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Colaboração e Direitos

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Olá amiga(o) ,
Fui professora dos projetos "Estímulo À Leitura",
"Tempo Integral" e a favor da leitura lúdica,
afinal, quer momento mais marcante que a fantasia da vida?
Portanto, será um prazer receber sua visita em mais um blog destinado a educação.
Nele pretendo postar comentários e apreciações de materiais didáticos de Língua Portuguesa, além de outros assuntos pertinentes, experiências em sala de aula, enfocando a interdisciplinaridade e tudo que for de bom para nossos alunos.
Se você leu, experimentou, constatou a praticidade de algum material e deseja compartilhar comigo,
esteja à vontade para entrar em contato.
Terei satisfação em divulgar juntamente com seu blog, ou se você não tiver um, este espaço estará disponível dentro de seu contexto.
Naturalmente, assim estaremos contribuindo com as(os) colegas que vêm em busca de sugestões práticas.
Estarei atenta quanto aos direitos autorais e se por ventura falhar em algo, por favor me avise para que eu repare os devidos créditos.
Caso queira levar alguma publicação para seu blog, não se
esqueça de citar o "Linguagem" como fonte.
Você, blogueira sabe tanto quanto eu, que é uma satisfação ver o "nosso cantinho" sendo útil e nada mais marcante que
receber um elogio...
Venha conferir,
seja bem-vinda(o)
e que Deus nos abençoe.
Krika.
30/06/2009

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quarta-feira, maio 16, 2012

Textos instrucionais>Dicas pedagógicas>Sanduiche da Maricota>15/05/12


Por que trabalhar com receita?

A receita é um gênero que possui forte apelo cultural.
Ë comum às pessoas passarem receitas umas às outras.
Se as receitas são passadas oralmente, poderíamos então nos perguntar: por que trabalhar com receitas escritas?
Em primeiro lugar, porque dessa forma pode-se ampliar ainda mais o repertório de possibilidades culinárias, pois só sabemos de cor aquelas receitas que fazemos freqüentemente.
Além disso, possibilita uma maior autonomia para as pessoas que cozinham.

Mas a justificativa mais importante que sustenta o trabalho com receitas nos anos iniciais do ensino fundamental é o fato de que se trata de um gênero que já é trabalhado na escola por apresentar uma estrutura menos complexa que os outros e que compartilha de certas propriedades de outros gêneros do discurso (como instrução de jogo, instrução de montagem, bula de remédio, regulamento, leis, etc. e até mesmo a constituição).
A ideia, então, é começar por um gênero que seja menos complexo para que, nos outros anos escolares, se possa trabalhar com gêneros mais complexos que partilhem de semelhanças com as receitas.

Para iniciarmos o nosso trabalho, segue uma descrição sucinta do gênero receita.
Essa descrição inclui os seguintes aspectos:
• contexto de produção- inclui o autor, o leitor (ou ouvinte), objetivo do texto, locais por onde circulam (ou são publicados) esses textos;
• conteúdo temático – temas que são tratados em textos pertencentes a esse gênero;
• forma composicional e estilo – sua organização geral e marcas lingüísticas e enunciativas características.

Descrição de receita culinária

1. contexto de produção
AUTOR/ ENUNCIADOR
Algumas vezes não é identificado. Outras vezes é alguém especialista no assunto que escreve para jornais ou revistas ou pública livros. Em todos os casos, é alguém que sabe fazer uma determinada comida e pretende ensinar como fazer.
DESTINATÁRIO
Leitores de jornal, revistas e livros de culinária. Alguém que pretende fazer uma determinada comida.
OBJETIVO
Fazer com que o destinatário possa fazer comidas a partir da leitura da receita.
LOCAL DE PUBLICAÇÃO
Livros de receitas, jornais – suplementos femininos – revista, caderno de receitas, embalagens de produtos etc.

2. Conteúdo temático
Comida, etc.

3. Organização geral
TÍTULO
Em geral, nome da comida que será preparada.
INGREDIENTES
Lista de ingredientes que serão utilizados, com a respectiva quantidade.
MODO DE FAZER/ PREPARO
Seqüência ordenada de procedimentos que deverão ser realizados.
TEMPO DE PREPARO (OPCIONAL)
Informação sobre o tempo de preparo.
RENDIMENTO (OPCIONAL)
Informação sobre a quantidade que será produzida.
CALORIA (OPCIONAL)
Informações sobre a quantidade de calorias que a comida a ser produzida possui (essa é uma característica recente desse gênero e está relacionada a uma preocupação que grande parte das pessoas, por influência das diferentes mídias, vem demonstrando com a forma física e a saúde.)

4. Marcas lingüísticas e enunciativas
Texto impessoal, uso de 3º pessoa (do ponto de vista morfológico) com valor de 2º pessoa (do ponto de vista discursivo)
MARCAS DE ENUNCIAÇÃO
Uso do imperativo.
USO DE ADVÉRBIO
Advérbio e locuções de modo (lentamente, levemente, bem devagar, etc.) e, eventualmente, de tempo (depois, seguida, 20 minutos etc.)
SELEÇÃO LEXIAL
Nomes de alimentos e temperos, adjetivos e locuções adjetivas específicas (brando, fresca, média, fervente, fria, quente, etc.), e verbos específicos de atividades culinárias (cortar, picar, lavar, misturar, bater, despejar, colocar, arrumar, descascar, cozinhar, preparar, juntar, escorrer, ferver,etc.)
É a partir dessa descrição que se pode definir o que será abordado no trabalho com o gênero.
Não é necessário trabalhar com todos os aspectos, mas devem-se seleciona-los tendo em conta os objetivos de trabalho definidos para a série, as possibilidades dos alunos e a progressão do trabalho nas diferentes séries.
Além do conteúdo propriamente dito, seria interessante trabalhar a escrita das respostas dos alunos.
É importante que as respostas recuperem as perguntas feitas para que possam se constituir em anotações significativas a respeito do gênero estudado. Assim, diante de uma pergunta do tipo "O que esses textos possuem em comum?" espera-se como resposta algo como "Todos os textos ensinam a fazer alguma coisa".
Mas isso depende também do domínio da base alfabética e do conhecimento dos aspectos convencionais da escrita que os alunos já possuem.
Assim, pode-se aceitar, diante da pergunta anterior, que alguns alunos escrevam apenas "Ensinam a fazer algo" e, aos poucos, pode-se ir trabalhando a escrita de respostas mais completas.
Pode-se também incentivar a resolução das atividades e a escrita de respostas em dupla e/ou trios heterogêneos quanto aos conhecimentos relativos à escrita.
1. Investigando receitas
O objetivo desta etapa é aferir o que os alunos sabem sobre receitas e sobre a escrita de receitas.

ATIVIDADE 1
LENDO DIFERENTES TIPOS DE TEXTO

O professor deverá ter 3 tipos de textos instrucionais
Caso haja alunos na classe que ainda não saibam ler autonomamente, seria importante que (a) professor(a) ajudasse na leitura. Após a leitura de cada texto, pode-se fazer a seguinte exploração oral.
♦ Que tipos de textos são esses?
♦ Para que servem? Converse com seus colegas e responda oralmente as perguntas?
♦ Agora responda no seu caderno: o que esses textos possuem em comum? O que esses textos possuem de diferente?
Os dois exercícios escritos pedem para que os alunos comparem os três textos. Atividades de comparação entre iguais e diferentes ajudam os alunos a perceberem as características dos diferentes gêneros do discurso. A idéia aqui avaliar se já percebem a especificidade de uma receita.

ATIVIDADE 2
RECONHECENDO RECEITAS

Seria interessante que esta atividade fosse trabalhada em duplas ou trios de alunos heterogêneos no que diz respeito ao conhecimento da linguagem escrita e às competências para ler autonomamente.
Caso não consigam ler tudo, peça que observem o todo dos textos, seu formato, suas partes etc. Passe pelas diversas duplas (ou trios) e discuta com eles o que parecem ser outros textos, qual a finalidade deles etc.
Sugestão de textos para essa atividade: anúncio publicitário, lista de alimentos, receita.
♦ Apresente aos alunos os três suportes textuais sugeridos acima. Faça o questionamento: qual dos três textos você acha que é uma receita.
♦ Por que você acha que o texto que você escolheu é uma receita?

ATIVIDADE 3
REESCREVENDO RECEITAS

O objetivo aqui é investigar como os alunos se saem na produção escrita de uma receita.
Ainda que o aluno copie a maior parte da receita, as poucas alterações que fará obrigam-no a pensar sobre como escrever, o que é importante, sobretudo para os que ainda não dominam totalmente a base alfabética da escrita.
Vale ressaltar que atividade supõe um certo conhecimento matemático, que se necessário, deverá ser trabalhado coletivamente.
  Pensando nos alunos que dominam a base alfabética, você pode deixar a atividade mais complexa, pedindo que o aluno diga como seria uma receita de outro doce parecido.
Se houver oportunidade, uma outra atividade possível é a "transcrição"de uma receita previamente gravada que tenha sido veiculada num programa de rádio ou de TV.
Pode-se ainda pedir para que alguém de casa diga oralmente uma receita de algo simples que sabe fazer.
Essa receita os alunos tentariam escreve-la para trazer na próxima aula ou poderiam desenha-la.

2. A utilidade da receita e sua forma de organização
O objetivo desta seqüência é focar o contexto de produção de uma receita – finalidade, características do autor e do leitor de receitas, e portadores de textos nos quais circulam as receitas - , seu conteúdo temático, as partes que compõem uma receita e sua forma de organização.

ATIVIDADE 1
PARA QUE SERVE UMA RECEITA?

O objetivo principal da atividade é explorar elementos do contexto de e o conteúdo temático de uma receita.
Para a realização dessa atividade, é necessário pedir que os alunos tragam receitas para a sala de aula.
Podem trazer até receitas que venham em embalagens de produtos.
Seria interessante que ele perguntassem em casa se alguém lê receitas para cozinhar, se há algum caderno pessoal de receitas manuscritas etc.
O quadro de descrição do gênero nas páginas 56 e 57 deste módulo traz algumas respostas possíveis.
Se for possível, os alunos poderão fazer uma receita na escola.
Uma das mais fáceis é receita de sanduíches.
A idéia é que eles leiam a receita e façam a comida a partir da leitura feita.
Portanto, o professor deverá encaminhar esta atividade com as questões abaixo:
a) com que objetivo alguém escreve uma receita?
b) Quem escreve receitas?
c) Onde podemos encontrar receitas?
d) Do que fala uma receita?

ATIVIDADE 2
EXPLORANDO A ESTRUTURA DE UMA RECEITA
São dois os objetivos desta atividade:
♦ O primeiro é fazer com que os alunos comecem a atentar para as características de títulos de receitas.
♦ O segundo é possibilitar que eles tenham uma certa autonomia de leitura e leiam com mais fluência, mesmo aqueles alunos que ainda não conseguem identificar todas as palavras.

Inicie esta atividade a partir de uma conversa sobre o que é mingau:
1. Você sabe o que é mingau?
Discuta com seus colegas de classe e construam juntos, uma definição de mingau.
Registre no caderno.
A sugestão é partir de uma conversa sobre o que é mingau, espera-se que concluam que mingau devem possuir uma certa textura cremosa, que é conseguido mais comumente a partir de ingredientes básicos – como: farinha, leite, açúcar.
Escreva essas palavras na lousa para que os alunos possam identificá-las posteriormente nos textos.

2. Peça que em duplas os alunos leiam os títulos de receitas escritas em tiras de cartolina (Mingau de milho, Mingau de tapioca e Vitamina de abacate) .
Peça que lês analisem o título e prevejam que palavras encontrarão nessas receitas.
Depois de lido os títulos, chame a atenção deles para o fato de que um deles é de uma receita de vitamina de abacate.
Converse sobre vitaminas e quais os ingredientes que normalmente entram na composição de vitamina ( leite, açúcar, frutas).
Chame a atenção dos alunos para os títulos, pois na maioria das receitas, são formados pelo nome do tipo de comida mais o nome do ingrediente principal (há também títulos que não possuem essa característica: bolinho de chuva, brigadeiro, queijadinha, pé-de-moleque, beijinho, etc.)

3. Forneça as receitas para que eles relacionem o título com o conteúdo da mesma.
Espera-se que os alunos possam ler a receita e dar o título.
Seria interessante que essa questão fosse respondida individualmente, após a correção e discussão das questões 1 e 2.

ATIVIDADE 3
EXPLORANDO A ESTRUTURA DE UMA RECEITA

O objetivo desta atividade é levar o aluno a perceber a organização estrutural de uma receita. Toda receita tem, além do título, Ingredientes (que podem ser apresentados em qualquer ordem) e Modo de fazer, também chamado de Modo de preparar e Preparo (que supõe uma certa seqüência de ações) Optativo que seria ainda incluir Tempo de preparo e rendimento. Pergunte aos alunos:

1. Além do título, quantas partes têm uma receita? Que partes são essas? Que outros nomes essas partes recebem?

2. Apresente aos alunos uma receita desarrumada e solicite que eles a reescrevam, em seu caderno, na ordem correta. Primeiro coloquem o título e depois separe os ingredientes dos itens do Modo de fazer.

3. Pergunte se existe alguma ordem para escrever os itens do Modo de fazer de uma receita?

Mas do que identificar as partes da receita e sua forma de organização, é importante levar o aluno a perceber que grande parte dessa organização é devida ao contexto de produção. Assim, deve-se perguntar aos alunos coisas do tipo "Por que será que em uma receita a listagem de ingredientes vem separas do restante da receita e é listada em forma de itens?" (Para facilitar a vida do leitor de receita que deseja preparar alguma comida – ele pode verificar se tem todos os ingredientes e já separa tudo o que vai usar antes mesmo de começar a prepará-la). Ou "Por que o título da receita é composto dessa forma?"(Para ajudar o leitor a localizar a comida que deseja fazer). Etc.
Fonte:BARBOSA, Jaqueline Peixoto.Coleção trabalhando com os gêneros do discurso: Instruir. FTD. São Paulo.2003.



ATIVIDADES
Sanduíche da Maricota

A galinha Maricota preparou um sanduíche: Pão, Milho, quirera e ovo.
Mas, quando ia comer, a companhia tocou.
Era o Bode Serafim, que olhou o sanduíche e exclamou:
- Vixe! Falta aí um capim.
Aí chegou Kim, o gato, cumprimentou a galinha, e vendo o sanduíche, palpitou: - Falta a sardinha.
João, o cão, Também veio com seu jeito de bom moço. E com educação sugeriu: - Coloquem nele um bom osso.
Sempre zumbindo e agitada. Chegou a abelha Isabel. Olhou o esquisito recheio: - melhora se puser Mel.
Da janela ouvindo o papo, muito metido a bacana, falou, convencido, o macaco:
- Claro que falta banana!
- Banana? Sardinha? Mel? – era o rato Aleixo.
- Milho? Osso? Capim? Argh!!!
- Vocês esqueceram o queijo!
- A brincadeira acabou quando a raposa Celinha olhou bem a Maricota e falou: - Falta galinha.
Maricota ficou brava:
- Fora daqui, minha gente! Jogou fora o sanduíche e começou novamente.
Pão, milho quirera e ovo. Como era pra ter sido.
Quem quiser que faça o seu com o recheio preferido.

Do livro: Sanduíche da Maricota de Avelino Guedes – Editora Moderna

1. ATIVIDADES COM RECEITA A PARTIR DA HISTÓRIA
FUNCIONALIDADE
Com as atividades desenvolvidas a partir do texto o professor trabalha a seriação e a seqüência de fatos.
DESENVOLVIMENTO DA ATIVIDADE
• O professor conta a história aos alunos.
• Após fazer alguns comentários com a turma, propõe um jogo de compra, no qual cada criança deverá rodar a roleta que indicará qual o ingrediente a ser comprado.
• Termina o jogo assim que o sanduíche estiver montado na ordem apresentada na história.
• Além desse jogo, o professor pode propor à turma de alunos que cada um monte o seu sanduíche, com os ingredientes trazidos por eles próprios.
  CONTEÚDO ESPECÍFICO
• Relações entre o oral e o escrito: escolha do que será escrito a partir de tudo o que foi falado.
• Aprendizagem do sistema alfabético: diferenciando entre letra, desenhos, números, etc.; aspectos convencionais, uso das letras,
• Distribuição gráfica vertical da lista.
• Seriação
MATERIAL
• Ingredientes do sanduíche confeccionados (desenhados, pintados e recortados) pela crianças, em papelão, cartolina ou outro;
• Roleta com os ingredientes, confeccionados pelo professor com bandeja de papelão, com desenhos dos ingredientes.
ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS
O professor deverá também estimular o reconto da história dando ênfase a seqüência dos fatos, além de trabalhar com a escrita da lista dos ingredientes e a partir dela desenvolver atividades que focalizem a aquisição da base alfabética.

2. DITADO, DOS ALUNOS AO PROFESSOR, DOS INGREDIENTES DE UMA RECEITA
FUNCIONALIDADE
Elaboração de um produto simples em aula de uma receita conhecida (salada de frutas, salada, torta, etc.)
DESENVOLVIMENTO DA ATIVIDADE
• previamente se terá preparado o produto em sala de aula com a participação dos alunos.
• Recapitulação oral da tarefa realizada na preparação da receita.
• Os alunos ditam para o professor a lista de ingredientes utilizados ordenadamente.
• O professor escreve-a no quadro, seguindo a escrita com a vocalização.
• As crianças podem copiar a lista, posteriormente, desenhando, ou relacionando as palavras com o desenho ao ingrediente.
CONTEÚDO ESPECÍFICO
• Relações entre o oral e o escrito: escolha do que será escrito a partir de tudo o que foi falado.
• Aprendizagem do sistema alfabético: diferenciando entre letra, desenhos, números, etc.; aspectos convencionais, uso das letras,
• Distribuição gráfica vertical da lista.
  MATERIAL
• Papel
• Lousa
Nestas atividades precoces, o professor focaliza a atenção dos alunos na função da escrita (facilitar a lembrança neste caso) e nos modos de escrever.
ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS
 
3. ESCRITA DA LISTA DE INGREDIENTES DE UMA RECEITA
O uso da receita culinária na sala de aula é adequado para o ensino de conteúdos importantes não apenas de linguagem, mas também conteúdos relacionados com a alimentação, hábitos familiares, desenvolvimento de habilidades motoras, etc.
FUNCIONALIDADE
• A lista de ingredientes pode ser escrita antes da realização da atividade de preparação, para trazer os ingredientes de casa, ou depois, para lembra-los.
DESENVOLVIMENTO DA ATIVIDADE
• Ver, nesta receita, como se escrevem os ingredientes.
• Lembrança dos ingredientes necessários.
• Escrita da lista de palavras e revisão, discutindo os critérios que o aluno utiliza em relação ao sistema alfabético de escrita.
• Aprendizagem do sistema alfabético em textos enumerativos.
CONTEÚDO ESPECÍFICO
• Papel
MATERIAL
• Lousa
  ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS
Também podem escrever-se os nomes dos utensílios necessários para executar a receita.

4. ESCRITA DO PROCESSO DE ELABORAÇÃO DO PRODUTO
FUNCIONALIDADE
Pode referir-se a um trabalho manual realizado em sal de aula, a uma receita culinária, etc.
DESENVOLVIMENTO DA ATIVIDADE
• Após ter elaborado o produto em questão, as etapas principais do processo são lembradas oralmente.
• Elaboração coletiva do pré-texto referente a cada seqüência.
• Escrita por parte dos alunos.
• Revisão e correção da escrita em função das possibilidades de cada um.
CONTEÚDO ESPECÍFICO
• Características textuais dos textos prescritivos.
• Procedimentos de escrita.
MATERIAL
• Papel
• Lousa
ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS
A escrita pode ser feita em duplas ou em pequenos grupos.
Facilita-se a atividade com imagens que podem ser fornecidas às crianças ordenadas ou desordenadas, de modo que reconstruam o processo por si mesma. Podem, também, desenha-las, mas neste caso, convirá especificar mais as diferentes etapas da elaboração.

5. ESCRITA DE UMA RECEITA CULINÁRIA
FUNCIONALIDADE
Elaboração de produtos alimentícios na sala de aula. As receitas escritas podem ser recopiladas num livro de recitas.
DESENVOLVIMENTO DA
• O produto será elaborado previamente em classe.
• Análise das características textuais das receitas culinárias prestando atenção ao formato.
• Distinção dos ingredientes do processo de elaboração.
  ATIVIDADE
• Elaboração coletiva do pré-texto, salientando as diferentes fases do processo de elaboração e os verbos de ação adequados.
• Escrita por parte dos alunos e correção para garantir a compreensão do destino.
CONTEÚDO ESPECÍFICO
• Características textuais das receitas culinárias.
• Procedimentos de escrita.
MATERIAL
Papel com tamanho e formato interno específico, especialmente se, se pretende a edição de um livro de culinária infantil.
ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS
A escrita de receitas exige que se tenha usado livros de culinária em sala de aula como modelo. A participação dos pais na atividade pode ser muito importante: trazer receitas simples, participar na sua elaboração na escola com as crianças e prepara-las em casa por si mesma, etc.

6. LEITURA DE UMA RECEITA CULINÁRIA
FUNCIONALIDADE
Elaborar o produto em aula ou em casa.
DESENVOLVIMENTO DA ATIVIDADE
• Justificar o interesse da atividade culinária.
. Preparação da leitura: comentário do título, hipótese sobre a elaboração.
• Leitura e comentário dos ingredientes: são necessários para quê?
• Leitura e comentário do processo de elaboração. Utensílios que precisamos, etc.
• Recapitulação da Leitura.
• Elaboração da receita consultando o texto constantemente.
CONTEÚDO ESPECÍFICO
• Características textuais da recita.
• Procedimentos de leitura em textos prescritivos.
MATERIAL
• Receita culinária de fácil elaboração.
ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS
Ë interessante que comprovem nas prática (por si mesmo ou por meio do modelo do professor ou de casa) que a receita deve estar presente ao longo da elaboração e ser consultada constantemente para evitar erros.
A atividade é facilitada se a receita for acompanhada de imagens do processo.

7. SELEÇÃO DE UM CARDÁPIO A PARTIR DA LEITURA DE UM LIVRO DE RECEITAS
FUNCIONALIDADE
O cardápio pode ser selecionado para ser elaborado para festa escolar, ou para excursão ou para o lanchar na escola, etc.
DESENVOLVIMENTO DA ATIVIDADE
• Estabelecer claramente os critérios de seleção de recitas que serão utilizados em função da finalidade.
• Leitura superficial do livro escolhido: se tem imagens, se tem muitas receitas, etc.
• Estudo detalhado do sumário do livro: critérios que foram utilizados para organizar as receitas. Seleção dos capítulos que nos interessam, etc.
• Leitura dos títulos das receitas, selecionando entre todos os títulos os possíveis.
• Leitura das receitas e seleção do menu.
• Discussão coletiva das diversas propostas.
CONTEÚDO ESPECÍFICO
• Características dos livros de receitas: organização interna, etc.
• Procedimentos de consulta e leitura de livros de culinária. Uso do sumário, seleção do que será lido, etc.
• Seleção das possibilidades lidas em função dos critérios previamente estabelecidos (lanche ou comida, facilidade de elaboração, custos, etc.)
MATERIAL
É importante usar livros de culinária editados comercialmente, inclusive se for preciso limitar a leitura a partes concretas para facilitá-la.
ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS
A tarefa de leitura do livro deve ser feita em grupos muitos reduzidos. Pode-se prever que os diversos grupos consultem livros diferentes e comparem os resultados. Pode ser uma tarefa encomendada a um grupo concreto de alunos, enquanto os demais fazem outras atividades similares (decoração da festa, seleção da música, organização do espaço e dos móveis, etc.)

8. RELACIONAR RECEITAS CULINÁRIA COM SEUS TÍTULOS OU COM OS INGREDIENTES
FUNCIONALIDADE
Compor um livro de receitas, um mural, etc.
DESENVOLVIMENTO DA ATIVIDADE
• Leitura de todos os títulos para lembrar os pratos a que se referem.
• Seleção de um título: antecipação dos ingredientes necessários e busca dos mesmos nas receitas, para selecionar as viáveis.
• Leitura completa da receita para confirmar sua adequação ao título.
CONTEÚDO ESPECÍFICO
• Uso de procedimentos de leitura para selecionar e discriminar entre vários textos: uso de indicadores contextuais como critérios de seleção (imagens dos pratos, se houver; ingredientes necessários, etc).
MATERIAL
• Títulos, ou ingredientes, separados das receitas.
ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS
Com a presença de imagens dos pratos, pode-se adaptar a atividade à Educação Infantil. Outros critérios de sequenciação e adaptação à diversidade estão no número de recitas, no grau em que diferem entre si, etc.

9. CLASSIFICAÇÃO DE RECEITAS CULINÁRIAS EM FUNÇÃO DO INGREDIENTE PRINCIPAL
FUNCIONALIDADE
Composição final do caderno de receitas da aula, preparação do sumário e ordenação da receitas. Organização de um fichário de culinária da turma, etc.
DESENVOLVIMENTO DA ATIVIDADE
• Previamente se terá consultado sumários de livros convencionais de culinária para discutir os critérios de classificação dos ingredientes.
• Os alunos, em pequenos grupos, lerão as diversas receitas disponíveis e as classificarão, a seu modo, a partir do ingrediente principal.
• Discussão coletiva dos critérios de classificação e agrupamento de ingredientes (arroz e massa, juntos ou separados?). Combina-se um critério comum de classificação.
• Cada grupo reorganiza suas receitas em função do critério final estabelecido.
CONTEÚDO ESPECÍFICO
• Critério de classificação dos alimentos.
• Procedimentos de leitura de textos prescritivos.
• Procedimentos de organização da informação e estabelecimento de índices temáticos.
MATERIAL
• Conjunto de receitas elaboradas em aula. Fichário comercial com receitas que é preciso ordenar, etc.
ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS
O professor se preocupará em adaptar a dificuldade da tarefa às características do grupo.
Fontes:
CPOEC Editora. Revista Do Professor., Porto Alegre, 15 (57): 5-10, jan./mar. 1999.
CURTO, Lluís Maruny. MORILLO, Maribel Ministral. TEIXIDÓ, Manuel Miralles. Escrever e Ler: Materiais e recursos para a sala de aula. VOL 2. ARTMED: Porto Alegre. 2000.
GLOBO Editora Manual de receitas da Magali
JOLIBERT, Josette. Formando Crianças produtoras de textos. Vol II.Artes Médicas.Porto Alegre. 1994.
LIBANIO, Maria Stela Christo, Frei Betto. Fogãozinho: culinária infantil em histórias. Editora Mercuryo.
Sites:



Nestlé- Meus primeiros pratos: as receitas de João e Maria: http://www.nestle.com.br/cozinha.asp?pg=751

Ciclo I- Desempenho em Língua Portuguesa
♦ Expressar-se oralmente, com clareza.
♦ Reconhecer que as letras representam os sons da sua língua.
♦ Ouvir e discriminar sons (letras, silabas e palavras)
♦ Representar a escrita ainda que com desenhos, sinais ou rabiscos, sem fazer relação entre a fala e a escrita.
♦ Reconhecer as formas e os nomes das letras.
♦ Recontar historias, noticias, lidas em voz alta.
♦ Juntar e separar sons para formar palavras.
♦ Trans formar sons e palavras impressas, ainda que utilizando pseodo-palavras.
♦ Escrever palavras utilizando uma, outras vezes todas as letras, para representar cada unidade sonora.
♦ Utilizar a linguagem oral e vocabulário adequado para descrever experiências vividas.
♦ Ler texto com vocabulário simples, palavras curtas e estrutura fonética compatível com as competências fônicas já adquiridas.
♦ Utilizar diferentes estratégias de leitura (antecipação, seleção, inferência e verificação).
♦ Identificar características peculiares de textos com estruturas simples (listas, avisos, bilhetes e convites). Utilizando-os como modelos para novas produções.
♦ Ler atribuindo sentido a leitura.
♦ Narrar acontecimentos e historias deixando claro onde, como aconteceu e quando.
CEB 2 – Desempenho em língua portuguesa
♦ Utilizar hábitos adequados de estudo e participação em classe.
♦ Utilizar diferentes estratégias de leitura: antecipação, inferência, seleção e verificação.
♦ Identificar a função social da escrita em diferentes portadores: livros, jornais, revistas, cartazes, convites, etc.
♦ Escrever textos alfabéticos.
♦ Escrever com clareza, mantendo coerência na escrita.
♦ Elaborar questões escritas após leituras ouvidas.
♦ Realizar leitura fluente com compreensão.
♦ Elaborar modelos e padrões aceitáveis e adequados.
♦ Demonstrar conhecimentos básicos sobre as regras ortográficas na escrita de textos.
♦ Identificar informações relevantes para a compreensão do sentido do texto.
♦ Segmentar o texto utilizando adequadamente a pontuação de final (.!?).
♦ Utilizar na produção escrita: titulo, maiúscula inicial, parágrafo.
♦ Revisar e reescrever, com o apoio, o próprio texto.
♦ Ler convencionalmente atribuindo sentido ao que ler.
♦ Adequar a fala a diferentes interlocutores e situações sociais
♦ Reconhecer que diferentes estratégias de leitura devem ser usadas para diferentes objetivos.
♦ Produzir textos narrativos (historias em quadrinhos e noticias)
FONTE: Caderneta do Ciclo Básico da Rede Municipal de Salvador
 
 
 
 


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