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Olá amiga(o) ,
Fui professora dos projetos "Estímulo À Leitura",
"Tempo Integral" e a favor da leitura lúdica,
afinal, quer momento mais marcante que a fantasia da vida?
Portanto, será um prazer receber sua visita em mais um blog destinado a educação.
Nele pretendo postar comentários e apreciações de materiais didáticos de Língua Portuguesa, além de outros assuntos pertinentes, experiências em sala de aula, enfocando a interdisciplinaridade e tudo que for de bom para nossos alunos.
Se você leu, experimentou, constatou a praticidade de algum material e deseja compartilhar comigo,
esteja à vontade para entrar em contato.
Terei satisfação em divulgar juntamente com seu blog, ou se você não tiver um, este espaço estará disponível dentro de seu contexto.
Naturalmente, assim estaremos contribuindo com as(os) colegas que vêm em busca de sugestões práticas.
Estarei atenta quanto aos direitos autorais e se por ventura falhar em algo, por favor me avise para que eu repare os devidos créditos.
Caso queira levar alguma publicação para seu blog, não se
esqueça de citar o "Linguagem" como fonte.
Você, blogueira sabe tanto quanto eu, que é uma satisfação ver o "nosso cantinho" sendo útil e nada mais marcante que
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Venha conferir,
seja bem-vinda(o)
e que Deus nos abençoe.
Krika.
30/06/2009

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terça-feira, novembro 14, 2017

A bolsa amarela>Estímulos literários>Atividades afins>14/11/2017


Lygia Bojunga
A Bolsa Amarela já se tornou um 'clássico' da literatura infanto juvenil.
É o romance de uma menina que entra em conflito consigo mesma e com a família ao reprimir três grandes vontades (que ela esconde numa bolsa amarela)- a vontade de crescer, a de ser garoto e a de se tornar escritora.
A partir dessa revelação- por si mesma uma contestação à estrutura familiar tradicional em cujo meio 'criança não tem vontade'- essa menina sensível e imaginativa nos conta o seu dia-a-dia, juntando o mundo real da família ao mundo criado por sua imaginação fértil e povoado de amigos secretos e fantasias.
O texto abaixo é um pedaço do livro “A bolsa amarela” de Lygia Bojunga
A bolsa amarela
Era amarela. Achei isso genial: pra mim o amarelo é a cor mais bonita que existe. Mas não era um amarelo sempre igual: ás vezes era forte, mas depois ficava fraco: não sei se porque ele já tinha desbotado um pouco ou porque já nasceu assim mesmo, resolvendo que ser sempre igual é muito chato.
Ela era grande: tinha até mais tamanho de sacola do que de bolsa. Mas vai ver ela era que nem eu: achava que ser pequena não dá pé.
A bolsa não era sozinha: tinha uma alça também. Foi só pendurar a alça no ombro que a bolsa arrastou no chão. Resolveu o problema. E ficou com mais bossa também.
Não sei o nome da fazenda que fez a bolsa amarela. Mas era uma fazenda grossa, e se a gente passava a mão arranhava um pouco. Olhei bem de perto e vi os fios da fazenda passando um por cima do outro: mas direitinho; sem fazer bagunça nem nada. Achei legal. Mas o que eu achei mais legal foi ver que a fazenda esticava: “vai dar pra guardar um bocado de coisa aí dentro”.
A bolsa por dentro
Abri devagarinho. Com medo danado de ser tudo vazio. Espiei. Nem acreditei. Espiei melhor.
_ Mas que curtição! _ berrei. E ainda bem que só berrei pensando: ninguém encostou nem olhou.
A bolsa tinha sete filhos! Eu sempre achei que bolso de bolsa é filho de bolsa. E os sete moravam assim:
Em cima, um grandão de cada lado, os dois com zíper: abri-fechei, abri-fechei, abri-fechei, os dois funcionando que só vendo. Logo embaixo tinha mais dois bolsos menores que fechavam com botão. Num dos lados tinha um outro – tão amargo e tão comprido que fiquei pensando o que é que podia guardar ali dentro (um guarda – chuva? Um martelo? Um cabide de pé?). No outro lado tinha um bolso pequeno, feito de fazenda franzidinha, que esticou todo quando eu botei a mão dentro dele: botei duas mãos: esticou ainda mais: era um bolso com mania de sanfona. Como eu ia dar coisa pra ele guardar! E por último tinha um pequenininho, que eu logo achei que era o bebê da bolsa.
Comecei a pensar em todo que eu ia esconder na bolsa amarela. Puxa vida, tava até parecendo o quintal da minha casa, com tanto esconderijo bom, que fecha, que estica, que é pequeno, que é grande. E tinha uma vantagem: a bolsa eu podia sempre levar a tiracolo, o quintal não. Continua: AQUI

"A Bolsa Amarela", clássico da literatura infantojuvenil brasileira escrito por Lygia Bojunga, conta a história de Raquel, uma menina que esconde três grandes vontades dentro de uma bolsa: crescer, ser menino e se tornar escritora
O livro acompanha o amadurecimento da protagonista enquanto ela lida com a incompreensão da família e com a opressão do mundo adulto. 
Os Três Desejos :
Por ser a caçula, Raquel sofria com a falta de atenção e de voz na família. Para lidar com suas frustrações, ela guarda seus maiores segredos em uma bolsa amarela:
  1. A vontade de crescer: O desejo de deixar de ser tratada como criança e ter autonomia.
  2. A vontade de ser garoto: Uma contestação ao machismo da época, pois ela percebia que os meninos tinham mais liberdade e privilégios na sociedade e na dinâmica familiar.
  3. A vontade de ser escritora: A necessidade de inventar histórias e expressar seu próprio mundo interior através da escrita.
  4. Realismo Mágico e Amadurecimento
    Para lidar com a solidão, Raquel usa a imaginação e dá vida aos objetos e sentimentos que carrega na bolsa. Ela interage com personagens imaginários e cria companheiros (como um galo que não queria brigar e um guarda-chuva). A bolsa funciona como um refúgio seguro onde ela pode ser ela mesma sem julgamentos.
    No decorrer da narrativa, a bolsa fica tão cheia de desejos reprimidos que acaba estourando. Isso a obriga a enfrentar seus sentimentos e o mundo real. No final, Raquel consegue elaborar seus conflitos, descobre que ser menina é tão bom quanto ser garoto e percebe que é possível encontrar a sua própria liberdade.
    Temas Abordados: Ouçam AQUI Talyta Borges comentando a censura solicitada por pais conservadores, que não conhecem a obra toda e dão seus palpites inadequados.
     
    • O machismo e a desigualdade de gênero.
    • A necessidade de escutar e validar as emoções infantis.
    • Autonomia, identidade e a busca por espaço no mundo.


Ouvindo: AQUI
Minhas vontades: AQUI
Ouçam esta apreciação do livro: AQUI
Teatro de mesa: AQUI
Trecho quando Raquel encontra a bola amarela: AQUI
Plano de aula: AQUI
Interpretação: AQUIAQUI
O que você leva na sua bolsa? AQUI
Gênero textual bilhete: AQUI













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