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Colaboração e Direitos

Colaboração e Direitos Autorais
Olá amiga(o) ,
Fui professora dos projetos "Estímulo À Leitura",
"Tempo Integral" e a favor da leitura lúdica,
afinal, quer momento mais marcante que a fantasia da vida?
Portanto, será um prazer receber sua visita em mais um blog destinado a educação.
Nele pretendo postar comentários e apreciações de materiais didáticos de Língua Portuguesa, além de outros assuntos pertinentes, experiências em sala de aula, enfocando a interdisciplinaridade e tudo que for de bom para nossos alunos.
Se você leu, experimentou, constatou a praticidade de algum material e deseja compartilhar comigo,
esteja à vontade para entrar em contato.
Terei satisfação em divulgar juntamente com seu blog, ou se você não tiver um, este espaço estará disponível dentro de seu contexto.
Naturalmente, assim estaremos contribuindo com as(os) colegas que vêm em busca de sugestões práticas.
Estarei atenta quanto aos direitos autorais e se por ventura falhar em algo, por favor me avise para que eu repare os devidos créditos.
Caso queira levar alguma publicação para seu blog, não se
esqueça de citar o "Linguagem" como fonte.
Você, blogueira sabe tanto quanto eu, que é uma satisfação ver o "nosso cantinho" sendo útil e nada mais marcante que
receber um elogio...
Venha conferir,
seja bem-vinda(o)
e que Deus nos abençoe.
Krika.
30/06/2009

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JUNHO 2017
8 ANOS DE LITERATURA INFANTIL

quarta-feira, fevereiro 13, 2013

Literatura infantil mais geografia > Dicas pedagógicas e literárias> 13/02/13

A construção da linguagem
 geográfica e literária

 As dicas têm a intenção de aproximar ainda mais a Geografia da Literatura para que através desta relação se amplie o conhecimento de mundo das crianças desde as séries iniciais e como forma de possibilitar a interdisciplinaridade entre a Geografia e o processo de alfabetização, tão valorizada nas séries iniciais, além de ser mais uma possibilidade de trabalho da disciplina.
A relação entre literatura infantil e a Geografia nas séries iniciais do Ensino Fundamental,  dá-se como forma de fruição e também como meio de trabalhar conceitos-chave da ciência geográfica, bem como desenvolver de forma lúdica a construção da linguagem geográfica .

OBJETIVOS
• Reconhecer, na paisagem local e no lugar em que se encontram inseridos,as diferentes manifestações da natureza e a apropriação e transformação dela pela ação de sua coletividade, de seu grupo social;
• Conhecer e comparar a presença da natureza, expressa na paisagem local, com as manifestações da natureza presentes em outras paisagens;
• Reconhecer semelhanças e diferenças nos modos que diferentes grupos sociais se apropriam da natureza e a transformam, identificando suas determinações nas relações de trabalho, nos hábitos cotidianos, nas formas de se expressar e no lazer;
• Conhecer e começar a utilizar fontes de informação escritas e imagéticas utilizando, para tanto, alguns procedimentos básicos;
• Saber utilizar a observação e a descrição na leitura direta ou indireta da paisagem, sobretudo por meio de ilustrações e da linguagem oral;
• Reconhecer, no seu cotidiano, os referenciais espaciais de localização, orientação e distância de modo a deslocar-se com autonomia e representar os lugares onde vivem e se relacionam;
• Reconhecer a importância de uma atitude responsável de cuidado com o meio em que vivem, evitando o desperdício e percebendo os cuidados que se deveter na preservação e na manutenção da natureza.”(p. 89)

SUGESTÕES
Poema Pela janela
Ricardo Azevedo
Interessante recurso para se trabalhar o conceito de paisagem, representando um convite a olhar a paisagem como faz o autor do poema.
Lá do alto da janela
vejo a vida e vejo a luz.
Vejo a montanha distante,
o jeito que a noite cresce,
o passarinho cantando,
o avião que reluz,
o vento tão passageiro, as estradas,
as estrelas, as esquinas da cidade,
os homens e seus caminhos,
os barcos soltos no mar,
as flores com tantas cores,
e trem, que, de longe, apita,
anunciando a chegada
daquela moça bonita!
(AZEVEDO, 1998 apud Chianca &Teixeira, 2001 p. 36)
Da leitura do poema podemos perceber como as palavras vão desenhando um cenário para a chegada da moça bonita.
Esta apresentação mostra-se mais convidativa e mais explicativa para a criança pequena sobre o conceito de paisagem.
Ao invés de apresentar um texto cientifico com a definição de paisagem, a leitura do poema convida a criança a primeiramente construir mentalmente o que seria uma paisagem, como uma porção de terra que consegue avistar, descreve aquilo que vê, para depois, com mais instrumentos conceituar paisagem.
Além disso, o poema pode suscitar discussões em sala de aula que levem à comparação entre as descrições dos alunos, dentro dadas diferentes perspectivas que cada criança tem de uma mesma paisagem.
Além do exercício de comparação entre diferentes análises é possível também trabalhar com a questão da semelhança. Interessante ponto sobre este assunto pode ser extraído de ECO, 1994, quando afirma que “considerando que um bosque é criado para todos, não posso procurar nele fatos e sentimentos que só a mim dizem respeito”, (p. 16), afinal, um mesmo poema pode despertar semelhantes sentimentos, falar de histórias diferentes, mas ao mesmo tempo abarcá-las todas num mesmo texto.

Voltando da escola
Ricardo Azevedo
Uma  descrição do trecho casa-escola, onde a criança mais uma vez depara-se com um percurso que poderia ser o seu, ou não, que apresenta semelhanças com o seu modo de se deslocar, ou então somente diferenças.
O que de fato importa é que a criança teve a possibilidade de pensar sobre o percurso casa-escola de forma informal, onde tem mais uma chance de compartilhar experiências com o autor e com seus colegas.
O menino estava voltando a pé da escola.
A vida para ele parecia uma coisa sempre igual.
Chegar em casa, comer, fazer lição, brincar, tomar banho, jantar, dormir, acordar.
No dia seguinte, tudo a mesma coisa outra vez.
Um ruído veio de um terreno baldio.
Parecia uma voz.
Por entre as folhagens, o menino viu um cachorro cobrindo o focinho com as patas...(p. 33)

Vejam o texto completo aqui:
http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-1/voltando-escola-pra-casa-634237.shtml
O texto possibilita um trabalho interdisciplinar com Língua Portuguesa, quando contempla o exercício da leitura e da produção de texto, ao ser possível propor um final para a história, como encaixa-se perfeitamente em um conteúdo da Geografia.
O professor pode trabalhar com o texto sem procurar palavras que façam parte do vocabulário geográfico, por assim dizer, mas pode buscar no texto, cenários que provoquem sensações que dizem respeito à localização espacial, em relação a si mesmo e ao outro.
Afinal, no texto em tela, o percurso do menino era sempre igual, ele fazia o caminho a pé, ia pensando nos afazeres em casa e na escola, até que um novo elemento entra neste lugar, que antes era seu.
O que acontecerá com a chegada do cachorrinho, será que sua chegada provocará mudanças? São questões que cabem ao texto, que abarcam a linguagem geográfica, sem deixar de ser um texto literário.

Se a terra não existisse, a gente pisava aonde?
Ricardo Azevedo
Tênis é de lona e borracha. Cueca éde pano e elástico.
Caderno é dearame e folha de papel.
Televisão é de plástico com uma antena em cima e uma tela na frente.
Casa é feita de telhado, parede, piso, porta e janela. Vaca é de couro, chifre e quatro tetas pingando leite.
 Cachorro é umônibus peludo cheio de pulgas.
Ser humano é feito de carne, osso, coração e idéias na cabeça.
E o mundo em que vivemos?
O mundo é um monte de terra cercada de água por todos os lados.
A água é o mar, o rio, o lago, a chuva, a poça, a lágrima e o cuspe.
A terra é a terra mesmo.Tem gente que pensa que terra só serve para cavar buraco no chão, para ser hotel de minhoca, para enfiar poste de luz ouentão para sujar o pé de lama em dia de chuva, mas não é nada disso.
Se não fosse a terra, a gente pisava onde?
Se não fosse a terra, a gente construía nossa casa onde?
E as cidades? E as estradas?
E os campinhos de futebol?
Sem a terra a gente não ia jogar bola nunca mais!
Uma vez eu tive um sonho. Sonhei que estava dormindo com vontade de fazer xixi.
Continuei sonhando e pulei da cama.Pobre de mim!
Quando pisei no chão, descobri que naquele sonho não existia chão.
Lá fui eu caindo, despencando, voando, esvoaçando.
O mundo ali era um lugar sem terra, por isso tudo vivia boiando no ar.
Saí do quarto, fui voejando,passei pela sala cheia de cadeiras, móveis e mesas voando e cheguei no banheiro.
Lá dentro, o chuveiro, a pia e a privadapareciam umas coisas brancas flutuando no espaço.
Fui tentar fazer xixi, mas a privada não parava quieta.
A vontadeapertava cada vez mais.
Tentei fazer pontaria, caprichei na mira, mas não deu.
No fim, o sonho acabou. Acordei todomolhado com meu irmão, lá embaixo, gritando socorro. Acontece que a gente dorme em cama beliche, eu em cima e eleembaixo.
Meu irmão me xingou de tudo quanto foi nome.
Expliquei a ele que se não fosse a terra firme o beliche estaria voando e aí, sim, ia ser muito pior.
Pensando bem, a terra é a coisa mais importante do mundo em que vivemos.
Ela é o solo, o chão, a gleba, o piso, o porto, olugar onde a gente fica em pé e constrói a vida.
Para falar a verdade, a terra é uma espécie de mãe.
 A mãe de todos nós. De onde vêm as árvores para dar sombra e segurança?
Da terra. De onde vêm as frutas para a gente chupar?
Da terra. De onde vem a nascente do rio?
E a flor?
E o passarinho?
E a onça?
E a tartaruga? E a borboleta?
E o macaco? E o besourinho?
E todos os bichos do mundo inteiro menos os peixes e as estrelas-do-mar?
Sem a terra, não ia ter nem milho, laranja, caqui, jabuticaba, banana, pêra, uva, cacau, pitanga, mexerica, romã, maçã,abacate, melancia, abacaxi, nem amendoim nem nada.
O mundo ia ser só um monte de coisa nenhuma cercado de água para todos os lados.
Mas a terra tem seus truques.
Ela não gosta de ser maltratada, não senhor!
Quando fazem queimadas ou destroem o mato ou enchem o chão de lixo e porcaria a terra fica triste vira deserto, corpoárido, seco, estéril, que não dá mais nada.
Ela, que era generosa, formosa, úmida, florida, risonha, fofa, macia, fértil, cheia de sombra, cheia de perfume, cheia deriachinhos, borboletas, besourinhos, bichinhos e bichões, de repente fica tão dura e rachada que só consegue inventar pó,areia e desolação.
Se a terra fosse um deserto ia ter chão, mas como a gente ia ficar?
Conto de Ricardo Azevedo, (extraído do livroVocê Me Chamou de Feio, Sou Feio mas Sou Dengoso,publicado pela Fundação Cargill), ilustrado por Roger Mello.

Diversidade de Tatiana Belinky
Um é magrelo
Outro é gordinho
Um é castanho
Outro é ruivinho
De pele clara
De pele escura
Um, fala branda
O outro dura (...)
Um é bem jovem
Outro, de idade,
Nada é defeito
Nem qualidade
Tudo é humano
Bem diferente
Assim, assado
Todos são gente.
 
Este poema traz diversas questões para a sala de aula que envolvem conteúdos geográficos, principalmente às questões que podem suscitar.
Entre elas temos o porquê somos diferentes, onde o professor pode explicar que as pessoas possuem diferentes configurações familiares, provenientes de diferentes locais, que conferem às pessoas diferentes peculiaridades, como características físicas e modos de vida.
Este tema alinha-se a todos as disciplinas, pois envolve a questão da ética e da valorização da diversidade, que deve permear todas as disciplinas.
Além deste trabalho de elencar semelhanças e diferenças a criança também pode pensar em suas próprias preferências alimentares, culturais, enfim, e discutir com os colegas. O que era apenas um texto ganha movimento, ganha sentido ao tentar imprimir sentido àquilo que as crianças vivem.

Pontos cadeais
Forjaz
E é muito bom que existam
O norte, sul, leste, oeste,
Pois estes, mesmo que eu vire
E troque de posição,
Mesmo que eu dê piruetas,
Dão a exata direção!
São os pontos cardeais
E não se alteram jamais! (p. 68)
Ainda que a idéia deste trabalho não seja a de privilegiar apenas textos literários que versem sobre conteúdos geográficos explicitamente, é preciso que estes, quando à mão do professor, sejam lidos e apreciados pelas crianças, para que enriqueçam seu repertório acerca do tema, para que conheçam novas formas de abordagem de um mesmo tema, enfim, para que venha a somar conhecimentos e experiências.
O poema em questão trata dos pontos cardeais de forma lúdica, de forma que se torna palpável ao universo infantil.
Afinal, a criança pequena, geralmente questionadora da realidade pode perguntar-se quando aprender os pontos cardeais: “mas e se eu me virar?”, e a autora, conectada ao universo infantil de antemão já expõe ao leitor: “mesmo que eu me vire/e troque de posição/mesmo que eu dê piruetas,/dão a exata direção”.
 A literatura neste caso vem a ser uma forma de que a criança solucione seus questionamentos de forma lúdica, como soluções dos problemas que estão enfrentando.
 
Peter Pan
Abordagem interessante sobre localização espacial, iniciando este trabalho de mapeamento com a história de Peter Pan. Conta a história do menino que não queria crescer e depois chama as crianças a confeccionarem uma mapa da Terra do Nunca.
Este tipo de trabalho é importante porque trata de angústias pessoais das crianças, quando aborda a questão do distanciamento de Wendy e de seus irmãos de seus pais, além de ser uma possibilidade de mapear uma realidade que a criança leu, imaginou, saindo do plano metafórico para a construção de um símbolo que represente este pensamento.
A forma que a criança organizará este mapa poderá ser um encontro entre suas experiências e as construções mentais que fez ao longo da leitura da história.
Na coleção Geografia tantos lugares, tantas pessoas, de LINS, 2008, foi feita uma análise dos livros do 2º ano, onde se trabalha a questão da casa, ainda no eixo eu-casa-escola, a autora apresentou um texto, de Maria Helena H. Alves, para trabalhar este conteúdo. O texto tratava de uma casa que andava. O trecho destacado foi:
Pois eu conheço uma casa que anda. Um dia ela resolveu passar para o outro lado da rua. Insatisfeita decidiu que ficaria na esquina. Até que ali era um bom lugar, passava muita gente, tinha muito bom dia, boa tarde, boa noite... Mas, ainda sem sossego, a casa tornou a se mudar. (p. 59)
O interessante nesta perspectiva de uma casa que anda diz respeito às reflexões que podem suscitar nas crianças. Ora, onde se localiza sua casa, ora se uma casa pode andar, e se pudesse para onde ela iria.
Além disso, é possível pensar sobre a função de uma casa, o material utilizado, enfim.
A partir de um texto literário, a criança pode trazer para as aulas de Geografia diversos elementos que servirão na assimilação e acomodação dos conteúdos.






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