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Colaboração e Direitos

Colaboração e Direitos Autorais
Olá amiga(o) ,
Fui professora dos projetos "Estímulo À Leitura",
"Tempo Integral" e a favor da leitura lúdica,
afinal, quer momento mais marcante que a fantasia da vida?
Portanto, será um prazer receber sua visita em mais um blog destinado a educação.
Nele pretendo postar comentários e apreciações de materiais didáticos de Língua Portuguesa, além de outros assuntos pertinentes, experiências em sala de aula, enfocando a interdisciplinaridade e tudo que for de bom para nossos alunos.
Se você leu, experimentou, constatou a praticidade de algum material e deseja compartilhar comigo,
esteja à vontade para entrar em contato.
Terei satisfação em divulgar juntamente com seu blog, ou se você não tiver um, este espaço estará disponível dentro de seu contexto.
Naturalmente, assim estaremos contribuindo com as(os) colegas que vêm em busca de sugestões práticas.
Estarei atenta quanto aos direitos autorais e se por ventura falhar em algo, por favor me avise para que eu repare os devidos créditos.
Caso queira levar alguma publicação para seu blog, não se
esqueça de citar o "Linguagem" como fonte.
Você, blogueira sabe tanto quanto eu, que é uma satisfação ver o "nosso cantinho" sendo útil e nada mais marcante que
receber um elogio...
Venha conferir,
seja bem-vinda(o)
e que Deus nos abençoe.
Krika.
30/06/2009

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8 ANOS DE LITERATURA INFANTIL

domingo, maio 29, 2011

Poesias e Afins - Pássaros e outros - 29/05/11

Poesia : Convite - José Paulo Paes
 Criação de uma poesia a partir de outra poesia

Autor: Sandra Maria Rocha de Arruda
Co-autor:Celia Brito Teixeira Gama
Estrutura Curricular
Artes Dança: Apreciar e dançar
 Língua Portuguesa Língua escrita: prática de leitura
Artes Arte Visual: Produção do aluno em arte visual
 Língua Portuguesa Língua escrita: prática de produção de textos
 Análise e reflexão sobre a língua ,pontuação
Artes Música: Expressão e comunicação em música: improvisação, composição e interpretação
Dados da Aula
O que o aluno poderá aprender com esta aula:
-reconhecer a estrutura textual de uma poesia
-utilizar concordância verbal e nominal
-construir um texto poético
Duração das atividades
4 aulas de 50 minutos
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno
-identificação de um texto poético
-ordenação de ideias de um texto
-percepção da função dos sinais de pontuação
Estratégias e recursos da aula
1º momento:
Apagar a luz e criar, na sala de aula, um ambiente acolhedor com uma música instrumental ao fundo ou de sons da natureza e objetos como lua, sol, estrelas, caixinha de música, coração de pelúcia, relógio, um livro de poesia, um quadro de Monet ou de um pintor da sua escolha e tudo mais que a sua imaginação mandar.
É importante que o ambiente deixe as emoções das crianças fluírem.




Fonte:
Peça que as crianças pensem em todas as emoções que a música traz e o que ela faz lembrar.
Neste momento, a luz é acesa, o professor senta com a turma em roda e coloca no centro plaquinhas com palavras e desenhos que demonstre algumas emoções.
Sugiro que nas placas tenham as palavras amor, tristeza, alegria,calor e nos desenhos coração, bomba, carinha sorriso e tudo mais que você imaginar e puder representar a expressão das emoções.
O professor pede que, a criança que desejar, fale sobre o que lembrou ou sentiu ou utilize as plaquinhas para expressar suas emoções.
Depois, lê um poema para a turma.
Sugiro “Os poemas” de Mario Quintana:
Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam voo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...

Os alunos também utilizarão as plaquinhas levantando, no final ou no momento que quiser do poema, para falar de suas emoções.
É importante ressaltar que no momento que o aluno levanta a plaquinha, ele expressa a sua emoção dentro do poema, sem interromper a leitura do mesmo.
O professor entrega um óculos de plástico (encontrado nos magazines populares) para as crianças e explica que esse óculos o faz enxergar a grandeza da vida como ninguém.
As crianças colocam o óculos e olham o mundo com o olhar de um poeta, onde surgirão imagens indescritíveis.


O professor entrega uma folha de papel para cada criança escrever e desenhar as suas imagens (é um poema!).
Esses poemas ficarão expostos na sala de aula no varal de poesias da turma.
2º momento:
Selecione alguns poemas para serem distribuídos pela turma.
Apresente os livros de onde foram tirados os poemas e comente sobre os poetas, em uma breve e interessante biografia.
Peça para as crianças, em grupo, escolherem um poema e criar sons para eles (com os pés, com a boca ou com instrumentos musicais trazidos pelo professor ou pelas crianças).
Uma outra sugestão é o professor ler uma poesia e as crianças criarem o som ou integrar poesia, som e movimento.
Caçada à Poesia
A turma, já dividida em grupos de 4 ou 5 alunos, receberá uma rede para uma caçada diferente.
 Cada grupo terá que caçar um “saquinho poético” que estarão escondidos no pátio da escola.
No saquinho terá a poesia “Convite” de José Paulo Paes desmembrada, recortada em palavras e pontuações.
Convite
Poesia
é brincar com as palavras
como se brinca
com bola, papagaio, pião.
Só que bola, papagaio, pião
de tanto brincar se gastam.
As palavras não:
quanto mais se brinca
com elas
mais novas ficam.
Como a água do rio
que é água sempre nova.
Como cada dia
que é sempre um novo dia.
Vamos brincar de poesia?
3º momento:
Depois que todos os grupos encontrarem os saquinhos poéticos, o professor reunirá esses grupos no pátio e fará a seguinte proposta:
“Os poemas são pássaros que se alimentam em nós...”
`É por isso que precisamos libertar esses poemas!
Então, vamos libertá-los?
Cada grupo vai abrir o seu saquinho e libertar as palavras, formando um poema com elas.


O grupo receberá uma folha de cartolina ou papel 40 quilos para colar a poesia “construída” por ele.
Antes da construção da poesia, rever com a turma alguns pontos importantes que serão avaliados no final da produção:
-concordância verbal e nominal
-versos contendo ideias completas
-utilização da pontuação adequada
4º momento:
Cada grupo apresentará a sua poesia para a turma.
O professor também poderá pedir que cada grupo apresente a sua poesia integrando som e movimento.
Os alunos deverão observar a construção do texto poético de cada grupo apresentado através dos pontos destacados anteriormente para a construção do texto.
Então, o professor apresentará a poesia original e as crianças descobrirão que a original é bela, mas as delas também.
Após a construção da poesia, pedir que cada grupo ilustre e, depois toda a turma monte um mural com um título bem criativo.
Recursos Complementares
-Livro “Poemas para Brincar” – Coleção Poesia para Crianças – José Paulo Paes – Editora Ática
- Livro Esconderijos do Tempo - Mario Quintana - Editora Globo
Avaliação
Realizada pela turma, após a leitura de cada grupo, que deverá verificar se a construção apresentou concordância verbal e nominal, pontuação adequada e coerência no texto poético.
 
Poemas e Poesia: introduzindo o tema
Autor :Tânia Guedes Magalhães
Co-autor:Cristina Weitzel
Estrutura Curricular
Língua Portuguesa Língua oral e escrita: prática de produção de textos orais e escritos
Prática de escuta e de leitura de textos
Dados da Aula
O que o aluno poderá aprender com esta aula:
O aluno poderá entender melhor a diferença entre poema e poesia, sistematizar conceitos sobre poema e conceitos como metalinguagem, sentido literal e sentido figurado, e algumas figuras de linguagem: aqui serão tratadas a metáfora e personificação.
Duração das atividades:3 aulas de 50 minutos
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno
Habilidades básicas de leitura e escrita
Estratégias e recursos da aula
Etapa 1:
A) Professor, faça uma sondagem inicial com os alunos, explicando o que for necessário:
■A linguagem de uma reportagem/ notícia é diferente da linguagem de um poema?
■Por quê?
■O que é linguagem subjetiva e linguagem objetiva?
■Poema e poesia são a mesma coisa?
B) O texto abaixo pode ser entregue e lido com os alunos (em seguida, proceda a uma explicação dos conceitos apresentados).
Poesia e poema significam a mesma coisa?
Não.
Haverá poesia sempre que, criando ou fazendo coisas, somos dominados pelo sentimento do belo, sempre que nos comovermos com lugares, pessoas e objetos.
A poesia, portanto, pode estar nos lugares, nos objetos e nas pessoas.
Assim, não só os poemas, mas uma paisagem, uma pintura, uma foto, uma dança, um gesto, um conto, por exemplo, podem estar carregados de poesia.
Poema é uma palavra que vem do latim e que significava composição em verso; companhia de atores, comédia, peça teatral, o que se faz, obra, manual; criação do espírito, invenção.
Portanto, poema é poesia que se organiza com palavras.
C) Entregue para os alunos o texto abaixo e peça que leiam silenciosamente.
Após a leitura, leia você o texto em voz alta para eles.
Texto 1:
Os poemas
Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhoso espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...
(Fonte: QUINTANA, Mário.Esconderijos do tempo. Porto Alegre: L&PM,1980.)
D) Após a leitura do texto, pergunte aos alunos qual o tema tratado no poema.
Ao chegarem à resposta (o poema trata sobre poemas), explique a eles sobre a metalinguagem ( o texto abaixo pode ser entregue, passado no quadro ou apenas explicado).
Quando um texto é utilizado para explicar o próprio texto dizemos que predomina a função metalinguística.
Metalinguagem é a propriedade que tem a língua de voltar-se para si mesma, é a forma de expressão dos dicionários e das gramáticas.
Uma música cujo tema seja o próprio fazer musical terá empregado esse recurso.
Assim, podemos dizer que o poema lido apresenta metalinguagem.
Etapa 2
Sentido literal e sentido figurado
A) Apresente as seguintes imagens aos alunos:





B) Faça um paralelo entre a figura e a expressão, mostrando o sentido literal (nas figuras) e o figurado (o que realmente significam essas expressões).
C)Em seguida, leia as definições abaixo:
De maneira geral, usamos as palavras com dois diferentes sentidos: o sentido literal e o sentido figurado.
Sentido literal : nesse caso, o sentido da palavra é exato, direto, simples, não deixa dúvida. Geralmente, nos textos em que deve predominar uma linguagem clara e objetiva, como os jornalísticos e científicos, as palavras aparecem com um único sentido, aquele que aparece nos dicionários.
O sentido literal também é chamado denotativo.
Sentido figurado: quando o sentido da palavra aparece com um sentido ampliado ou alterado no contexto, sugerindo idéias diferentes do sentido literal, dizemos que a palavra está no sentido figurado.
O sentido figurado também é chamado conotativo.
F) Pergunte oralmente aos alunos:
■Em relação às imagens apresentadas, as expressões escritas foram usadas em sentido literal ou figurado?
■A linguagem do poema Poemas é literal ou figurada?
Peça que leiam trechos do poema que comprovem a resposta dada.
■Que semelhanças podem justificar o fato de o poeta ter comparado pássaros e poemas?
G) Distribua aos alunos os seguintes exercícios:
1.Observe as duas definições abaixo:
a)Poemas são pássaros. (poema de Mário Quintana)
b) Poema é obra em versos. (dicionário)
A que se deve a diferença de definições?
2. Elabore agora uma definição científica e uma poética para coração.
Definição científica
Definição poética
a) Podemos concluir que um cientista precisa fazer uso de uma linguagem objetiva, utilizando o significado mais conhecido das palavras porque sua intenção comunicativa é:
b) Já a intenção dos poetas não é explicar nada, sua linguagem é subjetiva porque a intenção comunicativa é:
A linguagem subjetiva dá um novo sentido a palavras conhecidas.
O novo sentido nasce de uma semelhança percebida pelo autor.
Para Quintana, os poemas são como os pássaros.
H) Cabe aqui conceituar a metáfora.
O texto abaixo deve ser entregue aos alunos e os conceitos explicados.
A metáfora
Essas semelhanças ou relações que o poeta estabelece entre dois elementos, sem usar um termo de comparação (como, semelhante a, etc) chama-se metáfora e é uma figura de palavra muito usada na poesia.
Ela ocorre quando um termo é substituído por outro em função de algum ponto de contato, de alguma semelhança entre eles.
No poema de Quintana, se a opção fosse a comparação ficaria assim: Os poemas chegam não se sabe de onde como os pássaros chegam e não se sabe de onde.
I) Entregue para os alunos uma cópia da letra da música abaixo e peça que leiam silenciosamente. Se possível, leve a música gravada para que eles ouçam.
Texto 2:
Metáfora (Gilberto Gil)
Uma lata existe para conter algo
Mas quando o poeta diz: "Lata"
Pode estar querendo dizer o incontível
Uma meta existe para ser um alvo
Mas quando o poeta diz: "Meta"
Pode estar querendo dizer o inatingível
Por isso, não se meta a exigir do poeta
Que determine o conteúdo em sua lata
Na lata do poeta tudonada cabe
Pois ao poeta cabe fazer
Com que na lata venha caber
O incabível
Deixe a meta do poeta, não discuta
Deixe a sua meta fora da disputa
Meta dentro e fora, lata absoluta
Deixe-a simplesmente metáfora
J) Após a leitura , distribua aos alunos uma cópia dos seguintes exercícios:
Exercícios
Leia novamente:
Por isso, não se meta a exigir do poeta
que determine o conteúdo em sua lata
Na lata do poeta tudonada cabe
Pois ao poeta cabe fazer
Com que na lata venha caber
O incabível
1. Você concorda com o que é dito nesses versos? Justifique sua resposta.
2. Qual o motivo poderia explicar o fato de o poeta ter escrito a palavra tudonada junto, como se fosse uma palavra só?
Etapa 3
A) Entregue para os alunos uma cópia dos textos e atividades abaixo.
 Peça que se sentem em duplas, leiam e façam as atividades que serão corrigidas oralmente.
Leia com atenção os textos abaixo e responda às questões que se seguem.
Texto 3:
A incapacidade de ser verdadeiro
Carlos Drummond de Andrade
Paulo tinha fama de mentiroso.
Um dia chegou em casa dizendo que vira no campo dois dragões-da-independência cuspindo fogo e lendo fotonovelas.
A mãe botou-o de astigo, mas na semana seguinte ele veio contando que caíra no pátio da escola um pedaço de lua, todo cheio de buraquinhos, feito queijo, e ele provou e tinha gosto de queijo.
Desta vez Paulo não só ficou sem sobremesa como foi proibido de jogar futebol durante quinze dias.
Quando o menino voltou falando que todas as borboletas da Terra passaram pela chácara de Siá Elpídia e queriam formar um tapete voador para transportá-lo ao sétimo céu, a mãe decidiu levá-lo ao médico.
Após o exame, o Dr. Epaminondas abanou a cabeça:
- Não há nada a fazer, Dona Coló. Este menino é mesmo um caso de poesia.
ANDRADE, Carlos Drummond de. A cor de cada um. Rio de Janeiro, Ed. Record, 1998.
Exercícios:
1.Podemos dizer que, de acordo com o texto, Paulo era:
a) um grande mentiroso que precisava ser castigado pela mãe.
b) uma pessoa doente que precisava de cuidados médicos.
c) um garoto que fingia sempre e não tinha medo de castigos.
d) um menino que imaginava e inventava a partir do que via.
e) um caso sem solução, pois já se habituara a enganar a mãe.
2. No texto encontramos dois pontos de vista ou duas formas diferentes de ver Paulo, a visão da mãe e a do médico. Apresente-as.
3. Na sua opinião, qual seria o objetivo comunicativo principal do texto?
4. Com base na leitura do texto, escreva o que é poesia?
5. Considere a definição abaixo:
Personificação ou prosopopéia - figura de estilo que consiste em atribuir a objetos inanimados ou seres irracionais sentimentos ou ações próprias dos seres humanos.
Assinale a opção em que aparece um exemplo de personificação:
a) ... dragões cuspindo fogo e lendo fotonovelas.
b) ... A mãe botou-o de castigo, mas na semana seguinte...
c) ... o menino voltou falando que todas as borboletas...
d) ... e ele provou e tinha gosto de queijo.
e) Não há nada a fazer, Dona Colo.
Texto 4:
A PESCA
Affonso Romano de Sant`Anna
O anil
o anzol
o azul
o silêncio
o tempo
o peixe
a agulha vertical mergulha
a água
a linha
a espuma
o tempo
o peixe
o silêncio
a garganta
a ancora
o peixe
a boca
o arranco
o rasgão
aberta a água
aberta a chaga
aberto o anzol
aquelíneo
ágil-claro
estabanado
o peixe
a arcia
o sol.
6. Com base no texto “A Pesca”, preencha o quadro abaixo.
(Professor, faça uma tabela com os itens abaixo para que os alunos preencham.)
Título:
Autor:
Assunto:
Número de estrofes:
Número de Rimas:
7. A partir do nosso conhecimento de mundo sobre uma pescaria, percebemos que o poema “narra” diversos momentos de uma pescaria.
Cada estrofe nos remete a um momento específico.
Relacione cada estrofe com o momento ao qual remete:
Texto 5 :
Autopsicografia
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
Fernando Pessoa
Exercícios:
1.A palavra autopsicografia é formada por três radicais gregos ( auto – psico – grafia). Qual o significado dessa palavra?
2. Analise os versos seguintes: "E os que lêem o que escreve, Na dor lida sentem bem, Não as duas que ele teve, Mas só a que eles não têm"
a) A quem se referem as formas verbais no plural: lêem, sentem e têm?
b) O que você compreende por a “dor lida”?
c) A quem se referem as formas verbais no singular: escreve e teve?
d) Que palavra foi omitida neste verso: “Não as duas que ele teve?”
e) E nesse verso, que palavra foi omitida: “Mas só a que eles não têm?”
f) Após compreender o sentido do poema como um todo, relacione-o ao título.
B) Dado um tempo para a realização das atividades, leia os textos, as propostas de atividade em voz alta e corrija os exercícios com a participação dos alunos.
( Para as questões discursivas, sugerimos que solicite a eles que digam a resposta dada a cada questão e construa no quadro sugestões de respostas.)
Recursos Complementares
Avaliação
Apresente aos alunos a proposta de produção abaixo.
As produções devem ser entregues a você que, após a correção, as devolverá propondo a reescrita das que precisarem.
1.Em duplas, seguindo o modelo do poema lido “A Pesca”, escolha outra atividade ( A viagem, A noite, O passeio, A conquista, O beijo, etc) e descreva-a em forma de poema como fez Affonso Romano de Sant`Anna.
Baseie-se no conhecimento de mundo que todos nós temos.
Professor, ao final da criação, peça que cada dupla leia seu poema aos colegas.
Seria interessante se você selecionasse alguns textos para expor para os outros alunos da escola lerem ( em murais ou outros espaços que a escola disponibilize).
Faça uma votação com os próprios alunos para ver quais textos serão expostos.
2. Proponha que os alunos pesquisem um autor qualquer e tragam para a sala um poema desse autor.
Solicite que, em duplas, eles leiam o poema e façam uma leitura em voz alta aos colegas, explicando questões centrais do poema.
Sugira que o poema seja projetado para que, ao ouvir a leitura do colega, todos leiam.
Para isso, use datashow ou retroprojetor.
3. Organize com os alunos um recital de poesias para ser apresentado para outra turma ou , se achar conveniente, para toda a escola.
Peça que, em duplas ou trios, selecionem um poema ( que pode ser o mesmo da atividade anterior) e ensaiem sua apresentação, que deve passar realmente a emoção exigida pelo poema escolhido.
Fonte: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=18922



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