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Olá amiga(o) ,
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Portanto, será um prazer receber sua visita em mais um blog destinado a educação.
Nele pretendo postar comentários e apreciações de materiais didáticos de Língua Portuguesa, além de outros assuntos pertinentes, experiências em sala de aula, enfocando a interdisciplinaridade e tudo que for de bom para nossos alunos.
Se você leu, experimentou, constatou a praticidade de algum material e deseja compartilhar comigo,
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Terei satisfação em divulgar juntamente com seu blog, ou se você não tiver um, este espaço estará disponível dentro de seu contexto.
Naturalmente, assim estaremos contribuindo com as(os) colegas que vêm em busca de sugestões práticas.
Estarei atenta quanto aos direitos autorais e se por ventura falhar em algo, por favor me avise para que eu repare os devidos créditos.
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esqueça de citar o "Linguagem" como fonte.
Você, blogueira sabe tanto quanto eu, que é uma satisfação ver o "nosso cantinho" sendo útil e nada mais marcante que
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Krika.
30/06/2009

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sexta-feira, fevereiro 08, 2013

Jurandi Assis > Pintores e Afins > Estímulos visuais > 08/02/13




Jurandi Assis
Conhecendo Jurandi Assis
Biografia

Jurandi Assis: nome de um homem que vive para a arte. Nascido em 1939, em Santa Maria da Vitória, no interior da Bahia, a arte se manifesta em sua vida, inicialmente sob a forma de desenhos originais que ele, ainda criança, cria com naturalidade.
Conviveu o menino Jurandi com a gente e os costumes baianos, o folclore colorindo sua infância. Ele participa das festas, integra-se no seu meio e sonha com uma arte que revele ao mundo a magia e a beleza de sua terra.
E é com esse sonho que, aos 17 anos, vai para São Paulo.
 Nessa cidade, aprimora sua técnica e amplia seus conhecimentos.
Seu caminho na metrópole não é fácil, mas ele conquista aos poucos seu objetivo: a realização dos sonhos de criança.


FloristaLavagem do BomfimFlorista
                                                   Lavagem do Bomfim    Florista

Baianas com TabuleirosRoda de SambaFrevo
                                        Baiana tabuleiros   Roda samba         Frevo


O menino Jurandi Assis.
Cristóvão J.Z. Wieliczka

A história começa no município de Santa Maria da Vitória, à beira do rio Corrente, no agreste sertão baiano.
Era o ano de 1939, no finalzinho do mês de março, numa tardinha quente, na praça central, na porta do cartório, um imponente e velho sobrado.
Pela janela da sala de entrada via-se o vermelhão do poente, contrastando com o azul do céu que provocava um cenário maravilhoso e um reflexo encantador nas águas aparentemente mansas do rio.
Ao longe, no horizonte distante, os campos e os morros confundiam-se na mistura das cores do dia que ia morrendo.
O sino da igreja matriz em frente ao cartório bateu seis vezes.
Era a hora mágica, a hora da Ave Maria.
Dentro do cartório, um burburinho.
Registrava-se o nascimento de uma criança do sexo masculino.
Era Jurandi Queiros Assis. Filho de família razoavelmente abastada e numerosa.
Descendente de avós espanhóis e pais brasileiros.
O tempo passava e Jurandi saiu do colo da mãe e do berço, aprendeu a andar e aprendeu a falar.
O tempo passava e o menino crescia no meio das tradições, folclore e costumes locais. Era um Brasil rústico, um Brasil distante, um Brasil quase perdido no mundo.
O tempo avançava.
Aos seis anos Jurandi ganhou do seu pai um tinteiro de cristal. Não era um brinquedo, era um tinteiro. Naquela época molhava-se a pena da caneta na tinta para escrever.
Jurandi notou que o tinteiro de cristal produzia feixes de luzes coloridas ao ser exposto à luz do sol. Jurandi se encantou com as cores.
O tempo passava e, como toda criança, Jurandi foi à escola. Jurandi teve seus cadernos, livros, régua, borracha, lápis preto, caixa de lápis de cor e blocos de papel.
Jurandi começou a aprender as coisas, começou a ler, começou a escrever e começou a desenhar.
Jurandi era um menino muito esperto e curioso, e descobriu que aquela cidadezinha à beira do rio, apesar de quase perdida no mundo, era cheia de atrações, cheia de movimento.
Sua própria casa era grande e rodeada por um enorme quintal. Uma verdadeira chácara para os padrões atuais.
Ao seu redor brincavam as crianças da vizinhança soltando pipas. Também trabalhavam e circulavam os vaqueiros, os cavaleiros, os lenhadores, as pilandeiras, enfim, gente do campo.
Jurandi depois da escola ficava às vezes na varanda da cozinha da sua casa por horas vendo e desenhando as crianças a brincar. Com lápis e papel na mão, Jurandi traçava suas linhas. Linhas retas, linhas curvas, traços fortes, traços fracos. Sombras.
Pronto, mais um desenho estava pronto: Meninos soltando pipas.
Jurandi guardava seus desenhos numa grande pasta amarela, presente de sua avó.
O tempo passava.
Dia após dia, de segunda à sexta-feira, Jurandi ia à escola. Jurandi estudava.
Jurandi desenhava.
Jurandi brincava, mas também observava tudo o que acontecia.
Havia freqüentemente nas tardes um vai e vem de animais e carros de boi passando pela cidade.
No rio Corrente transitavam os pescadores com seus barcos ostentando imponentes carrancas do mestre Guarany.(*)
De manhãzinha viam-se as lavadeiras na beira do rio, e à noitinha homens com baldes iam buscar água.
Barco novo atracado no cais era curiosidade geral. Toda cidade ia ver.
A cidadezinha estava sempre em movimento. Por todos os cantos havia gente, adultos e crianças.
Na pracinha as crianças costumavam jogar bola.
Na ladeira, ao lado de sua casa, um grupinho vivia a correr atrás de aros.
Na beira do rio uma turminha jogava bolinha de gude e brincava com as jandaias.
Nas ruas, as baianas com seus tabuleiros vendiam doces, flores e frutas.
Pelos bares da cidade, músicos tocavam e cantavam.
Nos armazéns homens e mulheres compravam e vendiam.
Um homem com um realejo e uma jandaia aparecia a cada dia numa outra esquina.
Aos domingos surgiam dos arredores os violeiros e o padre rezava a santa missa na igrejinha matriz.
Quando era festa de dia-santo ou alguém morria, lá se iam as infindáveis procissões, ora em torno da praça central, ora direto para o cemitério.
Vez ou outra passava pela cidade um grupo de retirantes dirigindo-se para o sul. Todo mundo ficava olhando e pensando qual seria o destino deles.
Pois é, movimento era que não faltava.
Jurandi desenhava todas essas figuras.
Às vezes, como já foi dito, Jurandi ficava na varanda da sua casa desenhando, outras vezes saia a desenhar pela cidade, ora na beira do rio Corrente, ora no campo, longe de casa, levando sempre consigo seu material de desenho.
Lápis, borracha, papel e prancheta.
O tempo passava.
E ano após ano que passava, Jurandi estudava e desenhava.
Todos na cidade gostavam e pediam seus desenhos.
Jurandi passou a ficar famoso numa cidadezinha muito pequena.
Num certo momento, despertou em Jurandi a vocação para ser artista.
Jurandi cresceu.
Jurandi estava moço quando descobriu que, para realizar o seu sonho de ser artista, não podia mais ficar em Santa Maria da Vitória, pois a cidadezinha era pequena demais.
Jurandi tomou uma decisão. Ir para São Paulo. Um novo mundo. Uma grande aventura de vida o esperava.
Jurandi aos dezessete anos saiu de sua cidade natal, deixando todos os parentes e amigos de infância.
Na viagem de muitas peripécias Jurandi levou pouca bagagem, muita saudade e imagens na memória.
Imagens dos vaqueiros, dos cavaleiros, dos lenhadores, das pilandeiras, da gente do campo, das lavadeiras, dos pescadores, dos barcos, das carrancas do rio Corrente, dos meninos soltando pipas, dos meninos correndo atrás dos aros, dos meninos jogando bola, das crianças jogando bolinha de gude e brincando com as jandaias, das floristas, das baianas com seus tabuleiros vendendo doces e frutas, do homem do realejo, das cenas de carnaval, dos retirantes, do bumba-meu-boi, dos violeiros, das tradições. Enfim, imagens de tudo o que vira e vivera até então.
Era o ano de 1956 quando Jurandi chegou em São Paulo.
Um susto. O tamanho da cidade.
Em São Paulo Jurandi se hospedou numa pensão perto do centro.
Saia a toda hora para conhecer a cidade e à procura do seu primeiro emprego. Finalmente achou, começou como office boy. Depois foi balconista e em seguida auxiliar de escritório.
Sempre desenhando nas horas de folga as imagens que lhe ficaram na memória.
Fez novos relacionamentos e através de um amigo engajou-se numa empresa para ser desenhista.
Nessa empresa progrediu e também foi se profissionalizando.
Uma novidade. Jurandi, agora, além de desenhar começou a pintar. Não mais somente lápis e papel faziam parte da sua vida, mas também as tintas, as telas, os cavaletes e os pincéis.
Como homem comum, nada lhe foi muito diferente na vida.
Jurandi trabalhava.
Jurandi namorou e casou. Jurandi teve filhos. Jurandi comprou sua casa.
E no meio de tudo isso, persistia sempre em desenhar e pintar suas floristas, suas baianas e demais personagens que guardava na memória, lembranças da sua distante Bahia.
O tempo avançava.
Jurandi trabalhava dia após dia.
Na década de 1970, Jurandi estreou como artista e iniciou a sua jornada de exposições. Suas obras passaram a ser expostas em importantes galerias e espaços culturais.
Na década de 1980, o leiloeiro Mauro Zuckerman adquiriu de Jurandi centenas de telas. Foi aí que Jurandi Assis ficou conhecido e suas obras foram parar nos quatro cantos do mundo.
Na década de 1990 Jurandi resolveu escrever um livro contando um pouco sobre a sua vida.
Dia e noite, noite e dia, estava lá Jurandi, trabalhando, desenhando, pintando e escrevendo.
Finalmente o livro ficou pronto. Um bonito livro, com muitos desenhos e pinturas.
O livro teve o ensaio crítico de Jacob Klintowicz e levou o título de O inventário do cotidiano.
Foi lançado no ano de 2000, na Casa da Fazenda, no Morumbi, em São Paulo.
Em setembro de 2002 Jurandi conheceu por acaso e muito rapidamente, numa loja, na rua Padre José de Anchieta, quase esquina da rua Antônio Bento, em Santo Amaro, um moço chamado Cristóvão.
Por coincidência, Cristóvão, no Natal daquele ano, recebera de presente, das mãos de Adozinda Kuhlmann, sua conhecida de muitos anos e ilustre santamarense, o livro de Jurandi Assis, O inventário do cotidiano.
Cristóvão se encantou com o livro. Adozinda disse que era amiga de Jurandi, razão do presente de natal.
Quanta coincidência.
Cristóvão disse a ela que conhecera Jurandi havia pouco tempo, e como ela o conhecia, perguntou-lhe onde ele morava. Quando Adozinda respondeu, Cristóvão descobriu que Jurandi morava muito perto. Todos moravam em Santo Amaro.
Dias depois Cristóvão tomou uma decisão, foi visitá-lo.
Numa manhã de janeiro, na sala da casa de Jurandi, os dois passaram um bom tempo conversando.
Conversaram sobre muitas coisas como o encontro na loja, a infância de Jurandi em Santa Maria da Vitória, o mestre Guarany. Conversaram sobre São Paulo e sobre arte.
Conversaram também sobre o passado do bairro de Santo Amaro, Santo Amaro do poeta Paulo Eiró, Santo Amaro do artista Júlio Guerra, Santo Amaro do historiador Edmundo Zenha. Um Santo Amaro que já não existe mais. Hoje são somente lembranças.
Ao termino do encontro, Jurandi e Cristóvão começaram a ficar muito amigos e, na despedida, Cristóvão perguntou para Jurandi o que ele ia fazer.
Jurandi respondeu:
– Vou pintar um quadro, e você?
Cristóvão respondeu:
– Vou escrever um livro.
– Então, quando estiver pronto você me mostra, disse Jurandi.
Tempos depois...
– Taí Jurandi. Taí criançada. Vocês acabaram de ler.
Vejam mais aqui




O vapor
A aventura do saber
Atividades variadas
Neste link acima , tem referências à obras de artes deste artista entre outros.
È um livro nível 2º ano, com atividades sobre identidade, bairro, quem sou, minha escola,etc.
Meu corpo: mapeando-o,  moradia, minha rua, entre outros assuntos interessantes de linguagem mais geografia. Maquete de escola ( interessante )
Aulas geográficas com leituras informativas, esta é a dica para sair da rotininha de aulas de "português ".
Atividade relacionada ao artista Jurandi Assis:

Vejam na página 24 , a unidade:  Representando meu corpo e meu mundo :

 " Podemos represetar os objetos  e elementos que nos cercam de diversas maneiras. Podem ser pintados,desenhados, fotografados, descritos,cantados.
Muiats vezes este lugares represnetados são importantes, pois registram características que permanecem ou que mudaram com o decorrer do tempo.
Falando de arte:
Existem pessoas que representam  pessoas diferentes e com características variadas, como é o caso da obra  Tabuleiro da baiana de Jurandi Assis. "

Carros de boi

Mulheres com feixe de lenha

O potro

Vejam mais aqui

 


Florista




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Feijoada >O tabuleiro da baiana> Estímulos afros , culinários e literários> Textos instrucionais > 08/02/13


Obras literárias recheadas de brasilidade e africanidade, com ideias pedagógicas variadas.
Desde uma receita de feijoada, como sua história, sua raiz, até uma canção de Ari Barroso.
Grande oportunidade de contextualização, interdisciplinaridade e interpretação de nossa cultura popular.
E para encerrar, obras de artes representando a nossa baiana com seus quitutes!
Aproveitem !
Era uma vez um país chamado Brasil.
Depois que os portugueses tomaram posse do país, trouxeram da África muitos negros para trabalhar como escravos.
Eles trouxeram suas músicas, suas danças, suas línguas, sua religião e muitos outros costumes, que com o passar dos anos, foram se misturarando com os dos índios que aqui moravam e com os dos portugueses.
Vários desses costumes viraram partes importantes da cultura do país, mas muita gente não se lembra de que eles foram trazidos pelos escravos.
A coleção Lembranças Africanas fala dessa herança.
Em feijoada, Sonia Rosa conta como uma iguaria originalmente trazida pelos Portugueses — feijão com miúdos de porco — foi adotada pelos escravos, que a ela adicionaram outros sabores: feijão-mulatinho e preto do Brasil, arroz, couve, farofa, laranjas...
E assim nasceu o cartão de visitas da cozinha brasileira. Saborosamente ilustrado por Rosinha Campos.
Livro  
Nos tempos da escravidão  quando a mesa era posta  com primor e dor a negra escrava cozinhava  uma forma de libertação.
Misturava na panela a sua história com a história do seu dono.
Eram brancos os seus senhores.
Eram negras as suas mãos elas que ajudaram a criar com seus segredos africanos nossa cheirosa comida brasileira.
 E foi mais ou menos desse jeito nessa mistura tão gostosa de cultura que a Feijoada nasceu . 
E por isso que até hoje quem prova de uma Feijoada fica alegre de repente .
É que cada um encontra nela o sabor de sua gente…”.  

Leitura informativa
Origem da feijoada

Costuma-se atribuir o início da feijoada aos escravos que aproveitavam os restos da carne de porco, não nobres, que os seus patrões não comiam.
Alguns dizem que este começo é uma lenda.
Vejam neste link abaixo a história da feijoada:
http://www.escolakids.com/a-historia-da-feijoada.htm
Possivelmente os escravos comeriam feijão com fubá (habitualmente farinha fina de milho) ou farinha de mandioca ao qual poderiam juntar uns restos de carne seca.
As referências à alimentação dos escravos parecem escassas mas encontramos viajantes estrangeiros que no século XIX passaram pelo Brasil.
Já noutras ocasiões tive oportunidade de manifestar a importância dos escritores de viagens, naquele tempo.
Uma visão exterior é sempre mais acutilante até pelo desconhecimento dos hábitos locais, e principalmente pelo desconhecimento de muitos produtos.
A feijoada como hoje a conhecemos é naturalmente produto de uma evolução. 
 Como escreveu Ivan Alves Filho “A feijoada é a etapa superior do feijão com arroz”, confirmando que não é a transformação de receituário luso/europeu.
Como nós podemos constatar, temos muitos pratos de cozinha portuguesa que não tiveram influências externas, mas foram naturalmente evoluindo e séculos depois quase parecem pratos novos.
A cozinha não é uma atividade estática, é dinâmica e pode é evoluir a velocidades diferentes.
Segundo Walsh, inglês que em 1808 esteve no Rio de Janeiro, cita que o principal prato era o “feijão com toucinho e carne seca”.
Refere ainda que acrescentavam farinha de mandioca e laranja à carne seca.
Ora esta alimentação não era dos escravos.
Curiosamente Jean-Baptiste Debret ainda no Rio de Janeiro, e no início do século XIX, descreve a alimentação que os familiares dos presos lhes levavam à cadeia e era constituída por “carne fresca, toucinho, carne seca, feijões pretos, laranjas e farinha de mandioca.”
Tenhamos em atenção que esta descrição alimentar é provocada pelo espanto da “legislação… dispensar o governo da alimentação dos presos.”
Relatos portugueses dessa época referem que “geralmente se sustentava o povo de feijão, toucinho, carne de porco, arroz e milho”.
Mas para a história da Feijoada à Brasileira é importante fixar-se na história do feijão.
E não de deve aceitar como a transformação da feijoada portuguesa para a brasileira apenas substituindo a qualidade do feijão.
Muito antes dos portugueses ou espanhóis chegarem às Américas já aqui se produzia feijão há mais de seis mil anos. Inclusive em relatos portugueses de finais do século XVI consta que “há nesta terra muito arroz, fava e feijões.”
Passado pouco tempo depois da independência o escritor Carl Seidler afirmava que “o feijão, principalmente o preto é prato nacional e predileto dos brasileiros.”
Como em Portugal, no século XIX , ainda se manifestava a evidência de comer carne de porco para provar que não eram judeus ou muçulmanos, mesmo depois de já extinta Inquisição.
Do feijão cozido com pouca carne, acompanhado com arroz, até chegarmos à atual Feijoada à Brasileira passaram-se dois ou três séculos.
E poderemos aceitar que no período de evolução da feijoada possa ter havido alguma influência da cozida portuguesa, muito embora não seja essa influência determinante para o produto atual. Acredito mais na influência africana.
E começa com a substituição do feijão para os feijões locais com fixação no preto. Gilberto Freyre, em contrapartida afirma que foi a influência da cozinha gorda dos mosteiros portugueses…
Talvez tenho algumas dúvidas. Certo é que a Feijoada à Brasileira se transformou num emblema nacional, entrando pelas artes da poesia e do canto.
Estarei mais de acordo com Josimar Melo quando afirma:
“Há certo folclore em querer situar a feijoada como um legado da miséria dos escravos, que hipoteticamente teriam criado o prato com o feijão, abundante e barato, e os restos das carnes de porco rejeitado pelos senhores da casa-grande.
 Isso explicaria que na feijoada compareçam itens como orelha, rabo, língua de porco e carne-seca bovina.
Mas quem é que disse que a tradição dos senhores de terra, herdeiros da cultura portuguesa, mandava rejeitar as partes menos nobres do porco?
Não é o que acontece até hoje na Europa, onde, pelo contrário, há grande apreço pelo sabor dos miúdos e de tudo o que seja alimento proveniente dos animais.”
Eu sei que me meti em grande aventura ao escrever esta crónica.
E foi provocada por uma feijoada que comi recentemente e que me fez lembrar outras, bem melhores, que comi no Rio de Janeiro e especialmente em São Paulo, cidade da qual guardo as melhores lembranças gastronómicas.
E a feijoada merece um texto mais longo do que aquele de que disponho neste momento.
E ainda quero afirmar que a feijoada se transformou num motivo convivial tão arredado das vidas modernas.
Receita: Aula instrucional
Mas como se faz hoje a feijoada?
Há muitas receitas.
Sem quer apresentar a melhor, irei explicar os modos de confeção.
Para isso é necessário feijão preto, carne seca bovina, lombo de porco salgado, costelas de porco salgado, pezinhos de porco salgado, linguiça de porco, paio, toucinho fumado, louro, cebolas, alhos e couve.
De vésperas lavam-se bem as carnes e deixam-se de molho.
Limpa-se também o feijão e coloca-se de molho em recipiente separado.
No dia seguinte coze-se rapidamente o feijão com o louro e juntam-se as carnes (escorridas) começando pela carne seca e pezinhos, que demoram mais a cozer, e depois juntam-se as restantes carnes.
Por vezes frita-se previamente a linguiça e junta-se depois.
À medida que as carnes vão ficando cozidas, partem-se em pedaços e voltam para a panela de cozer.
Se optar por fritar a linguiça, toucinho ou bacon, ou outros enchidos reserve a gordura de fritura para fazer transpirar as cebolas picadas e os alhos esmagados.
Junte-lhes um pouco do feijão já cozido e esmague até obter uma massa e junte à panela da feijoada.
Não esqueça de ir provando a feijoada para que não fique salgada.
Para a montagem de serviço deverá colocar as carnes em travessa separada do feijão com os enchidos, acompanhar com arroz branco solto, a couve cortada fininha e passada por gordura quente, um molho picante e laranjas cortadas às rodelas ou gomos.
 Depois há uma enormidade de receitas e ingredientes conforme as regiões.
Encontrei uma receita da qual vou apenas referir os ingredientes e os acompanhamentos: feijão preto, carne seca bovina, costelas de porco salgadas ou fumadas, pé de porco salgado, rabo de porco salgado, lombo de porco fumado, paio, linguiça portuguesa, língua de porco fumada, bacon, cebola, alho, louro, sumo de laranja e vodka ou aguardente.
Para acompanhamento vejamos: arroz branco, bolinho de arroz com gengibre, couve à mineira, mandioca frita, mandioca cozida, banana à milanesa, linguiça calabresa frita, bacon torradinho, torresmo, bisteca de porco grelhada, leitoa à passarinho pururuca, farinha de mandioca torrada, molho de feijão apimentado, farofa, molho de pimenta, quibebe, carne seca refogada, farofa de carne seca, pãezinhos de inhame, cebola fatiada dourada, puré de abóbora japonesa cozida em leite de coco e laranjas cortadas aos gomos!!!
Além do exagero talvez um pouco de falta de nacionalismo.
BOM APETITE
 Virgílio Nogueiro Gomes
Resultado de imagem para livro o tabuleiro da baiana


O tabuleiro da baiana
Sonia Rosa


Era uma vez um país chamado Brasil.
Depois que os portugueses tomaram posse do país, trouxeram da África muitos negros para trabalhar como escravos.
Eles trouxeram suas músicas, suas danças, suas línguas, sua religião e muitos outros costumes, que com o passar dos anos, foram se misturarando com os dos índios que aqui moravam e com os dos portugueses.
Vários desses costumes viraram partes importantes da cultura do país, mas muita gente não se lembra de que eles foram trazidos pelos escravos.
A coleção Lembranças Africanas fala dessa herança.
O tabuleiro da baiana, traz para o universo infantil a graça e o encanto desse personagem tão típico do cenário brasileiro - a vendedoras de quitutes que ficaram conhecidas em todo o país como 'baianas'.
As roupas, o tabuleiro e os pratos típicos da culinária baiana são sua 'marca registrada'.
As ilustrações de Rosinha Campos dão vida e cor ao poético texto de Sonia Rosa. http://books.google.com.br/books/about/Tabuleiro_da_baiana_O_cole%C3%A7%C3%A3o_Lembran.html?id=f4wvy3V3BGEC&redir_esc=y    
Vejam postagens neste blog sobre a galinha d'angola e mais esta abaixo, onde esta obra é citada.
Projeto: A galinha d’angola

Livro aqui

  
 
 Mulheres africanas
 Vejam mais aqui:

 Projeto 
O tabuleiro da baiana
AQUI

No tabuleiro da baiana tem sabor, tradição e histórias, muitas histórias.
 No livro, de maneira alegre e estimulante, a história do acarajé conduz o leitor por temas como importância da herança afro-brasileira e das tradições orais, valorizando elementos formadores da cultura brasileira.  
 No Tabuleiro da Baiana tem Acarajé
Acarajé é uma especialidade gastronômica da culinária afro-brasileira feita de massa de feijão-fradinho, cebola e sal, frita em azeite-de-dendê.
O acarajé pode ser servido com pimenta, camarão seco, vatapá, caruru ou salada, quase todos componentes e pratos típicos da cozinha do extremo sul da Bahia.


Lindas obras para fazer releituras....


  Quem seria o pintor? Trouxe daqui:



Carmem Miranda e Luiz Barbosa
cantam

 No tabuleiro da baiana
Ari Barroso  

No tabuleiro da baiana tem
Vatapá, oi
Caruru
Mungunzá
Tem umbu
Pra ioiô
Se eu pedir você me dá
O seu coração
Seu amor de iaiá
No coração da baiana tem
Sedução
Canjerê
Ilusão
Candomblé
Pra você
Juro por Deus
Pelo senhor do Bonfim
Quero você, baianinha, inteirinha pra mim
E depois o que será de nós dois
Seu amor é tão fulgáz, enganador
Tudo já fiz
Fui até num canjerê
Pra ser feliz
Meus trapinhos juntar com você
E depois vai ser mais uma ilusão
No amor quem governa é o coração
No tabuleiro da baiana tem
Vatapá, oi
Caruru
Mungunzá
Tem umbu
Pra ioiô
Se eu pedir você me dá
O seu coração
Seu amor de iaiá
No coração da baiana também tem
Sedução
Canjerê
Ilusão
Candomblé
Pra você




             


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