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Colaboração e Direitos

Colaboração e Direitos Autorais
Olá amiga(o) ,
Fui professora dos projetos "Estímulo À Leitura",
"Tempo Integral" e a favor da leitura lúdica,
afinal, quer momento mais marcante que a fantasia da vida?
Portanto, será um prazer receber sua visita em mais um blog destinado a educação.
Nele pretendo postar comentários e apreciações de materiais didáticos de Língua Portuguesa, além de outros assuntos pertinentes, experiências em sala de aula, enfocando a interdisciplinaridade e tudo que for de bom para nossos alunos.
Se você leu, experimentou, constatou a praticidade de algum material e deseja compartilhar comigo,
esteja à vontade para entrar em contato.
Terei satisfação em divulgar juntamente com seu blog, ou se você não tiver um, este espaço estará disponível dentro de seu contexto.
Naturalmente, assim estaremos contribuindo com as(os) colegas que vêm em busca de sugestões práticas.
Estarei atenta quanto aos direitos autorais e se por ventura falhar em algo, por favor me avise para que eu repare os devidos créditos.
Caso queira levar alguma publicação para seu blog, não se
esqueça de citar o "Linguagem" como fonte.
Você, blogueira sabe tanto quanto eu, que é uma satisfação ver o "nosso cantinho" sendo útil e nada mais marcante que
receber um elogio...
Venha conferir,
seja bem-vinda(o)
e que Deus nos abençoe.
Krika.
30/06/2009

Linguagem social...

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Comemoração

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JUNHO 2019
17 ANOS DE LITERATURA INFANTIL
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Mostrando postagens com marcador Sugestões Para Sala de Aula. Mostrar todas as postagens
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sábado, janeiro 26, 2013

Volta às aulas especial > Oficina das máscaras> 26/01/13



Oficina das máscaras
Baile das 1001 máscaras

Eixo temático:  Artístas e arteiros

Objetivos:
Proporcionar às crianças, desde a perpectiva lúdica, a vivência de situações - problemas envolvendo noções elementares de grandeza, intensidade, velocidade, direção, situação, orientação e relação nas áreas da matemática, linguagem e ciências.
Proporcionar momentos de descontração e socialização na comemoração carnavalesca.

Elemento desencadeador: Máscaras

Convivência: Confecção de máscaras

Desenvolvimento:
Após uma aula com circuitos históricos onde  o elemento máscara tenha sido introduzido para dinamizar a atividade, sugerir às crianças a confecção de máscaras para animar o carnaval.
Solicitar sugestões e  opiniões para os prepartaivos e execução.
Acertado os detalhes, mãos a obra!

Aqui sugetsões:


Situação- problema :
Criar, expressar, recombinar elementos a partir de material diverso moldando rostos e figuras do imaginário curioso, intuitivo e inquieto.

Outros encaminhamentos:
Fixar os trabalhos em um varal ou mural, de forma que possam ser vistos e apreciados por todas as crianças e numa rodinha conversar sobre os detalhes que mais chamam a atenção, suas representações, os sentimentos que causam, nomes que atribuem, que personagens lembram, e assim por diante.
Explorar conteúdos e temas envolvidos  como a matemática, natureza ,linguagem, ocasionando a culminância no tema carnaval.
Promover, com a participação direta e efetiva da criança, uma exposição com todos os registros gráficos, plásticos, fotos e filmográficos das atividades.

Fonte: Brincando e  aprendendo com oficinas ludopedagógicas
Maximila Coelho e outros
Editora Paulus

Desdobramentos literários:
Linguagem já publicou algumas obras carnavalescas.
Consultem a listagem literária à direita , na página principal do blog.
O link acima também direciona as postagens sobre este tema.






Link para essa postagem


sábado, fevereiro 04, 2012

Arte> Metodologia> Sugestões> Tempo Integral> 04/02/12


Sugestões para trabalhos com Arte
 Material do Professor


Este roteiro foi baseado num Projeto desenvolvido pelo CEE de Pernambuco idealizado para que os alunos, ao término de um curso, estejam aptos a realizar, apreciar e analisar manifestações artísticas, conhecendo-as e compreendendo-as em sua diversidade histórico-cultural.
As práticas aqui sugeridas deverão ser realizadas em sala de aula, sob a liderança dos professores e serão complementadas por sugestões de atividades para o aluno realizar em momentos oportunos.
Introdução
O sentido da Arte guarda uma essência que vive em cada um de nós:
Nas imagens dos nossos sonhos e desejos;
Nas semelhanças e diversidades dos corpos;
No movimento dos gestos; na sonoridade da voz;
Na perfeição da natureza;
 Nas cores e sabores dos alimentos;
Nos utensílios de casa;
Nas vitrines das lojas;
Nas propagandas e em todas as mídias do mundo atual.
Os conteúdos serão explorados seguindo três caminhos de vivenciar a Arte:
- a experiência do fazer, do produzir nas diferentes linguagens de Arte;
- a experiência do ler e analisar criticamente seu próprio trabalho e do colega, e o do artista;
- a experiência de contextualizar, do perceber, que todo trabalho artístico é produto de determinada sociedade, em determinada época e lugar.
O plano de trabalho aqui proposto é desenvolvido em vinte aulas, organizados num bloco chamado de Origens de Nossa Identidade, onde será enfatizada a formação da identidade artístico-cultural de cada um de nós.
As atividades são apresentadas de maneira contextualizada, incluindo culturas regionais e estabelecendo relações com a Arte nacional e internacional.
As aulas se desenvolvem de acordo com a seguinte estrutura:
- Pra começo de conversa (apresentação/motivação)
No início de cada encontro haverá sempre uma atividade motivadora relacionada à temática da aula – música, vídeo, imagem, dança, etc. - que será o ponto de partida para que o professor e a turma troquem conhecimentos e experiências, façam questionamentos e discutam o assunto em foco.
- Desafio criativo (desenvolvimento da atividade)
Os alunos desenvolvem a atividade prática proposta na aula, a partir do tema sugerido.
O professor apresenta o desafio, conduzindo e intermediando as diferentes etapas do trabalho.
As atividades envolverão materiais e técnicas que favoreçam a diversidade do fazer artístico. Mesmo privilegiando as artes visuais, pela própria facilidade de produção, as outras linguagens (música, teatro, dança) serão contempladas no decorrer das aulas.
Os desafios criativos alternam atividades individuais e coletivas e o professor deverá propor diferentes formas de finalização e apresentação dos trabalhos.
- Cesta básica (material necessário)
Em todas as aulas será especificado o material necessário à realização do desafio criativo.
São materiais de fácil acesso e utilização, já conhecidos pelos alunos, que poderão, inclusive, ser enriquecidos e até mesmo substituídos.
É importante que o professor se organize tomando conhecimento dos materiais que serão necessários na atividade, para que possa solicitá-los aos alunos com a devida antecedência.
- Voltar para poder avançar (avaliação/sistematização)
Diante dos trabalhos apresentados pela turma, o professor deverá lembrar com o grupo as diferentes etapas percorridas durante a atividade, sistematizando, avaliando e discutindo o percurso até a produção final. É hora de levantar habilidades, competências e os conhecimentos construídos, percebendo também o quanto o grupo pode ainda avançar.
- Revirando o baú (reflexão)
Nessa etapa, serão apresentados pequenos textos – pensamentos, poesias, letras de música – para reflexão do grupo.
É o momento para perceber outras possibilidades de pensar sobre o tema da aula.
 Revirar o baú interno, identificando modificações ocasionadas pela proposta de trabalho e conhecer pensamentos e visões de outras pessoas sobre o assunto abordado.
Os textos podem motivar também a realização de atividades plásticas de interpretação.
- Esticando a conversa (desdobramentos/bibliografia)
Haverá sempre outras maneiras de trabalhar o mesmo tema e desdobrar as atividades realizadas, propondo novos caminhos de descoberta, aprofundando e enriquecendo os conhecimentos construídos.
Para isso cada uma das aulas vem acompanhada de alguns textos em anexo.
O professor poderá optar pela melhor forma de apresentá-los aos alunos, que poderá ser através de uma leitura oral de todo o texto ou de uma síntese dos aspectos mais relevantes.
 Qualquer que seja a opção do professor, é importante não negar ao aluno a oportunidade de adquirir novos conhecimentos.
- Achados e perdidos (considerações do professor)
Considerando que todo o planejamento é flexível, cada uma das aulas tomará a forma final a partir da consideração do professor e da adequação ao grupo de alunos.
Na coluna “Achados e perdidos”, presente em todas as páginas, o professor fará as anotações pessoais sobre o real percurso da aula: o que deu certo, o que faltou, as intervenções necessárias, as reações do grupo e tudo o mais que ache necessário registrar.
O registro baseado na experiência irá conscientizando o professor e indicando caminhos.
- Apoio didático
O assunto abordado em cada aula poderá ser pesquisado e enriquecido através de diversas fontes: livros, vídeos, filmes, sites, etc.
Enfatizamos o papel da Arte enquanto formadora da identidade cultural de cada um, tanto pela herança étnica herdada de nossos antepassados e a adquirida no convívio social, quanto pelo exercício único do fazer artístico.
Em todas as atividades propostas está presente uma reflexão individual do perceber-se enquanto parte de uma diversidade cultural, que caracteriza nosso próprio modo de ser.
Este bloco é composto de cinco temas, divididos em nove aulas:
Aula 1: As múltiplas linguagens das mãos.
Aulas 2 e 3: Colcha de retalhos.
Aulas 4 e 5: Diferentes faces da máscara.
Aulas 6 e 7: Herdeiros da tribo.
Aulas 8 e 9: Espelho, espelho meu... afinal, quem sou eu?
O tema As múltiplas linguagens das mão será trabalhado em uma só aula, enfatizando as mãos como marca primeira da identidade, pois, mais que em nossos rostos, estão nas mãos as digitais que nos identificam.
A partir do segundo tema - Colcha de retalhos, o conteúdo poderá ser desenvolvido em dois encontros pela própria complexidade e possibilidade de desdobramentos.
Os conteúdos trabalhados são agrupados de acordo com os quatro eixos:
1 - Arte como linguagem visual, sonora e gestual:
- elementos formais das artes plásticas: linha, forma, textura, cor;
- organização dos elementos em uma composição: sequência, repetição, ritmo, simetria, alternância;
formas bi e tridimensionais; formas orgânicas e geometrizadas; efeitos de luz, sombra e volume;
- diferentes técnicas de expressão plástica: desenho, pintura, gravura, mosaico, vitral, escultura, papel machê;
- uso da palavra como recurso expressivo; textos em prosa e verso: Luís Fernando Veríssimo, João Cabral de Melo Neto, Fernando Pessoa, Ferreira Gullar, Oswald de Andrade, Gonçalves Dias, Solano Trindade; literatura de cordel;
- apreciação musical de diferentes composições de autores brasileiros: Chico Buarque de Holanda, Antônio Nóbrega e Wilson Freire; percepção rítmica e melódica; criação de personagens e textos cênicos.
2 – Arte em diferentes lugares e épocas:
- arte rupestre na pré-história;
- mosaico bizantino e mosaico do século XX;
- vitrais na Idade Média e vitrais no século XX;
-máscaras do teatro grego, máscaras africanas e máscaras carnavalescas;
-pintura corporal na arte indígena e na sociedade contemporânea;
-símbolos culturais indígenas e da atualidade;
-herança cultural negra e os artistas contemporâneos;
-contribuição de artistas europeus dos séculos XVII e XVIII no registro das paisagens e do cotidiano brasileiro dessas épocas;
- artistas plásticos citados: Michelangelo Buonarrotti, Maurits Cornelis Escher, Oscar Niemeyer, Antônio Gaudí, Pablo Picasso, Jean Baptiste Debret, Albert Eckhout, Franz Post, Emanuel Araújo, Rubem Valentim, Tarsila do Amaral, Marianne Peretti e os pernambucanos Romero Brito, Reynaldo Fonseca e Vicente do Rego Monteiro.
3 – Arte no cotidiano:
- características artísticas de diferentes grupos sociais;
-diversidade cultural brasileira: heranças indígenas, africanas e europeias;
-tradições presentes na memória cultural;
-diferentes conotações da Arte;
-regionalismo: Feira da Sulanca, Papangus;
-festas populares e máscaras.
4 – Arte e tecnologia:
-formas contemporâneas da arte: instalação, montagens;
-cinema como motivação e desdobramento de atividades;
-registro sonoro de trabalhos realizados;
-vídeo como um amplo recurso de expressão plástica, musical, corporal;
-CDs, fitas e TV enquanto recursos de divulgação da criação artística.
Ao fazer a avaliação da aula, o professor verificará que foram explorados, pela própria necessidade do grupo, outros conteúdos além dos citados.
 Sempre que possível, devem-se estabelecer relações com as demais disciplinas, aproveitando a capacidade de articulação que os conteúdos da Arte permitem.
Fazer a síntese do que foi trabalhado, como foi trabalhado e de toda a produção realizada facilitará a fundamentação da avaliação da Arte, tornando os critérios mais transparentes.
É sempre oportuno lembrar que a avaliação em Arte é complexa por lidar com formas de expressão muito individuais.
Pensando assim, o professor deverá ter um olhar sensível para todas as possibilidades de observação das diferentes formas de expressão e de envolvimento de cada um dos alunos no processo de elaborações criativas: no pensar, no falar, no fazer.
 É importante perceber como os alunos interagem nas atividades coletivas, estabelecendo relações entre os conhecimentos construídos e lidando com as informações adquiridas.
Aula 1: As múltiplas linguagens das mãos
Ao final dessa aula, os alunos deverão ser capazes de:
Perceber as mãos como elementos de identidade, expressividade e comunicação.
Promover descobertas sensoriais.
Pesquisar diferentes formas de organizar e ordenar desenhos.
- Cesta básica (material necessário)

* papel branco A4; lápis preto; lápis de cor; caneta hidrográfica; tesoura; cola; cartolina preta.

- Pra começo de conversa (apresentação/motivação)
Utilizar a leitura – pelo professor e/ou pelo aluno – do texto

"Mãos”
Luís Fernando Veríssimo

As nossas mãos não são simples instrumentos do cérebro para realização de tarefas; elas são também delegadas para missões difíceis, delicadas, próprias do ser humano. Somente o homem tem mãos.
O que o os olhos não podem expressar, fazemos com as mãos. Elas exploram, apalpam, veem. As mãos recolhem, acolhem, distribuem. Os olhos contemplam, as mãos agem, se manifestam. São elas que, acenam de longe, batem nas costas, aplaudem, rezam. As duas têm a mesma formação cultural, mas geralmente só uma sabe escrever. Jamais exploramos toda a potencialidade de nossas mãos.
As mãos simbolizam o próprio”eu” da criatura. A personalidade nelas está gravada. Muito mais que na cara e no nome, nossa identidade está nas impressões digitais.
Na palma da mão há todo um jogo de linhas que desenham tanto o destino quanto a atividade humana. Na verdade as mãos guardam grandes mistérios. Elas são capazes de atos nobres, mas também podem espalhar desolação.
As mãos podem salvar e matar. Espalhar sementes de amor e de ódio, acariciar ou agredir, abrir-se em doação ou fechar-se avarentas.
Mas o ideal é que nossas mãos estejam sempre a serviço do bem e da beleza, semeadoras de esperança, amor e paz.

Luís Fernando Veríssimo, Jornal do brasil,Revista de domingo, 15/05/92

O professor estimulará a discussão em grupo, levantando as seguintes questões:
1 – O autor afirma que o ser humano não explora toda a potencialidade de suas mãos. Qual a sua opinião sobre essa afirmativa?
2 – Que qualidade (s) você atribui às suas mãos?
3 – Como você definiria o papel desempenhado pelas suas mãos na sua vida?
- Desafio criativo (desenvolvimento da atividade)
Sugerir aos alunos a realização da seguinte atividade, observando as etapas relacionadas:
1 – Dar as mãos, unindo o grupo em uma grande roda.
2 – Movimentar-se, cumprimentando e trocando de mãos com os companheiros, como numa quadrilha, percorrendo toda a roda.
3 – Voltar ao lugar e observar as próprias mãos: tamanhos, contornos, tons.
4 – Espalmar uma das mãos sobre uma folha de papel, com os dedos abertos e fazer o seu contorno, usando lápis preto.
5 – Observar a palma da mão e as definições das três principais linhas: a da vida, a do pensamento e a do sonho.
6 – Marcar, em seu desenho, essas três linhas, delimitando diferentes espaços.
7 – Fazer pequenos desenhos figurativos ou sinais gráficos (pontos, riscos, etc.), que traduzam sua vida, sonhos e pensamentos, utilizando caneta hidrográfica ou lápis de cor. Poderão ser acrescentadas palavras ou frases.
8 – Contornar o desenho da mão com caneta hidrográfica e recortá-la.
9 – Reunir os alunos em grupos de, aproximadamente, sete participantes e planejar um trabalho criativo, onde as silhuetas das mãos fiquem organizadas em uma composição plástica.
10 – Escolher uma solução de consenso e colar as silhuetas das mãos sobre uma cartolina preta, seguindo a composição selecionada. Poderão ser acrescentados outros materiais para enriquecer a composição.
11 – Observar os trabalhos realizados pelos diferentes grupos, ouvir os relatos sobre o processo de trabalho, a busca de significados simbólicos para a construção individual e analisar a composição plástica dos grupos.
- Voltar para poder avançar (avaliação/sistematização)

É hora de avaliar e sistematizar conhecimentos:
1 – Além do seu, qual dos outros trabalhos você assinaria?
2 – Depois de observar as produções dos colegas, você modificaria alguma coisa no seu trabalho? Por que? O que?
3 – Em quantos momentos você organizaria o desafio criativo de hoje?
4 – Vamos relacionar a sequência de atividades que realizamos, revendo e discutindo o nosso processo de trabalho. Quantos tipos de ordenações realizamos e quantas ideias surgiram?
5 – O que já sabíamos? O que foi novo?
- Revirando o baú (reflexão)
Textos para refletir e discutir em grupo:
1 - “Na maior parte do tempo, as mãos são usadas espontaneamente e conhecidas essencialmente pelas ações que nos possibilitam. Esquecemos de olhar para elas. É o caso, então, de provocar descoberta através de experiências sensoriais e fazer com que cada um tome conhecimento delas”.
Neide Duarte e Mércia M. Leitão, 2003.

2 - “A arte se faz com as mãos. Elas são o instrumento de criação, mas logo são o órgão do conhecimento.”
Henri Focillon, 1947.

3 - “A arte não se faz com as mãos ou com os músculos, mas com a imaginação criadora”.
Nicolas Schöfer, 1968.

4 - “A mão que toca um violão, se for preciso faz a guerra, mata o mundo, fere a terra.”
Canção: Viola Enluarada, de Marcos e Paulo Sérgio Valle.

5 - “As mãos são capazes de feitos estonteantes. Algumas batem à máquina, ou no teclado do computador, com os dez dedos. Outras tocam Mozart e até coisas mais difíceis no piano. Pintam cenas de batalhas em cabeça de alfinetes. E como você e eu, ao contrário dos outros, jamais exploramos toda a potencialidade das nossas mãos – a coisa mais complicada que eu faço com as minhas é abotoar a camisa -, elas fatalmente se revoltarão um dia. Nos pegarão pelo pescoço. Ou farão gestos obscenos para dois PMs e depois não moverão um dedo para nos defender.”
Luís Fernando Veríssimo

- Esticando a conversa (desdobramentos/bibliografia)

Haverá sempre novas maneiras de exploração do tema As múltiplas linguagens das mãos, através de pesquisas e elaborações criativas.
Aqui são destacadas algumas possibilidades.
1 – Conhecer a importância e o sentido da imagem das mãos na Arte da pré-história, fazendo a leitura do texto:
Arte Rupestre
Na pré-história, homens e mulheres desenhavam, dentro das cavernas, suas identidades com a marca das mãos.
 Estas eram colocadas contra a parede e, soprando pó colorido através de um tubo feito de caule de vegetal, as silhuetas das mãos ficavam gravadas.
E com elas marcada a identidade para a posteridade, assim como o artista moderno assina sua obra.
As pinturas e gravuras deixadas por grupos nômades são o testemunho de sua passagem na Terra. Os registros de animais, pessoas, plantas e objetos, muitas vezes retratando cenas da vida cotidiana eram feitos em diferentes suportes de pedra com tintas conseguidas a partir de madeira, ossos queimados, cal, terra, misturados à água ou à gordura dos animais.
É a chamada arte rupestre.
As pinturas rupestres brasileiras mais antigas foram encontradas na região de São Raimundo Nonato, no Piauí.
Algumas destas pinturas também se encontram na Bahia, Goiás, Santa Catarina e Mato Grosso.

In: PROENÇA, Graça. História da Arte. Editora Ática, São Paulo, 1990.

2 – Explorar as imagens e textos do caderno do aluno, que mostram a apropriação da forma da mão em trabalhos de diferentes artistas (Michelangelo, Niemeyer, Escher), comparando e discutindo as maneiras de expressão desses artistas a partir das mãos.

3 – Observar como o homem se comunica através das mãos com gestos que complementam a palavra, ou que até mesmo a substituem como no caso da linguagem das mãos utilizada pelos surdos - http://www.professorguilherme.net/libras.htm – propor que os alunos criem formas de comunicação através dos gestos, por exemplo, em um jogo de mímica.

4 – Pesquisar profissões em que os movimentos com as mãos são fundamentais: maestro, bailarino, ator, digitador, bordadeira, artista plástico, etc.

5 – Realizar desafios de exploração de diferentes possibilidades para executar um trabalho plástico sem o uso das mãos, como fazem os artistas sem mãos (ex: desenhar e pintar com a boca, desenhar e pintar com os pés).

6 – Usar a mão como unidade de medida, em objetos e espaços da sala de aula. Exemplificando:
a - Quantos palmos mede sua carteira? E seu caderno?
B – Faça dois dedos de margem em uma folha de papel.
C – Com o indicador e o polegar meça os objetos pequenos da sala.
Apoio didático:
Livros:
HABARA, Ines Yajima. A esperta mão aberta. Rio de Janeiro. Editora Ao Livro Técnico, 1999.
MIGUEZ, Fátima. Com o conceito na mão. São Paulo. DCL. 2000.
Vídeos:
Busby – O melhor do Anima Mundi – Volume II
Como entender a arte – 1ª parte: As pinturas na pré-história – Série Arte TV, Empresa Municipal de Multimeios Ltda., 1998.
Endereços eletrônicos:





LEMBRETE:
 Não se esqueça de solicitar aos alunos o material para a próxima aula (retalhos de tecidos). Recomenda-se que o próprio professor separe, também, alguns retalhos de tecidos para suprir possíveis faltas.
Professor: Lembre-se também de fazer: Achados e perdidos (considerações do professor)




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domingo, janeiro 01, 2012

Psicomotricidade>Movimentos>Projetos> Atividades> 01/01/12

Colegas do Ensino Infantil,
Vejam no blog Projetos & Linguagem sugestões sobre este tema

Pular Amarelinha: é a sua vez de saltar


"A tarefa essencial do professor é despertar a alegria de trabalhar e de conhecer."
(Albert Eisntein)



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Co-autores: Ana Maria F.da S. Nunes, Denize Donizete C. Rizzotto, Eliana A.Carleto, Patrícia C. Pacheco
Dados da Aula
O que o aluno poderá aprender com esta aula
A partir das aulas propostas, o/a aluno/a vivenciará situações significativas de aprendizagem que possibilitarão desenvolver habilidades psicomotoras, linguagens oral e escrita, raciocínio lógico, movimento, equilíbrio, cooperação e desvendar as possibilidades de aprendizagem em um jogo muito conhecido e realizado pelas crianças, como a Amarelinha.
Duração das atividades
Aproximadamente 240 minutos – Quatro/4 aulas de 60 minutos
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno
Para a realização desta aula é necessário que o/a professor/a retome com os/as alunos/as as ideias de quantidade representadas através dos numerais de um a dez. É importante que os/as alunos/as já conheçam e joguem Amarelinha em seu cotidiano escolar.

Acessem à aula completa:


Acessem sugestões de projetos:


 
 
 
Usando os bambolês/Ensino Especial/ Discalculia


Co-autores: Edelvira de C.Q. Mastroianni; Marco G. B. Bularmaqui; Soellyn E. Bataliotti
Dados da Aula
O que o aluno poderá aprender com esta aula
Aprimorar a coordenação global.
Duração das atividades
Aproximadamente 50 minutos; uma (1) aula.
Estratégias e recursos da aula
As estratégias utilizadas serão:
- Uso de bambolês.

Atividade 1: Aquecendo com o bambolê.
Formação: à vontade.
Descrição da Atividade: O professor dará um bambolê para cada aluno (caso não tenha para todos, fazer duplas ou trios), e pedirá para que corram ao redor do aro para frente cinco vezes; corram ao redor do aro para trás quatro vezes; saltem com os pés unidos ao redor do aro três vezes; andem com as mãos apoiadas dentro do aro e os pés para fora ao redor do aro duas vezes;com o aro a uns 30cm do chão, saltar para dentro e para fora duas vezes.
O professor deve pedir sempre para que eles contem quantas vezes passaram pelo bambolê.
Sabemos que... a Discalculia é uma desordem de numerologia que impossibilita uma pessoa a lidar com números, a impossibilitando também de diferenciar maior do menor, pequeno do grande, comprido do curto.
Mas é importante sabermos identificar: entre os três e os seis anos, já se pode detectar.
Mas... nem sempre os sintomas são claros. É preciso de diagnósticos para estudar bem o caso, interagir com a criança que pode estar incapacitada e com seus familiares, procurando saber se está ou não com dificuldades no calculo.
A criança que possui esse distúrbio fica:
- deprimida, quieta, triste;
- apresenta pouco interesse em fazer tarefas escolares;
- se afasta de todos e das atividades que exigem cálculos, entre outros sintomas.

Atividade 2: Pega Pega com Bambolês.
Descrição da Atividade: O professor dará um bambolê para uma criança, que será o pegador; esta deverá correr e pegar um amiguinho, colocando o bambolê no corpo do amiguinho passando primeiro pela cabeça. Quando for pego, este passará automaticamente a ser o pegador.
Se a escola disponibilizar de mais bambolês, o professor poderá disponibilizar estes para o pegador, e este deverá pegar um a um com um bambolê. Para cada aluno pego, entregará um bambolê, e irá contando, cada colega de posse deste. Para que o aluno pego seja salvo, um amiguinho deverá passar o bambolê de volta pelo corpo saindo pela cabeça do colega pego; ou até que o pegador consiga pegar todos; ou acabem seus bambolês, que deverá ser a quantidade que houver na sala.
Fácil não é?
Diferentes situações como estas poderão oportunizar a todas as crianças a prática da contagem, visando estabelecer a relação seqüencial dos números e até trabalhar se necessário for com a subtração.

Atividade 3: Pegou fogo no Paiol
Descrição da Atividade: O professor deverá colocar os bambolês no chão e pedirá que os alunos fiquem cada um em um dos bambolês que será a sua casinha, um dos alunos ficará sem o bambolê e este deverá dizer bem alto:
-Pegou fogo na árvore??
Todos: Não!!
- Pegou fogo no papel??
Todos: Não!!
-Pegou fogo no tênis??
Todos: Não!!
E quando ele disser: -Pegou fogo no Paiol??
Todos devem trocar de casa e o aluno que ficou fora deverá entrar em uma casa de bambolê.
Quem sobrar continua a brincadeira.



Dica: Caso a escola não disponibilize de tantos bambolês, poderá ser desenhados círculos no chão.



Fique atento professor:
- as crianças com dificuldades nessa área costumam apresentar dificuldades de memória, dificuldades nas tarefas viso-espaciais e visoperceptivas;
- dificuldades em habilidades psicomotoras e perceptivo-táteis, afetando áreas como a atenção, a linguagem, a leitura e a escrita, as habilidades sociais, entre outras.
Por isso... ter compreensão do distúrbio, paciência é primordial, pois a ação da criança não é proposital e sim causada pelo dist úrbio, mas não deixe de investigar sobre este e compartilhar com seus colegas de trabalho, familiares, a fim de possibilitar a esta criança encaminhamento a especialistas, pois se faz necessário.

Recursos Complementares
O Professor poderá aplicar com os alunos antes da aula um Objeto de Aprendizagem (OA) que brinca com os números, onde o aluno deverá adivinhar o número exato que o “casquinha” escolheu.
Poderá ser aplicado junto com a sala toda, e eles irão ditando o número, podendo ser maior ou menor do número escolhido por eles.






Avaliação
O Professor deverá avaliar o nível de dificuldade dos alunos em relação aos números.







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sexta-feira, agosto 05, 2011

Autoestima> Tatiana Belinky> 05/08/11

Autoestima e confiança,
trabalhando elementos importantes
entre as crianças

Autor: Nubia S.G Paiva
Co-autor: Rita de Cássia Roger Mariano
Adaptação/Literatura: Krika
Dados da Aula :
O que o aluno poderá aprender com esta aula:
Exercitar a confiança nas pessoas;
Melhorar o relacionamento entre as crianças;
 Desenvolver a auto-confiança,
 Desenvolver lateralidade.
Duração das atividades: 3 horas aulas
Estratégias e recursos da aula:
Atividade número 1: uma aula de 50 minutos
Professor/a, peça às crianças que pensem e escolham algum colega da sala no qual confiam e gostam de brincar.
Forme duplas entre eles.
Proponha a seguinte brincadeira “Eu confio em você”.
Caso alguma criança tenha dúvidas do que seja esse sentimento, ajude-a a esclarecer.
A brincadeira consiste em fazer com que as crianças experimentem a confiança no colega sendo por ele conduzida estando com os olhos vendados.
Para essa atividade leve as crianças para o pátio da escola, vende os olhos de uma delas.
A criança que estiver sem a venda será o guia do outro colega.
 O guia fica atrás do colega de olhos vendados com as mãos em seu ombro.
■Cada gesto da mão do guia deve indicar uma orientação:
■Colocar as duas mãos sobre os ombros: andar para frente.
■Colocar somente a mão sobre o ombro direito: virar à direita;
■Colocar somente a mão sobre o ombro esquerdo: virar à esquerda;
■Tirar as mãos: parar.
Dê um tempo e depois mude o par.
Quem estava com a venda será o condutor, e vice-versa.
Depois da brincadeira faça uma roda e estimule as crianças a comentarem o objetivo da atividade.
Coloque as seguintes questões para o diálogo:
Qual a importância de se confiar em alguém?
Em quem devemos confiar?
O que faz com que não confiemos em alguém?
Ao final da reflexão disponibilize massinha para as crianças para que possam representar a vivência utilizando esse material.
Número 2: Literatura
Objetivos:
Desenvolver o gosto pela leitura;
Brincar com a sonoridade das palavras;
Ampliar o repertótio literário;
Aprender a conviver em grupo;
Aceitar  e respeitar o outro.
Autor: Tatiana Belinky
Ilustrações: Jeffesrson Galdino

Ás vezes, nossa vida é colocada de cabeça para baixo, para que possamos aprender a viver de cabeça para cima.” (Sartre)
Com ilustrações que bailam com o texto, você vai se identificar com personagens e constatar que nem tudo...é o que parece ser
Assunto: afetos humanos.
Interdisciplinaridade : identidade e autonomia, corpo e movimento, linguagem oral e escrita.
Transversalidade : pluralidade cultural ética e cidadania, afetividade.
Atividades:
1- Selecionar e recortar em revistas e jornais descartados imagens de rostos.
Colar cada recorte em uma folha de caderno ou sulfite específica.
 Com lápis de cor, alterar a imagem, segundo o jogo de opostos: feio/bonito, alegre/triste, bom/mau, calmo/bravo.
Fazer as produções circularem entre as crianças para que elas opinem sobre as imagens alteradas.
Indicação: séries iniciais e intermediárias do Ensino fundamental.
2- Frases otimistas e pessimistas em cartazes: cada criança colocará nas costas uma frase pessimista e na sua frente a otimista.
Fazer a dinâmica da fila indiana, veja o passo a passo aqui: Leitura: Eu e os outros:
Exemplos: Eu sou uma linda bailarina!/Mas tu tens canela fina!
Eu sou chique,graciosa!/Tu te enganas,mentirosa!
Eu sou belo,sou " dos tais!"/ Tu te achas por demais!


Poema Diversidade da mesma autora sobre este tema:
Postagens referentes a Pequenas Ternuras, que orientam neste tema:

Atividade número 3:  50 minutos
Para favorecer ainda mais a auto-estima entre as crianças proponha a seguinte brincadeira “Você gosta de mim?”.
Organize as crianças em roda e escolha uma criança para começar a brincadeira.
A criança escolhida deve perguntar para um colega de sua escolha:
_Você gosta de mim?”.
Quem for interrogado deve responder:
_ Sim, gosto de você.
O interrogador continua perguntando:
_Por quê?
O interrogado deve responder: _ Porque você é ... (a criança deve ficar livre para falar a característica que pensa sobre o colega – boazinha, alegre, educada etc).
Nesse momento podem surgir conflitos que devem ser administrados por você educador/a, conversando com as crianças e ajudando-as a compreenderem umas às outras.
 Converse com as crianças sobre a atividade.
 O que sentiram?
Como foi participar e ouvir o colega falar sobre ela?
Proponha para a turma a construção de um acróstico com a palavra GOSTAR.
Recursos Complementares:
Para saber mais sobre a importância de conhecer e valorizar a auto – estima das crianças na educação infantil, visite o sítio:
Avaliação:
Professor/a observe o envolvimento das crianças durante as atividades.
Os conflitos apareceram no grupo.
Foi difícil conciliar o desenvolvimento das atividades propostas?
 As crianças que apresentavam dificuldades no relacionamento com os colegas conseguiram participar de todas as atividades?
É importante ressaltar-se que essas atividades devem ser desenvolvidas mais de uma vez a fim de possibilitar às crianças oportunidades de exercitarem sua auto-estima .




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quinta-feira, julho 14, 2011

Filmes para trabalhar em sala de aula> Geografia>História> 14/07/11

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Revista Nova Escola Especial nº17



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