz de encantar a todos! Aqui temos uma excelente oportunidade de trabalhar a competência socioemocional da empatia. 
E como fazer? 
Que tal convidar os alunos e professores a escreverem cartas para pessoas refugiadas? 
As cartas podem oferecer carinho, compreensão e amizade, apesar da distância. 
Outra iniciativa possível é convidar uma pessoa refugiada para um bate-papo virtual com as turmas, com partilha de experiências. 
Depois dessa conversa, cada aluno e professor também (claro!) podem fazer um cartão digital com uma mensagem especial para o(a) convidado(a).
 Aqui vale trazer o que mais tocou durante a conversa, dividir algo que marcou sua vida também com essa pessoa, desenhar ou copiar algo que ajude a lidar com a saudade da terra natal, entre muitas ações bonitas possíveis. Fonte
Atividade interativa: AQUI

Fafá conta


Ouvindo também: AQUI

Abordando migrações na literatura infantil
A literatura como ferramenta didática
Neste trabalho, propomos trabalhar o tema refugiados através da história de Mersene4 , com uma turma dos anos iniciais do ensino fundamental. 
O termo refugiados vem fazendo parte da bagagem de cada vez mais pessoas. 
São mais de 22 milhões de pessoas que saem de seus países fugindo de guerras e perseguições. Refugiados são migrantes forçados que segundo Fraga, Michielin e Chaves (2017), fogem de seus países por situação de violência, perseguição, conflitos internos ou outras situações que violem os direitos humanos, em busca de proteção. 

Questionamentos pertinentes
Imigrante,migrante,refugiado,emigrante,estrangeiro?

Migrante: Substantivo ou Adjetivo
O que é Migrante:

Migrante: Que muda de país ou região periodicamente.

Exemplo de uso da palavra Migrante: 

Artista circense.

Imigrante: Substantivo ou Adjetivo
O que é Imigrante:
Imigrante: Pessoa que chega a um país que não é o seu.
Exemplo de uso da palavra Imigrante:
Visitante permanente ou temporário a outro país que não é sua nação.
Mais detalhes: AQUI

Recentemente, houve uma importante mudança de paradigma, acompanhada de uma alteração na forma de uso do termo migrante.  
Nessa nova configuração, ressalta-se o reconhecimento do migrante enquanto sujeito de direitos, não o definindo a partir de se este “sai” ou “entra” de determinado território nacional (i ou emigração) ou mesmo se permanece nele. 
Trata-se, nesse sentido, de enfocar principalmente a migração enquanto fenômeno humano, que necessariamente atravessa os diferentes territórios nacionais, envolvendo diversos atores e processos transnacionais.

Comparado a “imigrante”, “emigrante” e “estrangeiro”, então, o termo migrante nos convida a considerar que atravessando ou não fronteiras nacionais, a mobilidade, o deslocamento e os movimentos são aspectos tão fundantes do humano tanto quanto a permanência, o estabelecimento e os enraizamentos.

Refugiados
A Convenção de Genebra de 1951, normativa que inaugura o Direito Internacional dos Refugiados, considera refugiada a pessoa que se encontra fora do seu próprio território nacional, por “fundados temores de perseguição devido à sua raça, religião, nacionalidade, associação a determinado grupo social ou opinião política (…)”
Vejam detalhes:  AQUI

Dentro das muitas possibilidades didáticas encontramos a literatura infantil, que é um pilar onde as crianças despertam para o mundo imaginário e da fantasia. Neste trabalho, nossa proposta é trabalhar o tema refugiados no ensino de geografia através da história de Mersene3 , com uma turma dos anos iniciais do ensino fundamental.  Continua sobre esta obra: AQUI

Plano de aula/Brincando com o vento: AQUI

A prática adotada pelo ACNUR é se referir a grupos de pessoas viajando em movimentos mistos como “refugiados e migrantes”. 
Essa é a melhor forma de permitir a compreensão de que todas as pessoas em deslocamento possuem direitos humanos que devem ser respeitados, protegidos e satisfeitos; e que refugiados e solicitantes de refúgio possuem necessidades específicas e direitos que são protegidos por uma estrutura legal específica. Mais detalhes:  AQUI
Refugiados:  AQUI
Deixando para trás
AQUI

Que tal juntar literatura e competências socioemocionais no dia a dia de seus alunos e professores? Um bom livro pode ser o disparador de uma diversidade de emoções, que se trabalhadas poderão se transformar também em conhecimento de si e do outro. É uma oportunidade de dar ouvido também às emoções complexas, sem atitudes de julgamento e repressão, mas sim de acolhimento e escuta. Fonte




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