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Olá amiga(o) ,
Fui professora dos projetos "Estímulo À Leitura",
"Tempo Integral" e a favor da leitura lúdica,
afinal, quer momento mais marcante que a fantasia da vida?
Portanto, será um prazer receber sua visita em mais um blog destinado a educação.
Nele pretendo postar comentários e apreciações de materiais didáticos de Língua Portuguesa, além de outros assuntos pertinentes, experiências em sala de aula, enfocando a interdisciplinaridade e tudo que for de bom para nossos alunos.
Se você leu, experimentou, constatou a praticidade de algum material e deseja compartilhar comigo,
esteja à vontade para entrar em contato.
Terei satisfação em divulgar juntamente com seu blog, ou se você não tiver um, este espaço estará disponível dentro de seu contexto.
Naturalmente, assim estaremos contribuindo com as(os) colegas que vêm em busca de sugestões práticas.
Estarei atenta quanto aos direitos autorais e se por ventura falhar em algo, por favor me avise para que eu repare os devidos créditos.
Caso queira levar alguma publicação para seu blog, não se
esqueça de citar o "Linguagem" como fonte.
Você, blogueira sabe tanto quanto eu, que é uma satisfação ver o "nosso cantinho" sendo útil e nada mais marcante que
receber um elogio...
Venha conferir,
seja bem-vinda(o)
e que Deus nos abençoe.
Krika.
30/06/2009

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JUNHO 2019
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segunda-feira, fevereiro 03, 2020

Uma história de amor impossível>Hora da história>Companheiros até a morte>O poder da doçura>03/02/2020



Uma história de amor impossível

Uma jovem mariposa de corpo frágil e alma sensível voava ao sabor do vento,  certa tarde quando viu uma estrela muito brilhante, se apaixonou...  Excitadíssima voltou imediatamente para casa, louca para contar à mãe que havia descoberto o que era o amor.
- Que bobagem! - foi a resposta fria que escutou.

- As estrelas não foram feitas para que as mariposas possam voar em torno
delas. Procure um poste ou um abajur, e se apaixone por algo assim para
isso nós fomos criadas.
Decepcionada, a mariposa resolveu simplesmente ignorar o comentário da mãe, e permitiu-se ficar de novo alegre com a sua descoberta. "Que maravilha poder sonhar!" pensava.
Na noite seguinte, a estrela continuava no mesmo lugar, e ela decidiu que iria subir até o céu, voar em torno daquela luz radiante, e demonstrar seu amor.
Foi muito difícil ir além da altura com a qual estava acostumada, mas conseguiu subir alguns metros acima do seu voo normal. Entendeu que, se cada dia progredisse um pouquinho, iria terminar chegando na estrela, então armou-se de paciência e começou a tentar vencer a distância que a separava de seu amor. Esperava com ansiedade que a noite descesse, e quando via os primeiros raios da estrela, batia ansiosamente suas asas em direção ao firmamento.
Sua mãe ficava cada vez mais furiosa: 


- Estou muito decepcionada com a minha filha - dizia. -
Todas as suas irmãs, primas e sobrinhas já têm lindas queimaduras nas asas provocadas por lâmpadas! Só o calor de uma lâmpada é capaz de aquecer o coração de uma mariposa você devia deixar de lado estes sonhos inúteis, e arranjar um amor que possa atingir.
A jovem mariposa, irritada porque ninguém respeitava o que sentia, resolveu sair de casa. Mas, no fundo - como, aliás, sempre acontece - ficou marcada pelas palavras da mãe, e achou que ela tinha razão.
Por algum tempo, tentou esquecer a estrela e apaixonar-se pela luz dos abajures de casas suntuosas, pelas luminárias que mostravam as cores de quadros magníficos, pelo fogo das velas que queimavam nas mais belas catedrais do mundo. Mas seu coração não conseguia esquecer a estrela, e, depois de ver que a vida sem o seu verdadeiro amor não tinha sentido, resolveu retomar sua caminhada em direção ao céu.
Noite após noite, tentava voar o mais alto possível, mas quando a manhã chegava, estava com o corpo gelado e a alma mergulhada na tristeza.
Entretanto, à medida que ia ficando mais velha, passou a prestar atenção em tudo que via à sua volta. Lá do alto, podia enxergar as cidades cheias de luzes, onde provavelmente suas primas,
irmãs e sobrinhas já tinham encontrado um amor. Via as montanhas geladas, os oceanos com ondas gigantescas, as nuvens que mudavam de forma a cada minuto. A mariposa começou a amar cada vez mais sua estrela, porque era ela quem a empurrava para ver um mundo tão rico e tão lindo.
Muito tempo se passou, e um belo dia ela resolveu voltar à sua casa. Foi então que soube pelos vizinhos que sua mãe, suas irmãs, primas e sobrinhas, e todas as mariposas que havia conhecido já tinham morrido queimadas nas lâmpadas e nas chamas das velas, destruídas pelo amor que julgavam fácil.
A mariposa, embora jamais tenha conseguido chegar à sua estrela, viveu muitos anos ainda, descobrindo toda noite algo diferente e interessante. E compreendendo que, às vezes, os amores impossíveis trazem muito mais alegrias e benefícios que aqueles que estão ao alcance de nossas mãos...

Um conto de Paulo Coelho

Companheiros até a morte

Era uma vez, em um reino distante, dois companheiros que nutriam uma amizade verdadeiramente inabalável. A força e a beleza desse sentimento eram conhecidas e admiradas por todos. Até que essa amizade um dia foi posta à prova. Contrariamente com as constantes críticas de Pítias, o rei mandou chamá-lo, juntamente com seu amigo Damon.
            Por defender seus princípios, Pítias foi acusado de traição e condenado à morte. Antes de ser preso, porém, solicitou a realização de um último desejo: que lhe permitissem despedir-se da família. O rei relutou, mas acabou sendo convencido por Damon, que, demonstrando total confiança em Pítias, ofereceu-se para morrer no lugar do amigo caso ele fugisse.
            Dessa forma, conforme o combinado, Damon foi levado à Prisão e Pítias foi ao encontro de sua família. À medida que os dias corriam, os guardas passaram a zombar do prisioneiro, dizendo que o “tão leal amigo” o havia abandonado.
            Eis que chegou o dia da execução. A cidade toda se perguntava como um amigo tão fiel fora entregue à própria sorte. O rei mandou o prisioneiro ser trazido. Os guardas o posicionaram no meio da praça lotada. O silêncio imperava. E quando Damon já estava com a corda no pescoço, Pítias gritou, no meio da multidão:
            - Eu voltei! Não o matem!
            Estava esgotado, ferido, cambaleante. Ainda assim, arranjou forças para abraçar Damon e comemorar o fato de tê-lo encontrado com vida, apesar de seu atraso. Emocionado, explicou que seu navio naufragara durante uma tempestade, e que bandidos o haviam atacado na estrada. Apesar de todos os contratempos, jamais perdera a esperança de chegar a tempo de salvar o amigo da morte.
            Ao presenciar a cena, o rei foi vencido pela beleza daquele momento. Declarou então revogada a sentença. Era a primeira vez que presenciava evidências de tão elevado grau de amizade, lealdade e fé. Assim, o rei concedeu-lhes a liberdade, solicitando em troca que os dois companheiros lhe ensinassem como construir tão sólida amizade.

                              Adaptado de fábula de William J. Bennett
O poder da doçura
Um viajante caminhava pela estrada, quando observou o pequeno rio que começava tímido por entre as pedras.
Foi seguindo-o por muito tempo. Aos poucos ele foi tomando volume e se tornando um rio maior.
O viajante continuou a segui-lo. Bem mais adiante o que era um pequeno rio se dividiu em dezenas de cachoeiras, num espetáculo de águas cantantes.
A música das águas atraiu mais o viajante que se aproximou e foi descendo pelas pedras, ao lado de uma das cachoeiras. Descobriu, finalmente, uma gruta. A natureza criara com paciência caprichosa, formas na gruta. Ele a foi adentrando, admirando sempre mais as pedras gastas pelo tempo.
De repente, descobriu uma placa. Alguém estivera ali antes dele. Com a lanterna, iluminou os versos que nela estavam escritos. Eram versos do grande escritor Tagore, prêmio Nobel de literatura de 1913:


"Não foi o martelo que deixou perfeitas estas pedras, mas a água, com sua doçura, sua dança, e sua canção. Onde a dureza só faz destruir, a suavidade consegue esculpir."

Reflexão:
Assim também acontece na vida. Existem pessoas que explodem por coisa nenhuma e que desejam tudo arrumar aos gritos e pancadas.
E existem as pessoas suaves, que sabem dosar a energia e tudo conseguem. São as criaturas que não falam muito, mas agem bastante. Enquanto muitos ainda se encontram à mesa das discussões para a tomada de decisões, elas já se encontram a postos, agindo. E conseguem modificar muitas coisas.
Um sábio exemplo foi de Madre Teresa de Calcutá.

Autor Desconhecido


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quarta-feira, junho 27, 2012

A força do exemplo> Sentimentos>honestidade> 27/06/12


Reconhecer a importância dos valores humanos
 para o desenvolvimento pessoal e social.
Refletir de maneira crítica sobre os valores praticados

A força do exemplo
Coleção Pequenas lições
Editora Soler






Uma das formas da honestidade é a integridade pessoal.
Quer dizer, não fingir ser o que não é, não tentar parecer mais importante ou melhor, e, ao mesmo tempo,não esconder os próprios defeitos.
Mais que isso, dedicar-se po rinteiro ao que se faz.
Afinal de contas, "íntegro" quer dizer justamente "inteiro".



Ode
Ricardo Reis
Para ser grande,sê inteiro: nada teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa.Põe quanto és no mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda brilha,porque alta vive.



Servir de exemplo não é melhor forma de ensinar; é a única forma de ensinar.
Nesta história A força do exemplo, um pai mostra aos filhos sua integridade, honestidade.


Veja o livro aqui:

A força do exemplo



O Sábio Rouxinol

Era uma vez um caçador que capturou um rouxinol.
“Vou assar essa ave para comer no jantar”, pensou satisfeito.
Levou o pássaro para sua cabana e o prendeu numa pequena gaiola.
Quando percebeu que o caçador afiava a faca para matá-lo, o pássaro perguntou:
- Por que você vai me matar? Estou tão magrinho... Meu corpo não bastará para matar sua fome. Mas, se você me libertar, eu lhe darei três bons conselhos. E, se você souber segui-los, terá muita sorte e felicidade na vida.
O homem já ouvira falar muito dos rouxinóis.
Conhecia sua reputação de sábios e bons conselheiros.
Por isso, e também porque o pobre pássaro era realmente muito magrinho, o caçador decidiu concordar com ele.
- Quais são seus conselhos? – perguntou à ave.
- Escute bem – disse o rouxinol – Nunca se arrependa daquilo que perdeu. Para desejar aquilo que não pode alcançar. E, por fim, não acredite naquilo que lhe soar falso.
O homem libertou o pássaro e ficou pensando em seus conselhos.
Observando que o caçador estava com uma expressão um tanto estranha, como se não tivesse compreendido muito bem o que ele falara; o pássaro lhe disse:
- Você foi tolo. Não deveria ter me libertado. Porque eu trago imensas pedras preciosas em minha barriga. Elas são mágicas e valiosíssimas.
O caçador ficou furioso e começou a dar saltos tentando apanhar o pássaro. Mas este voou mais alto ainda e lhe disse:
- Estou vendo que você não entendeu nada.
 Pense só nos meus conselhos: eu não lhe falei para não se arrepender daquilo que perdeu?
Você não pode mais me prender, mas está chateado por ter libertado.
Depois, eu o aconselhei a nunca desejar aquilo que não pode alcançar.
 E você fica pulando feito um tolo, tentando alcançar um pássaro.
E, por último, eu não lhe disse para não acreditar naquilo que lhe soasse falso?
Pois então, olhe bem para mim. Eu não estou magrinho?
Você acha que existem pedras preciosas imensas dentro de mim?
Não vê que é mentira?
O homem, sem saber o que fazer, sentou-se no chão.
O rouxinol sentiu pena dele, aproximou-se e cantou.
Ao ouvir o som de seus lindos trinados, o caçador sorriu.
Olhou para as árvores, o rio e a relva, e sentiu-se feliz mesmo sem ter jantado, sem ter encontrado um tesouro, nem compreendido bem os conselhos.
E o pássaro partiu sossegado, porque percebeu que um dia o homem entenderia os estranhos conselhos das aves.
(História do folclore da Europa Ocidental)







A lenda de Júpiter e os lenhadores
Esopo



Era uma vez um lenhador que fazia seu trabalho às margens de um rio de águas cristalinas.
Num golpe repentino seu machado escapou e foi parar no fundo do rio.
No mesmo instante o lenhador mergulhou e procurou seu machado, sem sucesso.
Que infelicidade! Perder sua ferramenta de trabalho...
E o lenhador, encostado numa pedra, chorou com sentimento:
_ Eis na água meu sustento! Que os céus ouçam meu lamento! Como vou criar meus filhos, trabalhar sem minha ferramenta?
Quando levantou os olhos levou um susto. Júpiter, o mais importante dos deuses, tinha escutado seu clamor e foi ao seu encontro.
_ É isso que procuras, lenhador? Então, não chores mais! É este seu machado?
Com essas palavras, Júpiter tirou de dentro das águas um magnífico machado de ouro.
_ Não! _ exclamou o lenhador! _ Meu machado mais simples, senhor...
O deus, então, deixou o machado de ouro, à beira do rio, mergulhou e trouxe dessa vez um belo machado de prata. Com satisfação afirmou:
_ Agora sim! Como pude me enganar? Aqui está o seu machado...
Sem saber que se tratava do próprio deus Júpiter que estava à sua frente, o lenhador, meio sem jeito, falou:
_ Meu bondoso senhor, deveria me perdoar, mas este também não é o meu! Meu machado é velho,seu cabo é de madeira e até está enferrujado, não se compara a estes...
Júpiter, então, deixou o machado de prata ao lado do machado de ouro à margem do rio e voltou a mergulhar.
Desta vez trouxe o velho machado e o entregou ao lenhador, que de tanta felicidade quase não conseguia falar.
_ Muito obrigado, senhor! É esse mesmo! O meu velho e bom machado! Ele mesmo! Obrigado!!!
E diante da honestidade do lenhador presenteou-o com os outros machados também, desaparecendo misteriosamente, em seguida!
O lenhador pegou nos braços o seu tesouro e, ao encontrar com um grupo de amigos, contou o que havia acontecido.
Os amigos não conseguiram tirar os olhos de cima daquele tesouro que ele carregava nos braços.
Um deles, muito invejoso, depois de ter ouvido o acontecido, partiu em direção ao rio e, repetindo passo a passo o que o sortudo fez, pôs-se a chorar, encostado numa pedra.
_ Como isso pôde acontecer? O que farei agora? Como poderei trabalhar? Oh! Que destino desgraçado!
E para sua confirmação Júpiter apareceu e trouxe em suas mãos um belíssimo machado de ouro.
_ Que maravilha!!! _exclamou sem mais um choro... _ O senhor o encontrou... é o meu machado!
Quando o homem ia pegar o machado de ouro, Júpiter ficou tão furioso ao perceber sua desonestidade que lançou o machado de ouro nas águas novamente e ainda aumentou a correnteza para que carregasse para sempre o verdadeiro machado do lenhador.



MORAL: Só se ganha com a verdade.

 
Refletindo  de uma maneira mais engraçada....Porém o princípio é o mesmo: Ser exemplo da verdade.
 
Todo Mundo e Ninguém

Carlos Drummond de Andrade
(Auto da Lusitânia, de Gil Vicente)





Ninguém: Tu estás a fim de quê ?
Todo Mundo: A fim de coisas buscar que não consigo topar.
Mas não desisto, porque o cara tem de teimar.
Ninguém: Me diz teu nome primeiro.
Todo Mundo: Eu me chamo Todo Mundo e passo o dia e o ano inteiro correndo atrás de dinheiro, seja limpo ou seja imundo.
Belzebu: Vale a pena dar ciência e anotar isto bem, por ser fato verdadeiro: Que Ninguém tem consciência e Todo Mundo, dinheiro.
Ninguém: E o que mais procuras, hem?
Todo Mundo: Procuro poder e glória.
Ninguém: Eu cá não vou nessa história.
Só quero virtude...Amém.
Belzebu: Mas o pai não se ilude  e traça: Livro Segundo.
Busca o poder Todo Mundo
e Ninguém busca virtude.
Ninguém: Que desejas mais, sabido?
Todo Mundo: Minha ação elogiada
Em todo e qualquer sentido.
Ninguém: Prefiro ser repreendido quando der uma mancada.
Belzebu: Aqui deixo por escrito o que querem, lado a lado:
Todo Mundo ser louvado e Ninguém levar um pito.
Ninguém: E que mais, amigo meu?
Todo Mundo: Mais a vida. A vida, olé!
Ninguém: A vida? Não sei o que é.
A morte, conheço eu.
Belzebu: Esta agora é muito forte
e guardo para ser lida:
Todo Mundo busca a vida
e Ninguém conhece a morte.
Todo Mundo: Também quero o Paraíso,
mas sem ter que me chatear.
Ninguém: E eu, suando pra pagar
minhas faltas de juízo!
Belzebu: Para que sirva de aviso,
mais uma transa se escreve:
Todo Mundo quer Paraíso
e Ninguém paga o que deve.
Todo Mundo: Eu sou vidrado em tapear,
e mentir nasceu comigo.
Ninguém: A verdade eu sempre digo
sem nunca chantagear.
Belzebu: Boto anúncio na cidade,
deste troço curioso:
Todo Mundo é mentiroso
e Ninguém fala a verdade.
Ninguém: Que mais, bicho?
Todo Mundo: Bajular
Ninguém: Eu cá não jogo confete.
Belzebu: Três mais quatro igual a sete.
O programa sai do ar.
Lero lero lero lero,
curro paco paco paco.
Todo Mundo é puxa-saco
e Ninguém quer ser sincero!







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segunda-feira, junho 25, 2012

A honestidade sempre vence>Valores>Sentimentos>Parábola>25/06/12




Vejam aqui a versão ilustrada:
Ouvindo: AQUI
Parábola
Autor: Maria Carolina da Silva
O que o aluno poderá aprender com esta aula
■Identificar os elementos organizacionais e estruturais da parábola.
■Diferenciar parábola de fábulas.
■Identificar a finalidade do gênero textual parábola.
■Conhecer as práticas sociais de produção e de circulação de parábolas.

Duração das atividades
4 aulas de 50 minutos

Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno
É desejável que os alunos tenham familiaridade com o gênero fábula.

Estratégias e recursos da aula
Uma definição de parábola, para orientar a execução e o planejamento das atividades:
Parábola: deriva do grego parabole (narrativa curta).
É uma narração alegórica que se utiliza de situações e pessoas para comparar a ficção com a realidade e através dessa comparação transmitir uma lição de sabedoria (a moral da história).
- A parábola transmite uma lição ética através de uma prosa metafórica, de uma linguagem simbólica.
- Diferencia-se da fábula e do apólogo, por ser protagonizada por seres humanos.
- Gênero muito comum na Bíblia: as parábolas de Jesus.


ATIVIDADE 1
Conte a seguinte história para seus alunos:
A VERDADE E A PARÁBOLA
Um dia, a Verdade decidiu visitar os homens, sem roupas e sem adornos, tão nua como seu próprio nome.
E todos que a viam lhe viravam as costas de vergonha ou de medo, e ninguém lhe dava as boas-vindas.
Assim, a Verdade percorria os confins da Terra, criticada, rejeitada e desprezada. Uma tarde, muito desconsolada e triste, encontrou a Parábola, que passeava alegremente, trajando um belo vestido e muito elegante.
— Verdade, por que você está tão abatida? — perguntou a Parábola.
— Porque devo ser muito feia e antipática, já que os homens me evitam tanto! — respondeu para a amargurada Parábola.
— Que disparate! — Sorriu a Parábola. — Não é por isso que os homens evitam você. Tome. Vista algumas das minhas roupas e veja o que acontece.
Então, a Verdade pôs algumas das lindas vestes da Parábola, e, de repente, por toda parte onde passava era bem-vinda e festejada.

Moral da História:
Os seres humanos não gostam de encarar a Verdade sem adornos.
Eles preferem-na disfarçada.


Faça alguns questionamentos com os alunos acerca do texto contado, tais como:
Quais são os personagens da história?
■Como a Verdade resolveu visitar os homens?
■ Qual foi a reação dos homens quando viram a Verdade?
■Que sentimentos a Verdade teve por causa da reação dos homens?
■Como estava vestida a Parábola?
■Qual foi o conselho que a Parábola deu para a Verdade?
■Depois que a Parábola emprestou suas vestes para a Verdade, como os homens reagiam à presença da Verdade?
Certifique-se de que os alunos compreenderam plenamente os aspectos factuais da história e passe para a interpretação de informações implícitas no texto. Para compreender plenamente do que trata a história, não basta identificar os seus personagens e suas ações, é preciso inferir outras informações. Pergunte se eles sabem o que é a Parábola a que se refere o texto. Pergunte se os alunos já ouviram a palavra parábola em outro contexto. Pode ser que eles conheçam parábolas religiosas, já que esse é um gênero presente na bíblia. Explique para os alunos que a parábola é um tipo de narrativa em que se busca ensinar alguma coisa (uma verdade), mas que, para fazer isso, conta-se uma história (coloca uma veste bonita nela). A partir do entendimento dessa questão, questione sobre o que entenderam da moral da história. Procure explorar algumas metáforas utilizadas no texto, como as roupas e adornos, e a reação das pessoas às personagens.

ATIVIDADE 2
Divida a turma em dois grupos. Entregue para um grupo a fábula “O leão e o ratinho” e para outro a parábola “A flor da honestidade”.
 Segue uma versão dessas narrativas:

O leão e o ratinho
Esopo
Um Leão dormia sossegado, quando foi despertado por um Rato, que passou correndo sobre seu rosto. Com um bote ágil ele o pegou, e estava pronto para matá-lo, ao que o Rato suplicou:
— Ora, se o senhor me poupasse, tenho certeza que um dia poderia retribuir sua bondade.
Rindo por achar ridícula a idéia, assim mesmo, ele resolveu libertá-lo.
Aconteceu que, pouco tempo depois, o Leão caiu numa armadilha colocada por caçadores. Preso ao chão, amarrado por fortes cordas, sequer podia mexer-se.
O Rato, reconhecendo seu rugido, se aproximou e roeu as cordas até deixá-lo livre. Então disse:
— O senhor riu da simples idéia de que eu seria capaz, um dia, de retribuir seu favor. Mas agora sabe que mesmo um pequeno Rato é capaz de fazer um favor a um poderoso Leão.

Moral da História: Nenhum ato gentileza é coisa vã. Não podemos julgar a importância de um favor, pela aparência do benfeitor.


A flor da honestidade
Conta-se que, por volta do ano 250 a.C, na China antiga, um príncipe da região norte do País estava às vésperas de ser coroado Imperador, mas, de acordo com a lei, deveria se casar. Sabendo disso, resolveu fazer uma disputa entre as moças da corte, inclusive a quem quer que se achasse digna de sua proposta que não pertencesse à corte.
No dia seguinte, o príncipe anunciou que receberia, numa celebração especial, todas as pretendentes e apresentaria um desafio. Uma velha senhora, serva do palácio há muitos anos, ouvindo os comentários sobre os preparativos, sentiu uma leve tristeza, pois sabia que sua jovem filha nutria um sentimento de profundo amor pelo príncipe.
Ao chegar em casa e relatar o fato à jovem filha, espantou-se ao saber que ela já sabia sobre o desafio e que pretendia ir à celebração. Então, indagou incrédula:
— Minha filha, o que você fará lá? Estarão presentes todas as mais belas e ricas moças da corte. Tire esta idéia insensata da cabeça. Eu sei que você deve estar sofrendo, mas não transforme o sofrimento em loucura.
A filha respondeu:
— Não, querida mãe. Não estou sofrendo e muito menos louca. Eu sei perfeitamente que jamais poderei ser a escolhida. Mas é minha única oportunidade de ficar, pelo menos alguns momentos, perto do príncipe. Isto já me torna feliz.
À noite, a jovem chegou ao palácio. Lá estavam, de fato, todas as mais belas moças com as mais belas roupas, com as mais belas jóias e com as mais determinadas intenções. Então, inicialmente, o príncipe anunciou o desafio:
— Darei a cada uma de vocês uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais bela flor, será escolhida minha esposa e futura Imperatriz da China.
A proposta do príncipe não fugiu às profundas tradições daquele povo, que valorizava muito a especialidade de cultivar algo, sejam relacionamentos, costumes ou amizades. O tempo foi passando. E a doce jovem, como não tinha muita habilidade nas artes da jardinagem, cuidava com muita paciência e ternura a sua semente, pois sabia que se a beleza da flor surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não precisaria se preocupar com o resultado.
Passaram-se três meses e nada surgiu. A jovem tudo tentara. Usara de todos os métodos que conhecia, mas nada havia nascido. Dia após dia ela percebia cada vez mais longe o seu sonho; mas cada vez mais profundo o seu amor. Por fim, os seis meses haviam passado e nada havia brotado. Consciente do seu esforço e da sua dedicação, a moça comunicou à mãe que, independentemente das circunstâncias, retornaria ao palácio na data e na hora combinadas, pois não pretendia nada além de mais alguns momentos na companhia do príncipe.
Na hora marcada estava lá, com seu vaso vazio, bem como todas as outras pretendentes. Mas, cada jovem com uma flor mais bela do que a outra, das mais variadas formas e cores. Ela estava admirada. Nunca havia presenciado tão bela cena.
Finalmente, chega o momento esperado e o príncipe passa a observar cada uma das pretendentes com muito cuidado e atenção. Após passar por todas, uma a uma, ele anunciou o resultado, indicando a bela jovem que não levara nenhuma flor como sua futura esposa. As pessoas presentes na corte tiveram as mais inesperadas reações. Ninguém compreendeu porque o príncipe havia escolhido justamente aquela que nada havia cultivado.
Então, calmamente o príncipe esclareceu:
— Esta foi a única que cultivou a flor que a tornou digna de se tornar uma Imperatriz. A flor da Honestidade. Pois, todas as sementes que entreguei eram estéreis.


Solicite que os alunos leiam as histórias que receberam.
Em seguida, peça que encenem para os colegas o que falam as narrativas.
Para isso, eles precisarão definir quem são os personagens, compreender a história que está sendo contada, os diferentes eventos que acontecem.
Se for preciso, eles podem escolher um narrador para ler certas partes da história, a fim de facilitar o entendimento dos colegas.
Após as apresentações, discuta os textos com os alunos.
Faça novamente perguntas factuais, para certificar-se da compreensão total do texto por parte dos estudantes.
Peça que eles expressem suas opiniões a respeito dos textos, que se imaginem nas situações presentes nas histórias.
Passe, em seguida, para um trabalho de compreensão da estrutura do gênero textual parábola. Para organizar as informações referentes ao texto, divida a lousa em duas partes.
Em cada parte, coloque o título de uma das histórias. Vá anotando com os alunos as características estruturais comuns aos dois gêneros.
Espera-se que os alunos percebam que os dois textos contam uma história, têm personagens variados, apresentam um narrador e tentam ensinar algo para os seus leitores.
Em seguida, peça que os alunos identifiquem as diferenças entre os dois.
Peça para que foquem nas diferenças estruturais e não nas diferenças entre as histórias.
Espera-se que os alunos vejam que a principal diferença estrutural entre os dois textos: um tem como personagens seres humanos (parábola) e o outro tem animais como personagens principais (fábula).
Com base nessa discussão, construa junto com os alunos uma definição do que são parábolas. Essa definição pode ser registrada no caderno.

ATIVIDADE 3
Proponha a leitura da seguinte parábola:
O SÁBIO SAMURAI
Perto de Tóquio, vivia um grande samurai, já idoso, que agora se dedicava a ensinar Zen aos jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.
Certa tarde, um guerreiro, conhecido por sua total falta de escrúpulos, apareceu por ali. Era famoso por utilizar a técnica da provocação. Esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e, dotado de uma inteligência privilegiada para observar os erros cometidos, contra-atacava com velocidade fulminante. O jovem e impaciente guerreiro jamais havia perdido uma luta. Conhecendo a reputação do samurai, estava ali para derrotá-lo e aumentar sua fama.
Todos os estudantes se manifestaram contra a idéia, mas o velho e sábio samurai aceitou o desafio. Foram todos para a praça da cidade. Lá, o jovem começou a insultar o velho mestre. Chutou algumas pedras em sua direção, gritou todos os insultos que conhecia, ofendendo, inclusive, seus ancestrais. Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho sábio permaneceu impassível. No final da tarde, sentindo-se exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro desistiu e retirou-se.
Desapontados pelo fato de o mestre ter aceitado tantos insultos e tantas provocações, os alunos perguntaram:
— Como o senhor pôde suportar tanta indignidade? Por que não usou sua espada, mesmo sabendo que poderia perder a luta, ao invés de se mostrar covarde e medroso diante de todos nós?
— Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente? — perguntou o Samurai.
— A quem tentou entregá-lo — respondeu um dos discípulos.
— O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos — disse o mestre. Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carrega consigo. A sua paz interior, depende exclusivamente de você. As pessoas não podem lhe tirar a serenidade, só se você permitir!
Após a leitura individual, divida a turma em dois grupos, para que eles façam uma análise da atitude do velho samurai. Um grupo deverá defender a atitude do samurai e o outro deverá se posicionar contrariamente. Dê algum tempo para que sejam discutidos os argumentos de cada um dos grupos. O professor poderá auxiliar o processo. Sugira que os alunos registrem os argumentos para que não se esqueçam deles durante o debate. O professor pode ser o responsável pelo debate, observando a clareza dos argumentos utilizados. Peça que os grupos fiquem atentos aos argumentos apresentados pelo outro grupo e que tentem, no decorrer do debate, refutar as idéias contrárias às que defendem.
Quando o debate finalizar, construa coletivamente a moral da história que foi analisada.

ATIVIDADE 4
Agora que os alunos já compreenderam a estrutura de uma parábola e trabalharam bem o gênero textual, eles podem ser estimulados a desenvolver a própria parábola.
Essa atividade poderá ser desenvolvida individualmente, em duplas ou em grupos.
Distribua um ditado popular para cada aluno ou grupo.
Esse ditado deverá ser transformado em uma parábola, ou seja, o aluno deve pensar em uma história que ensine o mesmo que esse ditado pretende ensinar.
O ditado deverá ser a “moral da história”.
Algumas sugestões de ditados que podem ser utilizados: “A mentira tem perna curta”.
“A palavra é prata, o silêncio é ouro.” “A união faz a força”. “Quem tudo quer tudo perde” etc.
Após a escrita, lembrem os alunos da necessidade de revisar os textos, para garantir que as idéias tenham sido expostas com clareza.
Quando todos já tiverem produzido e revisado seus textos, peça a eles que leiam para a classe o que escreveram, sem falar qual o ditado que deu base ao texto.
 Os colegas deverão tentar adivinhar qual a moral da história.
Nesse processo, será possível perceber se os alunos compreenderam a função do gênero textual parábola, assim como se perceberam a relação entre a narrativa e o ensinamento moral.

Recursos Complementares
Para a realização das atividades, o professor pode consultar outras informações nos seguintes sites:



Avaliação
A última atividade funciona como um momento de sistematização da proposta e, por meia dela, o professor pode perceber se os alunos atingiram os objetivos estabelecidos. Ele poderá ler as parábolas produzidas para verificar possíveis inadequações e reforçar certos aspectos que se fizerem necessários. Além disso, durante todas as aulas, é aconselhável que se esteja atento ao envolvimento, à participação dos alunos e às suas prováveis dúvidas.





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O lado bom das pessoas>Amor> Valores> 25/06/12



Coleção pequenas lições
Editora Soler
 Agregar valores importantes na formação da criança, com temas que abordam a ética, o auto-controle, a sensibilidade e a prática de atitudes nos relacionamentos com as pessoas e com a vida.
Neste volume, Clara aprendeu que, antes de criticar as pessoas, é preciso olhar o que elas têm de bom.
Dinâmica para apresentar o livro
O lado bom das pessoas
PENSAMENTOS

Objetivo: Levar as crianças a perceberem que é pelo pensamento que nós criamos o ambiente favorável ou desfavorável que nos perturba ou garante a paz e harmonia.

Primeiro momento:
Hoje vamos falar da importância dos nossos pensamentos e sentimentos e como eles são responsáveis pelo nosso estado de felicidade e infelicidade.

Segundo momento:
Atividade de observação e reflexão
Objetivo: Possibilita a reflexão sobre os próprios sentimentos, de modo que sejam trabalhados com vistas ao nosso progresso espiritual.
Tempo de aplicação: Cerca de 15 minutos.
Material: papel celofane (preto, vermelho, amarelo, azul, transparente).
Desenvolvimento:
1. Distribuir  pedaços de papel celofane, em formato de coração, de diversas cores.
2. Pedir que eles andem pela sala, olhando através do papel colorido, dizendo baixinho como se sentem, olhando o mundo através daquela cor.
3. Após alguns minutos, as crianças devem trocar os pedaços de papel com os colegas, diversas vezes, até que todos tenham observado a sala com todas as cores de papel.

Terceiro momento:
Enxergaram bem com todas as cores?
Era mais fácil  ver com alguma cor específica? Por quê?
Com qual cor gostaram mais? Por quê?
Após ajudar os alunos a concluir que é difícil enxergar através do preto, que tudo parecia triste; que através do amarelo as coisas pareciam ter cores que não possuem; que quanto mais escura a cor (vermelho, azul), mais difícil de ver; que através do papel celofane transparente era possível perceber melhor os objetos, os outros papéis coloridos e a expressão dos colegas.
A ideia é comparar as cores com os sentimentos que temos: preto – tristeza, negatividade; vermelho - raiva; azul - calma; transparente - paz, harmonia; amarelo – alegria.
Explicar que os papéis celofanes são em forma de coração simbolizando que cada pessoa vê a vida e o mundo conforme os sentimentos que possui.
Por isso as pessoas percebem de diferentes maneiras as mesmas coisas, como se cada uma olhasse através de uma folha colorida diferente.

Quarto momento:
O que é preciso fazer para mudar sentimentos negativos no coração?
Esperar até que respondam que é preciso mudar os pensamentos, então explicar que mudando a forma de pensar mudamos nossos sentimentos.
Como sentimos vemos a vida e as pessoas, se somos rancorosos, egoístas, orgulhosos e muito egoístas veremos e sentiremos o mundo as pessoas assim e nos tornaremos pessoas infelizes de difícil convivência, poucos se aproximam de nós.
E, se ao contrário, alegres, generosos, compreensíveis com as pessoas e as situações, humildes, serenos, somos pessoas felizes, pois o que pensamos estamos sentindo e isso influencia os outros a nossa volta, sabem como?
Nossos pensamentos são como nuvens, eles ficam em torno de nós como as nuvens no céu.
Não vemos com nossos olhos físicos esses pensamentos, essas ideias que formamos, mas percebemos com nossos olhos espirituais e sentimos, pois pensamentos bons, positivos são aqueles que trazem bem-estar, simpatia e já os ruins trazem sensações ruins e desagradáveis àqueles que se aproximam de nós. E nós atraímos as companhias  conforme nossos pensamentos, e isso é chamado de sintonia.
E para manter o equilíbrio do corpo e mente, devemos vigiar constantemente nosso pensamento. Pensamentos negativos e  pessimistas trazem doenças, tristezas. São como lixo: poluem a mente e o corpo, ocasionando as sensações ruins. O positivo sempre nos traz bem-estar, harmonia, saúde, disposição e alegria e é um hábito que se adquire praticando.
Dependendo de nossos pensamentos vamos ser muito felizes ou infelizes, pois os bons pensamentos são a garantia das grandes realizações. Através dos pensamentos que se originam nossas atitudes, por isso, a importância dos pensamentos positivos.
Mas como ter pensamentos bons?
Como podemos mudá-los?
Procurando ver sempre o lado bom das coisas, vigiarem as atitudes os comportamentos e as palavras, escolhendo coisas construtivas para fazer, leituras edificantes, brincadeiras e conversas positivas (sem fofocas, brigas, brincadeiras de guerra ou filmes de terror); estando em sintonia com a Espiritualidade Superior através da prece, sendo otimista.
Perante as dificuldades devemos ter atitudes de fé e confiança em Deus, crença em si mesmo (nas capacidades que possuímos), oração e vontade de agir corretamente.

Quinto momento:
1. Distribuir quadradinhos de papéis onde estão escritos vários sentimentos (positivos e negativos).
Sugestões: perdão, paciência, harmonia, confiança, perseverança, bondade, gratidão, alegria, bom humor, sensibilidade, desapego, educação, lealdade, entusiasmo, doçura, paz, carinho, responsabilidade, fé, humildade, simplicidade, cooperação, prece, trabalho, respeito, calma, coragem, sinceridade, justiça, amor, honestidade, caridade, raiva, tristeza, injustiça, ódio, mau-humor, mentira, preguiça, briga, desconfiança, falsidade, guerra, orgulho, egoísmo, maldade, pessimismo, rancor, fofoca, inveja, ciúme.

2. Distribuir corações recortados em cartolina a cada um.. Explicar  que o desenho representa o coração de cada um.
Solicitar que eles separem os sentimentos bons dos ruins, entre os papeizinhos que receberam.
Cada criança deverá colar o "sentimento positivo" no seu coração de cartolina.
Explicar que devemos cultivar estes sentimentos em nossos corações e vivenciá-los através de nossas atitudes.
 Perguntar onde devemos guardar (ou colocar) os sentimentos ruins (os papéis que sobraram).
( No lixo, deve ser a resposta das crianças.)
 Pedir que cada  um coloque no lixo "os sentimentos negativos" (os papeizinhos que restaram).
Agora que temos espaço mental, que pensamentos legais podemos colocar nele?
Pedir sugestões.

Sexto momento:
Atividade escrita: cada criança deve escrever sentimentos, pensamentos, atitudes e fatos positivos e negativos em uma folha.
De um lado, os sentimentos positivos e do outro os negativos.
Outra: Atividade escrita: cada criança deve escrever pensamentos (folha A4 com desenho de balões /pensamento). De um lado os sentimentos positivos e do outro os negativos.

Vejam neste site muitas atividades com todas as emoções

http://www.opoderdasemocoes.com.br/

O LADO BOM DAS PESSOAS

Clara vivia brigando com suas amiguinhas por causa dos brinquedos. E isso ocorria mais vezes com a Júlia sua melhor amiga.
Um dia, quando Clara chegou em casa, foi logo se queixando da Júlia com sua mãe. Após ouvi-la, a mãe de Clara pediu que ela fosse buscar sua balança de brinquedo junto com os pesos.
Clara voltou com a balança e perguntou:
- Mãe, o que tem isso a ver com a Júlia?
Sua mãe respondeu:
- Vamos fazer uma brincadeira.
E sua mãe, então, propôs o seguinte:
- Primeiro, vamos colocar neste prato da balança, um peso para cada defeito da Júlia. Conte-me quais são?
- Bem, são muitos defeitos. Deixe-me lembrar... Pega sempre os meus brinquedos, grita comigo, blá, blá, blá.
Ao terminar de empilhar os pesos com os defeitos da Júlia, Clara então ouviu da sua mãe o seguinte:
- Agora você vai me falar das qualidades dela. Cada uma delas será um peso no outro prato da balança.
Clara resistiu um pouco, mas sua mãe logo começou a ajudá-la:
- Ela não deixa você andar em sua bicicleta? Não reparte o doce com você?
Clara concordou e começou a dizer o que havia de bom no caráter de sua amiguinha. Ela foi colocando os pesos do outro lado.
Clara foi falando as qualidades de Júlia... me empresta seus brinquedo, me faz companhia quando estou sozinha... Blá, blá, blá, blá.
De repente, Clara percebeu que a balança com os pesos bons foi ficando mais cheia que a outra, com os pesos maus.
Clara então sorriu e sua mãe falou:
- Você gosta da Júlia e ficou alegre por verificar que as suas boas qualidades são mais numerosas que os seus defeitos.
Ao longo da vida, você verá que situações parecidas sempre acontecerão e você terá que usar uma balança imaginária para não ser injusto com as pessoas.
Isso aconteceu a muitos anos atrás e hoje, Clara é uma médica de sucesso. Aquela lição da sua mãe ficou para sempre em sua memória.
Antes de criticar ou falar mal de uma pessoa, a Drª Clara sempre compara os pontos bons e os pontos maus, para ter uma avaliação justa sobre os outros.
Todos nós temos qualidades e defeitos, pois ninguém é perfeito.
Da mesma forma que os outros observam o que temos de bom e ruim, é preciso sempre, descobrirmos o lado bom das pessoas e dar mais valor às qualidades do que aos defeitos.
O ser humano é uma dádiva de Deus e o importante é descobrir o que cada um tem de bom, aprender com as boas qualidades e jogar fora os maus defeitos.
Se fizermos isso estaremos melhorando, cada vez mais, enquanto pessoas e seremos mais sociáveis nos relacionamentos







Aprecie O Lado Positivo Das Pessoas

Contam que, uma vez, numa carpintaria, realizou-se uma estranha assembléia. Foi uma reunião de ferramentas, para acertar suas diferenças.
O martelo assumiu a presidência, mas os participantes não permitiram, dizendo que ele teria que renunciar. A causa? Fazia demasiado barulho e, além do mais, passava todo o tempo gol¬peando. O martelo aceitou sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso, alegando que ele dava muitas voltas para conseguir algo.
Diante do ataque, o parafuso concordou, mas, por sua vez, pediu a expulsão da lixa. Reclamava que ela era muito áspera no tratamento com os demais, entrando sempre em atritos.
A lixa acatou a decisão, mas sugeriu que teriam de expulsar o metro, que sempre media os outros segundo a sua medida, como se fosse o único perfeito.
Nesse momento entrou o carpinteiro, juntou o material e iniciou o seu trabalho. Utilizou o martelo, a lixa, o metro e o parafuso. Finalmente, a rústica madeira se converteu num fino móvel.
Quando a carpintaria ficou novamente só, a assembléia reativou a discussão. Foi então que o serrote tomou a palavra e disse: "Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos, mas o carpinteiro trabalha com nossas qualidades, com nossos pontos valiosos. Assim, não vamos nos fixar em nossos pontos fracos, mas concentremo-nos em nossos pontos fortes."
A assembléia entendeu que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para limar e afinar aspere¬zas, e o metro era preciso e exato. Viram-se então como uma equipe, capaz de produzir móveis de qualidade. Sentiram alegria pela oportunidade de trabalhar juntos.

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Ocorre o mesmo com os seres humanos. Basta observar e comprovar.
 Quando uma pessoa busca defeitos em outra, a situação torna-se tensa e negativa.
Ao contrário, quando busca com sinceridade os pontos fortes que ela possui, florescem as melhores conquistas humanas.
É fácil encontrar defeitos, qualquer um pode fazê-lo. Mas encontrar qualidades ... isso é para os sábios!!!
Seja um deles.
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