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Colaboração e Direitos

Colaboração e Direitos Autorais
Olá amiga(o) ,
Fui professora dos projetos "Estímulo À Leitura",
"Tempo Integral" e a favor da leitura lúdica,
afinal, quer momento mais marcante que a fantasia da vida?
Portanto, será um prazer receber sua visita em mais um blog destinado a educação.
Nele pretendo postar comentários e apreciações de materiais didáticos de Língua Portuguesa, além de outros assuntos pertinentes, experiências em sala de aula, enfocando a interdisciplinaridade e tudo que for de bom para nossos alunos.
Se você leu, experimentou, constatou a praticidade de algum material e deseja compartilhar comigo,
esteja à vontade para entrar em contato.
Terei satisfação em divulgar juntamente com seu blog, ou se você não tiver um, este espaço estará disponível dentro de seu contexto.
Naturalmente, assim estaremos contribuindo com as(os) colegas que vêm em busca de sugestões práticas.
Estarei atenta quanto aos direitos autorais e se por ventura falhar em algo, por favor me avise para que eu repare os devidos créditos.
Caso queira levar alguma publicação para seu blog, não se
esqueça de citar o "Linguagem" como fonte.
Você, blogueira sabe tanto quanto eu, que é uma satisfação ver o "nosso cantinho" sendo útil e nada mais marcante que
receber um elogio...
Venha conferir,
seja bem-vinda(o)
e que Deus nos abençoe.
Krika.
30/06/2009

Linguagem social...

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Comemoração

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JUNHO 2019
17 ANOS DE LITERATURA INFANTIL
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quinta-feira, setembro 26, 2024

ABCDinos>PNLD literário>Gênero poema>Alfabeto dinos> Dino e Saura>Gênero informativo/Enciclopédico>

 

Celina Bodenmuller/L.Anelli/Graziella Mattar

Este abecedário poético, concebido por um paleontólogo entusiasmado, uma escritora estreante e uma ilustradora convicta, traz 26 poemas e uma pílula informativa sobre dinossauros que habitaram diversas partes do planeta. 
No final do livro há um mapa que indica os locais onde seus fósseis foram encontrados. 
Essa valiosa herança, deixada há milhões de anos, conta-nos hoje como eram os dinossauros, onde e como viviam, o que comiam e muito mais.


Proposta pedagógica: AQUI

Um abecedário, um livro de poemas ou uma coleção de verbetes sobre dinossauros?
ABCDinos é tudo isso junto!
Como é próprio dos livros de alta qualidade, pode ser lido de muitas maneiras.
Para cada uma das 26 letras do alfabeto associa-se uma espécie de dinossauro, apresentado por meio de dois gêneros textuais em diálogo na página: uma quadrinha poética e um pequeno verbete informativo.
Assim, o leitor desvenda, de forma divertida, aspectos curiosos do universo destes fantásticos animais que habitaram nosso planeta há milhões de anos.
Diferente de muitos abecedários que apresentam palavras descontextualizadas para crianças em processo de alfabetização, em ABCDinos as palavras em destaque são, justamente, os nomes populares dos dinossauros: do arqueoptérix ao zunicerátopo, passando pelos conhecidos tiranossauro e velocirráptor.
Um passeio pelas principais espécies de dinossauros encontrados ao redor do planeta, incluindo os dinos brasileiros. AQUI
Ouvindo: AQUI
AQUI Cantando vogais: AQUI, AQUI
Atividades: AQUI, AQUI

Fernando Vilela
“Há muitos milhões de anos, o planeta Terra era povoado por diferentes tipos de dinossauros. Na região onde hoje é o Brasil, dois deles começaram uma amizade improvável...”
É possível dinossauros azuis e vermelhos serem amigos ou seria melhor cada um ficar em um lado das montanhas? AQUI AQUI

A velha história do ovo que vai parar no ninho errado, porém desta vez recuando ao tempo dos dinossauros brasileiros. 
O conto parecerá ainda mais antigo no meio de uma família de oxalaias azuis que descobre um filhote vermelho... 
Porém, mesmo naqueles tempos difíceis, tem início uma amizade entre Dino e Saura que não se sentem nunca em casa, nem lá nem cá, entre parentes de cores diferentes.

 Fernando Vilela reinventa e emenda narrativas clássicas em um cenário bastante árido. 

Partindo do discurso informativo, ele transita do enganos e desafetos do Patinho Feio a Bambi, à companhia de uma compreensiva dinossaurinha azul, às desavenças entre duas famílias, como na peça de Romeu e Julieta, ao cruzamento entre duas raças de uma mesma espécie, gerando netos, bisnetos e tataranetos de cor e comportamentos novos — todas as histórias num só texto, ilustrado pela técnica mista da xilogravura, dos carimbos e do computador gráfico, em cores primárias, secundárias, terciárias...Fonte


Letra D: AQUI
Projeto produção de texto: AQUI
Projeto dino: AQUI
Xilogravura: AQUI, AQUI
Técnica xilogravura/isopor: AQUI
Rinocerontes: AQUI
Pré- história: AQUI



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sexta-feira, agosto 30, 2024

Uma árvore>Contando e encantando>Cordel da árvore>Estímulos literários> 30/08/2024


Rodrigo Mattioli

Alina decidiu plantar uma árvore e tudo começou a mudar. Às vezes uma pequena decisão é suficiente para transformar tudo que nos rodeia.
E que grande decisão: Uma sementinha interagindo com a natureza, revelando muita vida!

Ouvindo: AQUI, AQUI
Ouvindo detalhes da obra: AQUI  e vendo: AQUI
Estudo das árvores
A observação e o estudo de árvores na educação infantil oferecem uma oportunidade única para promover a conexão das crianças com a natureza, estimular sua curiosidade e desenvolver habilidades cognitivas e sociais: AQUI
Cordel da árvore: O Dia da Árvore é comemorado no Brasil em 21 de setembro e tem como objetivo principal a conscientização a respeito da preservação desse bem tão valioso para todo o nosso planeta. A data comemorativa foi escolhida em razão do início da primavera no hemisfério sul, que é dia 23 de setembro. Para isso nossos professores Rafael Bonfim e Laís Machado prepararam um cordel para homenagear esse dia especial. AQUI
Poesia: Herbário: AQUI, AQUI, AQUI

O que é literatura de cordel: AQUI, AQUI

Você sabe o que é uma isogravura? Sabe fazer uma isogravura? Não? Então aprenda aqui com a Malu. AQUI

Dia da árvore: Texto e interpretação: AQUI
Atividade de sopro:
O movimento de sopro ajuda no desenvolvimento da linguagem, pois exercita os músculos que intervém na fala, especialmente os da bochecha. O sopro também melhora a pronúncia e ajuda a consolidar os fonemas.

Uma das primeiras atuações mundiais sobre o meio ambiente foi a criação do dia da árvore no 21 de setembro em 1872 nos Estados Unidos. A partir desse dia foi instituído o dia mundial da Árvore, com intuito de preservar o meio ambiente e também motivar o plantio de árvores. AQUI


A primavera das flores: AQUI
Árvore: AQUI
Sementes: AQUI
Germinação: AQUI
Cordel: AQUI
Literatura de cordel: AQUI
Primavera: AQUI
Xilogravura: AQUI
A viagem da sementinha: Era uma vez uma semente: AQUI
A pequena semente e Psiu, da semente a árvore: AQUI




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sexta-feira, março 13, 2020

COLETÂNEA ESPECIAL CORDEL>13/03/2020


COLETÂNEA ESPECIAL/CORDEL
Literatura de cordel para crianças
Da Cultura nordestina, o Cordel é marcado pelas rimas e tem um jeito de único de contar histórias. Ler, ouvir, escrever e declamar cordéis com as crianças é uma maneira de trabalhar o desenvolvimento da linguagem, através da relação entre escrita e oralidade.
Cordel de folclore, de contos de fadas, de fábulas, de História do Brasil, são textos cheios de Cultura. Com origem nos trovadores medievais, a tradição cordelista veio de Portugal, mas a forma que conhecemos hoje é característica do nordeste brasileiro. Veja aqui alguns exemplos do gênero textual e seu ritmo.
A ABLC (Academia Brasileira da Literatura de Cordel), oferece em seu site cordéis digitalizados, tem uma Loja virtual de produtos físicos, vídeos e muito conteúdo sobre essa arte brasileira.


Projetos
O meio ambiente e os cordéis
AQUI
Os encantos da literatura de cordel
O lobo e o cordeiro
Xilografia
AQUI
AQUI

Aulas
O que é cordel?
AQUI
AQUI
AQUI
Texto e imagem
AQUI
Cordel como fonte histórica
AQUI

Literatura de cordel na alfabetização
AQUI
Interpretação e leitura
AQUI
AQUI
5ºano
AQUI
Varais de cordel para imprimir
AQUI
Rimas de cordel/Interpretação/Imprimir
AQUI

Sequências didáticas
AQUI
Escrevendo  literatura de cordel
AQUI
Do conto ao cordel do verbo/A bela e a Fera
AQUI

Um passeio em cordel pelos contos de fadas
Contos de fadas em cordel
Rimas saborosas
O corvo e o pavão
O sapo dentro do saco

Patativa do Assaré

Livros infantis
O pequeno príncipe
AQUI
Romeu e Julieta
AQUI
Dona baratinha e seu casório
AQUI
Sopa de pedra
AQUI
Roupa nova do rei
AQUI
João e o pé de feijão
AQUI
O patinho feio
AQUI
O jacaré Bilé
Um cordel para muitos chapéus
AQUI
Eu tropeço e não desisto
AQUI
Cores em cordel
AQUI
Um índio chamado esperança
AQUI
Cordel na terra e no céu
AQUI
Aquecimento global não dá rima com legal

Muito mais literatura de cordel no Linguagem e Afins


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quinta-feira, fevereiro 27, 2020

Conto: Melancia e Coco Verde>Ricardo Azevedo>Sequência didática>27/02/2020


Este belo livro reúne dez contos folclóricos que circulam em nosso país, recontados e ilustrados por Ricardo Azevedo.Como quem conta “causos” ao pé do fogo ou na cozinha de uma casa brasileira, em volta da mesa e tomando café, as histórias são narradas em linguagem coloquial, próxima ao leitor.
Em “Moço bonito imundo”, um rapaz faz um trato com o Coisa-Ruim concordando em ficar sem se limpar, enrolado numa capa de pele de animal por sete anos para conseguir, então, ser livre e rico.
“A mulher dourada e o menino careca” fala de uma criança criada por uma misteriosa mulher encantada que vivia num castelo escondido embaixo da terra. Ao desobedecer a ordem de não abrir as arcas guardadas pela mulher dourada, o menino acabou provocando mudanças irreversíveis em suas vidas.
“O príncipe encantado no reino da escuridão” fala de uma menina que, maltratada pela madrasta e suas filhas, consegue escapar dos maus tratos e, graças à sua bondade, recebe ajuda do Príncipe Encantado do Castelo de Ferro do Reino da Escuridão.
“Coco Verde e Melancia” são pseudônimos usados em cartas por um casal apaixonado que enfrenta a proibição de namoro feita pela família da moça usando inteligentes estratagemas, conseguindo, finalmente, desfazer mal-entendidos e casar-se.
“A mulher do viajante” conta a história de um viajante enganado por uma bruxa, que o faz acreditar que sua mulher não lhe era fiel e da inteligente solução encontrada para este conflito por sua esposa. O conto
“Os onze cisnes da princesa” retoma um tema presente nos contos de fadas de origem européia: a transformação de irmãos em cisnes e os desafios enfrentados pela irmã caçula para livrá-los deste encantamento.
Em “O filho do ferreiro e a moça invisível”, um rapaz é obrigado pelo rei a entrar num misterioso buraco que ninguém conseguia fechar e voltar para contar o que existia lá dentro. É assim que ele consegue desfazer o feitiço que havia tornado invisível a filha do monarca, que vivia presa ali.
“Dona Boa-Sorte e mais dona Riqueza” são duas personagens que disputam qual delas é a mais poderosa.
“As três noites do papagaio” conta as artimanhas feitas por um rapaz, com a ajuda de uma velha feiticeira, para conseguir ficar com uma bela moça, já casada com um vendedor ambulante.
“O filho mudo do fazendeiro” conta o estratagema usado por uma jovem para conseguir fazer com que um rapaz, que vivia deitado numa cama sem nunca dizer uma palavra, voltasse a falar.
Estas sábias e divertidas histórias, depuradas por séculos de circulação de boca em boca ou, como agora, de livro em livro, apresentam enredos inteligentes e envolventes que, além de resgatar o imaginário popular brasileiro, revelam uma qualidade que é característica dos contos de tradição oral: a reflexão sobre a vida e suas dificuldades, o ensinamento ético, a representação das qualidades humanas sem que, com isso, esta literatura se limite a recados didatizantes ou em pretexto para lições de bom comportamento.
As ilustrações retomam a brasilidade da linguagem utilizada e os componentes da cultura popular das histórias, enriquecendo sua leitura. Como nos conta o autor, “quem canta seu mal espanta/quem quem chora não se contenta/quem conta histórias se encanta/quem não conta se arrebenta!” Para ler, contar e recontar a crianças, jovens e adultos.  Fonte
Conto:Melancia e Coco Verde
Livro: Cultura da terra/ E obra acima/Ricardo Azevedo
Muito mais sobre esta obra: AQUI

Era um guri muito pobre. Morava fora da cidade, num casebre caindo aos pedaços. Mesmo assim vivia com um sorriso bonito nos lábios. Tudo por causa de uma colega de escola.
Foi assim. No começo, os dois só se olharam. Depois puxaram assunto, sorriram, conversaram e ficaram amigos. Não demorou muito, já estavam namorando firme.
O pai da guria era cheio de dinheiro, dono da maior estância da região. O tal estancieiro tinha poder, terras, gado e muitas plantações. Tinha também um sonho: ver sua filha única casada com um primo. Como o rapaz era fazendeiro, o pai da moça fazia os cálculos. Aquele casamento faria seu poder ficar maior ainda.
O tempo passou. O menino pobre cresceu e virou soldado. Continuou namorando a filha do estancieiro e gostando cada vez mais dela.
— Tu não devias namorar esse soldado — dizia o pai da moça. — É um chinelão pé-rapado. Não tem nem onde cair morto. Não tem um pau pra matar um gato!
O pai falava, falava e falava, mas, enquanto isso, o amor da moça crescia, crescia e crescia cada vez mais forte e verdadeiro.
Quando foi um dia, o moço foi convocado para lutar numa guerra.
A namorada chorou cheia de susto:
— Fica! — implorou ela.
O estancieiro sorriu cheio de raiva:
— Tomara que morra!
Antes de viajar, o soldado chamou a moça.
Garantiu que ia voltar e disse mais. Pediu a ela que prestasse atenção. Contou que tinha inventado dois apelidos. Era um segredo. Ela passaria a ser Melancia. Ela seria Coco Verde.
— Só nós dois sabemos — explicou ele. — É feito uma senha. No caso de qualquer recado, carta, bilhete ou aviso urgente, a gente usa os apelidos. Assim, nem teu pai nem ninguém vai saber que é coisa nossa.
Tudo combinado, o moço beijou a moça e partiu a galope.
Mas o tempo é cavalo que ninguém segura nem monta.
O estancieiro inventou uma história. Mentiu. Disse que tinha recebido notícia fresca da guerra. O tal moço, o tal soldado pobretão, o namorado da filha, infelizmente tinha morrido em combate.
No começo, a moça não conseguia acreditar. Depois, ficou quase doida de desespero. O estancieiro abraçou a filha e, fingindo, aconselhou:
— A vida é assim mesmo. É duro, mas não faz mal. O jeito agora é tu te casares com teu primo.
E nem esperou resposta. Já foi dando ordem para chamar o padre, preparar a papelada e avisar a parentalha. Mandou também preparar a doçaria e colocar os frangos, porcos, ovelhas bezerros na engorda.
— Vai ser a maior churrascada que já se viu!
Acontece que a notícia às vezes anda mais depressa que pensamento.
O moço soldado tinha amigo. Um índio.
Assim que soube do casamento, o índio pegou o cavalo e partiu para a guerra. Queria que o amigo soubesse daquele matrimônio inesperado.
Encontro o soldado acampado à beira de um rio.
Ao saber do acontecido, o jovem ficou revoltado. Gritou:
— Largo essa guerra no meio! Quero saber se a moça mudou de ideia ou se é coisa do pai dela!
Mas o destino é cheio de truques.
Um cavaleiro apareceu galopando. Trazia ordem importante. Parte da tropa havia caído numa emboscada. O grupo estava cercado pelo inimigo. Segundo o recém-chegado, era preciso ajudar senão muita gente ia morrer.
O soldado que namorava a filha do estancieiro ficou sem saber o que fazer. Lutar para ganhar a guerra ou lutar para não perder seu amor?
— São meus companheiros — explicou ele ao amigo. — Preciso ficar mais um pouco!
Mas agarrou o índio pelo ombro. Pediu a ele que montasse e voltasse para a estância. Que viajasse dia e noite sem descanso. Que, por favor, desse um jeito de chegar antes do casamento.
— Amigo, é preciso que tu procures a filha do estancieiro!
E revelou o segredo dos apelidos. Pediu ao índio que chegasse perto da moça e, em voz alta, falasse em Melancia e Coco Verde. Explicou que era uma senha. Que ele desse um jeito de contar a ela que seu namorado ainda estava vivo e voltaria assim que pudesse.
Os dois amigos se abraçaram. O índio saltou no cavalo e partiu em disparada. Dizem que cavalgou sem parar três dias e três noites. Chegou no quarto dia de manhã, dia da festa de casamento.
Encontrou a estância enfeitada, convidados circulando, fogos pipocando, a cachorrada latindo, gaita tocando alto e cheiro bom de carne assando.
Uma reunião de família acontecia na sala. Estavam lá a noiva e o noivo, o estancieiro e sua mulher, o padre, parentes e amigos, todos conversando e tomando chimarrão.
O índio entrou de mansinho e pediu a palavra. Puxou uma viola e cantou:

Essa vida é uma guerra
É melhor tomar cuidado,
Melancia, Coco Verde
Tá mandando o seu recado!

Todos aplaudiram os versos do índio.
A noiva franziu a testa.
O índio continuou:

Para ter felicidade
É preciso ter coragem,
Melancia, Coco Verde
Volta logo da viagem!

Ninguém entendia direito os versos do índio. O estancieiro coçou o queixo. A noiva ficou pensando. Enquanto isso, todo mundo aplaudiu, pois o amigo do soldado cantava bem. E ele foi adiante:

Essa vida é uma beleza
Quem duvida se enganou
Coco Verde vem de longe
Pra buscar o seu amor!

Foi quando a noiva compreendeu o recado e arregalou os olhos. Depois soltou um grito e caiu desfalecida no chão da sala.
O susto foi geral. A festa parou no meio. Mandaram chamar um médico. O homem fez o que pôde, mas nada de descobrir um jeito de fazer a moça voltar a si. É que foi desmaio fingido.
No fim daquela mesma tarde, o soldado que namorava a filha do estancieiro voltou da guerra. Era o remédio que a moça mais precisava. Ao escutar a voz do amado, a moça curou na hora, pulou da cama e chamou todo mundo. Agora estava cheia de saúde. E furiosa. Acusou o pai de mentiroso. Contou que a fizera pensar que o namorado tinha morrido na guerra. Pediu desculpas ao primo e garantiu:
— Não tem jeito. É do soldado que eu gosto. É ele que eu quero. É só com ele que eu caso!
Depois, abraçou e beijou o namorado na frente do pai, da mãe, do noivo, de Deus e todo mundo.
Como a festa estava armada, tinha padre, tinha convidado, tinha chimarrão, carne, vinho e tudo, o casamento foi realizado.
Dizem que Melancia e Coco Verde foram felizes de verdade.

AZEVEDO, Ricardo. Cultura da Terra. São Paulo: Moderna, 2008

Atividades

Sequência didática

ETAPA 1 - ANTES DA LEITURA
Iremos iniciar uma conversa sobre o texto “Melancia e Coco Verde”, de Ricardo Azevedo, para isso pensarmos sobre algumas questões:
ATIVAÇÃO DE CONHECIMENTOS DE MUNDO:
O professor irá conversar com os alunos em uma roda de conversa ( sala em círculo) sobre o que o título, além disso, colocará a imagem do texto no Datashow e explorará a mesma, por meio das seguintes questões:
1-    Que imagem vocês veem no texto?
2-    O que vocês acham que representa a imagem?
3-    Onde vocês acham que se passa a história?
4-    Por que vocês acham isso?
5-    Em um texto como esse o que pode acontecer?
6-    Pensem em personagens, fatos e cenários.
7-    Vocês já leram algum texto do Ricardo de Azevedo? Quais?
Nesse momento o professor levará os alunos na biblioteca, esta já estará organizada com os livros do autor em exposição, os alunos farão uma biografia coletiva.
ETAPA 2 – DURANTE A LEITURA
CAPACIDADES DE COMPREENSÃO.
Agora iremos fazer a leitura do texto, os alunos estarão sentados em duplas para acompanhar a leitura do texto.
CHECAGEM DE HIPÓTESES: Ao longo da leitura, o leitor estará checando constantemente essas suas hipóteses, isto é, confirmando-as ou desconfirmando-as e, consequentemente, buscando novas hipóteses mais adequadas. Se assim não fosse, o leitor iria por um caminho e o texto por outro.
ETAPA 3 (EM DIANTE) – DEPOIS DA LEITURA
CAPACIDADES DE DECODIFICAÇÃO
Compreensão do uso do pronome (tu), uso dos verbos, linguagem formal e informal (questionar os alunos), percepção do discurso em prosa e em verso, ditados populares, as repetições de palavras no texto como: crescia e falava.
ETAPA 4 – LOCALIZAÇÃO E/OU CÓPIA DE INFORMAÇÕES
CAPACIDADES DE COMPREENSÃO
Nesse momento, vamos trabalhar por meio da discussão oral com as seguintes perguntas:
1-    Quem é o narrador?
2-    Quais os personagens da história?
3-    Onde se passa a história?
4-    De acordo com os versos “Essa vida...o seu amor!” a noiva compreendeu o recado e arregalou os olhos. Depois saltou um grito desfalecida no chão da sala. Localize a informação do acontecimento, o espaço e tempo.
5-    Explique a temática central do texto.
6-    Qual a importância do índio no desenrolar da história?
ETAPA 5: COMPARAÇÃO DE INFORMAÇÕES
CAPACIDADES DE COMPREENSÃO
Leitura compartilhada (reconto da história)
Discussão:
1-    Se as meninas fossem a personagem, casariam ou esperariam o moço?
2-    Se os meninos fossem Coco Verde, eles ficariam para ajudar os amigos ou iriam ao encontro do grande amor?
3-     Vocês acreditam que exista um amor assim? Justifique sua resposta.
ETAPA 6: GENERALIZAÇÕES
CAPACIDADES DE COMPREENSÃO
Conclusões gerais sobre o fato, a situação, exemplos e explicações. Poderá ser realizada por meio de um debate regrado.
1-    Era amor ou paixão que existia entre Melancia e Coco Verde? Considere sua separação.
2-    Considerando o desejo do pai, o que foi mais forte: o amor ou à distância?
3-    Traria a riqueza do primo mais felicidade que o amor do soldado?
4-    Por que ao receber o recado de que o soldado estava vivo a moça desistiu do casamento?
ETAPA 7: PRODUÇÃO DE INFERÊNCIAS LOCAIS
CAPACIDADES DE COMPREENSÃO
Compreensão de vocábulos desconhecidos, fazer inferências, ou seja, descobrir pelo contexto o significado do termo:
Estanceiro – parentalha – chimarrão.
Uso do dicionário (verbete) dentro do texto.
ETAPA 8: PRODUÇÃO DE INFERÊNCIAS GLOBAIS
CAPACIDADES DE COMPREENSÃO
Trazer o conhecimento de mundo e lógico.
Por que as personagens têm o nome de Melancia e Coco Verde?
CAPACIDADES DE APRECIAÇÃO E RÉPLICA DO LEITOR EM RELAÇÃO AO TEXTO – INTERPRETAÇÃO E INTERAÇÃO
ETAPA 9: RECUPERAÇÃO DO CONTEXTO DE PRODUÇÃO DO TEXTO
Para interpretar um texto discursivamente, é preciso situá-lo: Quem é seu autor? Que posição social ele ocupa? Que ideologias assume e coloca em circulação? Em que situação escreve? Em que veículo ou instituição? Com que finalidade? Quem ele julga que o lerá? Que lugar social e que ideologias ele supõe que este leitor intentado ocupa e assume? Como ele valora seus temas? Positivamente? Negativamente? Que grau de adesão ele intenta? Sem isso, a compreensão de um texto fica num nível de adesão ao conteúdo literal, pouco desejável a uma leitura crítica e cidadã.
ETAPA 10: DEFINIÇÃO DE FINALIDADES E METAS DA ATIVIDADE DE LEITURA
CAPACIDADES DE APRECIAÇÃO E RÉPLICA DO LEITOR EM RELAÇÃO AO TEXTO – INTERPRETAÇÃO E INTERAÇÃO
Fruir esteticamente;
Conhecer a cultura da região que a obra aborda;
Conhecer os hábitos e costumes do local.
ETAPA 11: PERCEPÇÃO DE RELAÇÕES DE INTERTEXTUALIDADE
CAPACIDADES DE APRECIAÇÃO E RÉPLICA DO LEITOR EM RELAÇÃO AO TEXTO – INTERPRETAÇÃO E INTERAÇÃO
No nível temático: Ler um texto é colocá-lo em relação com outros textos já conhecidos, outros textos que estão tramados a este texto, outros textos que poderão dele resultar como réplicas ou respostas. Quando esta relação se estabelece pelos temas ou conteúdos abordados nos diversos textos, chamamos a isso intertextualidade. Uma sugestão de intertexto é o poema bem-me-quer. Com o poema será abordado às semelhanças que existem entre o texto e o poema? Comente.
Outra opção de intertexto é a tira do Menino Maluquinho ou outra tira relacionada a casamento nos dias atuais. Professor inicie com as seguintes perguntas:
1-    O que aconteceu no primeiro quadrinho?
2-    O que poderemos ter depois?
3-    O que acontece no segundo quadrinho?
4-    O que teremos no terceiro?
5-    Por que há o humor? O que gera o riso?
6-    É possível notar, pela leitura, uma relação de intertextualidade? Qual?
7-    Como o amor é representado?
ETAPA 12: PERCEPÇÃO DE RELAÇÕES DE INTERDISCURSIVIDADE
CAPACIDADES DE APRECIAÇÃO E RÉPLICA DO LEITOR EM RELAÇÃO AO TEXTO – INTERPRETAÇÃO E INTERAÇÃO
Relação com a cantiga de roda: Ciranda, cirandinha; ditados populares, valores conotativos e denotativos.
ETAPA 13: PERCEPÇÃO DE OUTRAS LINGUAGENS
CAPACIDADES DE APRECIAÇÃO E RÉPLICA DO LEITOR EM RELAÇÃO AO TEXTO – INTERPRETAÇÃO E INTERAÇÃO
Percepção de outras linguagens (imagens e sons) como elementos constitutivos não somente na linguagem verbal e escrita.
ETAPA 14: ELABORAÇÃO DE APRECIAÇÕES ESTÉTICAS E/OU AFETIVAS
CAPACIDADES DE APRECIAÇÃO E RÉPLICA DO LEITOR EM RELAÇÃO AO TEXTO – INTERPRETAÇÃO E INTERAÇÃO
Ao ler, replicamos ou reagimos ao texto constantemente: sentimos prazer, deixamo-nos enlevar e apreciamos o belo na forma da linguagem, ou odiamos e achamos feio o resultado da construção do autor; gostamos ou não gostamos, pelas mais variadas razões. E isso pode, inclusive, interromper a leitura ou levar a muitos outros textos. Para isso, vamos visualizar imagens sobre casamento. Dessa forma, o professor busca imagens, fotos de casamento nos dias atuais e como eram antigamente, para os alunos visualizarem as semelhanças e diferenças do relacionamento.
ETAPA 15: ELABORAÇÃO DE APRECIAÇÕES RELATIVAS A VALORES ÉTICOS E/OU POLÍTICOS
CAPACIDADES DE APRECIAÇÃO E RÉPLICA DO LEITOR EM RELAÇÃO AO TEXTO – INTERPRETAÇÃO E INTERAÇÃO
Propor um debate com o tema “Preconceito social” que levará os alunos a uma criticidade sobre o assunto discutido.
1-    Por que as ações das personagens Melancia e Coco Verde?
2-    Qual é a crítica que há no texto gerador?
3-    De que forma o amor foi abordado nos diversos textos lidos?
4-    Compare o amor de antigamente com os dias atuais. Quais as semelhanças e diferenças do comportamento de hoje?
Ouvindo e desenhando o conto: AQUI


Inspire-se nesta feira:  AQUI

Xilogravuras:  AQUI, AQUI

Texto gerador: Melancia e Coco verde
Intertexto








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