afinal, quer momento mais marcante que a fantasia da vida?
Portanto, será um prazer receber sua visita em mais um blog destinado a educação.
Nele pretendo postar comentários e apreciações de materiais didáticos de Língua Portuguesa, além de outros assuntos pertinentes, experiências em sala de aula, enfocando a interdisciplinaridade e tudo que for de bom para nossos alunos.
Se você leu, experimentou, constatou a praticidade de algum material e deseja compartilhar comigo,
esteja à vontade para entrar em contato.
Terei satisfação em divulgar juntamente com seu blog, ou se você não tiver um, este espaço estará disponível dentro de seu contexto.
Naturalmente, assim estaremos contribuindo com as(os) colegas que vêm em busca de sugestões práticas.
Estarei atenta quanto aos direitos autorais e se por ventura falhar em algo, por favor me avise para que eu repare os devidos créditos.
Caso queira levar alguma publicação para seu blog, não se
esqueça de citar o "Linguagem" como fonte.
Você, blogueira sabe tanto quanto eu, que é uma satisfação ver o "nosso cantinho" sendo útil e nada mais marcante que
No ano de 1500, Antônio é atacado por um vampiro em Lisboa e sai em busca do seu agressor. Uma aventura divertida que o leva à esquadra de Cabral, descobrindo o Brasil e acompanhando os 500 anos de nossa história.
O enredo vai do Descobrimento do Brasil aos dias atuais, passando por fatos e personagens mais conhecidos – como Tiradentes, Dom Pedro I e Getúlio Vargas.
O autor usa uma linguagem simples e concisa para levar o leitor diretamente para o centro dos acontecimentos. Ao narrar suas experiências ele passa-nos uma visão particular da história do Brasil. Para isso, precisava ser um imortal, um vampiro.
Visando mergulhar no imaginário do século XVI, a autora e a ilustradora desta obra pretendem iluminar com poesia um personagem conhecido e ao mesmo tempo distante das crianças brasileiras - Pedro Álvares Cabral - transformando-o em um menino sonhador.
Lúcia Fidalgo
A paixão pelo mar. Mergulhando no imaginário do século XVI, Lúcia Fidalgo e Andréia Resende iluminam com poesia um personagem conhecido e ao mesmo tempo distante das crianças brasileiras: Pedro Álvares Cabral. Ao navegador por símbolos e sagas inesquecíveis, ou revelar detalhes pouco conhecidos da história, este livro nos oferece o melhor da literatura infanto-juvenil: a alquimia de dar vida a imaginação de um menino.
Atividades
De olhos bem abertos, ele sonhava com
o dia em que seria navegador nos sete mares.
Nas noites em que o sono demorava a chegar,
as ondas que iam e vinham em seu pensamento
o levavam para além-mar.
Lá onde o mar termina.
Lá onde ele queria chegar!
E os olhos do menino
fechavam-se sobre esse sonho,
encontrando finalmente o sono
perdido na noite fria e longa.
Um dia, um convite.
Convite feito pelo Rei.
O sonho tinha virado realidade.
Pedro não era mais um menino.
Era, agora, Pedro Álvares Cabral,
o homem que seria Capitão-Mor
de uma importante expedição
que ia cruzar o Atlântico.
A vinda da família real portuguesa para o Brasil se deu no ano de 1808, após a invasão das tropas de Napoleão Bonaparte a Portugal.
Essa invasão foi causada porque a França não conseguiu derrotar a Inglaterra em uma disputa militar, fato pelo qual Napoleão proibiu que os países da Europa Continental fizessem qualquer tipo de comércio com os ingleses. Para isso criou um decreto que constituía o “bloqueio continental”.
Dom João não teve outra alternativa senão fugir com sua família e parte da corte para as terras brasileiras, vieram um total de dez mil pessoas, em 29 de novembro de 1807.
Após sua chegada ao Brasil, dom João decretou que os portos brasileiros fossem abertos para o comércio com todas as nações com as quais mantinham relações cordiais, inclusive com a Inglaterra. Antes dessa decisão o Brasil só mantinha comércio com Portugal e suas colônias.
A família real permaneceu por um mês na Bahia, fazendo melhoras na região, como: a criação da Escola de Cirurgia – que mais tarde tornou-se faculdade de medicina do estado; a criação da Junta do Comércio – virando a associação comercial; a criação do Passeio Público e a construção do Teatro São João – a melhor casa de espetáculos do país.
Em seguida, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde foi instalada a sede do governo de Portugal, por mais de treze anos. Com isso, o Rio de Janeiro cresceu muito e o estado obteve novas estruturas.
As principais benfeitorias foram: o Banco do Brasil, a Academia Militar e da Marinha, a Imprensa Régia, a Academia de Belas Artes, o Jardim Botânico, o Museu da Biblioteca Nacional, além de outros museus, bibliotecas, teatros e escolas.
O Brasil, até então, era tido como colônia, mas em 19 de dezembro de 1815, passou a Reino Unido a Portugal e Algarve, tendo suas capitanias transformadas em províncias.
Com o falecimento da mãe de D. João, a então rainha de Portugal, este teve que assumir o trono do país, administrando o mesmo daqui do Brasil, enviando suas ordens através dos mensageiros. Mas em 1820 aconteceu uma revolta em Portugal e D. João teve que retornar ao país, deixando seu filho, D. Pedro I, como Príncipe Regente do Brasil.
Fonte Mais: AQUISequência didática: AQUI A chegada dos portugueses ao Brasil Vídeo Pindorama AQUI Outra música AQUI Aulas AQUI AQUI
Chegada da família real ao Brasil Aula Filme Carlota Joaquina(atividade)
O filme retrata a vida de Carlota Joaquina, a infanta espanhola que conheceu o príncipe de Portugal com apenas dez anos, decepcionando-se com o futuro marido. Sempre mostrou disposição para seus amantes e pelo poder e se sentiu tremendamente contrariada quando a corte portuguesa veio para o Brasil, tendo uma grande sensação de alívio quando foi embora. Neste trecho, D. João é aconselhado pela Inglaterra a transferir a corte portuguesa para a Colônia Brasil. No segundo trecho, a diretora narra os eventos relacionados à fuga da família real portuguesa para o Brasil e sua chegada em solo brasileiro.
Palavras-chave: relações culturais, relações de poder, pacto colonial, Portugal, Brasil.
Carlota Joaquina, princesa do Brasil, Comédia, Brasil, 1995, 100 min. Direção: Carla Camurati.
-Identificar as motivações da fuga da família real para o Brasil.
-Relacionar o passado e o presente da sociedade brasileira em seu âmbito cultural.
-Identificar as modificações sociais e culturais na colônia com a chegada da família real.
AQUI A chegada da família real ao Brasil Desenho animado AQUI Em detalhes AQUI Ideia criativa Aula AQUI Atividades AQUI Independência do Brasil Turma da mônica História em quadrinhos AQUI AQUI AQUI Resumido AQUI Gincana da Pátria AQUI O grito do Ipiranga e muito mais
Transmita a importância de artistas/pintores aos seus alunos e, por meio de releituras diversas, trabalhe competências importantes para o desenvolvimento deles. Argentino naturalizado brasileiro, Hector Julio Páride Bernabó ficou internacionalmente conhecido como Carybé, um destacado artista plástico figurativo do século 20.
Carybé, artista moderno por excelência,
deixou uma marca inconfundível em todas
as suas obras. Utilizando as mais diversas
técnicas e linguagens, buscou desmistificar
seu trabalho e a própria arte ao afirmar que
“rabiscar papel e pintar telas não são atos de
criação”. “Inspiração é besteira”, completava.
Cidadão do mundo, abraçou no entanto
a cultura da Bahia, como se pode perceber
em sua paixão pelo candomblé, presente
em inúmeros trabalhos.
Carybé foi um
verdadeiro cronista do cotidiano baiano do século XX. Dono de um traço estilizado,
quase beirando o geométrico, exímio desenhista,
retratou a mistura de raças como
ninguém: em suas obras misturam-se o
negro, o índio e o branco.
O livro de Myriam Fraga nos mostra o
amor desse artista, argentino naturalizado
brasileiro, pela cultura brasileira. Carybé
teve o mérito de valorizar a cultura afrobrasileira
como poucos. Suas obras espelham
nossa identidade cultural e nos ajudam a
entender quem somos.
Livro Carybé- Mestres das artes no Brasil- traz sugestões pedagógicas:
Em cores vivas e traços leves, Carybé retrata os momentos mais marcantes da narrativa portuguesa sobre o Brasil: a navegação da esquadra; o avistar das terras; o primeiro contato entre portugueses e índios; a troca de culturas; a primeira missa; o pau-brasil. Cenas dos primeiros encontros que, mais tarde, com a contribuição igualmente fundamental dos africanos, daria origem ao povo brasileiro .
Temas variados: Trabalho; Abolição; Circo; Trânsito; Natal; Olimpíadas; Folclore; Independência do Brasil; Descobrimento do Brasil; Índio; Água; Festas juninas; Eleições ; Santos Dumont; Energia; Meio ambiente; Carnaval; Ecologia; Fenômenos da natureza; Mata atlântica; Cidadania; Etc.
Brasileirinho - História de Amor do Brasil E de outras nações
Autor: Ieda de Oliveira
A formação do povo brasileiro é um assunto que está sempre em discussão e que muitas vezes não está esclarecido para alguns adultos.
Foi pensando nisso que Ieda de Oliveira escreveu Brasileirinho – História de Amor do Brasil. A autora pretende contribuir, de forma bem-humorada, por meio da música e da poesia, para uma viagem por nossas raízes culturais.
Além de o leitor reconhecer um pouco do jeitinho do brasileiro em cada etnia que ajudou a formar a “cara” do Brasil, vai poder dançar e cantar ao ritmo de melodias que remetem a essas múltiplas culturas.
Em 1500, quando os portugueses desembarcaram no Brasil, encontraram os índios.
Depois disso, nunca mais os estrangeiros pararam de chegar ao país.
Essa história, a formação cultural do povo brasileiro, é contada em versos e música, com humor e apresentando as características de cada região do mundo.
Ao final, a autora ensina a fazer um instrumento e a tocar as músicas do livro
Com muita fantasia, criatividade e humor, a autora reconta a história dos 500 anos do Brasil.Brasileirinho - História de Amor do Brasil retrata a mistura de várias raças e culturas que culminaram no surgimento do brasileiro.
Ainda na carona do ilustre personagem "O Pequeno Príncipe", as crianças do Jardim "A" viajam pelo espaço e conhecem diferentes planetas e aterrissam na Terra, o "Planeta Água".
E não é que fomos parar bem no Brasil!?!
Um país com diferentes grupos étnicos, sendo esta pluralidade cultural a nossa característica mais marcante.
"No cenário mundial, o Brasil representa uma esperança de superação de fronteiras e de construção de uma relação de confiança na humanidade". (Pluralidade Cultural - Parâmetros Curriculares). A diversidade ou pluralidade está presente nos traços fisionômicos, nas tradições, nos regionalismos, nas variantes lingüísticas, nas manifestações de arte popular, nas visões de mundo, nos projetos de vida, nas crenças religiosas... É importante que as crianças conheçam, respeitem e valorizem cada história, os costumes, crenças e tradições, desde o princípio com os índios.
"...que o sujeito é determinado pelo organismo e pelo social que estrutura sua consciência, sua linguagem, seu pensamento, a partir da apropriação ativa das significações histórico-culturais..." (VIGOTSKY, 1998).
"O Pequeno Príncipe rumo ao Brasil", de forma lúdica e informativa, traz a história do mais: mais pessoas, mais rostos, mais traços, mais cores, mais cheiros, mais gostos mais poesias, mais canções, mais danças, mais festas populares e mais sonhos.
Objetivos gerais
Percorrer o caminho da história do Brasil e valorizar a pluralidade do patrimônio sociocultural brasileiro, assim como suas características, costumes, valores e etnias que formam a identidade brasileira.
Trabalhar também com os princípios fundamentais da ética: convívio social, diálogo, justiça e solidariedade que serão a base da personalidade de adultos conscientes e comprometidos com o meio e com o outro.
Objetivos específicos
Observar a existência dos planetas e sistema solar;
Conhecer a história do país em que vivemos;
Evitar qualquer forma de preconceito, ao apresentar a história dos grupos humanos, suas diferentes culturas de origem, crenças e tradições;
Utilizar a linguagem poética e literária (poemas, poesias e prosas), oral (anedotas, piadas, brincadeiras, expressões pitorescas, canções populares...) e artística;
Oportunizar momentos de socialização e pesquisa envolvendo escola / família sobre histórias, lendas, idiomas, danças, comidas típicas...;
Buscar fatos ou curiosidades para reflexão a fim de desenvolver estruturas de pensamento;
Estimular o raciocínio lógico matemático;
Explorar os movimentos corporais através de danças, cantigas de roda e do jogo simbólico (ao assumir e representar papéis sociais).
"Desde a infância, através do processo de desenvolvimento e interação social, os seres humanos aprendem a discriminar e a estabelecer comparações e conceitos que corresponderão aos comportamentos aprovados socialmente. Ao mesmo tempo, vão aprendendo a empregar tais conceitos a si mesmos". (SILVA, 1999)
Procedimentos
Conversas em roda;
Contações de histórias;
Construções tridimensionais, bidimensionais e planas;
Atividades que desenvolvam a psicomotricidade;
Ampliação das relações sociais em trabalhos coletivos ou em pequenos grupos;
Saco-surpresa.
Referências Bibliográficas
ROCHA, Ruth. Faz muito tempo.
MACEDO, Aroldo e FAUSTINO, Oswaldo. A menina que viu o Brasil neném.
OLIVEIRA, Ieda de Brasileirinho.História de amor do Brasil.
Essa foi a maquete que fizemos logo após ouvir a história infantil do Descobrimento do Brasil.
Ela foi feita em placa de isopor que ganhamos de uma mãe. Os campos foram representados por erva mate e o mar por farinha de mandioca colorida de azul com tempera. Colore a farinha de mandioca e deixa secar. Os índios, Cabral, a família e os animais (vacas) foram desenhados e recortados por eles. Não conseguimos colar em cima da farinha e da erva mate, então coloquei tiras de papel do comprimento ideal e grampeei no isopor que era fininho. fizemos também cortes no isopor e enfiamos algumas figuras nesses cortes.
Utilizei figuras de livros para ilustrar a história "Descobrimento do Brasil". Colei em papelão e atrás fixei palitos de churrasquinhos.
Era uma vez um país muito distante chamado Portugal, onde as pessoas gostavam muito de uns temperos especiais os quais eles chamavam de "especiarias". Era o cravo, a canela ,a noz moscada, a pimenta. Tinham também os tecidos de seda e uns tapetes maravilhosos que eram muito caros e que existiam num outro país. Para chegar a esse outro país chamado Índias só de barco. Esses barcos se chamavam Caravelas.
Um homem chamado Cristóvão Colombo resolveu ir até o país chamado Índias nessas caravelas.
Ele navegou pelo mar até encontrar umas terras estranhas e pensou que era as Índias. Voltou e contou para o rei que tinha achado as Índias, mas estava enganado.
Depois disso outros homens pegaram suas caravelas e viajaram pelo mar, cada qual indo um pouquinho mais longe, até que um homem chamado Cabral embarcou com outros homens em uma porção de caravelas e saíram para procurar esse tal país.
Depois de muitos dias no mar, ele avistou um monte e como estava na época da Páscoa chamaram esse monte de Monte Pascoal. Assim que desembarcaram viram que não era só um monte, era muita terra cercada de água, então eles acharam que era uma ilha e chamaram essas terras de Ilha de Vera Cruz. Algum tempo depois mudaram o nome para Terra de Santa Cruz, pois fizeram uma grande cruz na beira da praia e rezaram uma missa em agradecimento pela Páscoa.
Quando eles chegaram nesse lugar eles encontraram muitos homens. Esses homens eram muito diferentes dos homens que vieram do mar na sua maneira de vestir e pensar. Eram chamados de índios. Tinham os corpos pintados e enfeitados com penas. Eles eram os donos dessa Terra.
Os homens que estavam nos navios e que os índios chamavam de homens brancos usavam roupas e rezavam para um Deus diferente do deles.
Os índios acreditavam também em Deus, mas era a lua a qual eles chamavam de Jaci e o trovão a quem eles davam o nome de Tupã.
Não tinham médicos. Quem cuidava da saúde da tribo era o Pajé, uma espécie de curandeiro do povo. O pajé possuía conhecimentos diferentes dos índios comuns. Ele conhecia as ervas que curavam e tinha poderes de falar, ver e ouvir os espíritos.
Os índios pescavam para comer, além de colher frutas e plantar mandioca e milho.
Não moravam em casas, moravam em ocas feitas com um capim chamado sapé e que eram construídas em rodinha.
Eles não dormiam em camas, mas em redes.
Eles adoravam cantar e dançar e nunca maltratavam os animais ou cortavam árvores sem necessidade. Só caçavam os machos, nunca as fêmeas e os filhotes para que as espécies não acabassem.
Como vocês ouviram, essa terra que Cabral descobriu tinha dono, mas como os homens que estavam nas caravanas com Cabral eram poderosos trataram os índios como seres inferiores e começaram a impor seus costumes a eles.
Os homens dos navios começaram a cortar uma espécie de arvore muito importante para os índios que usavam sua tinta para pintar os seus corpos.
Eles encheram seus navios com essas árvores e levaram para Portugal para fazer móveis.
Foi então que eles começaram a chamar as terras que antes chamavam de Monte Pascoal, Ilha de Vera Cruz e Terra de Santa Cruz de Brasil.
Os homens brancos foram e voltaram para Portugal várias vezes.
Dois reis começaram a brigar pelo Brasil.
Todos queriam ser donos dessa Terra até que um dia um dos reis, o de Portugal, junto com outros homens vieram morar aqui no Brasil. Trouxeram suas mulheres, seus filhos, seus animais, suas roupas, seus livros, sua maneira de pensar, de fazer as coisas e como eram muitas pessoas, eles começaram a construir nas áreas em que os índios viviam e esses começaram a ficar cada vez mais apertados em suas próprias terras e o homem branco foi dominando esse pais chamado Brasil.
Hoje, os índios vivem na sua maioria separados das grandes cidades em lugares protegidos por uma fundação chamada FUNAI, mas mesmos assim muitos homens brancos ainda prejudicam o índio, roubando suas terras e tirando deles a oportunidade de sustentar suas famílias através da flora e da fauna que tanto eles tentaram proteger nesses mais de 500 anos de devastação.
Há muito tempo, vou te contar, ninguém sabia o que havia pra lá do mar. Até que homens e meninos, Pedros e Pedrinhos, criaram coragem e puseram-se a caminho. Rumo a lugares distantes e misteriosos cheios de aventuras para navegantes corajosos.
As histórias da SÉRIE VOU TE CONTAR! foram escritas pela Ruth Rocha durante os anos de 1969 a 1981 em várias revistas para crianças que ela dirigiu, publicações que faziam um grande sucesso entre os pequenos. São histórias que mostram situações e personagens que valorizam a independência de pensamento e a ousadia: um coelhinho que não queria ser coelho de Páscoa e escolhe outra profissão, um menino fazendeiro que se torna amigo de um menino escravo, um macaco e um porco que são companheiros de aventuras e saem pelo mundo ajudando as pessoas... e muitas outras coisas mirabolantes, que a gente lê, relê e sempre dão muito que pensar!
O tema do nosso trabalho no mês de Abril foi: ONDE ESTAMOS?
Cujo objetivo era localizarmo-nos geograficamente no Globo Terrestre.
Assim, exploramos bastante o PLANETA TERRA, e utilizamos brincadeiras e histórias que nos ajudassem a transmitir às crianças a idéia de localização e deslocamento:
-Onde Estamos? Ely Barbosa
-A Bolha e o Vento - Rosângela Pedrina
-Faz muito tempo...-Ruth Rocha
Entre outros.
Foi com o livro FAZ MUITO TEMPO que apresentamos os INDIOS e a história do DESCOBRIMENTO DO BRASIL.
*Na primeira vez que contamos esta história nos atentamos aos fatos históricos e geográficos. Contamos a história na piscina, na hora do banho das crianças. Dividimos as turmas em quatro grupos: PORTUGAL, ÁFRICA, CARAVELA DE CABRAL e BRASIL.
Levamos o globo terrestre para a piscina e à medida em que localizávamos o que nos interessava íamos dividindo os grupos. Todos participaram.
A Caravela de Cabral era um barco grande feito com cartolina e as canoas dos índios foram dobraduras ensinadas pelo professor Harlei.
Fomos contando a história, explicando os fatos, explorando os locais fazendo as crianças participarem da história na mesma hora em que a descobriam, eles adoraram.
**Em outro momento utilizamos o próprio livro para explorar o texto da autora e as ilustrações na Sala de Leitura.
Foi assim que o aluno Iago, todo empolgado definiu esta atividade.
Iniciamos neste mês de Maio o projeto “Descobrimento do Brasil”.
Desde então, muitos lugares, personagens e histórias, envolvendo o nosso País, estão presentes em nossas rodas de conversa, atividades dirigidas e até brincadeiras, deixando nossos pequenos historiadores cada vez mais fascinados e interessados pelo tema.
Comecei a mostrar um pouco dessa história através da leitura do livro, “Faz muito tempo”, escrito pela Ruth Rocha, com ilustração de Eva Furnari.
A história da viagem de Pedro Álvares Cabral chamou muito a atenção da turma da Alegria principalmente pelas caravelas e pela maneira como foi anunciado o descobrimento da nova terra: “terra à vista”.
Durante toda a tarde as crianças repetiram por várias vezes esta frase, divertindo uns aos outros.
Durante esta atividade, mostramos no mapa mundial a localização de Portugal e a do Brasil, que naquele momento foi chamado de Monte Pascoal.
Mostramos o que teria sido o percurso da grande viagem.
Muitas curiosidades foram trabalhadas, como: o ritmo de Portugal e do Brasil, o símbolo de cada um, as cores da bandeira etc.
No decorrer da atividade, as crianças puderam manusear uma toalha de mesa, xales, guardanapos, entre outras coisas, todos trazidos de Portugal e se dispuseram a pesquisar em casa se tem alguma coisa, também, lá de Portugal, para trazer para a escola e mostrar aos amigos.
O resultado desta atividade foi, sem dúvida, muito positivo, pois as crianças adquiriram novos conhecimentos de maneira alegre e prazerosa.
Também, fizeram comentários sobre tudo o que aprenderam, destacando sempre o Brasil. Acompanhem alguns desses comentários:
- Maria Izabel: “o Brasil é o nosso país, por isso a gente é brasileiro”.
-Giovanna: “o Brasil é um mundo muito grande”.
-Guilherme Pedroso: “o Brasil é um país muito interessante”.
-Vinicius: “o Brasil chuta a bola bem longe”.
-Luíza Lindo: “o Brasil fica na Terra”
-Igor: “tem gente que não pode trocar de país”.
-Pedro: “quem veio aqui, gostou daqui e veio morar aqui”. “As pessoas do Brasil gostam do Flamengo”.
No dia seguinte a mãe do Iago nos falou no momento da entrada: “vocês estão fazendo milagre acontecer, o Iago chegou em casa ontem, contando a história do descobrimento e até falou que chamaram o Brasil de Monte Pascoal. Nunca imaginei que ele ia parar para ouvir essas coisas”.
O nosso comentário para ela foi: “não paramos por aí, ainda tem muita história pela frente...”
Aproveitando o nosso projeto sobre o “Descobrimento do Brasil”, organizamos uma brincadeira, com a intenção de nos voltarmos para o distante ano de 1.500, promovendo um encontro do velho com o novo mundo e tentarmos compreender suas diferentes culturas, melhorando nosso entendimento sobre o Brasil.
Nessa brincadeira as crianças percorreram o “caminho” que Pedro Álvares Cabral fez de Portugal até chegar no Brasil. Como na história, esse caminho para chegar ao Brasil não foi tão fácil, nossos pequenos navegantes também enfrentaram muitos obstáculos como: tempestades e tubarões. Transformamos esses obstáculos em uma animada brincadeira, dramatizando com as crianças o caminho, onde eles tinham que pular andar com uma perna só, andar batendo palmas, rolar, arrastar e virar cambalhotas. Esta atividade também nos proporcionou trabalhar as regras que foram criadas por elas mesmas, se organizando e sabendo até dividir “quem seriam na história”, pois as crianças desenvolveram a atividade em equipes. Todas as crianças participaram da atividade e se divertiram muito ao sair de Portugal (sala da turma IV B) e ao chegar do outro lado do “oceano”, no Brasil (sala da turma IV A).
Segundo Wallon: “A criança interage mais fortemente com um ou outro aspecto de seu contexto, retirando dele recurso para o seu desenvolvimento