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Olá amiga(o) ,
Fui professora dos projetos "Estímulo À Leitura",
"Tempo Integral" e a favor da leitura lúdica,
afinal, quer momento mais marcante que a fantasia da vida?
Portanto, será um prazer receber sua visita em mais um blog destinado a educação.
Nele pretendo postar comentários e apreciações de materiais didáticos de Língua Portuguesa, além de outros assuntos pertinentes, experiências em sala de aula, enfocando a interdisciplinaridade e tudo que for de bom para nossos alunos.
Se você leu, experimentou, constatou a praticidade de algum material e deseja compartilhar comigo,
esteja à vontade para entrar em contato.
Terei satisfação em divulgar juntamente com seu blog, ou se você não tiver um, este espaço estará disponível dentro de seu contexto.
Naturalmente, assim estaremos contribuindo com as(os) colegas que vêm em busca de sugestões práticas.
Estarei atenta quanto aos direitos autorais e se por ventura falhar em algo, por favor me avise para que eu repare os devidos créditos.
Caso queira levar alguma publicação para seu blog, não se
esqueça de citar o "Linguagem" como fonte.
Você, blogueira sabe tanto quanto eu, que é uma satisfação ver o "nosso cantinho" sendo útil e nada mais marcante que
receber um elogio...
Venha conferir,
seja bem-vinda(o)
e que Deus nos abençoe.
Krika.
30/06/2009

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terça-feira, junho 08, 2010

O patinho que não aprendeu a voar/Hora da história - 08/06/10


O PATINHO QUE NÃO APRENDEU A VOAR
Coleção estórias para pequenos e grandes
Editora Paulus
Elaboração do Projeto: Cláudia Onofre
Resenha:
Narra a história de um patinho chamado Taco, que nasceu junto com mais nove irmãos. Um dia o pai de Taco resolve ensinar os filhos a voar. Enquanto seus irmãos aprendiam a voar, Taco continuava brincando, pois queria aproveitar a vida. Isso era um risco, pois patos que não aprendem a voar podem virar patos domésticos, que só fazem o que o dono quer. Quando o inverno chegou, a família de Taco voou para procurar um lugar seguro, mas como ele não sabia voar, teve de ficar, e seu pai resolveu ficar junto com ele. Um dia o pai voou para buscar alimento, os caçadores chegaram e levaram Taco para um sítio. No sítio, apesar de ser bem alimentado, vivia triste, cheio de saudade; ele não podia fazer mais nada...virou um pato doméstico.
Público-alvo:
Ensino Fundamental – 2° nível.
Temática:
Crescimento, independência e desenvolvimento do próprio potencial.
Temas transversais:
Ética, Meio Ambiente e Trabalho e consumo.
Interdisciplinaridade: Arte, Filosofia, Língua Portuguesa e Psicologia.
Objetivos:
Identificar os motivos que levaram Taco a virar um pato doméstico;
Analisar a importância dos amigos, da família e do professor para o processo de auto-afirmação na adolescência;
Avaliar o dilema que Taco enfrenta entre ser conivente com o grupo ou seguir seu caminho;
Identificar os motivos pelos quais o pai de Taco não ficou contente com sua decisão;
Distinguir qual é a diferença entre pertencer ou participar de um grupo.
Atividade:
Propor para a classe o seguinte tema:
QUAL É O MOMENTO CERTO PARA “VOAR?
Após a discussão dividir os alunos em grupo e propor que elaborem um planejamento para o futuro (se quiser estabeleça um tempo).
O planejamento deverá ter como base os seguintes aspectos:
1. Meta – objetivo.
2. Diálogo – “arma” poderosa de interação.
3. Persistência – apostar e acreditar em si mesmo.
4. Regras – projetos bem-sucedidos tem normas.
5. Auto-estima – valorização das qualidades individuais.
No final da atividade os grupos deverão apresentar o planejamento para a classe.
O professor deverá consultá-los após o término das atividades da possibilidade de os trabalhos serem apresentados pelos próprios alunos aos pais.Tendo como objetivo sensibilizar os pais por meio de uma palestra com um profissional de psicologia, sobre a importância de acompanhar o planejamento de vida dos filhos. Ressaltando que este acompanhamento poderá ser o grande diferencial para garantir o sucesso e a felicidade desses adolescentes.
A avaliação deverá ser feita a partir da produção de cada atividade sugerida. Um outro aspecto da avaliação, mais subjetivo e interessante, pode ser a partir da observação do envolvimento e interesse do aluno nas várias atividades. Também poderá ser solicitada uma auto-avaliação, permitindo-lhe refletir sobre seu processo de construção do conhecimento, sua participação e interação no grupo.A partir das observações, elabore um pequeno relatório individual apontando os aspectos que podem ser melhorados.

O PATINHO QUE NÃO APRENDEU A VOAR
Rubem Alves
Taco era um patinho. Era amarelo e fofo como todos os patinhos, quando acabam de sair dos ovos. Mamãe pata olhava feliz para Taco e seus nove irmãozinhos.
Papai pato conversava com os amigos e dizia, orgulhoso, que seus filhos haveriam de ser lindos patos selvagens, capazes de voar muito longe, muito alto, livres...
Taco e os irmãozinhos aprenderam logo que a vida era uma gostosura.
Brincavam o dia inteiro, fazendo uma enorme gritaria, com toda a criançada da vizinhança: os sabiás, os beija-flores, os coelhinhos.
E chegaram mesmo a ficar amigos de uns peixinhos, com quem gostavam de apostar corrida, no ribeirão.
Tudo era só brincadeira até que o pai chamou todos os patinhos e, com ar muito sério, disse:
- Chegou a hora de começar o treinamento para a liberdade.
Taco perguntou logo se liberdade era coisa de comer, se era doce ou azedo. Nenhum patinho tinha ouvido esta palavra antes.
Papai pato deu uma risadinha e disse:
- Não, não é nada disto. Liberdade é poder fazer aquilo que a gente quer muito, muito mesmo.
O que as nuvens mais querem é virar chuva. Porque a chuva faz as plantas brotarem. E as nuvens ficam felizes quando viram chuva.
O que os sabiás mais querem é começar a cantar, antes do sol nascer, aquele canto triste e comprido, que faz com que todos os bichos fiquem felizes porque os sabiás existem. O mundo seria tão triste sem eles...
O que os beija-flores mais querem é ser capazes de bater as asas tão rápido que ninguém vê, e ficar voando, parados, na frente das flores, sugando o seu melzinho. As flores sorriem para os beija-flores e os beija-flores sorriem para elas. E todos se sentem felizes.
O que as rosas mais desejam é tomar um banho de sol e espalhar o seu perfume...
E há um peixe que tem um desejo enorme de voltar às nascentes do rio onde nasceu. E para voltar a este lugar encantado ele é capaz mesmo de saltar sobre cachoeiras...
- E nós, que é que nós queremos?, Perguntou um dos irmãozinhos.
- Nós somos patos selvagens. Nosso desejo mais fundo, a coisa que mais queremos, é voar. Voar alto. Voar muito alto.
Vocês verão, quando, crescerem um pouco mais. Vocês sabem o que é saudade? Saudade é uma coisa que a gente sente quando alguém muito querido partiu e está muito longe. Saudade dói. Às vezes a gente chora de saudade. Pois bem: isto, que nós patos selvagens sentimos, se parece com saudade. Pois bem: isto, que nós patos selvagens sentimos, se parece com saudade. Do mesmo jeito que o peixe faz tudo para voltar ao lugar onde nasceu, nós fazemos tudo para chegar às alturas. Nós nascemos para viver nas alturas.
Lá no alto, é maravilhoso, continuou o pai. Às vezes, de tarde, o sol vai se pondo, escondendo-se atrás das montanhas. As nuvens vão ficando vermelhas. Todos os bichos vão voltando para suas casa. As árvores, as matas, as montanhas, o vento, tudo está quietinho. Como se estivesse rezando. Só se ouve o flap-flap das nossas asas. E a gente sente que aquele momento é a coisa mais bonita da vida inteira...
Taco desatou numa gargalhada.
- Que é isto, papai? Voar, nestas alturas? Aqui em baixo está tão bom. Eu não sei voar e não quero aprender a voar. Corro muito, brinco de pique, sei nadar, me divirto à beça com a meninada... que coisa mais gostosa pode existir na vida? Não existe nada que eu troque por uma brincadeira de esconde-esconde com os coelhinhos e os pardais...
O papai pato parou de sorrir. Seus olhos ficaram tristes. Ele pensou antes de falar.
- Eu não queria falar sobre isto agora, porque é muito triste. Mas o pato que não aprende a ser livre acaba virando pato doméstico.
- O que é isto, pato doméstico?, Perguntou um dos patinhos com bocadinho de medo.
- A gente fica doméstico quando arranja um dono.
- E o que é isso? Perguntou Taco.
- Entre nós, bichos, não havia dono. Ninguém era dono de ninguém. Ninguém era animal doméstico. Foram os homens que inventaram isto. Vieram os homens com os laços e redes e puseram os animais dentro de cercados e os obrigaram a trabalhar para eles.
Os cavalos, em outros tempos tão orgulhosos e livres, correndo pelas campinas, viraram bestas de montaria e de carga. Não podem fazer o que querem porque os homens puseram freios na s suas bocas e apertam suas barrigas com esporas...
Ah! Como eles choram de noite por haverem perdido sua liberdade.
Coisa parecida aconteceu com os cachorros, galinhas, vacas e bois, continuou o pai. Não são os donos dos seus narizes. Têm de fazer o que os homens mandam. E quando não obedecem, apanham. Às vezes, quando não servem para mais nada, são mortos para serem comidos como churrasco ou como galinha assada. E a mesma coisa acontece com os patos que não aprendem a ser livres. Acabam virando animais domésticos. Passa, a ter um dono...
Os patinhos estremeceram. Mas o pai continuou.
- Os homens descobriram, depois, que eles podiam domesticar uns aos outros também.
E passaram a fazer uns com os outros aquilo que tinham feitos aos animais. Os mais fortes ficam donos dos mais fracos. Os mais fracos são obrigados a fazer a vontade dos mais fortes. E há homens e mulheres, centenas, milhares, que passam a vida inteira sem fazer o seu desejo mais profundo, aquilo que nos faz felizes. Só sabem fazer a vontade dos outros.
Eles não aprenderam a liberdade. Foram domesticados.
Taco, nesta hora, estava mais interessado em acompanhar o vôo de uma borboleta. Foi quando um bando de pardais passou, fazendo algazarra, com um convite:
- Vamos brincar de pega?
Taco, cansado com o papo-furado do pai, saiu correndo e desapareceu. Foi atrás dos pardais. Brincar, na verdade, era a única coisa que lhe interessava.
- Meu pai se preocupa demais com a vida, ele pensou. Ainda há muito tempo. Depois eu penso nesta coisa chamada liberdade.
Os outros patinhos começaram o treinamento.
Passavam horas a fio batendo as asas. Suas asas deveriam ser fortes para voar por muito tempo. Aprenderam a respirar fundo porque, para voar nas alturas, precisariam de muito ar. Seu pai lhes ensinou a voar sem esbarrar uns nos outros. E assim o tempo foi passando. Ficavam cansados. E tinham inveja do Taco, despreocupado.
O tempo passou.
O inverno foi chegando aos poucos. O sol se escondia mais cedo. As folhas das árvores começaram a cair. A comida foi ficando mais difícil. Taco notou que não havia mais companheiros para a brincadeira...parece que todos haviam se escondido. Bandos de patos selvagens começavam a passar, voando lá nas alturas, perto das nuvens, para onde tinha mais comida. Ele notou que sua família também se preparava para a viagem.
Chegara a hora que ele pensara nunca haveria de chegar. E ele começou a ter medo. Ele nunca havia treinado para ser livre. Nunca havia voado nas alturas. Apalpou os músculos de suas asas. Eram fraquinhos, murchos... Mas era tarde demais.
Chegou o dia da partida. Toda a família se reuniu e veio a ordem.
- Bater as asas...
Todos começaram a bater suas asas para esquentar o corpo.
- Voar, grasnou o pai.
Todos se elevaram.
Menos o Taco. Seu pai o viu, sozinho, no chão. Disse à mãe que continuasse. Haveria de se encontrá-la depois. Ele tinha de ficar para proteger o filho que não treinara para a liberdade.
Fez uma longa curva e voltou.
Taco não conseguia mesmo voar. O remédio era ficar, na esperança de que conseguiriam sobreviver.
A comida faltava. O pai tinha de voar longas distâncias para buscar comida.
Aí chegaram os caçadores. Ninguém os viu. Só se ouvia o trovão de suas espingardas, ao longe. Um dia seu pai saiu e não voltou mais. Aí os caçadores apareceram, com seus laços e redes, em busca dos animais que poderiam ser domesticados.
Taco tentou fugir, nadando. Mas uma grande rede, redonda, caiu sobre ele.
Foi levado para um sítio e bem tratado. A vida não era má. Ele tinha milho à vontade. Mas, uma de suas asas foi cortada para não voar. E foi colocado atrás de uma cerca. Havia se transformado num pato doméstico. Foi engordando, engordando...Quando o inverno ia chegando, ouvia o grasnar dos patos selvagens, voando lá nas alturas, brilhando sob a luz do sol.
Foi só então que ele compreendeu o que seu pai lhe havia dito. Sentiu um desejo profundo, lá no fundo, coisa parecida com saudade. Queria voar, voar com todos os patos selvagens.
Por um momento esqueceu-se de tudo. Abriu suas asas, e bateu-as com toda força de que era capaz. Chegou até a levantar os pés do chão. Mas era inútil. Muito gordo, músculos mole, asa cortada. Era um pato doméstico.
O pato selvagem só vivia lá dentro do seu coração, como um grande desejo. Duas grossas lágrimas rolaram pela sua face.
Mas elas não adiantavam de nada.
Nesta hora, abriu-se a porta do cercadinho e o seu dono jogou um punhado de milho.
Mas ele não tinha fome...


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2 comentários:

  1. oi lindaaa vim retribuir a visita
    nesse blog lindooooo
    bjsss millllllllllllll no coraçãooo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    ResponderExcluir
  2. oi querida Krika !!parabens pelo seu 1 ano de blog!!!!!!!Ë muito bom ver blogs como o seu, tão inteligente e preocupado com a educação continuar nessa luta diária de dividir o saber!!!que venham outros anos!parabens amiga!!!!!bjs Teresa Carneiro

    ResponderExcluir

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