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Colaboração e Direitos Autorais
Olá amiga(o) ,
Fui professora dos projetos "Estímulo À Leitura",
"Tempo Integral" e a favor da leitura lúdica,
afinal, quer momento mais marcante que a fantasia da vida?
Portanto, será um prazer receber sua visita em mais um blog destinado a educação.
Nele pretendo postar comentários e apreciações de materiais didáticos de Língua Portuguesa, além de outros assuntos pertinentes, experiências em sala de aula, enfocando a interdisciplinaridade e tudo que for de bom para nossos alunos.
Se você leu, experimentou, constatou a praticidade de algum material e deseja compartilhar comigo,
esteja à vontade para entrar em contato.
Terei satisfação em divulgar juntamente com seu blog, ou se você não tiver um, este espaço estará disponível dentro de seu contexto.
Naturalmente, assim estaremos contribuindo com as(os) colegas que vêm em busca de sugestões práticas.
Estarei atenta quanto aos direitos autorais e se por ventura falhar em algo, por favor me avise para que eu repare os devidos créditos.
Caso queira levar alguma publicação para seu blog, não se
esqueça de citar o "Linguagem" como fonte.
Você, blogueira sabe tanto quanto eu, que é uma satisfação ver o "nosso cantinho" sendo útil e nada mais marcante que
receber um elogio...
Venha conferir,
seja bem-vinda(o)
e que Deus nos abençoe.
Krika.
30/06/2009

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JUNHO 2019
17 ANOS DE LITERATURA INFANTIL
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domingo, fevereiro 17, 2019

A mulher que matou os peixes>Clarice Lispector>Estímulos literários>17/02/2019

Um verdadeiro canto aos animais
A Mulher que Matou os Peixes

Último dos títulos infantis de Clarice Lispector a ganhar nova e sofisticada edição em capa dura, A “mulher que matou os peixes” é um verdadeiro canto de amor aos animais. Ainda pouco conhecidos do grande público, os livros infantis da autora de A hora da estrela e outros clássicos da literatura brasileira nasceram das histórias que Clarice contava aos seus filhos, e têm em comum o amor da escritora pelos bichos. 
A nova edição traz a dedicatória que a autora fez aos filhos – Pedro e Paulo – na edição original da obra, em 1968, e aos netos que ela ainda não tinha. E é justamente a ilustradora Mariana Valente, neta de Clarice, que assina as ilustrações e projeto gráfico do novo livro. Usando técnicas de colagem que são a marca de seu trabalho, Mariana dá vida a uma Clarice multifacetada e multicolorida. O resultado é uma obra de inesquecível ternura, renovada agora pelo traço ao mesmo tempo ousado e carinhoso de sua neta.Fonte


A Mulher Que Matou Os Peixes

"A mulher que matou os peixes infelizmente sou eu" Clarice Lispector começa confessando o "crime" que cometeu sem querer. 
E para explicar como tudo aconteceu, ela escreveu uma história de compreensão e afeto, contando sobre todos os bichos de estimação que já viveram em sua casa. 
Os que vieram sem ser convidados e foram ficando, e os que ela escolheu para criar, e que foram muitos: uma lagartixa que comia os mosquitos e mantinha limpa a sua casa, cachorros brincalhões, uma gata curiosa, um miquinho esperto, vários coelhos... 
Antes de mais nada, ela explica que sempre foi alguém que gosta de animais, de crianças e também de gente grande. 
Todos os bichos que aparecem em seus livros fizeram, em algum momento, parte de sua vida. 
Nada mais natural, então, do que contar simplesmente o que aconteceu com cada um deles. 
Por isto mesmo, estas histórias são narradas de modo coloquial e muito próximo do cotidiano infantil. Mesmo quando ela fala sobre dor e perda, quando explica que, às vezes, as coisas acontecem diferente da maneira que queremos. 
Clarice mostra, em "A Mulher que Matou os Peixes", que além de conhecer muito de perto o universo infantil, é alguém que sabe conversar com crianças com extrema sensibilidade. 
Ela trata os sentimentos com toda a delicadeza e fala direto ao coração.

Sobre a obra
Leitura e interpretação

 Saiba como usar os textos da escritora para criar gosto pela leitura

Falando sobre morte/aula

Sobre a autora
Mais Clarice






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terça-feira, agosto 19, 2014

A vida íntima de Laura >Roda de leitura > Atividade literária>PDF>19/08/2014


A vida de uma simpática galinha...


Conto que narra a história  da vida “íntima” de Laura, uma galinha “muito da simples” que vive no quintal de Dona Luísa.
 Laura é casa com o galo Luís e possui um diferencial dentre as galinhas daquele galinheiro: ela era quem botava mais ovos dentre todas as suas colegas.
 Esta era sua qualidade, porém Laura também tinha vários defeitos, tanto físicos, como o pescoço, que era o mais feio do mundo, quanto defeitos psicológicos já que era desprovida de inteligência ou “buuuuuuuurra” mesmo, como diz a autora.
O maior medo da vida de Laura é virar almoço, mas se este for seu destino, ela deseja ser almoçada pelo craque Pelé. 
Mesmo morrendo de medo de morrer, Laura diz que gostaria de virar galinha ao molho pardo.
Laura, mesmo sendo a protagonista da história, não é uma heroína, se aproxima mais do conceito de anti-herói, trazido pela literatura modernista
É descrita como uma personagem sem méritos especiais, uma galinha sem graça, apressada e comum.
Esta forma irreverente de apresentar a personagem e suas características, faz com que a história se torne interessante para as crianças. 
Quanto ao moral ou lição trazida pela história, pode-se extrair que alguém pode ser importante por outros talentos que possui que não sejam físicos ou intelectuais.
Noutro momento, a autora deixa o recado: viver apressadinho é uma grande bobagem! E ensina o respeito às particularidades de cada um: “ninguém despreza a carijó por ser de outra raça. Elas até parecem saber que para Deus não existem essas bobagens de raça melhor ou pior.”
A linguagem do texto é amigável e afável:
“Vou logo explicando o que quer dizer “Vida íntima”. É assim vida íntima quer dizer que a gente não deve contar a todo o que se passa na casa da gente. São coisas que não se dizem a qualquer pessoa.
Pois vou contar a vida íntima de Laura.
Agora adivinhe quem e Laura.
Dou-lhe um beijo na testa se você adivinhar. E duvido que você acerte! Dê três palpites.
Viu como é difícil?
Pois Laura é uma galinha.”
Em estilo subjetivo, já característico de suas obras, Clarice desperta o imaginar da criança, abordando assuntos complexos como o respeito às diferenças, a geração, o nascimento, as qualidades interiores de alguém. O enredo se torna uma desculpa, um pretexto para falar de outros assuntos mais importantes e que vão sendo abordados ao longo da história.

Livro
AQUI
AQUI atividade sobre esta obra


Vida íntima” são aqueles hábitos que todo mundo tem, mas não conta para qualquer pessoa. Por exemplo, a que hora em que as mães dão um beijo de boa noite nos filhos e o que se costuma comer em casa são intimidades de muitas famílias. 
O livro “A Vida Íntima de Laura”, da editora Rocco, conta o dia a dia da Laura, que é uma galinha.


Vídeo com a história com músicas ( repentes )

Aprender a ser autor com Clarice
Sugestão:
Vamos começar a leitura? Convide alguém da sua casa para te acompanhar nesta atividade e inicie a leitura na página 6. Você vai notar que a própria autora faz uma pergunta inicial sobre a história que será contada. Clarice Lispector vai narrar a vida íntima de Laura, mas, afinal, quem é Laura? Ela te desafia a descobrir! Após dar seus palpites, leia o livro até a metade da história.
Junto com seu (sua) parceiro (a) de leitura, finalize o livro. Você sabia que o ano passado foi o ano do centenário da autora Clarice Lispector? Ou seja, em dezembro de 2020 ela completaria 100 anos se estivesse viva! Você já tinha ouvido falar dela? Pergunte ao seu (sua) parceiro (a) de leitura se ele (a) conhece outros livros da Clarice. Vocês também podem pesquisar por mais títulos da autora na Árvore Livros. O que encontraram?

Comece o dia relendo as partes que você mais gostou da história. O que você achou da vida íntima de Laura? No livro, a autora descreve a rotina de Laura, uma galinha. 
Você tem animais de estimação ou conhece algum que tenha uma vida bem interessante para ser descrita da mesma maneira? 
Escolha um pet do seu convívio para descrever suas principais características, como se ele fosse humano. Complemente fazendo uma ilustração. Desenhe-o como se fosse um novo amigo na história de Laura.
  A autora Clarice Lispector, no livro que você acabou de ler, se mostra bastante curiosa e interessada na vida das galinhas que observa. Você conhece outras histórias de galinhas tão cheias de detalhes assim? 
Pois bem, para aumentar seu repertório sobre essa espécie e ainda te fazer dar boas risadas, sugerimos o filme “A fuga das galinhas”. Convide sua família para esse momento e divirta-se.
Hoje nós vamos explorar um personagem que aparece no finalzinho do livro. Ele é habitante de Júpiter, que tem o tamanho de uma galinha e um olho só, o nome dele é Xext. 
Se ele te perguntasse como são os humanos por dentro, como você explicaria? 
E se ele te deixasse pedir alguma coisa - qualquer coisa - o que você pediria e por quê? 
Responda às perguntas do Xext em formato de carta.
 Uma carta para ser enviada para outro planeta! Agora é hora de compartilhar suas novas descobertas! Com a ajuda de um adulto, ligue, faça uma chamada de vídeo ou grave um áudio para um amigo ou alguém da sua família.
 Conte para ele (a) tudo o que você aprendeu após a leitura do livro da Clarice Lispector! Fonte

Intervenção pedagógica: Sigam os passos abaixo no link
Roda de leitura/Entrando na roda/Recursos/Página 30 -A roda: Clarice

Atividade PDF: AQUIAQUI
Sugestão/Trilha de leitura árvore
Vamos começar a leitura? Convide alguém da sua casa para te acompanhar nesta atividade e inicie a leitura na página 6. Você vai notar que a própria autora faz uma pergunta inicial sobre a história que será contada. Clarice Lispector vai narrar a vida íntima de Laura, mas, afinal, quem é Laura? Ela te desafia a descobrir! Após dar seus palpites, leia o livro até a metade da história. Continua: AQUI




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terça-feira, agosto 12, 2014

Quase de verdade> Estímulos literários > 15/08/2014





Era uma vez... Era uma vez: eu!
       Mas aposto que você não sabe quem eu sou. Prepare-se para uma surpresa que você nem adivinha.
       Sabe quem eu sou? Sou um cachorro chamado Ulisses e minha dona é Clarice.

 Eu fico latindo para Clarice e ela — que entende o significado de meus latidos — escreve o que eu lhe conto.
Vejam o livro: 
AQUI



Clarice para crianças
Aqui

Esta obra clariceana pertence à literatura Infanto-Juvenil fala de um cachorro chamado Ulisses, que também é o narrador da história. Ulisses era peludo e latia muito, mas somente sua dona o entendia. Por este motivo, pede para a sua dona Clarice escrever o que ele via no quintal do vizinho. Também era bastante observador e por isso descobriu que “da união entre o sentimento de inveja e as ideias de más companhias só sai fruto ruim”.Descobriu isso ao observar em uma grande figueira que dividia espaço com galo, galinhas, pintinhos e minhocas.
Revoltada por não se sentir feliz, a árvore (figueira) resolve pedir a uma nuvem má para aprontar com os bichos, pois ela não suportava aquela alegria deles. Os personagens desta história foram realmente animais de estimação de Clarice Lispector nas diferentes casas onde morou (Brasil, Intália, Suíça, Inglaterra, etc.)
Além desta obra, há outras pertencentes à liturateura infanto-juvenil, tais quais: O mistério do coelho pensante, A vida íntima de Laura, A mulher que matou os peixes e Como nasceram as estrelas.
Vejamos um trecho da história:
“Era uma vez... Era uma vez: eu!
Mas aposto que você não sabe quem eu sou. Prepare-se para uma surpresa que você nem adivinha.
Sabe quem eu sou? Sou um cachorro chamado Ulisses e minha dona é Clarice. Eu fico latindo para Clarice e ela — que entende o significado de meus latidos — escreve o que eu lhe conto. Por exemplo, eu fiz uma viagem para o quintal de outra casa e contei a Clarice uma história bem latida: daqui a pouco você vai saber dela: é o resultado de uma observação minha sobre essa casa.
Antes de tudo quero me apresentar melhor.
Dizem que sou muito bonito e sabido. Bonito, parece que sou. Tenho um pêlo castanho cor de guaraná. Mas sobretudo tenho olhos que todos admiram: são dourados. Minha dona não quis cortar meu rabo porque acha que cortar seria contra a natureza.”
Um pouco sobre a autora:
Clarice Lispector nasceu em Tchetchelnik, uma pequena cidade na Ucrânia, mas chegou ao Brasil ainda bebê, junto com sua família. Aqui no Brasil morou em Recife durante boa parte da sua infância e juventude. Sempre gostou muito de inventar histórias e escrevê-las, e publicou seus primeiros contos quando começou sua carreira como jornalista. Além dos contos infantis, Clarice escreveu também romances, contos e crônicas do cotidiano para o público adulto.
Morou também no Rio de Janeiro, local onde se casou e teve dois filhos. Morou também em Nápoles (Itália), Berna (Suíça) e Torquay (Inglaterra), e teve muitos de seus livros traduzidos para outras línguas.
Fontes:


Fonte:


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quarta-feira, julho 30, 2014

O mistério do coelho pensante> Clarice Lispector para crianças>Estímulos literários > 30/07/2014

"Essa história só serve para criança que simpatiza com coelho": é assim que a autora Clarice Lispector inicia o enredo do seu livro infantil O mistério do coelho pensante. Na verdade, a história também só serve para criança que gosta de pensar, como o coelho. 
O conto, como explica a autora, é bem pequenininho, mas o encanto dele está justamente em aprender a ler além do que está escrito.
"Conversar sobre coelho é muito bom. Aliás, esse 'mistério' é mais uma conversa íntima do que uma história. 
Na verdade, a história só acaba quando a criança descobre outros mistérios", diz Clarice. E aí é hora de tentar solucionar tantos outros mistérios que encontramos ao longo da vida. 
O coelho em questão se chamava Joãozinho e, como todos os outros coelhinhos, mexia o nariz bem rápido quando estava cheirando. 
Mas o nariz de Joãozinho não cheirava só alimentos, como sua deliciosa cenoura, ou o ambiente de sua casinha. 
Era um nariz muito especial: cheirava também ideias! 
Quando o coelho pensava, também mexia o nariz.
 Ele vivia em uma casa pequena no quintal de casa e era cuidado por Paulo e Pedro, dois meninos que, às vezes, esqueciam de dar a Joãozinho a sua cenoura!
Um dia, Joãozinho decidiu: todo vez que ele não fosse alimentado, fugiria de sua casinha! 
Mas era muito difícil sair, porque as grades eram tão estreitas e pesadas, e Joãozinho era tão grande e gordinho! 
Mas seu nariz pensante farejou, farejou, farejou muito, até ficar bem vermelho de tanto pensar, e descobriu uma saída. 
Esse é o grande mistério do livro: como Joãozinho escapou de sua casa! 
Que tal desvendá-lo?    

Clarice Lispector para crianças
Objetivos 
- Realizar a leitura integral de duas obras de Clarice Lispector. 
- Valorizar a leitura literária como experiência estética. 
- Compartilhar impressões sobre as obras lidas e identificar semelhanças e diferenças entre elas (tema, enredo e recursos linguísticos utilizados pela autora). 
- Utilizar o conhecimento sobre a autora e sobre o mundo para interpretação mais ajustada do texto. 
AQUI

Atividades práticas de leitura da obra 
O mistério do coelho pensante de Clarice Lispector
As atividades de leitura não devem ser aleatórias, mas elaboradas a  partir da estrutura de jogo do texto. 
I.    MOTIVAÇÃO PARA A LEITURA
O professor propõe inicialmente uma brincadeira com charadas. Divide a turma em grupos e distribui textos sob a forma de enigmas para que tentem decifrá-los.
Ex.: Textos “Charadas do País das Maravilhas”, de Lewis Carrol e “Cachorrada” de José Paulo Paes.
II.   LEITURA
O professor apresenta para a turma a história O Mistério do Coelho Pensante, de Clarice Lispector. A leitura é feita oralmente pelo professor até o ponto em que a narrador cria no leitor uma expectativa de resolução do “mistério”, referente ao modo como o coelho sai da gaiola. O professor faz isso com o intuito de acionar o imaginário do leitor, e o desejo de prosseguir a leitura, a fim de verificar a resolução elaborada pelo literário. Após, cada criança faz a leitura individual do texto.  
III. COMPREENSÃO
a.  Uma vez que o agôn provoca o conflito entre duas visões do mundo – a do texto e a do leitor – o professor solicita que as crianças, em grupo, escrevam, em tiras de cartolina, as referências textuais (personagens e ações) que não encontram equivalência com o que elas conhecem do mundo real. Além do coelho pensante e de sua fuga “sem lógica”, pode ser que as crianças também achem estranho o fato de a narradora assumir atitudes de coelho, assim como o não desvendamento do mistério contraria a expectativa de todo o leitor, que é de encontrar uma resposta no final da história. Cada grupo irá expor a sua resposta em um painel, a fim de que possam ser confrontadas com as dos demais.
b.  O professor solicitará aos alunos que escrevam uma história em quadrinhos mostrando o que o coelho fazia quando fugia da gaiola.
IV.           INTERPRETAÇÃO
a) O professor propõe que cada aluno desempenhe o papel de um detetive e busque soluções que desvendem o modo como Joãozinho fugia. Pede para que as crianças escrevam a solução encontrada, para ser lido em sala de aula.
      V. APLICAÇÃO
a) O professor pede para que as crianças desenhem numa folha tudo aquilo que, para elas, representa algum mistério, alguma coisa que não sabem explicar. Depois, solicita para que cada um fale sobre o que faz de cada coisa desenhada um mistério.
b) O professor pede às crianças que se imaginem no papel de um animalzinho qualquer que teve uma grande idéia, a qual deverá ser representada, por meio de mímica, ao restante da classe, que deverá então “adivinhar” o que foi representado.
c) O professor propõe aos alunos que, colocando-se no lugar do coelho, escrevam a sua autobiografia, através de um discurso em primeira pessoa. Nesse texto, deverão relatar as suas observações e pensamentos sobre o mundo, bem como os “segredos” de sua intimidade.
Essa atividade é preparatória para a próxima leitura a ser oferecida – A vida íntima de Laura, também de Clarice Lispector, livro que se propõe a revelar os segredos de uma galinha.
Considerando o objetivo geral de enfatizar o caráter estético da obra literária infantil, a partir da estrutura de jogo no texto como caminho para o alargamento da percepção e da capacidade cognitiva da criança,  a aplicação da presente pesquisa, deve contribuir para o desenvolvimento de uma leitura reveladora das potencialidades estética das obras, que assim podem se tornar vivas na experiência dos leitores.  

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA                       

BORDINI, Maria da Glória; AGUIAR, Vera Teixeira. Literatura: a formação do leitor. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1988.
GUMBRECHT, Hans Ulrich. Sobre os interesses cognitivos, terminologia básica e métodos de uma ciência da literatura fundada na teoria da ação. In: LIMA, Luiz Costa (org.). A literatura e o leitor. Rio de Janeiro: Francisco Alves.
ISER, Wolfgang. O ato da leitura: uma teoria do efeito estético. V. 1 e 2. É Paulo: 34, 1996, 1999.
___. O fictício e o imaginário. Rio de Janeiro: EDUERJ, 1996.
HUIZINGA, Johan. Homo ludens. São Paulo: Perspectiva, 1993
JAUSS, Hans Robert. História da literatura como provocação à teoria literária. São Paulo: Ática, 1994.
ROCHA, João César de Castro. Teoria da ficção. Indagações à obra de Wolfgang Iser. Rio de Janeiro: EDUERJ, 1999.
 Literária   
LISPECTOR, Clarice. O mistério do coelho pensante. São Paulo: Rocco, 2000.
___. A mulher que matou os peixes. São Paulo: Rocco, 2000.
___. A vida íntima de Laura. São Paulo: Rocco, 2000.
___. Quase de verdade. São Paulo: Rocco, 2000.

PAES, José Paulo. Cachorradas. In: É isso ali. São Paulo: Salamandra: 1993.
Fonte:AQUI

"LINGUAGEM E AFINS VALORIZANDO O LEITOR 
COMO ELEMENTO ATIVO NO PROCESSO  DA LEITURA"







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quinta-feira, outubro 25, 2012

Vanivani o dono das araras vermelhas>Estímulos literários> 25/10/12

LIVRO VANIVANI: O DONO DAS ARARAS VERMELHAS

"As lendas mostram o segredo da vida de cada um dos povos que a contam."
Proposta de trabalho

"As lendas ensinam que as histórias têm que ser guardadas no coração e mostram um outro jeito de pensar."
Noite estrelada e de lua cheia.
Ao redor de uma fogueira o velho e sábio da tribo contava aos seus filhos e netos as mais belas e fantásticas histórias sobre o seus antepassados e de como surgiram os bichos, as estrelas, os alimentos , o comportamento dos homens, os fenômenos da natureza...
Essas histórias narradas de forma poética foram passadas de geração em geração e por meio delas ficamos sabendo muito da cultura , das tradições e das raízes do povo indígena.
A participação dos índios na vida brasileira é muito importante de ser ressaltada.
São vários os traços e complexos de cultura legado a nós pelos indígenas.
Podemos perceber facilmente a presença de vários traços da cultura indígena difundidos em nossa sociedade.
Como via de exemplo podemos destacar os aspectos culinários incorporados às nossas mesa como a mandioca, a moqueca, a utilização do milho para preparo de deliciosos quitutes.
Hábitos como banhar em rios, andar descalço, descansar de cócoras, que são facilmente observados principalmente no interior do país.
O uso da rede, de cestas, o tabaco, instrumentos musicais, o alçapão, processos de caça e pesca, o anzol, a música, conhecimento de plantas são todos exemplos do legado nos deixado de procedência indígena.
A língua de maior expressão no Brasil no período pré-colonizador entre as diversas sociedades indígenas era o Tupi-guarani, mas o mesmo era dividido em outros grupos fundamentais.
O tupi foi suplantado pela língua portuguesa em decorrência do choque cultural , uma vez que a lingüistica Tupi não satisfazia as necessidades sociais daquele novo estado de cultura.
No entanto, nota-se que o tupi enriqueceu o português implantando-se numerosos vocabulários de origem indígena.
A filiada Nancy Caruso Ventura lança três livros com contos indígenas da aldeia Kamayurá, no Xingu, belamente ilustrado por Bruno Gomes.
Os contos, transmissão da cultura e dos valores humanos, são diariamente contados, ao entarder, pelo Pagé às crianças da aldeia.
Os três contos tem como proposta pedagógica: ética, cidadania, pluralidade cultural,meio ambiente e, principalmente, a mudança de paradigmas, isto é, respeito aos verdadeiros primeiros habitantes deste continente.
Livros:
As iamaricumas e o jacuí(respeito a religiosidade)
A anta os tracajás e as estrelas (perseverança)
Vanini o dono das araras vermelhas( respeito e retribuição)

Os índios da aldeia próxima ao Morená gostavam de se reunir, à tarde, para conversar.
 Um dia, apareceu entre eles uma linda ave vermelha.
Era uma arara!
Ela gostou tanto de mostrar sua beleza entre aqueles índios que acabou voltando muitas vezes.
O Sol, encantado com a arara, perguntou ao seu irmão, Lua, se ele a conhecia. Lua depois afirmou que aquela ave pertencia a Vanivaní.
Então, os dois foram até ele e lhe pediram uma de suas araras de presente.
Vanivaní tenderia ao pedido mediante algumas condições.
Essa é uma das famosas lendas que são contadas na aldeia do povo Kamayurá


Texto by krika
Os índios, na aldeia próxima ao Morená,sentavam-se em grupos para conversar, todas as tardes.
Certa tarde destas, apareceu uma ave vermelha. O Sol avistou-a novamente por vários dias.
Até que chamou seu irmão,Lua, para ver  a ave tão bela e colorida. Lua logo  a reconheceu  como a arara vermelha de Vanivaní.
Curiosos e deslumbrados com a beleza da ave, foram ao encontro de Vanivaní em sua aldeia.

Os irmãos pediram uma delas. Vanivaní deu uma de suas aves com a condição de que o dono das araras teria que arranhar Sol e Lua, retirando um pouco do sangue deles para fazer novas araras vermelhas. Os irmãos concordaram.
Vanivaní pegou a mandíbola de um peixe ,esfregou sue sdentes em cada um dos irmãos,nas costas, até obter sangue suficiente para fazer dez bolinhas.
No dia seguinte, Vanivanó demonstrou o procedimento: Cada bolinha de sangue era modelada na forma de uma ave,e ,conforme, a modelagem acontecia, a ave ganhava vida e começava a gritar, anunciando que  estava pronta pra voar. Os visitante receberam 5 araras, agraderem e partiram de volta à aldeia. Começaram a fazer mais araras com o sangue de suas mulheres...Logo não tinham onde colocá-las. Teriam que arrumar um lugar de morada para elas...Escolheram perto do rio, assim elas teriam facilidade em tomar água.
Ficaram tão ocupados com esta atividade que abandonaram suas mulheres e um papagaio na aldeia, sózinhos.
Vanivaní cansou de esperar que os irmãos lhe dessem um presente....Resolveu buscar as araras de volta. Na aldeia soube do empenho deles na construção de um lugar para as araras. Vendo as mulheres sozinhas, convidou-as para acompanhá-lo. Elas foram.
Chegando a sua aldeia Mavutsinim perguntou  a ele por que havia trazido as esposas de Sol e Lua. Ele respondeu que eles gostaram das araras e as levaram, sem deixar nada em troca. Assim ele conheceu as esposas e convido-as a morar com ele.
No Morená a confusão começava.
Papagaio contou aos irmãos o ocorrido. Eles resolveram buscar suas mulheres, pensando que elas haviam sido raptadas. Chegaram silenciosamente na aldeia de Vanivaní, viram suas esposas conversando animadamente , perceberam então que elas estavam ali espontaneamente.
Assim resolveram pegar um pedacinho de cera de abelha e modelaram vários mutucas. Este voaram até elas, sugaram o sangue e voltaram para Sol e Lua,que tiraram o sangue dos mutucas e saíram à procura da árvore aputereóp.
Vanivaní percebendo a presença dos mutucas, pegou as mulheres, as araras e desceu rio abaixo até bem longe dali.
Quando os irmãos encontraram a árvore,eles derramaram  o sangue em seu tronco,cobriram e passaram ali a noite. No dia seguinte o sangue havia se transformado em duas lindas mulheres.Cada um pegou a sua esposa e retornaram no Morená.
Vanivaní viajou para muito longe até refazer uma  nova casa e sentir-se seguro.
Até hoje os índios acreditam que se Vanivaní não tivesse ido embora e levado as araras vermelhas,elas ainda estariam morando perto do Morená.
Arara vermelha
Leitura Informativa
A arara-vermelha (Ara chloropterus) é uma ave de grande porte, com cores exuberantes e cauda longa. Esta bela espécie pertence à família dos psitacídeos, possui como característica fazer muito barulho, com seus gritos estridentes que podem ser ouvidos a grande distância.
De fácil convívio, a arara-vermelha, tem facilidade para imitar a voz dos seres humanos.
Além de sua cor vermelha característica, a arara-vermelha possui outras cores, o que torna esta ave bem colorida.
Suas asas são azuis com uma faixa verde e a plumagem vermelha se destaca na região da cabeça, pescoço e cauda.
Seu bico é encurvado, com a mandíbula superior recurvada sobre a inferior.
Esta forma de bico é uma adaptação à alimentação que é à base de sementes e frutos em geral.
Os machos possuem o bico mais comprido e estreito.
São aves dóceis que medem de 73 a 95 cm de comprimento, e pesa até 1,5 kg.
As fêmeas geralmente são menores.
Apesar de serem aves com excelentes vôos, preferem fazer “acrobacias” e trepar em galhos.
Se locomove muito bem entre os ramos das árvores, devido ao formato das patas e do bico em forma de gancho.


REESCRITAS DE LENDAS INDÍGENAS


O que o aluno poderá aprender com esta aula
■ Reconhecer a diversidade de grupos indígenas da América Latina;
■Comparar o próprio modo de vida com o de crianças indígenas;
■Expandir a competência de produzir textos em função do objetivo e do leitor a que se destina, considerando as características específicas do gênero.
■Reconhecer e valorizar o trabalho em grupo, sendo capaz de ação crítica e cooperativa para construção coletiva do conhecimento
Duração das atividades
4 aulas
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno
Ler leitor e escritor iniciante
Estratégias e recursos da aula
1ª ATIVIDADE
Reunir os alunos em roda e perguntar o que eles sabem sobre os índios, seus hábitos e costumes.
Anotar as respostas no blocão.
2º ATIVIDADE
Expor imagens sobre os índios e seus costumes.
Solicite que observem as fotos, e em dupla, escolham uma e escrevam uma legenda para a foto.
Lembre-os qual é a função do texto legenda: "
Legendas são os textos que aparecem imediatamente abaixo ou ao lado (ou ainda, mais raramente, acima) de uma fotografia, identificando-a, contextualizando-a e acrescentando alguma informação ."
Circule pela sala tirando dúvidas, propondo reflexão sobre aspectos gramaticais, mediando às conversas entre as duplas.
Quando todas as legendas estiverem prontas, organize-os para que cada dupla possa justificar a escolha da foto e ler sua produção textual.
Monte um mural com as fotos e as legendas.
3º ATIVIDADE:
Convide-os a "mergulhar" no universo indígena brasileiro através do seguinte livro:
TÍTULO: Como Nasceram as Estrelas: Doze Lendas Brasileiras
AUTORA: Clarice Lispector
EDITORA: Rocco



Clarice Lispector, uma das mais conceituadas escritoras brasileiras .
Quando seus pais viajavam para o Brasil, como imigrantes vindos da Ucrânia, Clarice Lispector nasceu, num navio.
Chegou a Maceió com dois meses de idade, com seus pais e duas irmãs.
Em 1924 a família mudou-se para o Recife, e Clarice passou a freqüentar o grupo escolar João Barbalho.
Aos oito anos, perdeu a mãe. Três anos depois, transferiu-se com seu pai e suas irmãs para o Rio de Janeiro.
Em 1939 Clarice Lispector ingressou na faculdade de direito, formando-se em 1943. Trabalhou como redatora para a Agência Nacional e como jornalista no jornal "A Noite".
Casou-se em 1943 com o diplomata Maury Gurgel Valente, com quem viveria muitos anos fora do Brasil.
O casal teve dois filhos, Pedro e Paulo, este último afilhado do escritor Érico Veríssimo.
Seu primeiro romance foi publicado em 1944, "Perto do Coração Selvagem".
No ano seguinte a escritora ganhou o Prêmio Graça Aranha, da Academia Brasileira de Letras. Dois anos depois publicou "O Lustre".
Em 1954 saiu a primeira edição francesa de "Perto do Coração Selvagem", com capa ilustrada por Henri Matisse.
Em 1956, Clarice Lispector escreveu o romance "A Maçã no Escuro" e começou a colaborar com a Revista Senhor, publicando contos. Separada de seu marido, radicou-se no Rio de Janeiro.
Em 1960 publicou seu primeiro livro de contos, "Laços de Família", seguido de "A Legião Estrangeira" e de "A Paixão Segundo G. H.", considerado um marco na literatura brasileira.
Em 1967 Clarice Lispector feriu-se gravemente num incêndio em sua casa, provocado por um cigarro. Sua carreira literária prosseguiu com os contos infantis de "A Mulher que matou os Peixes", "Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres" e "Felicidade Clandestina".
Nos anos 1970 Clarice Lispector ainda publicou "Água Viva", "A Imitação da Rosa", "Via Crucis do Corpo" e "Onde Estivestes de Noite?". Reconhecida pelo público e pela crítica, em 1976 recebeu o prêmio da Fundação Cultural do Distrito Federal, pelo conjunto de sua obra.
No ano seguinte publicou "A Hora da Estrela", seu ultimo romance, que foi adpatado para o cinema, em 1985.
 Clarice Lispector morreu de câncer, na véspera de seu aniversário de 57 anos.
Discuta com o grupo algumas características e formas de organização da biografia.
Faça um planejamento da escrita, observando todos os aspectos textuais.
Trabalhe em duplas ou trios de alunos.
Peça que escrevam a primeira versão.
Circule pela sala fazendo inferências, tirando dúvidas e propondo reflexões.
Socialize para o grande grupo o resultado dessa primeira escrita. Solicite que o material seja "passado a limpo".
Forneça uma folha específica: Exemplo




4º ATIVIDADE
Leia algumas lendas da obra escolhida.
O objetivo é que todos se familiarizem com o gênero.
Discuta com o grupo como é feita a descrição de cada um dos personagens e com base em quais elementos é possível identificar o principal.
Peça que todos explicitem as respostas com pistas textuais (eles podem ler trechos, por exemplo).
As conclusões devem ser registradas individualmente para que todos possam voltar a elas se necessário.
5º ATIVIDADE
Organize a reescrita coletiva de uma das lendas do livro para desenvolver um modelo dos procedimentos escritores, que são:
■O planejamento do texto,
■A leitura do que já foi escrito para organizar o que ainda falta escrever,
■O cuidado com as repetições de palavras,
■ A importância de produzir um texto coeso e coerente para que seja compreensível para o leitor
O objetivo é oferecer mais recursos e boas condições para os estudantes realizarem a tarefa em duplas.
Terminada a reescrita, revise coletivamente.
6º ATIVIDADE
O livro possui 12 lendas.
Divide-as de forma que cada dupla fique com uma lenda.
Lembre-os dos passos realizados na reescrita coletiva. P
eça que leiam atentamente, marque as principais ações, planejem o texto que pretendem escrever, leiam o que já foi escrito para organizar o que ainda falta escrever e observar se o texto produzido possui coesão e coerência tornando-se compreensível para o leitor.
Circule entre as duplas fazendo inferências, tirando dúvidas e propondo reflexões.
7º ATIVIDADE
Proponha revisões em dupla para organizar a segunda versão do texto.
Peça que os alunos troquem os textos entre si e os revisem.
O objetivo é explicitar os problemas percebidos por leitores, mas não pelos autores.
Transcreva no quadro trechos dos textos revisados para que os estudantes proponham mudanças, justifiquem-nas e decidam se devem ser feitas ou não.
8º ATIVIDADE
É hora de a turma escrever a versão final e preparar o índice do livro, a dedicatória, as ilustrações e a edição final.
Faça a entrega festiva do livro para a Biblioteca da escola.
Observe a adequação dos textos produzidos pelos alunos em relação à função comunicativa, à forma e aos aspectos textuais.
Analise a qualidade e a propriedade dos comentários nas atividades de produção e revisão de texto e o uso de comportamentos escritores (como planejar e decidir que aspectos serão tratados no texto e considerar o destinatário ausente).
Proponha um modelo padrão para o registro da versão final.
Exemplo:






Recursos Complementares
Para leitura do professor:
Avaliação
Observe a adequação dos textos produzidos pelos alunos em relação à função comunicativa, à forma e aos aspectos textuais.
Analise a qualidade e a propriedade dos comentários nas atividades de produção e revisão de texto e o uso de comportamentos escritores tais como, planejar e decidir que aspectos serão tratados no texto e considerar o destinatário ausente.

Como nasceram as estrelas
Pois é, todo mundo pensa que sempre houve no mundo estrelas pisca-pisca. Mas é erro.
Antes os índios olhavam de noite para o céu escuro — e bem escuro estava esse céu. Um negror. Vou contar a história singela do nascimento das estrelas.
Era uma vez, no mês de janeiro, muitos índios. E ativos: caçavam, pescavam, guerreavam.
Mas nas tabas não faziam coisa alguma: deitavam-se nas redes e dormiam roncando.
E a comida? Só as mulheres cuidavam do preparo dela para terem todos o que comer.
Uma vez elas notaram que faltava milho no cesto para moer.
Que fizeram as valentes mulheres?
O seguinte: sem medo enfurnaram-se nas matas, sob um gostoso sol amarelo.
As árvores rebrilhavam verdes e embaixo delas havia sombra e água fresca.
Quando saíam de debaixo das copas encontravam o calor, bebiam no reino das águas dos riachos buliçosos.
Mas sempre procurando milho porque a fome era daquelas que as faziam comer folhas de árvores. Mas só encontravam espigazinhas murchas e sem graça. — Vamos voltar e trazer conosco uns curumins.
(Assim chamavam os índios as crianças.) Curumim dá sorte.
E deu mesmo. Os garotos pareciam adivinhar as coisas: foram retinho em frente e numa clareira da floresta — eis um milharal viçoso crescendo alto.
As índias maravilhadas disseram: toca a colher tanta espiga. Mas os gatinhos também colheram muitas e fugiram das mães voltando à taba e pedindo à avó que lhes fizesse um bolo de milho.
A avó assim fez e os curumins se encheram de bolo que logo se acabou. Só então tiveram medo das mães que reclamariam por eles comerem tanto.
 Podiam esconder numa caverna a avó e o papagaio porque os dois contariam tudo. Mas — e se as mães dessem falta da avó e do papagaio tagarela?
Aí então chamaram os colibris para que amarrassem um cipó no topo do céu.
 Quando as índias voltaram ficaram assustadas vendo os filhos subindo pelo ar.
Resolveram, essas mães nervosas, subir atrás dos meninos e cortar o cipó embaixo deles.
Aconteceu uma coisa que só acontece quando a gente acredita: as mães caíram no chão, transformando-se em onças.
Quanto aos curumins, como já não podiam voltar para a terra, ficaram no céu até hoje, transformados em gordas estrelas brilhantes.
Mas, quanto a mim, tenho a lhes dizer que as estrelas são mais do que curumins.
Estrelas são os olhos de Deus vigiando para que corra tudo bem. Para sempre.
E, como se sabe, “sempre” não acaba nunca.





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