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Colaboração e Direitos Autorais
Olá amiga(o) ,
Fui professora dos projetos "Estímulo À Leitura",
"Tempo Integral" e a favor da leitura lúdica,
afinal, quer momento mais marcante que a fantasia da vida?
Portanto, será um prazer receber sua visita em mais um blog destinado a educação.
Nele pretendo postar comentários e apreciações de materiais didáticos de Língua Portuguesa, além de outros assuntos pertinentes, experiências em sala de aula, enfocando a interdisciplinaridade e tudo que for de bom para nossos alunos.
Se você leu, experimentou, constatou a praticidade de algum material e deseja compartilhar comigo,
esteja à vontade para entrar em contato.
Terei satisfação em divulgar juntamente com seu blog, ou se você não tiver um, este espaço estará disponível dentro de seu contexto.
Naturalmente, assim estaremos contribuindo com as(os) colegas que vêm em busca de sugestões práticas.
Estarei atenta quanto aos direitos autorais e se por ventura falhar em algo, por favor me avise para que eu repare os devidos créditos.
Caso queira levar alguma publicação para seu blog, não se
esqueça de citar o "Linguagem" como fonte.
Você, blogueira sabe tanto quanto eu, que é uma satisfação ver o "nosso cantinho" sendo útil e nada mais marcante que
receber um elogio...
Venha conferir,
seja bem-vinda(o)
e que Deus nos abençoe.
Krika.
30/06/2009

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JUNHO 2019
17 ANOS DE LITERATURA INFANTIL
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quarta-feira, março 22, 2023

Chapeuzinho e o leão faminto>Produção de textos>Literatura antirracista>Reconto na Savana africana>22/03/2023

 

Alex T.Smith

Certa manhã, tia Rosa acordou com o corpo cheio de pintas! Nesse caso, o que fazer? Ligar para a Chapeuzinho! Ao saber da situação, a menina se despediu do pai e correu para levar para a tia, em sua cesta, tudo o que ela precisava para se curar. Mas, no caminho, encontrou um leão faminto que bolou um plano para devorá-la. Ele chegou primeiro à casa da tia, escondeu-a no armário, disfarçou-se e ficou lá, esperando. Será que seu plano vai dar certo ou será que a Chapeuzinho vai pregar uma peça no leão? Nesse premiado reconto contemporâneo, uma menina cheia de vida mostra o valor do diálogo e da amizade.

Projeto produção de textos: AQUI, AQUI

Chapeuzinho vai visitar a tia Rosa, ao longo do percurso, encontra animais fofos e atravessa belas paisagens. Chagando lá, ela muito astuta, percebe que um leão faminto está se disfarçando de tia. Com muito humor, a história que se passa na savana, nos conduz para um final diferente do que já conhecemos. Será que o leão precisa de uma ajudinha com a sua fome? Uma boa conversa e empatia muda tudo.

Ouvindo:  AQUI, AQUI

Atividades PDF: AQUI, AQUI

"...Uma releitura da história original (Chapeuzinho Vermelho, de Charles Perrault), com personagens diferentes e narrativas semelhantes. Essas histórias têm potencial de contribuição com a aprendizagem estudantil, a partir dos seus elementos constituintes, ou seja, capa, título, ilustrações e texto. Apresentar a história de Chapeuzinho e o Leão Faminto pode parecer uma atividade simples, sendo que é uma releitura de uma história conhecida há muitos anos, mas todos os dias que se lê, pode-se fazer interpretações diversas, a começar por fazer uma referência com o presente e a vivência dos educandos. Questionar sobre quem se parece com a chapeuzinho na sua rua, na sua casa, na escola. Quem sai na rua sozinha? Quem visita a tia (ou vovó) e leva mimos para ela?"

" Essa história traz interpretações por várias vertentes. O público mirim, ao se deparar com ela, estará fazendo um paralelo entre a versão tradicional, passando a ver o personagem que substitui o lobo, ou seja, o Leão Faminto, de outra maneira. Isto irá possibilitar uma conexão entre a realidade dos estudantes e a histórica contada, levando-os a se questionarem: como Chapeuzinho é esperta? Se alguém estiver com fome, pode pedir, educadamente, comida a outra pessoa? O Conto Clássico tem relevante potencial dentro das salas de aula, e o trabalho com os contos vai muito além de apenas uma história infantil com desígnio de divertir ou entreter as crianças. Eles são, na realidade, uma ferramenta valiosa para o professor e para a instituição escolar. Os contos são um meio expressivo em prol do desenvolvimento do ensino literário, na ampliação da aprendizagem que, se usados de maneira prazerosa, podem desenvolver a capacidade reflexiva e criativa dos pequenos, promovendo uma formação crítica e ativa, em que a criança explora a sua criatividade, imaginação e a significação em seu meio." AQUI

É importante reforçarmos a importância dessas narrativas para ampliarmos nosso olhar em relação à diversidade que abarca personagens negros, além de reconhecer a potencialidade das temáticas, tanto das obras escolhidas, quanto de outras, as quais nos chamam a atenção para tópicos de suma relevância. A diversidade das estéticas e narrativas negras, ao serem valorizadas no ambiente escolar, fortalece a autoestima das crianças negras. AQUI



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sexta-feira, março 17, 2023

Meu pai é uma girafa>Três>Jogo de tabuleiro>17/03/2023

 

Sthepen Michael King

Meu pai é grande e alto, gentil e divertido... meu pai é uma girafa! Valendo-se da visão de uma criança, o premiado autor e ilustrador australiano Stephen Michael King cria este divertido e afetuoso livro, no qual as qualidades de um pai são vistas de forma inusitada por seu filho.

Proposta de trabalho: AQUI

Atividades: AQUI

Ouvindo: AQUI, AQUI
Stephen M King

O cachorro Três é um grande explorador! Anda pela cidade com as suas três patas, sempre muito contente, fazendo amigos e aprendendo coisas novas. Ele descobriu, por exemplo, que as pequenas seis-patas, as formigas, têm casas subterrâneas e que a oito-patas, uma aranha, construiu sua casa lá no alto para se proteger do trânsito da cidade. Um dia, de farejada em farejada, ele foi parar no campo, onde conheceu outros animais com diferentes números de patas e, também, uma duas-pernas, a Flávia. Desvendando toda a riqueza que há nas diferenças, Três, do premiado autor Stephen Michael King, nos mostra a leveza e alegria de perceber que podemos ser felizes do jeito que somos!

Proposta de trabalho: AQUI

Temas: Respeito às diferenças / Autoconhecimento / Amizade / Animais / Cidade / Campo / Cotidiano Faixa Etária: A partir de 3 anos (leitura compartilhada) / 7 anos (leitura independente) Proposta por: Clara de Cápua Indicação: Fundamental I (2.o e 3.o anos)

Improvisando no teatro: Ao conhecer Flávia, Três percebe que eles possuem muitas coisas em comum. 
A garota, assim como ele, conversava com os animais, especialmente com os que habitavam o seu jardim. Levando isso em conta, proponha um exercício de improvisação teatral. 
Divida a turma em grupos de aproximadamente cinco alunos, delegando-lhes, além de Flávia, os animais do jardim como personagens. 
Que conversas eles poderiam ter? Será que conversariam sobre o que fizeram durante o dia? 
Será que contariam o que sonharam na última noite?
 Ou será que brincariam de faz de conta? 
Todas as opções são válidas, basta improvisar! 
Como desafio extra, estimule os alunos a experimentarem diferentes tipos de vozes e movimentos corporais, de modo a imitar os animais. 
E lembre-se: enquanto um grupo improvisa, os outros formam uma interessada e silenciosa plateia. Fonte

Jogo: AQUI

Ouvindo: AQUI, AQUI

Ouvindo Vira lata: AQUI

Mais vira latas: AQUI

Mais deste autor no Linguagem: AQUI





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O caracol e a tartaruga são amigos> Em dias chuvosos>Produção de textos>17/03/2023


Stephen M.King

"O caracol e a tartaruga são amigos" é um livro que pode ajudar muito nesse diálogo. De uma forma simples e com ilustrações encantadoras, conhecemos a amizade desses dois personagens simpáticos e ainda refletimos sobre o que é necessário para ter um amigo. É comum as crianças terem conflitos relacionados a querer fazer tudo do seu jeito e a brincadeira acaba perdendo o sentido. A tartaruga e o caracol mostram que é possível divertir-se juntos, mesmo tendo gostos diferentes. Lembrando-nos ainda de um importante fator para uma boa amizade: respeito a individualidade.

Ouvindo: AQUI, AQUI

Algumas sugestões de exploração: você tem algum amigo inseparável? Quais as atividades que ambos gostam de desenvolver? O que amigos devem fazer quando um dos dois prefere brincar de algo diferente? Qual a importância de aceitar e respeitar as diferenças entre as pessoas?

Proposta de trabalho: AQUI

Stephen M.King

A tartaruga está se divertindo na chuva, mas seu grande amigo caracol parece não gostar tanto de água... 

Para a tartaruga, a chuva está bem divertida: splish, splosh, splash. Mas falta alguma coisa. Seu amigo caracol parece não gostar tanto assim de água e não saiu de sua protegida concha. Então, ela se empenha em ideias criativas, engenhosas e afetuosas para ajudar o caracol a enfrentar os dias chuvosos.

Ouvindo: AQUI, AQUI

Sobre a obra: AQUI

Projeto produção de textos: AQUI




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quarta-feira, março 15, 2023

Sopa de botão de osso>A sopa de pedra mole>Gênero contos>Vários contos em PDF>15/03/2023

 

Albrey Davis

Sopa de Botão de Osso, mais conhecida entre nós como Sopa de Pedras, é um conto popular da tradição judaica. Com temática bastante atual, mostra como a solidariedade e a cooperação podem nos fazer sair bem de situações em que individualmente não conseguiríamos nada.

Projeto produção de textos: AQUI

Ouvindo: AQUI, AQUI, AQUI

Essa é mais uma história da Carochinha, um conto tradicional português. O conto fala sobre a história do viajante Malasarte que com fome pede ajuda a uma senhora avarenta. Ela, no entanto, nega ao viajante, comida. Diante da rejeição, ele pede para senhora uma panela e diz que vai fazer uma sopa de pedra. Baixar: AQUI

Alain S.Dzotap

Leuk, a lebre, tem fome. Muita fome. E há semanas, está cruzando a savana em busca de algo para comer. Ao chegar numa aldeia, bate à primeira porta que encontra e se depara frente a frente com a pouco amistosa hiena Buki. Leuk, que tem sempre um truque na cachola, convence a hiena a emprestar-lhe seu caldeirão nem muito sujo nem muito limpo para preparar uma deliciosa sopa de pedra mole... Muito conhecido na Europa e na Ásia em suas diversas versões, esse conto popular, aqui cozido à moda africana, fala da solidariedade em tempos difíceis. Com esta sopa inusitada, todos vão sair saciados e com o coração amolecido! Relevância da obra Recriação de história clássica das tradições europeia e asiática, A sopa de pedra mole é um conto de esperteza, aquele no qual o protagonista usa de sua inteligência para superar os perigos ou sobreviver. Ambientado na savana africana, com sua fauna e sua cultura alimentar, o livro propõe uma reflexão sobre a solidariedade em tempos difíceis. Leuk, a popular lebre das narrativas africanas, encontra uma maneira de matar a sua fome e, ao mesmo tempo, mostrar aos outros animais que juntos é possível superar adversidades.

Ouvindo: AQUI

Ouvindo a sopa de pedra: AQUI

Vamos relembrar? 

Contos de Artimanha são narrativas normalmente curtas, inventadas por alguém e passadas de geração em geração, que apresentam: 

Situação inicial: Apresentação do lugar, personagens. 

Conflito: Introdução ao fato a ser narrado. 

 Clímax: Momento tenso onde tudo começa a caminhar para o desfecho. 

 Desfecho: Onde tudo é solucionado.  

Precisa conter: Enredo, Personagens, Narrador, Lugar (cenário), Tempo.

PDF/Atividades: AQUI, AQUI

Contos populares por região: PDF: AQUI Entrevistas, instrucionais, notícias.

Plano de aula/Notícias: AQUI

Plano de aula/Conto: AQUI

No Linguagem e Afins

Sopa de pedra : AQUI

Cordel sopa de pedras : AQUI

A sopa supimpa: AQUI

Melancia e coco doce: AQUI






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sexta-feira, agosto 06, 2021

A mochila de ouro>Produção textual>Oficina de escritores>A reinvenção de histórias>Através de livros infantis>06/08/2021


"Não há história que só possa ser contada de uma única maneira. Mas, então, se de algum modo ela é alterada, continua a ser a mesma história? Reinventar histórias conhecidas aguça a percepção de que o mundo é feito de múltiplos pontos de vista."

Caderno de atividades, lendo, imaginando, escrevendo e ilustrando: Através de livros paradidáticos:

Professora Rosangela A. Guimarães

As sequências didáticas deste caderno de atividades têm como objetivo apresentar sugestões que propiciem uma melhora na habilidade de escrita dos alunos dos anos iniciais do Ensino Fundamental, a partir da leitura de obras da Literatura Infantil.

AQUI

A mochila de ouro

Texto: AQUI

A história+ atividades: AQUI

A cumbuca de ouro: AQUI

O sapo encantado/Viagem pelo Br em 52 histórias/S.Salermo: AQUI, AQUI, AQUI

No caderno de atividades da prof Rosangela: A mochila de ouro (livro Viagem pelo Brasil em 52 histórias/Silvana Salermo

Trabalhando a imaginação ( página 64)

Vejam demais sugestões no Linguagem:

Autoestima: Frederico Godofredo: AQUI

 Trabalhando a importância da escrita como forma de comunicação:

 A caligrafia de Dona Sofia: AQUI

De carta em carta: AQUI

João das letras: AQUI

Trabalhando a importância das bibliotecas: Atrás da porta: AQUI

Trabalhando com os desafios de aprender: Quem tem medo do ridículo? AQUI

Trabalhando com as emoções presentes no nosso dia-a-dia: 

A esperta mão aberta: AQUI

A fada emburrada: AQUI

A pipa e a flor: AQUI

O pequeno grande livro da tristeza feliz: AQUI

Trabalhando a diferença: 

Pato coelho: AQUI

Os três lobinhos e o porco mau: AQUI

Trabalhando a imaginação: Ou isto ou aquilo: AQUI

Trabalhando a escolha do rumo da narrativa: 

Os oito pares de sapatos da Cinderela: AQUI

Era uma vez um livro: AQUI

Escrita de textos narrativos:
 Sempre que os alunos forem escrever um texto narrativo, ensine-os a utilizarem o lembrete da mãozinha. 
Veja como é fácil decorar as partes que compõem o texto narrativo:
Cartões para construir histórias: AQUI, AQUI

Diário de registro/Oficina de escritores/Projeto: AQUI




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sábado, fevereiro 08, 2020

Produção de textos coletivo>Projeto produção coletiva>08/02/2020



Aulas/1ºano
Bichinhos de jardim
Saberes que produzem saberes


Vejam tudo AQUI

Produção de texto coletivo/Dicas
Dicas e aula:  AQUI

Projeto produção de textos coletivo
Prof.Ana Lima
Montando o caderno: São páginas com as sugestões de produções. Na primeira página os alunos colocam seus nomes. 
As sugestões para imprimir: AQUI
ANTES DE USAR ESTE CADERNO LEIA COM ATENÇÃO!
Este caderno é de uso coletivo. Cuide muito bem dele e traga-o na data combinada para que outros colegas possam leva-lo.
CUIDADOS QUE DEVEMOS TER COM AS PRODUÇOES TEXTUAIS:
·                 A letra legível para que qualquer pessoa possa ler;
·                 Procure ler e reler o que você escreveu;
·                 Use letras maiúsculas ao iniciar frases e ao escrever nomes próprios;
·                 Faça parágrafo sempre que iniciar uma nova frase;
·                 Tenha organização e capricho;
·                 Use criatividade nas suas histórias;
·                 Peça ajuda aos seus familiares durante as produções.

RECADINHO:
·                 Leia as histórias de seus colegas;
·                 Não rabisque as histórias anteriores;
·                 Não apague as histórias que foram feitas;
·                 Cuide com carinho do caderno, lembre-se que ele é de TODOS.

 Projeto de leitura e produção de textos
 Promover a leitura e escrita de diversos gêneros textuais, de forma que os alunos sejam motivados a ler e a escrever prazerosamente, assim como investigar, entender e discutir assuntos que compõem os livros e textos trabalhados e a interpretação e análise dos mesmos. Dessa maneira, prepará-los para a leitura e produção dos respectivos gêneros, fazendo uso da língua culta, aprimorando-a, e principalmente, despertar o gosto pela leitura.

 
Continua:AQUI




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quarta-feira, dezembro 18, 2019

Bilhetes>Gênero WhatsApp>Projeto>Uma mensagem para você>18/12/2019


Uma mensagem para você

O objetivo desta prática foi promover situações de produção coletiva do gênero textual "Bilhete", inicialmente, tendo a professora como escriba e evoluindo para a produção individual. 
Além disso, fazer uso da comunicação multimodal, pautada na junção de elementos alfabéticos e imagéticos.
Habilidades trabalhadas:
EF15LP01; EF15LP05; EF15LP06; EF01LP02; EF01LP14; EF02LP09; EF12LP04; EF01LP17; EF02LP13; EF01LP18; EF02LP12

Este projeto surgiu da necessidade de motivar os alunos a lerem e escreverem. 
De acordo com a organização curricular, a partir do 2º ano do Ensino Fundamental, espera-se que os estudantes estejam aptos a ler e a produzir bilhetes, convites, cartões postais e outros gêneros, de acordo com o contexto de uso.
Compartilho a ideia de que quanto mais cedo a leitura é automatizada, mais a criança pode concentrar sua atenção em entender o que lê.
Ao fazer uma proposta de produção de texto, percebi a grande dificuldade dos alunos, por terem níveis distintos de capacidade e autonomia de escrita. 
A grande maioria se sente incapaz de produzir um texto escrito.
A partir dessa situação, percebi que seria necessário um grande agente motivador para incentivá-los a escrever e a respeitar as diferenças individuais. Também buscava instrumentos para impulsionar o grupo a evoluir, com cada aluno avançando no seu tempo.
Havia também a questão socioeconômica, pois os meus alunos estavam distribuídos nos padrões de renda familiar "Baixo", "Médio Baixo" e "Médio".
Outra questão era a falta de recursos. Não havia a possibilidade de grandes investimentos no projeto. Tivemos, então, de pensar um pouco e usar o que tínhamos em mãos.
Segundo os relatos, não havia uma grande oferta de material de leitura para as crianças em casa, em parte, pelo fato de que os pais também não eram leitores.

Mas havia algumas coisas comuns a todas as famílias: o uso do celular e do WhatsApp. e o interesse absurdo das crianças por seu uso.

Partindo desta ideia, surgiu o projeto "Mensagens para Você". 
O objetivo principal foi desenvolver nos alunos a capacidade de ler, compreender sua função e escrever textos. 
Para que tivéssemos um grande impulso motivacional, comecei pelo gênero textual "Bilhete", a partir do formato de mensagem de texto usado no WhatsApp. Também optei por utilizar a linguagem multimodal para garantir a comunicação – mesmo daqueles que ainda não sabiam ler ou escrever.

Comecei o projeto contando a história do criador do WhatsApp, expliquei o que significava o nome WhatsApp e imprimi um quadro colorido com os principais emojis.

Também imprimi desenhos de iPhones para colorir, fiz uma matriz com linhas para facilitar a escrita das crianças e criei um quadro de envelopes coloridos com o nome de cada aluno e o símbolo oficial do aplicativo. Nesses envelopes, as crianças depositariam suas mensagens para os destinatários.
Houve muita interação das crianças. Elas gostaram da história do criador do WhatsApp, contaram suas experiências de uso do aplicativo e reconheceram os emojis. E perceberam as dificuldades que teriam para escrever, ler e responder uma mensagem escrita.
Perguntei como poderíamos resolver o problema. Foi aí que surgiu a ideia de aprendermos a ler e a escrever mensagens de texto no WhatsApp.

Como fazer:

Reuni as crianças e conversamos sobre a rapidez atual da comunicação. Perguntei como era a comunicação dos pais, parentes e amigos. O “zap" logo foi citado. Questionei se sabiam o que era, como funcionava e quem o havia inventado.
A partir daí, vários relatos foram feitos. Tudo foi ouvido e compilado a partir das informações importantes das experiências dos alunos.
Grande parte deles disse que já sabia enviar mensagens de voz, mas que não conseguia escrever e ler mensagens.
Então, eu apresentei a história do WhatsApp, falei sobre seu fundador e mostrei a evolução do aplicativo até os dias de hoje. 
Relatei a importância do WhatsApp no dia a dia das pessoas. Perguntei, então, se desejavam aprender a mandar aquele tipo de mensagem, e a resposta positiva foi unânime.
No entanto, logo indagaram como fariam aquilo, já que nenhum deles tinha celular. Mostrei a eles o meu aparelho, contei como os celulares eram caros e sobre os custos de acesso à internet.
Mas, aí, eu disse que tinha uma solução para ficarmos craques em mensagens de texto: brincar de escrever para os colegas de sala.
Os alunos perguntaram se seria pelo celular. Aí, mostrei o desenho de um aparelho iPhone. Poderiam pintá-lo para que ficasse o mais bonito possível. Decidimos então que mandaríamos mensagens para nossos colegas sempre às terças-feiras, após o recreio, durante mais ou menos um bimestre letivo.
O quadro com o símbolo do WhatsApp tinha envelopes para cada aluno. Cada um tinha o nome do respectivo estudante. A turma usaria os envelopes para deixar mensagens aos colegas.
Na terça-feira seguinte, para iniciar a atividade, conversamos sobre os conhecimentos prévios que cada um tinha a respeito de mensagens de texto (bilhetes). Fiz as seguintes perguntas:
"Para que serve uma mensagem de texto?"
"Quem já escreveu ou recebeu uma mensagem de texto?"
"Como as mensagens de texto são escritas?"
"Podemos usar texto e desenho para comunicar uma ideia?"
Apresentei várias mensagens de texto para a análise das crianças (mensagens em linguagem multimodal). Elas fizeram a leitura das palavras e das imagens. A primeira mensagem foi escrita por mim para cada uma delas.
Então, decidimos escrever nossa primeira mensagem de texto. Propus que houvesse um sorteio.
Cada aluno sorteou um colega para enviar a mensagem. Ninguém poderia falar quem era o seu destinatário.
Os alunos que não sabiam escrever logo demonstraram preocupação. Eu propus ajudá-los até que conseguissem fazer sozinhos.
Com a participação de toda a turma, decidimos algumas regras sobre as mensagens. O início deveria ter sempre um cumprimento. Em relação ao conteúdo, todos concordaram que o autor deveria perguntar como o colega estava, para, depois apresentar alguma informação, contar alguma coisa. Em relação ao final, decidimos que deveria haver uma despedida, com a inclusão de um emoji.
Coloquei-me na posição de escriba e anotei o que foi solicitado para cada mensagem.
Ao final, os iPhones foram pintados e deixados no envelope do colega correspondente. Muitas crianças desenharam a maçã mordida da Apple no verso do desenho do iPhone. Perguntei se sabiam o significado daquilo. Elas disseram que era a marca do telefone.
As crianças foram questionadas sobre a dificuldade de compreensão das mensagens escritas. Conversamos sobre a necessidade de melhorar a capacidade de ler e escrever para sermos compreendidos e entendermos os conteúdos das mensagens.
Na terça-feira seguinte, fizemos novo sorteio. Os colegas escribas ajudaram aos que ainda estavam em processo de aprendizagem da escrita. Propus um banco de palavras no quadro para uso em mensagens.
O objetivo dessa estratégia foi estimular a interação dos educandos, possibilitando a colaboração e participação coletiva, além de criar uma situação real de comunicação. Tal dinâmica torna o aprendizado mais prazeroso, uma vez que provoca movimento e, ao mesmo tempo, exige disciplina e concentração.
No momento de escrita da semana seguinte, usamos a mensagem para contar ao colega como havia sido o final de semana.
Por isso, montei um banco com elas e colei ao lado do quadro. Solicitei a vários alunos que lessem suas mensagens para a turma.
Na outra semana, criamos uma mensagem convidando um determinado colega para uma brincadeira na hora do recreio.
Na última, fizemos um elogio ao colega, usando ponto de exclamação.
Depois desses quase dois meses de escrita de mensagens dentro da sala, convidei a professora da outra sala do 2º ano para trocarmos algumas mensagens.
Ela aceitou. Propus aos alunos que fizessem o mesmo com colegas da outra turma, convidando-os para comerem uma salada de frutas na nossa sala. Para a elaboração dessa proposta, analisamos o gênero "Convite".
Pedi à professora a lista de alunos dela, e cada criança sorteou um colega da outra sala para ser convidado.
Então, produzimos juntos o convite. A mensagem trazia, de início, um cumprimento ao colega. Na sequência, ela informava a data, a hora e o local. Também trazia o motivo do convite: é que estávamos estudando alimentação saudável e gostaríamos de falar sobre a importância e os benefícios de comer frutas. Os alunos da outra sala receberam nossas mensagens, fizeram a leitura em sua sala e enviaram a resposta, aceitando o convite.
Na terça-feira seguinte, os alunos fizeram uma mensagem para os pais comunicando que teriam de levar uma fruta para a produção de uma salada de frutas coletiva. 
No dia marcado, os colegas da outra sala chegaram no horário combinado e eu preparei a salada na frente das crianças.
A outra professora falou de cada fruta e de seu potencial nutritivo. A salada foi servida e os alunos tiveram um momento de relaxamento e interação.
Na semana seguinte, os alunos da outra sala mandaram suas impressões em mensagem de texto. Fizemos no dia seguinte a escrita coletiva de uma receita de salada de frutas e ilustramos.
Exploramos, nesse dia, as múltiplas possibilidades do uso das mensagens instantâneas, a partir das experiências dos alunos.
Perguntei que outros tipos de informações poderiam ser enviadas: fotos, filmes, histórias, parabéns, combinação de horário ou qualquer outro tipo de informação, desde que com a organização correta das palavras e das imagens.
Constatei melhorias no vocabulário escrito, nos conhecimentos referentes ao gênero "Bilhete/Mensagem" e na compreensão da linguagem multimodal.

Dica!

Uma boa atividade complementar é o uso de livros onde possam ser encontrados bilhetes "deixados" pelos personagens. Uma situação semelhante, porém com cartas, é apresentada no livro Correspondência.

Professora Vandete Pereira Lima
a-historia-whatsapp

O WhatsApp foi criado em 2009 pelo ucraniano chamado Jan Koum. Na época da criação ele estava desempregado e do nada resolveu criar um aplicativo de mensagens para se comunicar com os amigos. Continua:AQUI


A menina que bordava bilhetes





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domingo, junho 09, 2019

Arraiá na floresta vem cá>Arraiá literário>Dicionário juninário>Produção textual>Atividade PDF>09/06/2019


Gelça Alencar

SEQUÊNCIA DIDÁTICA PARA A ALFABETIZAÇÃO DE CRIANÇAS
Campo Semântico: Festa Junina
AQUI

Arraiá literário
Sugestão para estimular a leitura em ritmo junino
Na Pescaria, os estudantes foram presenteados com dicas de leitura e brindes confeccionados com materiais recicláveis, como garrafas PET, retalhos de EVA e papelão. Na Barraca da Mensagem, eles puderam escolher trechos de livros para trocarem com seus amigos. Além disso, eles puderam aproveitar um painel ilustrado com um casal de “caipiras” – personagens da data – para tirar selfies.  


PDF/Contação da história: AQUI
Hora da história: AQUI
Livro PDF: AQUI
Atividades PDF: AQUI

Projeto São João literário
Produção textual temática junina
Tornar uma das festas mais populares do Brasil em um evento que promova a leitura e a produção literária trabalhando conteúdos didáticos relacionados e colocando as escolas – alunos, professores e comunidade escolar – como protagonistas.  
Produção de um varal de trava-línguas
 Objetivos: 
• Escrever textos de memória;
 • Ler antes de saber ler convencionalmente; 
• Ler o texto, colocando em uso diferentes estratégias de leitura; 
• Conhecer e ampliar o repertório de trava-línguas.  
Produção de bandeirinhas com adivinhas
 Objetivos:
 • Escrever textos de memória; 
• Ler antes de saber ler convencionalmente; 
• Ler o texto, colocando em uso diferentes estratégias de leitura; 
• Conhecer e ampliar o repertório de adivinhas.
Produção de bandeirinhas com quadrinhas populares
 Objetivos:
 • Escrever textos de memória;
 • Ler o texto, colocando em uso diferentes estratégias de leitura; 
• Conhecer e ampliar o repertório de quadrinhas populares; 
• Produzir quadrinhas populares, respeitando-se a rima.  
Produção de um livro de receitas típicas 
 Objetivos:
 • Ampliar o repertório de possibilidades culinárias nas festas juninas;
 • Ler e escrever receitas, observando as características do gênero;
• Relacionar o gênero à situação comunicativa e ao suporte em que circula originalmente.
 Produção escrita de cartões com poemas para correio-elegante
 Objetivos:
 • Ampliar o repertório de poemas conhecidos; 
• Relacionar o gênero à situação comunicativa e ao suporte em que circula originalmente; 
• Identificar, com o auxílio do professor, possíveis elementos constitutivos dos poemas: segmentação em versos e estrofes, funcionamento do ritmo e da rima, efeito de sentido de comparações, metáforas etc.
 • Observar o funcionamento do ritmo e da rima, nos poemas, para compreender alguns de seus usos;
Selecionar, dentre os poemas lidos, aqueles que mais se adequam ao portador "cartão de correio-elegante”.
Continua

Aula
Chegou o dia do arraiá(quadrilha)
AQUI


Dicionário juninário
Sabe o que é?


O ciclo junino é uma época do ano excelente para você fazer um projeto didático, pois existem inúmeras formas de abordar a interdisciplinaridade e tratar conteúdos de maneira prazerosa.
O estudo deste tema já sugere inúmeras atividades a serem feitas, inclusive para conhecê-lo melhor. 
Ah! E por falar nisso, você sabia que ele tem sua origem nas festas pagãs que aconteciam na Europa, onde se comemoravam as boas colheitas e o fim do inverno? Só que estas foram modificadas por causa da força da Igreja, que tentou acabar com estas festas profanas, como não conseguiu e deu um “jeitinho” de relacionar as comemorações aos santos da época.
Bem, mas a proposta é construir um JUNINÁRIO, não é? 
Então, aí vão algumas dicas e orientações para você organizar seu trabalho.











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