BlogBlogs.Com.Br

CATIVA-ME

Glitter Photos

Colaboração e Direitos

Colaboração e Direitos Autorais
Olá amiga(o) ,
Fui professora dos projetos "Estímulo À Leitura",
"Tempo Integral" e a favor da leitura lúdica,
afinal, quer momento mais marcante que a fantasia da vida?
Portanto, será um prazer receber sua visita em mais um blog destinado a educação.
Nele pretendo postar comentários e apreciações de materiais didáticos de Língua Portuguesa, além de outros assuntos pertinentes, experiências em sala de aula, enfocando a interdisciplinaridade e tudo que for de bom para nossos alunos.
Se você leu, experimentou, constatou a praticidade de algum material e deseja compartilhar comigo,
esteja à vontade para entrar em contato.
Terei satisfação em divulgar juntamente com seu blog, ou se você não tiver um, este espaço estará disponível dentro de seu contexto.
Naturalmente, assim estaremos contribuindo com as(os) colegas que vêm em busca de sugestões práticas.
Estarei atenta quanto aos direitos autorais e se por ventura falhar em algo, por favor me avise para que eu repare os devidos créditos.
Caso queira levar alguma publicação para seu blog, não se
esqueça de citar o "Linguagem" como fonte.
Você, blogueira sabe tanto quanto eu, que é uma satisfação ver o "nosso cantinho" sendo útil e nada mais marcante que
receber um elogio...
Venha conferir,
seja bem-vinda(o)
e que Deus nos abençoe.
Krika.
30/06/2009

Linguagem social...

Glitter Photos

Comemoração

Glitter Photos
JUNHO 2019
17 ANOS DE LITERATURA INFANTIL
ACOMPANHEM LINGUAGEM E AFINS NO FACEBOOK TAMBÉM!
GRUPO LINGUAGEM E AFINS
O BLOG LINGUAGEM E AFINS NÃO TEM FINS LUCRATIVOS
OS LINKS SUGERIDOS SÃO DE SITES AFINS A POSTAGEM
Mostrando postagens com marcador Cézanne. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cézanne. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, maio 27, 2013

Vivaldi > Apreciação de música e estações do ano > 27/05/13



Vivaldi

Artes
Tema : Música: Apreciação significativa em música: escuta, envolvimento e compreensão da linguagem musical.Vivaldi. Educação Musical
Dados da Aula
O que o aluno poderá aprender com esta aula
Conhecer a vida de Antonio Vivaldi
Aprender sobre os instrumentos de cordas (cravo, violino, violoncelo e outros)
Conhecer a formação das primeiras orquestras
Duração das atividades
4 aulas
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno
No primeiro momento não precisa de nenhum conhecimento prévio para o aluno, pois estaremos trabalhando somente a escuta e o objetivo principal da aula é introduzir um novo gênero musical para os estudantes. Por isso, as sugestões de dinâmicas ou estratégias para prática da escuta. É importante que o professor estude sobre o período Barroco da Música Européia, a orquestra desse período com seus principais instrumentos e a biografia de Antonio Vivaldi.
Observações para o professor
Já ministrei essa aula utilizando no primeiro momento a leitura da biografia de Antonio Vivaldi e para a escuta da peça musical aplicando a estratégia nº. 1.
Em outra oportunidade apliquei primeiro a estratégia e depois a biografia. Veja bem, textos biográficos e estas estratégias uso geralmente com crianças menores de 1º e 2º Ciclos, ou seja, até a quinta série ou 6º ano. Já com alunos de 3º ciclo (8ª série ou 9º ano) aprofundo mais introduzindo História da Música.
Certa vez iniciei falando sobre o gosto musical de cada um. Tratamos então, que cada aluno ou grupo de alunos traria seu gênero musical, falariam sobre o histórico e característica estilística da música em questão e, finalizando que nos ensinasse a utilizar essa música em nosso dia: cantando, dançando, etc. Quando chegou a minha vez, trabalhei com esta peça musical de Antonio Vivaldi.
Em outras duas oportunidades disponibilizei a peça musical e solicitei aos estudantes que criassem uma coreografia (dança) para a mesma. Diante dessa atividade, criaram grupos fixos de danças e apresentavam regularmente na escola, inclusive buscando novos repertórios.
Estratégias e recursos da aula
Visando levar um conteúdo musical ao qual os jovens e crianças não tem costume de ouvir proponho a escuta da “Vivaldi Concerto for Mandolin in C major , RV 425 3mov" (Concerto para Bandolin em Dó Maior. RV 425 3º movimento) de Antonio Vivaldi e utilizando os seguintes passos ou estratégias:
1. Escutar ou ouvir. (Com os olhos fechados ouvir a música em silêncio; após ouvir a peça podemos conversar com os alunos perguntando se já ouviram esta música; sobre o que imaginaram quando estavam escutando a música; se gostaram da música e porque gostaram ou não gostaram e outras perguntas que o professor pode relacionar).
2. Escutar, movimentar ou dançar. (Afastando as cadeiras dançar e movimentar-se de acordo com ritmo da música, orientando as crianças a se manter em silencio; para maior percepção musical pode-se fazer essa atividade também de olhos fechados; pedir para as crianças que criem passos para expressar corporalmente essa música).
3. Escutar e desenhar. (Neste exercício estaremos trabalhando interdisciplinarmente utilizando a música e a arte visual (plástica); Desenhar o que você imaginou ao ouvir a música; desenhar de olhos fechados não representando nenhum objeto ou situação cotidiana, nesta parte o professor pode introduzir futuramente a Arte Abstrata).
4. Escutar e tocar. (Utilizando a bandinha rítmica ou o próprio corpo tocar acompanhado o ritmo da música).
5. Escutar e recriar ou improvisar. (Colocar apenas um trecho da musica e pedir para as crianças que termine dando continuidade com uma criação deles, para isto pode utilizar-se da bandinha rítmica, do corpo e da voz. Pode até utilizar instrumentos convencionais, por exemplo: se alguém toca violão pedir que toque).
Recursos Complementares
Endereço para encontrar a peça em vídeo:
Endereço para encontrar a peça em CD para compra:
Endereço para encontrar a biografia de Antonio Vivaldi:
Avaliação
1.Reconhecer timbres de instrumentos de cordas, de sopro e outros incluídos na obra escutada.
2.Distinguir características musicais próprias de Antonio Vivaldi.
** Autoria dessa aula: Eva Aparecida da Silva - DIAMANTINO - MT NTE/CEFAPRO - (Diamantino)

Vídeo com desenhos....

Primavera e Vivaldi
Aqui o texto do vídeo acima


SON 220Grandes Compositores: Vivaldi - Ciranda

Descubra mais sobre Vivaldi neste fascinante e colorido livro feito especialmente para crianças, para que possa não somente descobrir fatos interessantes sobre o compositor e sua obra, mas também ouça um pouco de sua música.
Em cada página, explicações sobre a música.


Certamente vale a pena procurar....
Folha de São Paulo

Este blog  abaixo tem muita atividade e dicas musicais...
O cravo e a Rosa
Releitura

Vivaldi não é só primaveril....

Vamos aquecer o inverno trabalhando com música?
Nada como investir nos clássicos.
Você conhece Vivaldi? E suas quatro estações?
Que tal começar com a estação atual: L'Inverno.
Ouvir a música com os olhos fechados, acompanhando o ritmo da música com o corpo, balançando os braços, se deslocando de forma descontraída.
Em círculo, abrir os olhos e falar sobre o que sentiram ou imaginaram ao ouvir a música.
Em seguida, com a música tocando novamente, as crianças poderão registrar por meio do desenho os seus sentimentos, usando traços livres criando uma imagem abstrata que represente o inverno.
Vejam a aula completa aqui


Vejam aqui uma aula invernal cheinha de artes
Cézanne

E mais aqui
Clima, calendário...Histórias





Link para essa postagem


segunda-feira, agosto 13, 2012

Érica e os girassóis>Estímulos literários> Van Gogh entre outros>13/08/12


Érica e os Girassóis e Mona Lisa
James Mayhew
Editora Moderna

Érica é uma menina de 6 anos que adora ir com sua avó ao museu de artes.
Em cada visita Érica se envolve em aventuras que dão vida aos personagens das obras de arte.
Érica tenta pegar algumas sementes de girassol do quadro de Van Gogh, mas o vaso cai e as flores ficam esparramadas pelo chão.
Érica ouve risadas, olha ao redor ,mas não havia ninguém.... O riso vinha de um quadro chamado Meninas bretãs dançando, de Paul Gauguin.
Érica foi entrando pelo quadro,conversando com as meninas.
Estavam numa fazenda, Maria,Marieta e Mimi.
Riam de Érica, que se desculpava por derrubar o vaso de girassóis. Ajudem-me a limpar, disse ela. As meninas disseram que estavm cansadas,pois haviam dançado muito, porém, se levassem o cachorrinho Zico ajudariam na limpeza....
Elas saíram do quadro, Mimi e Érica juntaram os girassóis,mas Zico queria brincar, numa bocada agarrou as flores e saiu correndo.
Elas saíram correndo atrás de Zico,mas ele era rápido.
De repente, deu um pulo e entrou no quadro Café terrace à noite, de Vicente Van Gogh, e desapareceu lá dentro.
As meninas pularam também. Zico se recusava a largar os girassóis.
Corria em disparada por entre as mesas e as cadeiras do café. Pratos quebravam e copos voavam.Até o garçom se desequilibrou com a bandeja, ficou bravo,  foi em direção a elas,que saíram deste quadro.
O garçom atrás delas.... Elas então puxaram a toalha do quadro  A Natureza-morta com maçã e laranjas de Paul Cézanne. As fruteiras tombaram, maçãs e laranjas rolaram pelo chão bem na hora do garçom passar e daí...Ele foi pro chão.
Mimi continuou procurando seu caõzinho, choramingou pensando tê-lo perdido. Mas...Ouviram latidos dele .
Zico havia deixado as floers pelo chão e estava latindo para um belo cachorro numa pintura chamada Pastorais taitianas, de Paul Gauguin.Assim que o outro cão laitu, Zico pulou para dentro do quadro.
Zico e o cachorro do quadro latiam um para o outro, abandando suas caudas.
-Bem vindas à noss ilha, disseram as dua smoças que estavam perto.
Tudo ali era muito calmo,cheio de paz e o perfume de lírios e outars flores enchia o ar. As ondas do mar acariciavam a areia da praia.Mas Érica estava comum calor danado:
-Vamos entrar na água!
Enquanto isto Zico fazia mais arte,de repente sumiu num buraco, de  tanto que cavou.
As meninas olharam para dentro do buraco e viram um baú cheio de moedas.
As moças da ilha não precisavam de moedas, então Érica e Mimi levaram suas mãos cheias do tesouro encontrado. Ao sair do quadro preferiram devolvê-las.... Zico já estava farejando outra coisa....Eram sementes de girassol..Foi sorte delas, pois estavam perdidas nos corredores do museu. Assim chegaram até à natureza morta de Cézanne. O garçom estava lá parado com um pedaço de papel na mão. Era a conta dos bolos e todo o resto da bagunça feita  no restaurante..Érica pagou com moedas que estava em seu bolso.  Assim,o garçom feliz, retornou par o café.
Érica e Mimi seguiram a trilha de sementes, que acabava em frente ao quadro dos girassóis. Érica separou algumas sementes,embrulhou-as num lencinho e guardou-as no bolso de seu casaco. Então arrumou cuidadosamente os girassóis e os colocou de volta no quadro.
Agradeceu a ajuda de Mimi,  esta disse adeus e pulou de volta para o quadro com seu cão Zico.
Esta história inclui :
Reprodutivos de Girassóis de Vincent Van Gogh, as meninas de Breton dançando, de Paul Gauguin , Café terrace a noite,de Vincent Van Gogh, Maçãs e Laranjas, de Paul Cézane e Pastorais Taitianas, de Paul Gauguin.

Ouvindo a história: AQUI, AQUI

Metodologia do trabalho interdisciplinar:
• 1º Integração de conteúdos
• 2º Passar de uma concepção fragmentaria para uma concepção unitária do conhecimento ;
• 3º Superar a dicotomia entre ensino e pesquisa a partir da contribuição das diversas ciências
• 4º Ensino- aprendizagem centrando numa visão de que aprendemos ao longo da vida ( educação permanente)
Obra de estudo: “Girassóis-Interpretação de Imagens”
• a) inicialmente,a presente a obra “Girassóis” aos alunos e faça com eles a leitura formal- ‘ Olhando as obras de artes”.
• b)No segundo momento faça com as crianças, a leitura interpretativa- “Olhando as obras de arte”
• c) Fale sobre o artista Vincent van Gogh, seu estilo, as cores usadas nas obras, os temas, a técnica, o impressionismo, o pós-impressionismo e o expressionismo
• d)Mostre outras obras de Vincent van Gogh.
• e) Peça aos alunos que pesquisem o que acontecia no Brasil e no mundo na Década em que o quadro foi produzido por Van Gogh
• f) Converse com os alunos sobre as plantas, plantas que dão flores ,especificamente sobre os girassóis, épocas de plantio, cuidados necessários, tempo para floração, o giro de acordo com a mudança do sol, etc.
• g)Conversem sobre as pessoas que plantam flores, que comercializam, os preços praticados desde a saída dos viveiros até as floriculturas, etc.
• h)Falem sobre os sentimentos que afloram no ato de dar ou no momento que recebemos flores, As diferenças provocadas nos ambientes floridos
• i)Proponha aos alunos que criem sua própria obra de arte com girassóis, utilizando diferentes materiais expressivos .
Leitura de Imagens – Obras:
• Qual o tema da imagem analisada ? Nome da imagem, artista e período.
• As linhas:finas ou grossas, verticais, horizontais ou diagonais ? Vigorosas, espontâneas ou contidas?
• As formas: inspiradas na natureza ou na imaginação ? Geométricas ou orgânicas? Regulares ou irregulares?
• Qual é a escala de valores do trabalho ? Existe um contraste de tonalidades entre o claro e o escuro ou as passagens acontecem com suavidade? Ou esta tonalidade não existe ?
• Falando de textura : Macia ou áspera, real ou simulada ?
• A linguagem trabalha (gravura, escultura, pintura, desenho, arquitetura, instalação, fotografia, etc) .
http://professoramariaines.blogspot.com.br/2011_01_01_archive.html



O girassol Solitário

Autor :Núbia Silvia Guimaraes Paiva
O que o aluno poderá aprender com esta aula
• Compreender a importância do girassol;
• Conhecer os diferentes tipos de girassóis;
• Aprender sobre modos de preparo da terra para plantio;
• Compreender noções de medidas e grandezas;
• Ampliar a linguagem oral e escrita;
• Desenvolver valores humanos de amizade e cuidado.
Duração das atividades
6 horas aulas
Estratégias e recursos da aula
Primeiro Momento:

O/a professor/a leva para a sala de aula a história infantil “ O Girassol Solitário” de Sandra Diniz Costa, que pode ser encontrado no http://mundinhodacrianca.blogspot.com/2009/09/historia-infantil-o-girassol-solitario.html.

Nessa história Giraflor que é um girassol, está sozinho e triste e reclama com o sol.
O sol lhe explica que é preciso conquistar amigos para não ficar sozinho mas Giraflor não sabe direito como é que se conquista amigos.
 Quando chegam amiguinhos perto dele não compreende que pode ajudá-los, por isso continua sozinho.
Só depois de um diálogo com o sol é que Giraflor compreende o significado da amizade e passa então a compartilhar o que tem.
Depois de contar a história para as crianças, o/a professor/a conversa com elas sobre os valores trazidos pela história fazendo questionamentos do tipo.
 “Vocês têm amigos?” como é ter amigos?
O que é importante fazer com os amigos para deixá-los felizes?
O que deixam seus amigos tristes?”
Dessa forma o professor vai problematizando com as crianças questões relacionadas ao convívio em sala de aula e levando-as a perceber o quanto é importante ter amigos.
Segundo Momento:
O/a professor/a convida as crianças a fazerem uma homenagem a seus amigos, plantando sementes de girassol em um canteiro da escola.
Cada criança escolhe o amigo que vai homenagear.
Escreve o nome e desenha esse amigo.
Terceiro Momento:
Com o auxílio do/a professor/a as crianças fazem uma pesquisa na biblioteca da escola sobre como preparar o solo para o plantio.
 Depois fazem uma entrevista com uma pessoa da área de ciências que vai explicar como deve ser esse processo.
As questões da entrevista são previamente elaboradas pela turma e escritas em fichas de forma livre.
No momento dessa escrita o/a professor/a vai passando de carteira em carteira e fazendo a reescrita com as crianças.
Um trabalho interdisciplinar.
Quarto Momento:
Finalmente chega o dia do plantio, a terra é preparada por pequenos grupos que se intercalam com a ajuda do/a professor/a.
Depois do plantio, as crianças visitam diariamente o canteiro para observar como está o crescimento dos girassóis.
O/a professor prepara fichas de registro colocando a data do plantio e a data da observação feita pela criança, assim é possível construir uma linha do tempo.
As crianças podem utilizar pranchetas como suporte todas as vezes que forem fazer o registro para possibilitar tal atividade perto do canteiro.
Quinto Momento:
 Os pés de girassóis crescem bastante ultrapassando o tamanho das crianças.
Assim é importante medi-los e compará-los com o tamanho das crianças trabalhando dessa forma grandezas e medidas.
Sexto Momento:
Depois que os girassóis secarem surgirá o questionamento por parte das crianças sobre a morte dos girassóis uma vez que o tempo de vida deles é curto (em torno de 45 a 60 dias).
 Assim é possível abordar com a turma o ciclo da vida das plantas e animais.
Para encerrar o projeto, divida com as crianças as sementes produzidas pelos girassóis que elas plantaram para que levem para casa.
Recursos Complementares
Livros, CDs, Dvds, livros de história, revistas com informações científicas sobre a vida dos girassóis.
Avaliação
O professor deve observar o conhecimento trazido pelas crianças, a criatividade no decorrer do trabalho.
Como as crianças participaram:
As crianças construíram noções de preservação do ambiente a sua volta?
Cuidaram desse ambiente?
Aproveitaram as atividades de registro?
Evoluíram no desenho e na escrita?
Cultivaram valores de amizade, respeito e cuidado com os colegas?

Primavera: Girassóis e Poesias


Flores nas Artes

Érica e a Mona Lisa
Érica e a Monalisa é um encantador livro infantil de James Mayhew. Conta a história de Érica, uma jovem apaixonada por arte, que é transportada para dentro da famosa pintura de Leonardo da Vinci. Lá, ela embarca em uma aventura emocionante, descobrindo cinco pinturas famosas da Renascença Italiana que ganham vida. Mas Mona Lisa não está feliz e Érica faz de tudo para tentar alegrá-la... Será que vai dar certo?

As ilustrações detalhadas de Mayhew dão vida às páginas do livro, proporcionando uma experiência visualmente rica e inspiradora.

Este livro é perfeito para crianças curiosas, apaixonadas por arte e ansiosas por mergulhar em uma história mágica e educativa. "Érica e a Monalisa" desperta o amor pela arte e alimenta a imaginação, ao mesmo tempo em que ensina importantes lições sobre a importância da criatividade, da perseverança e do respeito pela história e pela cultura.

Ouvindo: AQUI
Mais Da Vinci: AQUI

Aula



Link para essa postagem


sexta-feira, setembro 02, 2011

Impressionismo> Gênero literário>Notícia > 02/09/11

Gênero literário > Notícia
Manchete
Aquarela de Cézanne atinge US$ 25,5 milhões em leilão nos EUA

Obra sobre papel é a segunda mais cara da história.
Evento também vende peças de Picasso, Matisse, Miró e outros.

Foto: Divulgação


NOVA YORK - Uma das aquarelas mais importantes do pintor impressionista francês Paul Cézanne foi vendida na terça (8) por US$ 25,5 milhões, o segundo preço mais alto pago por uma obra sobre papel num leilão.

"Natureza morta com melão verde", pintada entre os anos 1902 e 1906, foi adquirida no leilão de arte impressionista e moderna da Sotheby's por um comprador anônimo.
 O valor superou a estimativa da firma, que era de US$ 18 milhões
Com o preço de venda, que inclui as comissões da casa de leilões, a aquarela de Cézanne se torna a segunda obra sobre papel mais cara vendida num leilão.
O recorde é de um Picasso, com US$ 38 milhões.
Foi a terceira vez que a Sotheby's vendeu o quadro.
A primeira foi em 1978, e a segunda em 1989.
Ele é considerado um exemplo de um dos gêneros mais distintivos de Cézanne.
Mas a grande surpresa da noite foi "Jesuítas III" (1915), do expressionista de origem alemã Lyonel Feininger.
O quadro foi vendido por US$ 23,2 milhões, muito acima da estimativa de US$ 9 milhões e do recorde do artista, que era de US$ 7,6 milhões.
De cores brilhantes e estilo cubista, a pintura mostra sacerdotes abordando uma prostituta, e ilustrava a capa do catálogo do leilão. Foram vendidas 55 das 61 obras oferecidas, por um total de US$ 278 milhões.
O total é o segundo mais alto na história das vendas de arte impressionista e moderna da Sotheby's.
O recorde, de US$ 286 milhões, foi alcançado em maio de 1990.
"O mais importante deste resultado é que ele não foi alcançado por uma única venda de milhões de dólares, mas por uma extensa seleção de obras de qualidade", disse à imprensa David Norman, especialista encarregado do leilão.
A ampla variedade de obras em oferta e os bons resultados obtidos por trabalhos em papel de Cézanne, pinturas expressionistas e de artistas menos conhecidos refletem uma mudança no gosto dos colecionadores.
Segundo Norman, "os colecionadores valorizam atualmente boas obras sobre papel, esculturas de primeira, obras de vários períodos e técnicas de Picasso e pinturas que ficaram em coleções privadas por décadas".
Outras surpresas foram artistas expressionistas menos conhecidos, como os recordes obtidos por Theo Van Doesburg, de US$ 4,1 milhões (o anterior era de US$ 607.500), e Marino Marini, de US$ 7 milhões (antes, US$ 2,9 milhões).
Dos artistas mais conhecidos, os destaques foram quatro Picassos, um Matisse, um Miró, uma obra de Fernand Leger e outra de Marc Chagall, que ficaram entre os dez valores mais altos da noite.
"Cabeça de Arlequim", da "fase rosa" de Picasso, foi vendido por US$ 15,1 milhões.
A obra nunca tinha sido leiloada.
"Odalisca cinza e amarela", de Matisse, foi arrematada por US$ 14,7 milhões; "O grande circo", de Chagall, por US$ 13,7 milhões; "Fábricas", de Leger, por US$ 14,3 milhões; e "Pintura (O cavalo do circo)", de Miró, por US$ 8,4 milhões.





Link para essa postagem


quarta-feira, agosto 17, 2011

Descobrindo a pintura aquarela> 17/08/11


DESCOBRINDO A PINTURA AQUARELA
Autor: Elba Rosa C.Vasconcelos
Co-autor: Maria da Conceição de Oliveira Andrade

Aula 1
Objetivo:
Conhecer a técnica aquarela.
Trabalhar com as mistura de cores.
Duração das atividades:
2 aulas de 50 minutos para cada atividade
Estratégias e recursos da aula:
Contextualizando a pintura:
Leia para os alunos um texto que fale sobre a origem da técnica de pintura aquarela.
Uma opção de texto está disponível no site abaixo, acesse-o.






Aprendendo a fazer aquarela:
Essa primeira aula é para motivar os alunos a fazer pinturas com aquarela.
Deixe os alunos explorar a técnica.
Para iniciar a pintura é necessário conversar com os alunos e orientá-los a seguir os passos seguintes.
1 – Fixar o papel A4 peso 40 na mesa com fita adesiva.
2 – Pode-se usar as cores que desejar.
Use copo descartável ou potes feito de garrafa pet cortada e pincel para colocar a tinta guache e água.
É bom ter uma flanela para secar o pincel.
3 – Umedecer o papel com um pouco de água utilizando um pincel macio, procurando não deixar o papel encharcar.
Depois molha o pincel delicadamente na tinta para não pegar muita tinta, em seguida pinta o papel com pinceladas suaves.
Ao terminar colocar a pintura para secar.
O professor propõe a escrita de um texto instrucional coletivo sobre a pintura aquarela.
As crianças falam e o professor registra no papel.
Explorando cores na mistura das cores:
Para realizar essa atividade o professor deverá providenciar os seguintes materiais:
■tinta guache na cor azul, vermelha, amarela, verde, branca e preta;
■papel ofício 40 ou cartolina comum branca;
■cartolina guache preta ou outro tipo de papel; pinceis, copos com água e flanela.
O professor organiza a turma na roda para conversar sobre como fazer novas cores a partir das cores existentes.
Em seguida, propõe uma pintura coletiva na qual as criançãs irão descobrir nuances e novas cores.
O professor deverá fixar uma folha de papel no quadro, inicia com as crianças sendo que uma criança por vez irá continuar a pintura misturando as cores, criando nuances e novas cores.
É importante dialogar com as crianças sobre as misturas que elas estão fazendo.
Questionando:
■O colega usou a cor amarela e vermelha, qual a nova cor que surgiu?
■Misturando o vermelho com branco que cor surgiu? Vamos misturar mais tinta branca, será que vai continuar com essa mesma tonalidade? Irá ficar mais escuro ou mais claro?
Após esse momento lúdico e criativo, orientar os alunos para realizarem suas pinturas individualmente.
Deixe secar a pintura e no dia siguinte faça uma moldura com cartolina preta.
Avaliação:
Proponha uma conversa para opotunizar a auto-avaliação.
As crianças irãõ falar sobre o que acharam da técnica aquarela, da mistura das tintas e de suas dificuldades em realizar a pintura.
Em seguida, pedir que cada criança fale do seu trabalho indicando o que ficou legal e o que podia melhorar.

  Aula 2
Objetivos:
■Realizar misturas de cores.
■Pintar nuances.
Duração das atividades:
2 aulas, dedicando 30 minutos para cada etapa.
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno:
O conhecimento sobre o estilo da técnica de pintura aquarela.
Estratégias e recursos da aula:
Nessa aula o(a) professor(a) irá trabalhar com a releitura de uma obra de arte.
Para tanto, retoma com as crianças algumas orientações trabalhadas na aula passada sobre a preparação da tinta.
No momento de apreciação da obra, o(a) professor(a) orienta os alunos a observarem atentamente a obra para identificar o tema, as características da pintura: a profundidade, a sombra e a luz, representada pelas pinceladas das cores fortes e/ou claras, as nuances das cores.
É importante que essa pintura seja realiada por etapas, realizada na mesma aula.
PRIMEIRA ETAPA
■Apreciação da obra de arte.
■Pintar o fundo da obra. Oriente os alunos para realizar a pintura com a tinta diluída na água para criar manchas e traços que produzem diversas formas no papel, deixar secar.
SEGUNDA ETAPA
■Após secar, desenhar com um pincel fino, fazer os retoques e deixa secar novamente.
Veja a sugestão de atividade que já realizei com a minha turma.
1º momento
Apreciação e pintura
PRIMEIRA ETAPA
Observar a obra de arte. iniciar um diálogo:
Qual o tema da obra?
Quais as cores que o pintou usou?
Onde observamos a luz na nessa pintura?
Que tipos de traços ele usou?
O que você achou dessa pintura?
Obra: Pombo em um ramo de pessegueiro. Wen Tong.
Fonte: pt.wikipedia.org/wiki/Pintura_da_China      
SEGUNDA ETAPA
Iniciar a pintura do fundo pintando pequenos quadrados utilizando os dois tons de tinta guache, deixar secar.
Fonte: Relatório da Prática Pedagógica.NEI-CAp/UFRN.2009.
TERCEIRA ETAPA
Após secar,desenhar com um pincel fino um galho de pessegueiro com a cor pura, marrom, deixar secar.
QUARTA ETAPA
Desenhar as flores do pessegueiro usando um pincel médio dando batidinhas com a cor branca como se estivesse colocando pontos em todos os galhos, formando pequenas flores.
Fonte: Relatório da Prática Pedagógia.NEI-CAp/UFRN.
Avaliação:
Observar se os alunos pintam os elementos das obras apreciadas.

 Aula 3
Objetivos:
Desenvolver habilidades de criação.
Usar a pintura aquarela em suas produções artísticas.
Duração das atividades:
1 aula de 30 minutos cada atividade
Estratégias e recursos da aula:
EXPERENCIANDO A TÉCNICA DE AQUARELA EM OUTROS SUPORTES.
1º Momento
Nesta atividade os alunos irão trabalhar com a tinta aquarela em tecido.
Para sensibilizar o grupo o professor sugere um jogo de imaginação, no qual as crianças irão imaginar cenas significativas, como exemplo, um passeio de bicicleta, brincadeiras, banho na praia, caminhada num parque natural da cidade, etc.
Durante essa atividade coloque a música "Aquarela" de Touquinho para as crianças ouvirem.
Após a escuta da música, converse com as crianças sobre os sentimentos relacionados a música e das possíveis cenas que sugiram em seus pensamentos.
Professor, caso na sua escola não tenha o CD de Touquinho, acesse o link abaixo para ouvir ou gravar a música.




2º Momento
O professor deverá organizar o material necessário: pedaços de tecido, tinta aquarela (bisnaga ou compacta), pincel, potes para água, com antecedência.
Na hora da pintrua, o professor retoma com as crianças as orientações da aula anterior em relação as cuidados necessários com a tinta.
 Inicialmente as crianças devem molhar o pincel na água, em seguida passar sobre a tinta, depois pintar suavemente no tecido a cena que imaginou.
O Professor combina para aula seguinte uma pintura em camiseta.
As crianças deverá um aviso para os pais comunicando que irão pintar uma camiseta.
Pode ser qualquer camiseta branca lisa, inclusive já usada.
3º Momento
O professor deverá organizar o material que as crianças irão usar: camiseta, tinta aquarela (bisnaga ou compacta), pincel, potes para água, com antecedência.
Na hora da pintrua, o professor retoma com as crianças as orientações da aula anterior em relação as cuidados necessários com a tinta. Inicialmente as crianças devem colocar um cartão dentro da blusa, assim evita que a tinta passe para o outro lado e manche toda a blusa.
Depois molhar o pincel na água, em seguida passar sobre a tinta, pintando suavemente no tecido a cena que imaginou.

Recursos Complementares:
Vídeo que ensina a pintar aquarela






Avaliação:
Observar se o aluno:
Apresenta criatividade ao realizar sua pintura.
Demonstra compreensão do processo da pintura aquarela.
Fonte:



Link para essa postagem


Aquarelas>Impressionismo> 17/08/11

O que são aquarelas?
As aquarelas são pigmentos que se dissolvem com facilidade na água e são fixados com goma-arábica ou resinas plásticas.
Esses materiais fornecem mais luminosidade às cores, e muitos artistas usaram e abusaram da aquarela para expressar o espetáculo da natureza.
No começo do século 19, os pintores utilizavam pincéis feitos de pêlos de camelo e blocos de papel bem grossos, e saíam por aí. Isso mesmo: a aquarela seca assim que a água evapora, e os pintores podiam carregar suas obras para todo lado.
Dissolvendo a tinta em um pincel cheio de água, eles criaram lindas paisagens.
Seu brilho e transparência fizeram da aquarela uma técnica muito popular em todo o mundo.
Já a tinta guache é feita à base de água, goma-arábica e um tipo de pó colorido.
A diferença da aquarela é que o guache tem em sua composição uma espécie de tinta branca, o que o torna mais opaco.
 Assim, o pintor pode trabalhar com cores escuras e tornar o quadro mais claro aplicando o guache, um processo impossível quando se usa aquarela.
Fonte:


Leitura Informativa
Aquarela
Gabriella Porto
A aquarela ou aguarela é uma técnica de pintura em que os pigmentos são geralmente dissolvidos em água, ou são utilizados suspensos sobre o suporte.
Estima-se que a técnica tenha surgido há cerca de 2000 anos, na China, simultânea ao surgimento do papel e dos pincéis de pêlos de coelhos.
Os principais suportes utilizados na aquarela são o papel com alta gramagem – densidade do papel –, cascas de árvore, plástico, couro, tecido, papiro e a própria tela.
Na cultura ocidental, há muitos exemplos da utilização da aquarela desde a idade média, e, ao contrário do afresco, foi muito utilizada em Veneza, além de Florença, na Itália.
As primeiras evidências ocidentais do uso da aquarela surgem com Tadeo Gaddi, discípulo de Giotto, artista importante para a técnica do afresco na Europa medieval, Gaddi viveu até 1366 e produziu muitas obras aquareladas em papel tipo pergaminho.
Muitos artistas flamengos também vieram a utilizar a técnica, mas quem incluiu definitivamente a aguarela na história da cultura ocidental foi Albrecht Dürer, que produziu pelo menos 120 obras utilizando a técnica.
John White, em 1550, participou da expedição de Sir Walter Releigth, e durante toda a expedição registrou em pinturas em aquarela o Novo Mundo, com seus costumes, pessoas e ambientes, e por este feito é considerado o pai da aquarela.
Mas apenas no século XVIII a técnica passou a ser considerada autônoma e independente, e foi difundida em toda a Europa, com a denominação de “Arte Inglesa”.
A partir da difusão da técnica por todo o continente, surgem grandes nomes da arte aquarelista, como: Alexander Cozens, William Blake, John S. Cotman, Peter de Wint, Claude Lorrain, Giovanni Benedetto Castiglione, John James Audubon, Van Dyck e John Constable.
Mas sem dúvida, de todos os grandes artistas que surgiram, William Turner foi o mais importante de todos, com o título de maior aquarelista de todos os tempos, Turner produziu cerca de 19.000 aquarelas.
Além de toda a importância na aquarela, o artista influenciou também o impressionismo, e chegou a tentar adaptar as técnicas aquarelistas para a pintura a óleo.
Os temas mais comuns retratados na aquarela são cenários bucólicos e de natureza selvagem.
A técnica passou por diversos momentos na história da arte, de glória e rejeição, mas decerto possui grande influência nas artes plásticas e nas culturas ocidental e oriental.
Fontes:

Aquarela

Objetivo:
Ajudar o aluno a viajar na imaginação e visualizar, compreender os mais variados espaços e paisagens, visitados por diferentes meios de transporte.
 Talvez, com a ajuda do professor, possibilitar ao aluno reflitir sobre as modificações do mundo e de si mesmo.
 Trabalhar a questao da expectativa de vida
Descrição:
Vídeo bastante atrativo que mostra através de desenhos e da música Aquarela, como, com imaginação, é possivel ajudar o aluno a visualizar variados espaços e paisagens, visitados por diferentes meios de transporte.
Duração: aproximadamente 4 minutos e 46 segundos
Autores:
Mundo da criança
Petrobrás, Porta curtas
Universidade de São Paulo (USP). Biblioteca Virtual do Estudante de Língua Portuguesa (BibVirt)
Fonte do recurso
Universidade Estadual Paulista (UNESP/Presidente Prudente)
Origem

Licença:
Termo de cessão dado pelo autor ou seu representante, diretamente ao Ministério da Educação, que permite reprodução, tradução, distribuição e a transferência
Fonte:


Link para essa postagem


domingo, junho 12, 2011

Pintores e Afins/Cubismo -Aula> 12/06/11

CUBISMO
Historicamente o Cubismo originou-se na obra de Cézanne, pois para ele a pintura deveria tratar as formas da natureza como se fossem cones, esferas e cilindros.
 Para Cézanne, a pintura não podia desvincular-se da natureza, tampouco copiava a natureza; de fato, a transformava.
Ele dizia: “Mudo a água em vinho, o mundo em pintura”.
E era verdade. Em suas telas, a árvore da paisagem ou a fruta da natureza morte não eram a árvore e a fruta que conhecemos – eram pintura.
Preservavam-se as referências exteriores que as identificavam como árvore ou fruta, adquiriam outra substância: eram seres do mundo pictórico e não do mundo natural.
Por isso, é correto dizer que Cézanne pintava numa zona limite, na fronteira da natureza e da arte.
Entretanto, os cubistas foram mais longe do que Cézanne.
 Passaram a representar os objetos com todas as suas partes num mesmo plano.
É como se eles estivessem abertos e apresentassem todos os seus lados no plano frontal em relação ao espectador.
 Na verdade, essa atitude de decompor os objetos não tinha nenhum compromisso de fidelidade com a aparência real das coisas.
O pintor cubista tenta representar os objetos em três dimensões, numa superfície plana, sob formas geométricas, com o predomínio de linhas retas.
 Não representa, mas sugere a estrutura dos corpos ou objetos.
Representa-os como se movimentassem em torno deles, vendo-os sob todos os ângulos visuais, por cima e por baixo, percebendo todos os planos e volumes.
Principais características:
- geometrização das formas e volumes
- renúncia à perspectiva
- o claro-escuro perde sua função
- representação do volume colorido sobre superfícies planas
- sensação de pintura escultórica
- cores austeras, do branco ao negro passando pelo cinza, por um ocre apagado ou um castanho suave.
Braque e Picasso, seguindo a lição de Cézanne deram inicio à geometrização dos elementos da paisagem.
Braque enviou alguns quadros para o Salão de Outono de 1908, onde Matisse, como membro do júri, os viu e comentou: “Ele despreza as formas, reduz tudo, sítios, figuras e casas, a esquemas geométricos, a cubos”.
Essa frase, citada por Louis Vauxcelles, em artigo publicado, dias depois, no Gil Blas, daria o nome ao movimento.
O cubismo se divide em duas fases:
Cubismo Analítico - (1909) caracterizado pela desestruturação da obra em todos os seus elementos.
Decompondo a obra em partes, o artista registra todos os seus elementos em planos sucessivos e superpostos, procurando a visão total da figura, examinado-a em todos os ângulos no mesmo instante, através da fragmentação dela.
Essa fragmentação dos seres foi tão grande, que se tornou impossível o reconhecimento de qualquer figura nas pinturas cubistas. A cor se reduz aos tons de castanho, cinza e bege.

Cubismo Sintético - (1911) reagindo à excessiva fragmentação dos objetos e à destruição de sua estrutura.
Basicamente, essa tendência procurou tornar as figuras novamente reconhecíveis.
Também chamado de Colagem porque introduz letras, palavras, números, pedaços de madeira, vidro, metal e até objetos inteiros nas pinturas.
 Essa inovação pode ser explicada pela intenção dos artistas em criar efeitos plásticos e de ultrapassar os limites das sensações visuais que a pintura sugere, despertando também no observador as sensações táteis.
Principais artistas:
Pablo Picasso - (1881-1973) Tendo vivido 92 anos e pintado desde muito jovem até próximo à sua morte passou por diversas fases:
- a fase Azul, entre 1901-1904, que representa a tristeza e o isolamento provocados pelo suicídio de Casagemas, seu amigo, são evidenciados pela monocromia e também a representa a miséria e o desespero humanos;
- a fase Rosa, entre 1904-1907, o amor por Fernande origina muitos desenhos sensuais e eróticos, com a paixão de Picasso pelo circo, iniciam-se os ciclos dos saltimbancos e do arlequim.
Depois de descobrir as artes primitivas e africanas compreende que o artista negro não pinta ou esculpi de acordo com a tendência de um determinado movimento estético, mas com uma liberdade muito maior.
Picasso desenvolveu uma verdadeira revolução na arte.
Em 1907, com a obra Les Demoiselles d’Avignon começa a elaborar a estética cubista que, como vimos anteriormente, se fundamenta na destruição de harmonia clássica das figuras e na decomposição da realidade, essa tela subverteu o sentido da arte moderna com a declaração de guerra em 1914, chega ao fim a aventura cubista.
Também destacamos a obra Guernica que foi mostrada pela primeira vez na Exposição Internacional de Paris, em 1937.
Foi concebido e executado com grande rapidez em seu estúdio em Paris.
Picasso pretendia que seu quadro fosse uma denúncia contra as mortes que estavam destruindo a Espanha na terrível Guerra Civil (1936-39), e contra a perpétua desumanidade do Homem.
A motivação imediata do quadro foi a destruição de Guernica, capital da região basca, no dia da feira da cidade, 26 de abril de 1937.
Em plena luz do dia, os aviões nazistas, sob as ordens do general Franco, atacaram a cidade indefesa.
De seus 7 mil habitantes, 1654 foram mortos e 889 feridos.
Algumas das frases de Pablo Picasso:
"A obra de um artista é uma espécie de diário. Quando o pintor, por ocasião de uma mostra, vê algumas de suas telas antigas novamente, é como se ele estivesse reencontrando filhos pródigos - só que vestidos com túnica de ouro”.
"A Arte não é a verdade. A Arte é uma mentira que nos ensina a compreender a verdade".
“Braque sempre disse que na pintura só conta a intenção. É verdade. O que conta é aquilo que se faz. É isso o importante. O que era afinal o mais importante no cubismo, era aquilo que se queria fazer, a intenção que se tinha. E isso não se pode pintar”.
“Nada pode ser criado sem a solidão. Criei em meu redor uma solidão que ninguém calcula. É muito difícil hoje em dia estar-se sozinho, pois existem relógios. Já alguma vez se viu um santo com relógio?”
“Não sou nenhum pessimista, não detesto a arte, pois não poderia viver sem lhe dedicar todo meu tempo. Amo-a como a minha única razão de ser. Tudo que faço relacionado com a arte dá-me a maior alegria. Mas por isso mesmo não vejo por que razão todo o mundo pretende interrogar a arte, exigindo-lhe certificados, deixando correr livremente sua estupidez em relação a este tema”.
Fernand Léger (1881-1955) se desenvolveu o seu cubismo numa direção diferente de Braque e Picasso.
Se também ouviu a frase de Cézanne, que chamava a atenção para a geometria contida nos objetos naturais, passou a pintá-los não como se fossem cubos, mas como cilindros e cones, tal como se observa em seu quadro “Nus dans la forêt” (1909-10).
Léger nunca atingira o grau de abstração dos dois mestres cubistas, Picasso e Braque.
De origem modesta, de família de camponeses normandos, desde cedo se interessou pelo desenho, o que o leva a Caen, capital da Alta Normandia, França, aos dezesseis anos, onde trabalhou como aprendiz de arquiteto.
Em 1900, mudou-se para Paris, onde em um escritório de arquitetura e retoques fotográficos trabalhou como desenhista.
Reprovado no exame de ingresso da Escola de Belas-Artes de Paris, estudou na Escola de Artes Decorativas e na Academia Julien; frequentando ainda vários ateliês, entrando em contato com a arte de Cézanne.
Aproxima-se dos cubistas em 1909, conhecendo os poetas Apollinaire, Max Jacob, Blaise Cendrars, os pintores Albert Gleizes, Robert Delaunay e, mais tarde, Georges Braque e Pablo Picasso.
Em 1911, expôs no Salão dos Independentes e, no ano seguinte, participa da Section D’Or, e publica seu ensaio ‘Les origines de la peinture contemporaine’, na revista Der Sturm.
Em contato com o Cubismo, Léger não aceitou sua representação exclusivamente conceitual, suas abstrações curvilíneas
DESDOBRAMENTOS DO CUBISMO NO BRASIL
Tarsila do Amaral - (1886 - 1973) Aluna de seu amigo Fernand Léger por apenas algumas semanas em outubro 1923, Tarsila absorveu do mestre sua característica síntese geométrica.
Também próxima de outro cubista, este mais militante, Gleizes, com ele a pintora paulista aprendeu a estruturar o quadro, sem figuração, não planos ou recortes de figuras dispostas, mas planos interligados, integrados.
Ao contrário da experiência relâmpago com Léger, a passagem pelo ateliê de Gleizes foi mais duradoura e marcante na sua obra posterior.
De volta do Brasil, em dezembro de 1923, dá entrevista ao Correio da Manhã em que se autodenomina uma pintora cubista “movimento que nasceu com a fragmentação da forma”.
Era, pois, a continuação do impressionismo “a fragmentação da cor”.
“Estou ligada a esse movimento que tem produzido efeitos nas indústrias, no mobiliário, na moda, nos brinquedos, nos 4 mil expositores do Salão de Outono e dos Independentes”, disse ela ao jornal em reportagem publicada no dia de Natal.
Apesar de não ter exposto na Semana de 22, colaborou decisivamente para o desenvolvimento da arte moderna brasileira, pois produziu um conjunto de obras indicadoras de novos rumos.
Em 1923, quando esteve na Europa manteve contato com artistas europeus, além de Léger, Picasso, De Chirico e Brancussi. Em 1928, deu início a uma fase chamada Antropofágica.
A essa fase pertence a tela Abaporu cujo nome, segundo a artista é de origem indígena e significa “Antropófago”.
 Também usou de temática social nos seus quadros como na tela Operários.


Colagem cubista

Autor: Andréa Senra Coutinho
Co-autor:Nelson Vieira da Fonseca Faria
Estrutura Curricular
Artes Arte Visual:
Produção do aluno em arte visual 
 Estruturas morfológicas
Dados da Aula
O que o aluno poderá aprender com esta aula:
■Experimentar a proposta de aderir outros materiais em pinturas, exercitando o conceito de "apropriação".
■Realizar um trabalho (ou vários) que utilizem elementos não-convencionais mesclados com a pintura.
■Dar um enfoque cubista à realização do trabalho.
Duração das atividades:03 aulas de 50 minutos
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno
■Trabalhar o termo "apropriação" nas artes visuais. Ver aula no Portal do Professor - MEC. (em especial "A Apropriação nas Artes Visuais: base conceitual" de Andréa Senra Coutinho)
■Saber que a arte moderna rompeu com os ideais acadêmicos e que a pintura foi tomando novos rumos, inclusive de se fazer experimentos com outros materiais que não somente as tintas tradicionais.
■Saber sobre o movimento modernista do Cubismo.
Estratégias e recursos da aula
■Iniciar a aula explicando que as colagens cubistas têm início no chamado "Cubismo Sintético" (por volta de 1911), em reação a excessiva fragmentação da pintura, onde toda a estrutura morfológica estava se desfazendo.
 Alguns artistas iniciam, então, um processo de introduzir letras, palavras, números, pedaços de madeira, palha, maços de cigarro, vidro, metal e até objetos inteiros, com intenções de explorar efeitos plásticos e expressivos, ampliando os efeitos e sensações visuais.
Assim começa a surgir uma pintura mais matérica, mais incorpada, menos plana como as pinturas clássicas.
■Mostre a obra de Pablo Picasso (abaixo) e pontue que o artista nessa pintura introduziu novos elementos além das tintas.
O artista se apropriou de palha de uma antiga cadeira, a colou na superfície da tela, obtendo um resultado bastante interessante. Veja:
Pablo Picasso, "Natureza morta com cadeira de palha", 1912.



■Proponha um passeio pela escola para que o grupo recolha durante a aula os elementos que mais lhe interessar.
 Não será difícil encontrar inúmeros papéis, palitos, pedrinhas, folhas orgânicas, pedaços de barbantes, entre outros no espaço escolar, que podem ser muito bem ser utilizados na atividade.
■Com o material recolhido, retorne à sala.
 Num segundo momento, o grupo em posse do material necessário:
 1. Suporte preferencialmente mais grosso como papelão ou madeira,
2. lápis ou carvão (para esboço),
3. tintas em cores variadas,
4. elementos "estranhos recolhidos" e
5. Cola, irá criar uma pintura em técnica mista utilizando o material encontrado.
■Motive a criação a partir dos conceitos de fragmentação das formas cubistas, para que o trabalho não se torne mais um exercício de colagem tradicional.
Pelo contrário, estimule a ousadia dos alunos e alunas.
Explique que os cubistas não estavam preocupados com as aparências das coisas, e sim, em representar as coisas com outra aparência.
■Ao término da proposta, deixar que o grupo apresente, aprecie e comente os efeitos conseguidos. Trabalhar a argumentação, a apreciação e o respeito ao comentar sobre o trabalho alheio, são estratégias educativas também relevantes ao ensino.
■Pode ser muito interessante expor os trabalhos mesmo que seja em sala, ou quem sabe, em algum lugar pouco convencional.
Caso as pinturas tenham muitos elementos da natureza, como folhas, galhos, pedras, pétalas, pode se pensar numa árvore como local para exposição dos trabalhos.
Basta fixar uma pintura de costas para outra e ambas presas por um fio (ou barbante), amarradas em galhos, por exemplo.
Faça propostas inusitados para a apresentação dos trabalhos de seus alunos e alunas.
Ouça a opinião deles/as, poderão surgir idéias diferentes e muito interessantes.
Assim como os cubistas trabalhavam em nome do "novo", aprimore com seu grupo a capacidade de inovação que todos/as podem ter.
■Faça uma visitação coletiva, onde poderá recolher do grupo suas impressões relacionadas à confecção e à apresentação dos trabalhos.
 Em visitação, alunos e alunas acabam por ficar mais à vontade para dar sua própria opinião, pois se sentem fora do crivo do contexto da sala de aula.
Fortalecer a opinião e a crítica é meta importante no ensino de arte hoje.
Recursos Complementares
■Para saber mais sobre colagem: http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_IC/index.cfm?fuseaction=termos_texto&cd_verbete=369
■Para trabalhar colagem na sala de aula, ver

Avaliação
■Os critérios de avaliação serão: comprometimento com a proposta, investimento na produção do trabalho prático e participação nas etapas de elaboração (desde a 1. apresentação do tema, 2. recolha dos materiais não-convencionais, 3. utilização otimizada dos materiais recolhidos, 4. solução criativa e 5. participação na montagem da exposição)


Link para essa postagem


 
©2007 Elke di Barros Por Templates e Acessorios