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Colaboração e Direitos

Colaboração e Direitos Autorais
Olá amiga(o) ,
Fui professora dos projetos "Estímulo À Leitura",
"Tempo Integral" e a favor da leitura lúdica,
afinal, quer momento mais marcante que a fantasia da vida?
Portanto, será um prazer receber sua visita em mais um blog destinado a educação.
Nele pretendo postar comentários e apreciações de materiais didáticos de Língua Portuguesa, além de outros assuntos pertinentes, experiências em sala de aula, enfocando a interdisciplinaridade e tudo que for de bom para nossos alunos.
Se você leu, experimentou, constatou a praticidade de algum material e deseja compartilhar comigo,
esteja à vontade para entrar em contato.
Terei satisfação em divulgar juntamente com seu blog, ou se você não tiver um, este espaço estará disponível dentro de seu contexto.
Naturalmente, assim estaremos contribuindo com as(os) colegas que vêm em busca de sugestões práticas.
Estarei atenta quanto aos direitos autorais e se por ventura falhar em algo, por favor me avise para que eu repare os devidos créditos.
Caso queira levar alguma publicação para seu blog, não se
esqueça de citar o "Linguagem" como fonte.
Você, blogueira sabe tanto quanto eu, que é uma satisfação ver o "nosso cantinho" sendo útil e nada mais marcante que
receber um elogio...
Venha conferir,
seja bem-vinda(o)
e que Deus nos abençoe.
Krika.
30/06/2009

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sexta-feira, dezembro 05, 2014

O fazedor de amanhecer> Manoel de Barros >Estímulos poéticos> 05/12/2014

O FAZEDOR DE AMANHECER

Este livro de poesias é o resultado da união de dois artistas ''maluquinhos''; o poeta Manoel de Barros e o desenhista Ziraldo.
 O autor conta como descobriu o amor e revela seus últimos inventos, entre eles ''uma manivela para pegar no sono'' e ''um fazedor de amanhecer para usamentos de poetas''.

O fazedor de amanhecer - Manoel de Barros

Sou leso em tratagens com máquina.
Tenho desapetite para inventar coisas
prestáveis.
Em toda a minha vida só engenhei
3 máquinas
Como sejam:
Uma pequena manivela para pegar no sono
Um fazedor de amanhecer
para usamentos de poetas
E um platinado de mandioca para o
fordeco de meu irmão.
Cheguei de ganhar um prêmio das indústrias
automobilísticas pelo Platinado de Mandioca.
Fui aclamado de idiota pela maioria
das autoridades na entrega do prêmio.
Pelo que fiquei um tanto soberbo.
E a glória entronizou-se para sempre
em minha existência.

Sugestão de atividades
AQUI

Poeminha em língua de brincar

Ele tinha no rosto um sonho de ave extraviada.
Falava em língua de ave e de criança.

Sentia mais prazer de brincar com as palavras do que de pensar com elas.
Dispensava pensar.
Quando ia em progresso para árvore queria florear.
Gostava mais de fazer floreios com as palavras do que de fazer ideias com elas.
Aprendera no Circo, há idos, que a palavra tem que chegar ao grau de brinquedo para ser séria de rir.
Contou para a turma da roda que certa rã saltara sobre uma frase dele
E que a frase nem arriou.
Decerto não arriou porque tinha nenhuma palavra podre nela.
Nisso que o menino contava a estória da rã na frase
Entrou uma Dona de nome Lógica da Razão.
A Dona usava bengala e salto alto.
De ouvir o conto da rã na frase a Dona falou:
Isso é Língua de brincar e é idiotice de criança
Pois frases são letras sonhadas, não têm peso, nem consistência de corda para aguentar uma rã em cima dela
Isso é língua de raiz – continuou
É língua de Faz-de-conta
É língua de brincar!
Mas o garoto que tinha no rosto um sonho de ave extraviada
Também tinha por sestro jogar pedrinhas no bom senso.
E jogava pedrinhas:
Disse que ainda hoje vira a nossa Tarde sentada sobre uma lata ao modo que um bentevi sentado na telha.
Logo entrou a Dona Lógica da Razão e bosteou:
Mas lata não aguenta uma Tarde em cima dela, e ademais a lata não tem espaço para caber uma Tarde nela!
Isso é língua de brincar
É coisa-nada.
O menino sentenciou:Se o Nada desaparecer a poesia acaba.E se internou na própria casca ao jeito que o jabuti se interna.
AQUI





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segunda-feira, novembro 24, 2014

Estímulos literários> Bolsa de leitura para casa>Dica pedagógica> 24/11/2014




BOLSA DE LEITURA
SUGESTÃO DO BLOG EDUCANDO COM SIMPLICIDADE
PROFESSORA ROSÂNGELA
Belo trabalho!
Estímulos à leitura

A confecção de uma bolsa de TNT é apenas um pequeno detalhe de ternura que a professora Rosângela nos mostra nesta sugestão literária.
Ela  publicou sua proposta de incentivo à leitura deste ano de 2014.
Vejam só um exemplo
Acompanhem toda metodologia no link

Vejam tudo







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quinta-feira, novembro 20, 2014

O apanhador de desperdícios> Manoel de Barros > Estímulos poéticos> 20/11/2014

O apanhador de desperdícios
Uso a palavra para compor meus silêncios
Não gosto das palavras
fatigadas de informar,
dou mais respeito
às que vivem de barriga no chão
tipo água pedra sapo.
Entendo bem o sotaque das águas
Dou respeito às coisas desimportantes
e aos seres desimportantes.
Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas mais que a dos mísseis.
Tenho em mim esse atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios:
Amo os restos
como as boas moscas.
Queria que a minha voz tivesse um formato de canto.
Porque eu não sou da informática:
Eu sou da invencionática.
Só uso a palavra para compor meus silêncios.

Vejam mais  AQUI

Homenagem do Kidsindoors

PROJETO CRIANCEIRAS

POEMINHAS EM LÍNGUA DE BRINCAR

Ele tinha no rosto um sonho de ave extraviada.
Falava em língua de ave e de criança.
Sentia mais prazer de brincar com as palavras
do que de pensar com elas.
Dispensava pensar.
Quando ia em progresso para árvore queria florear.
Gostava mais de fazer floreios com as palavras do que de fazer idéias com elas.
Aprendera no Circo, há idos, que a palavra tem
que chegar ao grau de brinquedo
para ser séria de rir.
Contou para a turma da roda que certa rã saltara
sobre uma frase dele
E que a frase sem arriou.
Decerto não arriou porque não tinha nenhuma
palavra podre nela.
Nisso que o menino contava a estória da rã na frase
Entrou uma Dona de nome Lógica da Razão.
A Dona usava bengala e salto alto.
De ouvir o conto da rã na frase a Dona falou:
Isso é língua de brincar e é idiotice de
criança
Pois frases são letras sonhadas, não têm peso,
nem consistência de corda para agüentar uma rã
em cima dela
Isso é Língua de raiz – continuou
É Língua de faz de conta
É Língua de brincar!
Mas o garoto que tinha no rosto um sonho de ave
Extraviada
Também tinha por sestro jogar pedrinhas no bom
senso.
E jogava pedrinhas:
Disse que ainda hoje vira a nossa tarde sentada
sobre uma lata ao modo que um bem-te-vi sentado
na telha.
Logo entrou a dona Lógica da Razão e bosteou:
Mas lata não aguenta uma tarde em cima dela, e
ademais a lata não tem espaço para caber uma
Tarde nela!
Isso é Língua de brincar
É coisa-nada
O menino sentenciou:
Se o Nada desaparecer a poesia acaba.
E se internou na própria casca ao jeito que o
jabuti se interna.



Borboletas me convidaram a elas.
O privilégio insetal de ser uma borboleta me atraiu.
Por certo eu iria ter uma visão diferente dos homens e das coisas.
Eu imaginava que o mundo visto de uma borboleta seria, com certeza,
um mundo livre aos poemas.
Daquele ponto de vista:
Vi que as árvores são mais competentes em auroras do que os homens.
Vi que as tardes são mais aproveitadas pelas garças do que pelos homens.
Vi que as águas têm mais qualidade para a paz do que os homens.
Vi que as andorinhas sabem mais das chuvas do que os cientistas.
Poderia narrar muitas coisas ainda que pude ver do ponto de vista de
uma borboleta.
Ali até o meu fascínio era azul.
__Manoel de Barros, Borboletas, in Ensaios Fotográficos


Manoel de Barros - Memórias inventadas | Leitura e cidadania | Scoop.it




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quarta-feira, novembro 19, 2014

Papai Noel> Colagem e Afins> Vídeos> Turma da Mônica> Árvore de Natal> 19/11/2014



Papai Noel Atividade Colagem de Pedaços de Papel
Sugestões do blog Ideia Criativa
Caça palavras e conto Os três reis magos
Colagem do Papai Noel 
AQUI

Símbolo Natalino A Lenda das Meias de Natal

Natal com a turma da Mônica /Vídeos
VÁRIOS AQUI
A ÁRVORE DE NATAL
A árvore de Natal nos conta uma história.
Se usarmos uma árvore ornamentada para comemorar o Natal, devemos enfeitá-la com figuras que nos falem do Messias prometido, Jesus Cristo. 

A árvore de Natal deve ser ornamentada com figuras que anunciam a vinda de Jesus Cristo a terra. 

Ela é uma tradição que devemos usar para ensinar o verdadeiro sentido do Natal.

Existem outros símbolos representando as profecias que anunciaram a vinda de Jesus, mas vamos usar somente alguns, para que a aula seja clara e objetiva.

Público-alvo: Crianças que cursam o 1º ano do ensino fundamental.

Habilidades:
• Aprender o sentido a árvore de natal;
• Expressar oralmente a compreensão obtida a partir da aula;
• Produzir uma carta para o Papai Noel;
• Participar montagem da árvore de natal.

Objetivo geral:
Relatar o sentido da árvore de natal e ensinar para os alunos e ensinar os alunos trabalharem em grupo fazendo decorações natalinas. 
A árvore proporciona um clima especial neste período. 
Além de produção textual e procedimentos que visem à capacidade criativa dos alunos.Objetivos específicos:
• Proporcionar a temática da aula com a participação ativa de todos os alunos inclusive os alunos especiais;
• Perguntar como os estudantes comemoram o natal com suas famílias e sem montam juntos a árvore de natal;
Estimular a produção textual de uma carta;
• Sugerir opções de lembrancinhas e desenhos para presentear os familiares.
Metodologia:
Iniciar o trabalho com perguntas para reflexão: 

Quando é comemorado o dia de natal? 

Porque as pessoas montam a árvore de natal?. 

A partir das reflexões e respostas das crianças, contado o sentido da árvore de natal

Após as discussões, distribuir folhas brancas para que as crianças escrevam a uma carta. 

Nesta atividade, o aluno terá a liberdade de escrever, a seu modo, uma pequena cartinha para o papai Noel. 

O objetivo é que evidenciem também, por meio da escrita, a livre iniciativa de pensar a importância da festa natalina em suas vidas.

Para o fim da aula, a proposta será a montar a árvore de natal trabalhando todos em um grande grupo.
 Para isso, as professoras levarão material apropriado para enfeitar a árvore e utilizem de sua imaginação e criatividade.
Recursos:
• Didáticos: Papel cartão, lápis de cor, fitas coloridas, bolas para árvore, árvore de natal, enfeites natalinos, envelopes e um interprete para o aluno com deficiência auditiva.
• Físicos: Sala de aula.

• Temporais:
- 15 minutos para apresentação da história da árvore de natal.

- 20 minutos para confecção da carta.

- 25 minutos para a decoração da árvore.

Avaliação:

A avaliação se dará pelas produções textuais.

Fonte:

Trabalhos feitos

TUDO  SOBRE NATAL NO LINGUAGEM CLIQUEM NO LINK



















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terça-feira, novembro 18, 2014

Exercício de ser criança >Estímulos poéticos> Manoel de Barros> 18/11/2014



Uma peneira, um caixote e duas latas de goiabada: quem seria capaz de construir um mundo a partir desses objetos? 

Duas crianças, duas histórias e muita fantasia farão desses objetos aparentemente despropositados personagens de um mundo mágico e, ao mesmo tempo, profundamente real.
É Manoel de Barros, no seu melhor estilo, extraindo poesia daquilo que é supostamente vazio; compondo os seus "milagres estéticos" com o carinho de quem pinta uma obra de arte; bordando a palavra com a mesma devoção com que a família Diniz Dumont elabora as imagens do livro.


Através de duas histórias - O menino que carregava água na peneira e A menina avoada-, elas mergulham no imaginário infantil e nos revelam toda a poesia e o lirismo que estão por trás daquilo que os adultos costumam chamar de ingenuidade.
Exercícios de ser criança é uma obra que fala direto ao coração da criança e da criança que há dentro de cada um de nós.

LIVRO  AQUI



Tenho um livro sobre águas e meninos.

Gostei mais de um menino
que carregava água na peneira.
A mãe disse que carregar água na peneira
era o mesmo que roubar um vento e sair
correndo com ele para mostrar aos irmãos.
A mãe disse que era o mesmo que
catar espinhos na água
O mesmo que criar peixes no bolso.
O menino era ligado em despropósitos.
Quis montar os alicerces de uma casa sobre orvalhos.
A mãe reparou que o menino
gostava mais do vazio
do que do cheio.
Falava que os vazios são maiores
e até infinitos.
Com o tempo aquele menino
que era cismado e esquisito
porque gostava de carregar água na peneira
Com o tempo descobriu que escrever seria
o mesmo que carregar água na peneira.
No escrever o menino viu
que era capaz de ser
noviça, monge ou mendigo
ao mesmo tempo.
O menino aprendeu a usar as palavras.
Viu que podia fazer peraltagens com as palavras.
E começou a fazer peraltagens.
Foi capaz de interromper o vôo de um pássaro
botando ponto final na frase.
Foi capaz de modificar a tarde botando uma chuva nela.
O menino fazia prodígios.
Até fez uma pedra dar flor!
A mãe reparava o menino com ternura.
A mãe falou:
Meu filho você vai ser poeta.
Você vai carregar água na peneira a vida toda.
Você vai encher os
vazios com as suas
peraltagens
e algumas pessoas
vão te amar por seus
despropósitos.
Fonte




mane

Biografia
Manoel Wenceslau Leite de Barros (Cuiabá19 de dezembro de 1916  — Campo Grande13 de novembro de2014) foi um poeta brasileiro do século XX, pertencente, cronologicamente à Geração de 45, mas formalmente ao pós- Modernismo brasileiro, se situando mais próximo das vanguardas europeias do início do século e da Poesia Pau-Brasil e da Antropofagia de Oswald de Andrade. Recebeu vários prêmios literários, entre eles, dois Prêmios Jabutis. É o mais aclamado poeta brasileiro da contemporaneidade nos meios literários. Enquanto ainda escrevia,Carlos Drummond de Andrade recusou o epíteto de maior poeta vivo do Brasil em favor de Manoel de Barros2 . Sua obra mais conhecida é o "Livro sobre Nada" de 1996. Vejam mais:

Mais sobre esta obra





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