afinal, quer momento mais marcante que a fantasia da vida?
Portanto, será um prazer receber sua visita em mais um blog destinado a educação.
Nele pretendo postar comentários e apreciações de materiais didáticos de Língua Portuguesa, além de outros assuntos pertinentes, experiências em sala de aula, enfocando a interdisciplinaridade e tudo que for de bom para nossos alunos.
Se você leu, experimentou, constatou a praticidade de algum material e deseja compartilhar comigo,
esteja à vontade para entrar em contato.
Terei satisfação em divulgar juntamente com seu blog, ou se você não tiver um, este espaço estará disponível dentro de seu contexto.
Naturalmente, assim estaremos contribuindo com as(os) colegas que vêm em busca de sugestões práticas.
Estarei atenta quanto aos direitos autorais e se por ventura falhar em algo, por favor me avise para que eu repare os devidos créditos.
Caso queira levar alguma publicação para seu blog, não se
esqueça de citar o "Linguagem" como fonte.
Você, blogueira sabe tanto quanto eu, que é uma satisfação ver o "nosso cantinho" sendo útil e nada mais marcante que
Um ataque de discos voadores, um telefone celular com oitocentos anos de idade, uma capa que deixa qualquer um invisível e baleias despencando dos céus.
Alunos do Colégio Pedro Álvares Cabral resolvem criar o Esquadrão Curioso para desvendar notícias falsas que aparecem nas redes sociais. Eles se saem tão bem que isso incomoda o criador dos posts mentirosos.
O maléfico Fake Nilson, com seus mirabolantes disfarces, tenta de todas as formas atrapalhar as investigações de Isa, Pudim e Leo, colocando a vida dos três em perigo. Com a entrada de Débora na equipe, surge a grande oportunidade de desmascarar o vilão e revelar sua verdadeira identidade.
Você sabia que já no Império Romano há registros de fake news? E que a primeira vez que o termo foi encontrado data de um livro de 1854? E ainda, que notícias falsas têm 70% mais chances de ser compartilhadas do que uma que não seja? Outra: que o Brasil é um dos países que mais propaga fake news no mundo? Continua: AQUI, AQUI
Um passo a passo de como trazer uma obra sobre notícias falsas para uma aula de Língua Portuguesa do 5º ano: AQUI
Vídeo educativo para crianças com o qual vão aprender o que são as notícias falsas, mais conhecidas como fake news e como é possível reconhecê-las. Há muitas notícias na internet que não são reais e se chamam fake news. Às vezes, as fake news são publicadas: AQUI
Linguagem e Afins apresenta na sua página principal, duas colunas, em ordem alfabética,para sua escolha e pesquisa.
Outra facilidade é o índice por temas,também em ordem alfabética.
Na coluna da direita, você encontra o "toque's guia". Trata-se de um índice alfabético. Basta rolar a "setinha" e clicar no tema escolhido. Aqui o blog abrirá todas as postagens do Linguagem,sobre este tema escolhido.
Feira literária ou projeto resenha ou atividade literária
Resenha
Possibilidade pedagógica de inserir crianças no mundo literário, de forma livre. Ou seja,a criança lendo as sugestões,pode escolher o gênero literário favorito.
Resenha de forma bem simples: Corte alguns papéis do tamanho de cartões de visita e peça para todos escreverem uma pequena recomendação de leitura da forma mais atraente possível.
O objetivo dessa atividade de leitura é que cada cartão convença outro leitor a ler aquele livro.
Uma sugestão de atividade de leitura fácil de aplicar na sua rotina escolar.
Quando um leitor entra em bibliotecas,ele poderá ir para as estantes do gênero literário de sua preferência. Para isto ensiná-lo a buscar estas informações começa simplesmente com o reconhecimento do gênero.
A proposta é que o aluno seja capaz de escolher seu livro de forma mais apropriada, e não folhear páginas aleatoriamente,procurando apenas gravuras,etc.
Eu recortava as propagandas dos livros(catálogos de editoras)
Sugerindo outros títulos:
Convide seu colega a ler a história que você leu.
Divulgando meu gênero literário favorito (obviamente alunos que já conhecem os gêneros textuais/literários)
Vamos conhecer o acervo da biblioteca?
Esta foto é antiga...De meu trabalho na oficina de leitura.
Comecei recortando leituras de livros velhos e também imprimia.
Chamar atenção com pequenos lembretes, e de forma lúdica,bem colorido e atraente,eis uma dica.
Mais atividades literárias
Monólogo dramatizado
Uma atividade de leitura bem interessante é criar um monólogo bem curtinho de uma passagem do livro sobre algum personagem. Reflita com os alunos:
O que será que estava pensando ou sentindo naquele momento?
Por que tomou aquela decisão?
Quais seriam os seus medos e dúvidas?
Ficou algum arrependimento?
Mapa
Entre as sugestões de atividades de leitura mais inusitadas, a confecção de um mapa está entre elas. Peça para que todos imaginem um grande mapa sobre o livro lido ou alguma passagem específica. Então, aproveitem essa atividade de leitura para colocar tudo isso no papel, adicionando legendas, escala, lugares principais, rotas, casas e etc.
Cartão postal para você
Nessa atividade de leitura, proponha aos alunos um faz de conta. Cada um tem que se imaginar como o autor ou algum personagem do livro que leu e depois deve escrever um cartão postal para si mesmo. No cartão pode ter desenho ou algo que represente algum trecho da estória.
Timeline
Peça para que os alunos transformem coletivamente o livro lido ou alguma passagem específica em um feed de notícias do facebook, onde cada personagem e/ou narrador fala alguma coisa e a história acontece. Nessa proposta de atividade de leitura eles podem adicionar desenhos, balões de falas, links compartilhados, emojis e tudo que usam na rede social.
Entrevista
Os alunos podem criar também um programa de entrevista sobre o livro escolhido. Cada um vai representar um personagem. Teremos o apresentador, a platéia, alguns convidados especiais, uma banda, os câmeras, o diretor do programa e obviamente os personagens e o autor. A conversa pode fazer referência tanto a fatos do livro quanto a vida dos personagens fora dele. Atividades para melhorar leitura como essa estimulam o aprendizado de maneira efetiva e criativa!
Máquina do tempo
A atividade consiste em escolher um personagem do livro, imaginando como seria sua vida nos dias de hoje. Questione seus alunos:
O que ele faria?
Como agiria?
Quem seriam seus amigos?
Quais seriam seus hábitos e o que ele gostaria de fazer?
Se preferir, pode sugerir que a turma reescreva uma cena do livro como se o personagem estivesse por aqui hoje.
Jogo de tabuleiro: Um jogo ou uma atividade para melhorar leitura? Os dois! Peça aos alunos para criarem um jogo de tabuleiro sobre o livro escolhido. Pode ser um quiz, jogo da memória com os personagens, jogo de adivinhação do personagem (estilo cara a cara) ou qualquer outro tipo. Use exemplos conhecidos para ter inspirações nessa atividade de leitura, como alguns dos jogos atualmente mais famosos: War, Jogo da Vida, Detetive, Perfil, Banco Imobiliário e etc. Fonte
Roda de leitura/projeto: Uma prática para formação de leitores
Ressaltando esta ideia: Atividade 3 – Propaganda do livro
Nesse dia o professor poderá pedir que cada um dos alunos imagine ser um vendedor de livros e apresente para a turma, através de uma propaganda o livro que leu. É importante que o professor anteriormente trabalhe com o grupo o que seja propaganda.
Aulas A exploração das capas de livros e revistas: elementos de “entrada” para a compreensão dos textos que veiculam. AQUI Aprendendo a ler capas de livros AQUI Gêneros textuais do cotidiano AQUI AQUI
Habilidades da língua Conhecendo autor e ilustrador
Identificar, reconhecer e valorizar a importância do autor e do ilustrador de um livro, além de estimular a curiosidade e gosto pela leitura;
Trabalhar a habilidade de ouvir com atenção a leitura realizada pela professora;
Caro professor , esta aula está organizada em tópicos para facilitar sua visualização e escolha de etapas, é interessante você analisar e se necessário ou desejar fazer adaptações a sua realidade de trabalho. Esta é uma aula proposta para ser trabalhada de forma oral, para que os alunos que acabam de chegar à escola, tenham contato com livros e comecem a reconhecer informações visuais simples, que serão aprofundas ao longo da vivência escolar.
Você precisará somente buscar livros na biblioteca para realizar esta atividade com as crianças. Não é preciso que as crianças saibam ler, o objetivo é trabalhar o gosto inicial pela leitura, o reconhecimento de nomes importantes na literatura infantil, para que a criança seja estimulada a buscar outras obras do autor do livro à medida que memorizem os nomes e gostem de ouvir as histórias.
1. Sugerimos que você inicie com autores e ilustradores brasileiros, para facilitar a identificação e familiaridade das crianças com nomes brasileiros. Posteriormente, você poderá inserir nomes estrangeiros para aumentar suas opções de escolha. Citarei alguns exemplos de livros que trabalhei com meus alunos: Vejam: AQUI Observação:
Uma estratégia que pode ser utilizada na inicialização de resenhas ou sinopse.
Na introdução de gêneros textuais este recurso é bem vindo.
Logicamente, o aluno neste ponto já deve ter o gosto pela leitura, incentivado pelo professor.
A resenha cria autonomia para a criança escolher a obra literária, de forma mais produtiva.
Ou seja, muitos escolhem sua leitura deleite pelo número de páginas,ou ilustrações.Dificilmente lerão a orelha do livro ou buscarão a ficha literária das obras disponibilizadas.
Coloco também a importância de indicar a editora. São introduções necessárias para um bom leitor.
Outro item bem interessante é conhecer o autor, sua biografia. Assim cada vez mais estaremos introduzindo novos gêneros textuais para os alunos.
Conhecendo o que é literatura
Os alunos poderão aprender o que é literatura. Espera-se que, através destas aulas, os alunos possam perceber o quanto a leitura é importante para o crescimento cultural e até mesmo pessoal. Nessas aulas será feita uma visita (virtual) à biblioteca digital do Governo Federal, onde os alunos serão motivados a fazerem visitas a outras bibliotecas – tanto da própria escola, como do município etc. Observamos ainda que estas aulas podem ser utilizadas com alunos que tenham Necessidade Educacional Especial (NEE) do tipo Auditiva, mas que já estejam alfabetizados na linguagem escrita. No entanto, se os alunos com NEE do tipo Auditiva utilizar também a Língua Brasileira de Sinais será preciso que haja um intérprete ou que o professor saiba se comunicar com o aluno nesta linguagem
O gênero textual resenha AQUI Dica: Comece a praticar resenhas assim: Pergunta simples. Após a leitura o aluno deverá escrever até 15 linhas se gostou ou se não gostou do que leu e porque. Assim ele estará dando sua opinião,sem necessidade de contar toda a história. Este é um bom exercício e bem acessível aos pequenos leitores. Colocando em prática Eis um exemplo:
Resenha é uma produção textual, por meio da qual o autor faz uma breve apreciação e uma descrição a respeito de acontecimentos culturais (como uma feira de livros, por exemplo) ou de obras (cinematográficas, musicais, teatrais ou literárias), com o objetivo de apresentar o objeto (acontecimento ou obras), de forma sintetizada, apontando, guiando e convidando o leitor (ou espectador) a conhecer tal objeto na integra, ou não (resenha crítica).
Uma resenha deve conter uma análise e um julgamento (de verdade ou de valor).
Heloisa Cerri
Ramos, especialista em ensino da Língua Portuguesa, do ensino Fundamental
ao Médio, formadora do ensino Fundamental e Médio, assessora da área de Língua
Portuguesa e de reorganização curricular, em escolas da rede pública e
particular e diretora da Helos Consultoria Pedagógica.
O gosto pela leitura e a apreciação crítica de um livro podem ser
ensinados. Lendo e analisando modelos de resenha, o aluno aprende a fazer a sua
própria resenha que será escrita em fichas que ficarão numa caixa para consulta
da classe.
Esta atividade se propõe a dar um sentido à aprendizagem de resenha.
As
resenhas dos alunos terão a mesma função que têm socialmente: dar informações
suficientes a respeito de um livro a um leitor em potencial que, de posse das
informações, decide lê-lo ou não.
Objetivos: Os alunos serão capazes de:
a) reescrever uma resenha lida e analisada em classe;
b) reconhecer os elementos linguísticos que entram na organização deste gênero
textual;
c) escrever uma resenha crítica para um ou mais livros do acervo de leituras da
classe;
d) definir resenha;
e) reconstruir oralmente o percurso que fizeram na atividade (metacognição);
f) consultar a caixa de resenhas, no momento de escolher um livro da biblioteca
de classe Recursos didáticos: Os alunos serão capazes de:
a) reescrever uma resenha lida e analisada em classe;
b) reconhecer os elementos linguísticos que entram na organização deste gênero
textual;
c) escrever uma resenha crítica para um ou mais livros do acervo de leituras da
classe;
d) definir resenha;
e) reconstruir oralmente o percurso que fizeram na atividade (metacognição);
f) consultar a caixa de resenhas, no momento de escolher um livro da biblioteca
de classe Os alunos deverão sentar-se em duplas. Procedimentos:
1) Avise a classe sobre o dia da atividade, pedindo aos alunos que
pesquisem, em casa, o que significa "resenha".
2) Selecione para a aula um bom acervo de resenhas, de jornais, revistas,
catálogos de editoras etc.
3) No dia marcado, faça uma introdução sobre o assunto e o andamento da aula,
explicando seus objetivos e como ela será desenvolvida.
4) Solicite aos alunos que digam o que entendem por resenha, escrevendo suas
respostas numa folha grande de papel que ficará exposta na parede da classe
durante toda a atividade, para posterior confronto com os conceitos que
surgirem após a atividade.
5) Distribua às duplas de alunos duas resenhas diferentes. Avise que você fará
uma leitura em voz alta e peça que eles observem nos textos que têm em mãos,
enquanto escutam, qual é a finalidade deste tipo de texto. Terminada a leitura,
a classe deverá dizer o que concluiu ser a intenção de uma resenha. Novamente,
anote as respostas dos alunos na folha grande de papel.
6) O momento seguinte é de estudo da estrutura da resenha. Para isso, você
deverá selecionar uma resenha de cada vez, dizendo que a análise deverá servir
para responder as perguntas: "Como esse tipo de texto é organizado?",
"Assemelha-se a uma história, a uma notícia, a um texto de opinião, a um
relatório, ou a um texto didático?", "O adjetivo tem papel importante
numa resenha crítica?", "Que informações não podem faltar numa
resenha?". Assim, durante todo o trabalho, você estará desafiando os
alunos provocando reflexões e favorecendo a busca por respostas.
7) Ao final da análise, elabore junto com os alunos uma síntese sobre o que é
uma resenha, qual é sua função e como se estrutura este gênero textual,
escrevendo as conclusões numa folha grande de papel que, enquanto durar a
atividade, também ficará exposta na parede, junto com as demais, formando um
painel.
8) O passo seguinte é propor aos alunos que, em duplas, em duas aulas, reescrevam
de memória, sem consultar o texto original, mas podendo recorrer ao painel, uma
das resenhas analisadas anteriormente, com o objetivo de avaliar o que eles
apreenderam e do que se apropriaram em relação à estrutura e linguagem de uma
resenha. Quando estiverem prontas, você lerá as reescritas, comentando-as,
apontando por escrito, em cada uma, o que precisa ser melhorado: em primeiro
lugar, com relação à estrutura da resenha e, só depois disso, corrigindo os
problemas relativos à linguagem: ortografia, acentuação, concordância, regência
e pontuação.
9) Depois disso, as duplas, em classe, deverão passar a limpo sua reescrita.
Assim, você poderá acompanhar os alunos em seu processo de revisão.
10) Após todas estas etapas, com o objetivo de tomar consciência do próprio
processo de aprendizagem, os alunos deverão contar oralmente, reconstruindo seu
percurso, o que fizeram para aprender o que é resenha.
11) Concluído o trabalho, peça aos alunos que comparem seus conceitos
anteriores com os atuais, consultando o que foi escrito nas folhas que ficaram
penduradas na parede. Houve mudanças? Quais? Nesse momento da comparação, faça
anotações das observações orais dos alunos nas folhas da parede.
12) Ao final, faça uma síntese da evolução da classe - o que sabiam antes do
trabalho e o que sabem agora, depois de passar por todo o processo de
aprendizagem do que é, da função e de como se estrutura uma resenha.
13) Depois de aprender a escrever uma resenha e de saber qual é sua função, é
hora de pôr em prática o que foi aprendido: cada aluno escolhe um livro do
acervo da biblioteca de classe para ler em casa e, depois, resenhar.
14) A resenha, depois de pronta, passará por uma revisão orientada por você e,
só então, será passada a limpo nas fichas que irão compor a Caixa de Resenhas
dos livros da classe. A partir dessa atividade, toda vez que o aluno for
retirar um livro da biblioteca de classe, deverá consultar também as resenhas,
que estarão, então, cumprindo sua função e contribuindo para a formação do
leitor crítico.
Avaliação:
Você tem várias oportunidades de avaliar o aluno, de perceber seus avanços e dificuldades e de interferir neste processo, pois, a todo momento, em sua presença, o aluno está se expondo oralmente e por escrito.
Lembrete
a) Resenhas de diferentes tipos podem ser encontradas nos catálogos das editoras; nos jornais, podem ser encontradas nos cadernos infantis, de variedades e em suplementos especiais; nas revistas, nas seções dedicadas a comentar lançamentos.
b) Mostrar aos alunos a importância do adjetivo na descrição e no julgamento de uma obra.
c) Ao final do ano, a 6a série deixa sua Caixa de Resenhas para a 6a série do ano seguinte.
A caixa não é da classe, mas da série. Esta é uma forma de incentivar o espírito de cooperação e de percepção do outro.
Contextualização:
O leitor crítico é aquele que dialoga com o texto. Para escrever uma
resenha, é preciso que seu autor olhe para o texto com olhos de quem quer
enxergar, exercitando seu poder de análise e criticidade.
Possibilidade interdisciplinar:
Todos os eventos da escola podem merecer resenhas críticas de diferentes
pontos de vista, que são expostas no mural ou publicadas no jornal escolar
Aprofundamento do conteúdo:
"Resenhar significa fazer uma relação das propriedades de um objeto,
enumerar cuidadosamente seus aspectos relevantes, descrever as circunstâncias
que o envolvem.
O objeto resenhado pode ser um acontecimento qualquer da realidade (...) ou
textos e obras culturais (...) ."
"..., a importância do que se vai relatar numa resenha depende da
finalidade a que ela se presta."
"A resenha pode ser puramente descritiva, isto é, sem nenhum julgamento ou
apreciação do resenhador, ou crítica, pontuada de apreciações, notas e
correlações estabelecidas pelo juízo crítico de quem a elaborou.
A resenha descritiva consta de:
a) uma parte descritiva em que se dão informações sobre o texto:
- nome do autor;
- título completo e exato da obra;
- nome da editora e, se for o caso, da coleção de que faz parte a obra;
- lugar e data da publicação;
- número de volumes e páginas.
No caso de uma obra estrangeira, é útil informar também a língua da versão
original e o nome do tradutor.
b) uma parte com o resumo da obra:
- indicação sucinta do assunto global da obra e do ponto de vista adotado pelo
autor;
- resumo que apresenta os pontos essenciais do texto.
Na resenha crítica, além dos elementos já mencionados, entram também
comentários e julgamentos do resenhador sobre as idéias do autor, o valor da
obra, etc."
(Fonte: Fiorin, José Luiz & Savioli, Francisco Platão. Para entender o
texto - leitura e redação. São Paulo, Ática, 1997.)
Clara Luz é uma fada que quer fazer o mundo andar por suas próprias ideias.
Para ela, quando ninguém inventa nada, o mundo fica parado.
Incluído na Bibliografia Seletiva de Literatura Infantil, da Unesco, no Ano Internacional do Livro (1972).
Indicado como uma das cinco melhores obras infantis brasileiras de 1967 a 1971.
O livro narra a história de Clara Luz, uma fadinha que vive na Via Láctea, e como o próprio título do livro já diz, é cheia das idéias, e das mais “subversivas”, para o horror de sua mãe, sua professora, e principalmente da Rainha das Fadas.
A história é de uma delicadeza e sensibilidade marcantes, ao mesmo tempo que oferece um humor leve e inocente, como é típico nos livros infantis. Outro ponto forte desse belo livro, são as lindas aquarelas que ilustram a história. Clara Luz era uma fadinha, de seus dez anos de idade, que morava no céu com a Fada-Mãe. Vermelhinha, a estrela, e Amarelinha, a gota de chuva eram suas melhores amigas.
Clara Luz parecia uma fada comum, exceto pelo fato de ter muitas ideias e opiniões.
A fadinha não gostava de seguir as emboloradas lições do Livro de Fadas e criava suas próprias mágicas.
A Fada-Mãe ficava muito triste e preocupada com a desobediência da filha e não conseguia fazer com que a menina passasse da primeira lição do livro.
A zelosa mãe temia a punição da Rainha das Fadas.
Por diversas vezes, teve que reverter ou anular as mágicas da travessa menina.
Como exemplos, a vez em que a fadinha inventou um passarinho com três asas, o dia em que Clara Luz não seguiu corretamente a receita de bolinhos de luz e a massa cresceu tanto que escorreu até a Terra…
A jovem fada justificava-se afirmando que “quando alguém inventa alguma coisa, o mundo anda. Quando ninguém inventa nada, o mundo fica parado”.
Durante uma de suas invenções, a menina convence sua mãe de que seguir as mágicas do livro era muito monótono e que isso todas as fadas poderiam fazer.
O interessante era inovar, ou seja, realizar mágicas novas.
Entretanto, ao nascer do novo dia, a Fada-Mãe voltou atrás em sua decisão por imaginar que poderia estar sendo um mau-exemplo para a filha.
Após inúmeras peripécias, Clara Luz e todas as fadas do céu foram convocadas a comparecer ao palácio da Rainha das Fadas para justificar, entre outras coisas, a invasão dos animais à sua nobre residência e o conteúdo do bilhete enviado pela Bruxa Feiosa, que reclamava sobre o colorido da chuva que caíra na Terra.
As fadas tinham verdadeiro horror ao que a Rainha poderia fazer ao descobrir a verdade e acabaram, quase que em sua totalidade, desmaiando. Clara Luz, muito corajosa, explicou a causa de todos os “fenômenos” (suas próprias travessuras!) à majestade, que sentiu-se muito orgulhosa pela inteligência da garotinha e acabou nomeando-a Conselheira-Chefe do palácio das fadas.
Não é exagero afirmar que se trata de um livro maravilhoso.
Destinado às crianças, causa alegria e prazer aos leitores de todas as idades.
No enredo, uma fadinha, Clara Luz, não se cansa de exercer as habilidades de um ser de muita curiosidade benigna e criatividade incessante.
Ela torna alegre e surpreendente a sua e a vida de todos que a rodeiam.
Clara Luz é aliada da verdade, da insubmissão – com causa – e da inspiração que resulta em beleza, a cada toque de sua varinha de condão.
A fada inovadora faz chover colorido; prepara iguarias, como os bolinhos de luz; convence sua professora de Horizontologia a conhecer de perto os horizontes novos que anseia revelar. Mas Clara Luz faz mais, muito mais.
A protagonista de A fada que tinha idéias é também, simbolicamente, porta-voz do antiautoritarismo: seja por não se ater às obrigatórias receitas de mágica do Livro das Fadas, seja por nunca temer a rabugenta Rainha das Fadas, que tratava suas súditas com rédea curta.
A própria autora escreveu o livro originalmente num período em que o manto da ditadura militar encobria a realidade brasileira.
Naquela época, uma delicada fadinha como Clara Luz podia ser acusada de subversiva e até mesmo encarcerada.
A fada que tinha idéias foi publicada em 1971. Agora, em sua 27ª edição, ficou, nas palavras da autora, “muito bonita, mais colorida ainda, portanto mais parecida com o mundo de Clara Luz, que é um mundo de alegria”.
A fadinha não faz por menos: transforma positivamente o reinado que habita e inunda de felicidade o coração de seus admiradores.
Neste vídeo, uma dica incrível de leitura: A fará que tinha ideias!
Este livro é um convite ao protagonismo infantil! Clara Luz, com suas ideias fascinantes e sua vontade de mudar o mundo, nos mostra como é possível descobrir novos horizontes! Seus alunos vão amar esta leitura, que pode ser feita em capítulos! AQUI
Os aspectos didáticos da obra
A culinária na obra
Caracterização de Clara Luz
Ensinamentos de aluno para professor
Ensinamentos de filha para mãe
Ensinamentos que a Gota traz da Terra
Horizonte e horizontes
O ambiente da obra: elementos e fenômenos da natureza
O teatro de Clara Luz
Os feitos de Clara Luz
Os personagens
Pesquisa - diferenças entre adultos e crianças
Transformações dos personagens
Aula instrucional
Receita
Bolinho de luz
Aqui a história do bule de asas...
Clara Luz era uma fada, de seus dez anos de idade, mais ou menos, que morava lá no céu, com a senhora fada sua mãe. Viveriam muito bem se não fosse uma coisa: Clara luz não queria aprender a fazer mágicas pelo livro das fadas.
Clara Luz queria inventar as suas próprias mágicas.
− Mas minha filha, todas as fadas sempre aprenderam por esse livro− dizia a Fada Mãe. Por que só você não quer aprender?
− Não é preguiça, não, mamãe. É que não gosto de mundo parado.
− Mundo parado?
− É que quando alguém inventa alguma coisa o mundo anda. Quando ninguém inventa nada, o mundo fica parado. Nunca reparou?
− Não...
− Pois repare só.
A Fada Mão ia cuidar do serviço, muito preocupada. Ela morria de medo do dia em que a Rainha das Fadas descobrisse que Clara Luz nunca saíra da Lição Um do Livro.
A rainha era uma velha fada muito rabugenta. Felizmente vivia num palácio do outro lado do céu. Clara Luz e sua mãe moravam numa rua toda feita de estrelas, chamada Via Láctea. A casinha delas era de prata e tinha um jardim todo de flores prateadas.
Minha filha faça uma forcinha, passe ao menos para a Lição Dois! − pedia a Fada Mãe, aflita.
− Não vale a pena, mamãe. A Lição Um é tão enjoada, que a dois tem que ser duas vezes pior...
− Mas enjoada por que se ensina a fabricar tapete mágico...
− Já pensou que maravilha saber fazer um tapete mágico?
− Não acho não. Tudo quanto é fada só pensa em tapete mágico. Ninguém tem uma ideia nova!
Clara Luz estava sempre fazendo experiências com sua varinha mágica. Já de manhã cedo, reparava no bule de prata, olhava para ele e tinha uma ideia:
− Tem bico. Dá um bom passarinho.
E transformava o bule em passarinho, mas, o passarinho saía com três asas, duas novas e a do bule que tinha sobrado.
A Fada Mãe entrava na sala e levava um susto danado
− Que bicho esquisito é esse?
− É o bule, mamãe, que eu transformei em passarinho.
− Clara Luz! E agora? Onde vou coar o pó da meia noite para fazer o nosso café? E que ideia é essa de fazer passarinhocom três asas? Ao menos ponha só duas asas nele!
− Mas mamãe, ele gosta de ter três asas!
O passarinho furioso entrava na conversa:
− Não gosto não senhora! Faça o favor de me consertar já!
Clara Luz não acertava e quem acabava consertando era a Fada Mãe e o passarinho agradecia muito:
− Se não fosse a senhora eu não sei como seria! Essa sua filha é muito intrometida. E saía pela janela resmungando ainda.
− Veja só inventar que eu gosto de ter três asas!
Mas essas eram as ideias menores de Clara Luz. Havia outras bem maiores.
A maior amiga de Clara Luz era Vermelhinha, uma estrela cadente e por ser cadente Vermelhinha podia ir onde queria no céu. Ela e Clara Luz corriam sem parar brincando de esconder atrás das nuvens.
− Minha filha, porque você não arranja uma amiga mais calma, heim? − perguntava a Fada Mãe, às vezes muito tonta com as travessuras de Clara Luz e Vermelhinha.
Mas perguntava por perguntar, pois gostava muito de vermelhinha. Tanto que, no aniversário da estrela resolveu dar uma festa.
Vermelhinha ia fazer nove milhões de anos, o que para uma estrela é bem pouco.
Clara Luz, que adorava festas, estava felicíssima, ajudando a mãe muito direitinho que justamente na véspera da festa teve que sair para desencantar uma princesa.
− Não faz mal − disse a Fada Mãe − Está tudo quase pronto. Você pode ir fazendo a massa dos bolinhos de luz, enquanto eu vou ver a tal princesa. Acho que já sabe fazê-los sozinha.
− Sei fazer muito bem.
− Ótimo! Amanhã cedo faço o bolo de aniversário. É só o que está faltando.
E a Fada Mãe abrindo suas asas cor de prata saiu voando pela janela, então Clara Luz correu para a cozinha e abriu o livro de receitas na página dos bolinhos:
Bolinhos de Luz
250 g de raio de sol
250 g de raios de luar
1 c de chá de fermento de relâmpago
Maneira de fazer:
Misturam-se bem os raios de sol e de luar, até saírem faíscas.
Junta-se então o fermento de relâmpago.
− Que fácil! − pensou Clara Luz. − Não sei como certas pessoas podem achar difícil fazer bolo!
E foi tirando os raios de sol e de luar dos potes onde estavam guardados, nas prateleiras. Despejou tudo num tacho e mexeu, como a receita mandava. A cozinha inteira começou a brilhar, faiscar e fazer barulho.
Quando chegou a hora do fermento, Clara Luz teve uma ideia:
− Fermento é que faz o bolo crescer. Se em vez de uma colher de chá, eu puser um relâmpago inteiro, vai sair um bolão enorme. Mamãe amanhã nem vai precisar fazer o bolo das velas.
É claro que não havia relâmpago inteiro em casa. Clara Luz não se atrapalhou:
− O jeito é eu ir para a janela e pescar o primeiro que passar.
Mas não foi fácil. Nenhum relâmpago concordava em entrar no bolo:
− Eu não, ora essa! Tenho mais o que fazer!
Afinal passou uma família inteira de relâmpagos: pai, mãe e cinco filhos. Ninguém deu confiança à Clara Luz mas, o menor de todos, um relampagozinho muito esperto ia ao fim da fila.
− Pssiu! − chamou Clara Luz. − Você quer entrar no meu bolo?
− Eu não, que não sou bobo. Pensa que quero ser comido em festa de aniversário?
− Clara Luz pensou um pouco:
− Você entra e depois sai. É só para fazer o bolo crescer.
O relampagozinho começou a gostar da ideia:
− Puxa! Deve ser divertido mesmo... E aí a confusão ficou do tamanho certo!
• as regras: por que elas existem na escola, na família e na sociedade?
• a transgressão de regras: como ela é encarada na escola, no mundo e na família de cada um?
• situações em que não concordaram com o adulto e o que isso ocasionou.
Para Fazer
• ler o texto oralmente, cada um lendo a fala de um personagem, durante alguns dias;
• ensaiar a peça e executar a sua dramatização para outras turmas, adaptando o número de alunos aos personagens do livro, se for o caso;
• realizar brincadeiras corporais que exploram a linguagem teatral:
1) gota de chuva na Terra: individualmente ou em trios, os participantes imaginam o que pode ter encontrado na Terra a gotinha de chuva amiga de Clara Luz. Pode ser feito através da mão como pincel ou de mímica;
2) modelagem de nuvens – jogo em que uma criança cria uma escultura tendo o corpo do colega como “matéria prima”;
3) uma casa muito engraçada – em grupos, criação de uma cena em que um participante do grupo é a mãe de Clara Luz que chega em casa e vai descobrindo, pouco a pouco, que alguns móveis e utensílios foram transformados pelas mágicas atrapalhadas da filha. Essa situação gera uma tremenda confusão, que deve ser imaginada e representada pelo grupo, o qual deverá também pensar na solução do problema (resolução da cena).
Para Descobrir
• pesquisar sobre invenções interessantes que mudaram o mundo
Sinopse do Livro Infantil - A Fada que Tinha Ideias:
No livro infantil A Fada que Tinha Ideias, conta que as fadinhas aprendem que não se deve sair por aí inventando mágicas que não estejam no Livro das Fadas.
Mas vai dizer isso a Clara Luz!
Questionadora e criativa, ela quer ter ideias próprias, como transformar bule de café em passarinho, dar vida às nuvens e colorir a chuva.
"Quando alguém inventa alguma coisa, o mundo anda", é o que ela diz.
Mas nem todos aprovam um comportamento tão original e inovador.
Principalmente a rabugenta Rainha... E agora?
O que Clara Luz irá fazer?
O livro A Fada que Tinha Ideias é diversão garantida para toda a criançada.
Dados técnicos do livro:
Autora: Fernanda Lopes de Almeida
Coleção: Clara Luz Editora: Ática
Ano: 2004
Sobre o Autor: Fernanda Lopes de Almeida é um dos nomes mais expressivos na área da literatura infantil brasileira a partir da década de 70.
A Fada que Tinha Ideias teve sua primeira edição em 1971 e seu sucesso foi confirmado pela crítica especializada que concedeu ao livro vários prêmios.
■As crianças deverão responder por escrito as questões abaixo:
ATIVIDADE DE PORTUGUÊS
1) DEPOIS DE OUVIR A LEITURA DO LIVRO A FADA QUE TINHA IDEIAS E LER A SINOPSE DO LIVRO, RESPONDA:
a. O QUE OS DOIS TEXTOS TÊM EM COMUM? b. NA SINOPSE ESTÁ ESCRITO O FINAL DA HISTÓRIA? c. EXISTE ALGUMA INFORMAÇÃO NA SINOPSE QUE É DIFERENTE DO LIVRO? d. SE VOCÊ LESSE SOMENTE A SINOPSE, SABERIA TUDO O QUE ACONTECE NO LIVRO? Se pertinente, repita a mesma atividade com o livro abaixo:
Um livro ao mesmo tempo criativo, útil, engraçado, cheio de ideias, curiosidades...
Ah, e ilustrado pelos melhores artistas brasileiros!
Assim é este livro-almanaque.
Dividido em 12 meses, aqui você encontra brinquedos e brincadeiras, charadas, canções, datas comemorativas, estações do ano, experiências científicas, fases da lua, fatos históricos, folclore, personalidades, piadas, provérbios e muito mais.
Um livro para todos os anos e o ano inteiro.
No momento em que completa 35 anos de carreira, Ruth Rocha lança um livro-almanaque recheado de histórias, charadas e curiosidades que divertem e ensinam.
O livro traz em suas páginas diversos trabalhos de 15 diferentes ilustradores.
Dados Técnicos do Livro:
Editora: Ática
Ano: 2004
Sobre o Autor: Ruth Rocha nasceu em 1931, na cidade de São Paulo. É graduada em Sociologia e Política pela Universidade de São Paulo e pós-graduada em Orientação Educacional pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Publicou seu primeiro livro, Palavras Muitas Palavras?, em 1976 e, desde então, já teve mais de 130 títulos publicados, entre livros de ficção, didáticos, paradidáticos e um dicionário. As histórias de Ruth Rocha estão espalhadas pelo mundo, traduzidas em mais de 25 idiomas. Atualmente, é membro do Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta.
ATIVIDADE 2 – SELECIONANDO LIVROS A PARTIR DE SINOPSES.
A função de uma sinopse é auxiliar a escolha do leitor: Ajudá-lo, a partir da percepção inicial, a ler e ou saber mais sobre um livro, filme etc.
■ Oriente as crianças a buscarem na Internet sinopses de livros.
■ Cada criança deverá escolher uma sinopse de um livro disponível na biblioteca da escola. Depois de ler a sinopse, ela deve fazer a leitura do livro. Sites onde as sinopses de livros infantis podem ser encontradas:
■Após ler a sinopse e o livro, a criança deverá responder às questões abaixo:
ATIVIDADE DE PORTUGUÊS
DEPOIS DE LER A SINOPSE E O LIVRO, RESPONDA POR ESCRITO:
a. O QUE OS DOIS TEXTOS TÊM EM COMUM? b. NA SINOPSE ESTÁ ESCRITO O FINAL DA HISTÓRIA? c. EXISTE ALGUMA INFORMAÇÃO NA SINOPSE QUE É DIFERENTE DO LIVRO? d. SE VOCÊ LESSE SOMENTE A SINOPSE, SABERIA TUDO O QUE ACONTECE NO LIVRO? e. ESCREVA COM SUAS PALAVRAS O QUE É UMA SINOPSE.
ATIVIDADE 3 – PRODUZINDO TEXTOS
Para construir o painel de sinopses serão necessárias algumas etapas:
1 – Escolha dos livros
Na biblioteca da sala ou da escola, as crianças deverão escolher e ler os livros.
2- Produções das sinopses dos livros
Ao invés de fazer uma ficha completa, como apresentado no texto acima, utilize como modelo um texto que tenha somente o título e a sinopse. Abaixo um exemplo:
Minhas Memórias de Lobato: Contadas por Emilia, Marquesa de Rabicó e pelo Visconde de Sabugosa
Autora: Luciana Sandroni
Monteiro Lobato é um fenômeno editorial raras vezes superado no Brasil. Em 1941, por exemplo, as tiragens de suas obras já alcançavam um milhão de exemplares. Era o autor mais vendido na América Latina. Sua literatura para adultos anda esquecida, mas a infantil continua a conquistar leitores de sucessivas gerações. Emília, Pedrinho e Narizinho são tão conhecidos que parecem pertencer ao domínio público. Nesse livro é o próprio Monteiro Lobato quem se transforma em objeto das memórias de Emília e de seu ajudante, o Visconde de Sabugosa.
As fadinhas aprendem que não se deve sair por aí inventando mágicas que não estejam no Livro das Fadas. Mas vai dizer isso a Clara Luz!
Questionadora e criativa, ela quer ter idéias próprias, como transformar bule de café em passarinho, dar vida às nuvens e colorir a chuva. "Quando alguém inventa alguma coisa o mundo anda", é o que ela diz. Mas nem todos aprovam comportamento tão original e inovador.
Principalmente a rabugenta Rainha...
E agora? O que Clara Luz irá fazer?
1. Possibilidades Pedagógicas
- Estimular ações, atitudes e procedimentos relacionados à criação: imaginar, acreditar que é possível mudar, relacionar, pesquisar para encontrar soluções diferentes, etc. "Clara Luz estava sempre fazendo experiências com sua vara de condão". (p. 8)
- Reconhecer e valorizar o exercício da capacidade de estruturar argumentação consistente como ferramenta para defender suas próprias idéias: "[...] Desde os três anos de idade, eu comecei a ter opiniões. Agora estou com dez, de modo que tenho sete anos de prática" (p. 30).
- Refletir sobre as posturas e as estratégias que facilitam a aprendizagem:
- a ludicidade: "Ter um brinquedo tinha feito um enorme bem a ela." (p. 25); "- Que professora, essa! Onde já se viu dar lição assim? Brincando no meio da aula!" (p. 26);
- a interatividade entre quem ensina e quem aprende: "- Não vou cobrar nada por essa aula. Eu é que aprendi muito com a sua filha." (p. 26)
- Intertextualidade com o conto maravilhoso Cinderela: "... a página vinte e três ensinava a transformar abóbora em carruagem." (p. 12).
- Processo de formação de palavras - sufixação - e flexão do substantivo: relampagozinho e relampinho (p. 17), varadinha = vara + fadinha (p. 19).
Geografia
- Conceitos que permeiam a construção do conhecimento sobre o espaço sideral: relâmpago (p. 10), cometa .(p. 12), horizonte (p. 26).
Ciências
- O conceito de evaporação (p. 27).
3. Temas Transversais
Ética
- A heroína da história tem atitudes de responsabilidade social e de cidadania: "- Sabe mamãe, na minha opinião, tudo é da conta de todos. Justamente isto é que dá um trabalhão." (p. 30); "- Ajudando o mundo, não é? Quem inventa uma mágica nova está melhorando o mundo" (p. 58).
Pluralidade Cultural
- Incentivo à aceitação do diferente: "[...] - Hoje descobri que não se deve ter medo de ninguém só pelo barulho" (p. 39).