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Olá amiga(o) ,
Fui professora dos projetos "Estímulo À Leitura",
"Tempo Integral" e a favor da leitura lúdica,
afinal, quer momento mais marcante que a fantasia da vida?
Portanto, será um prazer receber sua visita em mais um blog destinado a educação.
Nele pretendo postar comentários e apreciações de materiais didáticos de Língua Portuguesa, além de outros assuntos pertinentes, experiências em sala de aula, enfocando a interdisciplinaridade e tudo que for de bom para nossos alunos.
Se você leu, experimentou, constatou a praticidade de algum material e deseja compartilhar comigo,
esteja à vontade para entrar em contato.
Terei satisfação em divulgar juntamente com seu blog, ou se você não tiver um, este espaço estará disponível dentro de seu contexto.
Naturalmente, assim estaremos contribuindo com as(os) colegas que vêm em busca de sugestões práticas.
Estarei atenta quanto aos direitos autorais e se por ventura falhar em algo, por favor me avise para que eu repare os devidos créditos.
Caso queira levar alguma publicação para seu blog, não se
esqueça de citar o "Linguagem" como fonte.
Você, blogueira sabe tanto quanto eu, que é uma satisfação ver o "nosso cantinho" sendo útil e nada mais marcante que
receber um elogio...
Venha conferir,
seja bem-vinda(o)
e que Deus nos abençoe.
Krika.
30/06/2009

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sexta-feira, junho 10, 2011

A intertextualidade/Relacionando textos diversos - 10/06/11

A INTERTEXTUALIDADE

Autor: Tânia Guedes Magalhães
Co-autor:Cristina Weitzel
Estrutura Curricular
Língua Portuguesa:
Linguagem escrita: leitura e produção de textos
 Análise linguística: organização estrutural dos enunciados
Dados da Aula
O que o aluno poderá aprender com esta aula:
Esta aula tem o objetivo de Desenvolver a capacidade de relacionar textos diversos, identificando um intertexto.
Duração das atividades:3 aulas de 50 minutos
 Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno
Habilidades básicas de leitura e escrita e conhecimentos sobre antíteses e paradoxos
Estratégias e recursos da aula
Aula 1
A) Professor, apresente a seguinte imagem aos alunos:


“Mon Bijoux deixa sua roupa uma perfeita obra-prima.”
Fonte: http://www.filologia.org.br/viiicnlf/anais/caderno09-02.html

B) Indague se eles já conheciam a propaganda e se sabem a que outra imagem famosa ela refere-se. Mostre então a imagem abaixo e explique sobre a tão famosa obra.

Informações sobre a obra:
Mona Lisa (ou La Gioconda) é uma famosíssima obra de arte feita pelo italiano Leonardo da Vinci.
O quadro, no qual foi utilizada a técnica do sfumato, retrata a figura de uma mulher com um sorriso tímido e uma expressão introspectiva.Atualmente, o quadro fica exposto no Museu do Louvre, em Paris, França.
Mona Lisa é, quase que certamente, a mais famosa e importante obra de arte da história, sendo avaliada, na década de 1960, em cerca de 100 milhões de dólares americanos, lhe conferindo também, o título de objeto mais valioso, segundo o Guinness Book.
C) Apresente então as demais imagens ( imagens capturadas em http://www.hortifruti.com.br/campanhas/campanhas-hortifruti.html )


B) Chame a atenção dos alunos para a criatividade da marca Hortifruti em uma campanha publicitária e esclareça que todas as propagandas basearam-se em textos já existentes.
Fonte: http://www.brasilescola.com/artes/mona-lisa.htm  
Ajude-os a chegarem aos textos originais.
C) Introduza o conceito de intertextualidade.
Intertextualidade é a relação entre dois textos em que um cita o outro.
Assim, qualquer texto que se refere a assuntos abordados em outros textos é exemplo de intertextualização.
A intertextualidade pode ocorrer em textos escritos, músicas, pinturas, filmes, novelas etc. Esclareça que, dependendo da situação, a intertextualidade tem funções diferentes que dependem dos textos/contextos em que ela é inserida.
D) Pergunte aos alunos: Sabendo que os textos acima fazem parte de propagandas, qual a intenção do autor ao utilizar intertextos?
Você acha que essa foi uma boa ferramenta para as propagandas?
Aula 2
E) Entregue aos alunos o texto abaixo:
Texto 1:
Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse Amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
 E ainda que tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse Amor, nada seria.
E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tivesse Amor, nada disso me aproveitaria.
O Amor é paciente, é benigno; o Amor não é invejoso, não trata com leviandade, não se ensoberbece, não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal, não folga com a injustiça, mas folga com a verdade.
Tudo tolera, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O Amor nunca falha.
 Havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos; mas quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.
Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.
 Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; mas o maior destes é o Amor.
(Bíblia, I Coríntios 13)
F) Peça aos alunos que façam uma leitura silenciosa do texto.
Em seguida, faça você, professor, uma leitura em voz alta para os alunos.
Procure dar a entonação e as pausas adequadas, fazendo desta uma leitura bastante expressiva e contagiante.
G) Pergunte aos alunos o que acharam do texto, se gostaram, se não gostaram, (por quê?) e se o compreenderam.
H) Entregue aos alunos o texto abaixo:
Texto 2:
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Soneto 11 de Luiz Vaz de Camões (Rimas)
I) Peça aos alunos que façam uma leitura silenciosa do texto.
Em seguida, distribua cada verso do poema para cada aluno da turma.
Dependendo do número de alunos da turma, divida-a em 2 grupos e então distribua os versos do poema para cada aluno de cada grupo.
Peça para que os grupos reunam seus participantes e elaborem uma forma de recitar o poema. Cada aluno deverá apresentar um verso, atentando-se para a entonação necessária e a emoção que deve passar.
J) Pergunte aos alunos o que acharam do texto, se gostaram, se não gostaram (por quê?) e o que sentiram ao ter que recitá-lo.
K) Entregue aos alunos os exercícios abaixo:
Exercícios
1. Em poucas linhas, escreva o assunto do texto I.
2. Tendo em vista que o texto I foi tirado da Bíblia, qual é o seu público alvo?
3. Agora, em poucas linhas escreva o assunto do texto II.
4. Em sua opinião, qual é o objetivo comunicativo do texto II.
5. Considere as definições:
Antítese – Ocorre quando há uma aproximação de palavras ou expressões de sentidos opostos.
Paradoxo - é uma afirmação ou opinião que à primeira vista parece ser contraditória, mas na realidade expressa uma verdade possível.
O poema de Camões é composto por antíteses e paradoxos.
a) Dê um exemplo de antítese.
b) Dê um exemplo de paradoxo.
c) Que sentido essas figuras de linguagem trazem para o texto?
6. Qual o aspecto semelhante entre os dois textos?
7. A concepção de amor é diferenciada nos dois textos. Explicite essa diferença.
(Professor, guie os alunos para a percepção do tratamento diferenciado dado ao amor nos dois textos. No texto I, o amor é tratado como generoso, caridoso, enquanto no texto II, temos o amor possessivo, contraditório.)
L) Peça que os alunos façam os exercícios e depois os corrija juntamente com os alunos.
Aula 3
M) Relembre os dois textos estudados na aula passada. Se julgar necessário, releia-os ou peça que os alunos leiam em voz alta.
N) Entregue o texto abaixo aos alunos. Professor, a sugestão é que você leve a música para os alunos ouvirem e peça que acompanhem a música com a leitura silenciosa da letra.
Texto III
Monte Castelo
Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor, eu nada seria...
É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade
O amor é bom, não quer o mal
Não sente inveja Ou se envaidece...
O amor é o fogo
Que arde sem se ver
É ferida que dói
E não se sente
É um contentamento
Descontente
É dor que desatina sem doer...
Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor, eu nada seria...
É um não querer
Mais que bem querer
É solitário andar
Por entre a gente
É um não contentar-se
De contente
É cuidar que se ganha
Em se perder...
É um estar-se preso
Por vontade
É servir a quem vence
O vencedor
É um ter com quem nos mata
A lealdade
Tão contrário a si
É o mesmo amor...
Estou acordado
E todos dormem, todos dormem
Todos dormem
Agora vejo em parte
Mas então veremos face a face
É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade...
Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor, eu nada seria...
(Renato Russo – Legião Urbana, “As quatro estações”, 1989.)


O) Após a leitura/escuta, pergunte aos alunos se eles já conheciam a música, o que acharam dela e por quê.
P) Pergunte se eles conseguem ver semelhanças entre a letra da música e os dois textos lidos anteriormente. Ressalte que essas semelhanças compõem uma relação de intertextualidade.
Q) Peça que grifem na letra as partes que “dialogam” com o Texto I e as que “dialogam com o Texto II.
R) Comente com os alunos sobre a relevância da música Monte Castelo ao trazer para os jovens dos anos 80 (quando a música foi lançada) dois escritores tão distantes.
Vale ressaltar que o poema de Camões data do século XVI e compõe a vasta gama de produção do período do Classicismo; já a carta do apóstolo Paulo à Igreja de Corinto, registrada na Bíblia, foi escrita em Éfeso, no século I d.C .
S) Apresente a imagem abaixo para os alunos em retroprojetor.


T) Pergunte se já conheciam tal hino e com qual outro hino ele tem relação de intertextualidade.
U) Apresente os conceitos abaixo aos alunos.
A intertextualidade pode ocorrer sob as formas abaixo:
Paráfrase - A paráfrase consiste em refazer um texto fonte em função de seu conteúdo.
É uma categoria que abrange resumos, condensações, atas, adaptações relatórios.
Paródia - A paródia é a recriação de viés crítico, com intenção cômica ou satírica.
Na paródia, o texto fonte não é apenas o ponto de partida.
 Ele permanece entrevisto no espaço do texto recriado, sem o que se perde o efeito de sentido da paródia.
Plágio - O plágio consiste na apropriação ou imitação, essencialmente ilícita, de texto alheio. Pode ser parcial ou total, distinguindo-se da paráfrase e da paródia por ocultar seu processo de criação.
A facilidade, criada pela internet, do acesso a textos alheios aumentou consideravelmente a prática do plágio nos meios acadêmicos.
V) Pergunte se o “Hino Nacional da Propaganda” pode ser classificado como paráfrase, paródia ou plágio.
Recursos Complementares
Recomendamos consultar o link abaixo:
Avaliação
Entregue uma cópia dos textos abaixo para os alunos
Texto IV
Canção do exílio
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar –sozinho, à noite–
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Gonçalves Dias (1843)
Texto V
Trecho do Hino Nacional Brasileiro
(...) Do que a terra mais garrida
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores,
“Nossos bosques têm mais vida”,
“Nossa vida” no teu seio “mais amores”.
Joaquim Osório Duque Estrada (1909)
Texto VI
Canção do Exílio
Minha terra tem macieiras da Califórnia
onde cantam gaturamos de Veneza.
Os poetas da minha terra
são pretos que vivem em torres de ametista,
os sargentos do exército são monistas, cubistas,
os filósofos são polacos vendendo a prestações.
gente não pode dormir
com os oradores e os pernilongos.
Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda
Eu morro sufocado
em terra estrangeira.
Nossas flores são mais bonitas
nossas frutas mais gostosas
mas custam cem mil réis a dúzia.
Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade
e ouvir um sabiá com certidão de idade!
Murilo Mendes (1930)
Peça aos alunos que leiam os textos silenciosamente.
Após a leitura silenciosa, peça aos alunos que façam uma leitura em voz alta.
Cada aluno deverá ler uma parte dos textos.
Ressalte a importância da impostação de voz e da entonação.
PROFESSOR: essa é uma sugestão.
Caso queira fazer um círculo, ou outra dinâmica para a leitura, adapte a atividade à sua turma.
Quanto ao texto IV( "Canção do exílio" de Gonçalves Dias ), peça que os alunos relacionem o título ao texto.
Foi escrito em julho de 1843, em Coimbra, Portugal.
Sua temática é própria da primeira fase do Romantismo brasileiro, em sua mescla de nostalgia e nacionalismo.
Gonçalves Dias compôs o poema cinco anos depois de partir para Portugal, onde fora cursar Direito na Universidade de Coimbra.
Proponha as atividades abaixo que deveram ser feitas individualmente e entregues a você, que após corrigi-las as devolverá:
Leia atentamente os textos para responder às questões abaixo:
1. Levando em consideração que o poema de Gonçalves Dias foi escrito primeiro, qual a relação estabelecida entre ele e o Hino Nacional (são semelhantes ou opostos)?
Trata-se de uma paródia, uma paráfrase ou um plágio?
Justifique suas respostas.
2. Comparando os textos IV e VI que relação percebemos (são semelhantes ou opostos)?
Podemos dizer que o texto VI é uma paródia, uma paráfrase ou um plágio?
Justifique suas respostas.
Solicite que os alunos pesquisem na internet vídeos ou figuras que apresentem intertextualidade. Marque uma data para que eles apresentem sua pesquisa para a turma e expliquem a intertextualidade encontrada nas fotos ou vídeos.



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Um comentário:

  1. Olá!Tem um selinho para você no meu blog.
    Um abraço!!!
    Ah! amei esta postagem.

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